petroleiroanistiado

A great WordPress.com site


Deixe um comentário

PETROBRAS – Atrasos na entrega de equipamentos

Atraso em Rio Grande leva projeto à China

Preocupada em acelerar a produção de petróleo e temendo atrasos na entrega de equipamentos, a Petrobras transferiu para o Exterior parte das obras encomendadas para a Engevix, no Estaleiro Rio Grande. Na origem dos problemas, estariam atrasos na construção de cascos de plataformas.

A informação é publicada pelo jornal Zero Hora, 25-02-2013.

Além de problemas no cronograma em Rio Grande, também houve atraso de entrega no estaleiro Inhaúma, no Rio de Janeiro. Contratados por mais de US$ 2 bilhões e seguindo as regras de conteúdo local, de até 70% para estimular a indústria local, os serviços foram redirecionados para a Indonésia e o estaleiro Cosco, em Dalian, na China.

A Petrobras reconhece que houve mudança de estratégia por causa da falta de disponibilidade dos dois estaleiros. No caso das plataformas replicantes (que repete exatamente a mesma operação de outra), parte do casco será feita no Cosco por causa do atraso na construção dos cascos em Rio Grande. A Engevix não comentou.

Serão erguidas na China as bases de quatro plataformas que farão a exploração do pré-sal da Bacia de Santos. Estão programadas para entrar em operação em 2016 e 2017. Foram encomendadas à Cosco uma parcela da transformação (conversão) de três navios em plataformas (P-75, P-76 e P-77) e as estruturas do casco da plataforma replicante.

“Claramente este é um movimento da Petrobras para poder acelerar o desenvolvimento dos campos”, afirmou o presidente da Odebrecht Óleo e Gás, Roberto Ramos.

Fontes do setor dão como certo que haverá descumprimento de conteúdo local nas obras subcontratadas ao estaleiro Cosco. A Petrobras, que precisará prestar contas à Agência Nacional do Petróleo, nega. “Não haverá descumprimento”, afirma, em nota. Se extrapolar os limites de conteúdo local na conversão, a compensação terá de ser feita na fase de montagem da planta industrial na plataforma.

A decisão da Petrobras de recorrer à China já mostra que a companhia não está disposta a correr o risco de retardar o aumento de sua produção por causa dos atrasos da indústria nacional. O governo usa os contratos da Petrobras para reativar o setor naval. Mas, para acelerar o processo, foi necessário fazer as encomendas antes de os canteiros para as obras (dos estaleiros) estarem prontos. Com o avançar dos projetos, os gargalos da indústria nacional ficam mais evidentes.

A P-76 passa por limpeza na Indonésia e depois segue ao Cosco. Os três navios nem sequer estiveram no Brasil, foram da Malásia direto para Indonésia e China. Apenas a P-74 segue o processo de conversão no estaleiro Inhaúma, no Rio. A Petrobras também negocia no Exterior para alugar, e não construir, as cinco plataformas (FPSOs) extras para a área da cessão onerosa.

FONTE: IHU


Deixe um comentário

PLATAFORMAS – CONTEÚDO LOCAL

Petrobras – Fatos e Dados

CONTEÚDO LOCAL EM PLATAFORMAS: ESCLARECIMENTO À AGÊNCIA ESTADO

A respeito da matéria veiculada pela Agência Estado em 22/02/13 sob o título “Petrobras recorre a serviços na China para evitar atrasos na produção” (Parte1 e parte2), a Petrobras esclarece que:
– A realização de obras das plataformas P75, P76, P77 (Cessão Onerosa) e P67 (FPSO Replicante) na China não implicará em descumprimento das regras ou dos percentuais de conteúdo local estabelecidas nos contratos. A maior parte dos serviços será executada nos estaleiros nacionais. Os serviços a serem realizados na China representam menos de 3% do valor total dos contratos para construção dos 4 FPSOs da Cessão Onerosa e dos 8 FPSOs Replicantes. No caso dos 8 FPSOs Replicantes, apenas metade (50%) de um dos cascos contratados será construída na China.
– Além da P-74, todos os demais cascos para a Cessão Onerosa (P-75, P-76 e P-77) virão para o Brasil, para continuação das obras de conversão e posterior integração no país com os módulos, que estão sendo contratados.
– Em relação ao edital de licitação para conversão dos cascos para a Cessão Onerosa, este não impedia que, respeitados os requisitos de conteúdo local, parte do escopo fosse executada no exterior, a critério da contratada. A proposta vencedora, respeitando o conteúdo local exigido, foi 30% menor que a do segundo colocado.
– Não existem negociações em andamento para realização de outros serviços na China relativos aos cascos dos FPSOs Replicantes ou da Cessão Onerosa.
– A Petrobras não decidiu afretar FPSOs para utilização na Cessão Onerosa. A Petrobras não está negociando afretamento de FPSOs com conteúdo local zero. Desde 2010 a Petrobras vem exigindo que os FPSOs afretados atendam requisitos de conteúdo local similares aos praticados para as unidades próprias.
A Petrobras reafirma seu compromisso com o conteúdo local e com o desenvolvimento da indústria naval brasileira. A Companhia vem investindo fortemente nas obras de construção do Estaleiro Rio Grande e na revitalização do Estaleiro Inhaúma, que se encontrava desativado há mais de 10 anos.
O índice de conteúdo local contratado é imutável e a Petrobras não cogita alterá-lo.