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PETRÓLEO – Mundo precisa da Arábia Saudita.

Mundo precisa que Arábia Saudita forneça volume recorde de petróleo

Como a produção da Líbia, do Irã e do Iraque não se recuperou conforme o previsto, a Arábia Saudita pode precisar bombear 11 milhões de barris por dia até dezembro para compensar déficit global
Os ministros da Opep dizem que quase certamente deixarão seu teto de produção de petróleo inalterado quando o grupo se reunir, nesta semana. O que realmente importa para os mercados globais é se a Arábia Saudita responderá ao déficit global de abastecimento bombeando um volume recorde de óleo.
Há apenas seis meses, analistas de energia previam que a produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo subiria demais e que a Arábia Saudita precisaria reduzir o bombeamento para abrir espaço para outros fornecedores. Eles mudaram de ideia depois que a produção da Líbia, do Irã e do Iraque não se recuperou conforme o previsto e os estoques dos países industrializados atingiram o nível mais baixo para esta época do ano desde 2008. A Arábia Saudita pode precisar bombear um recorde de 11 milhões de barris por dia até dezembro para cobrir os outros países membros, diz a Energy Aspects Ltd., uma empresa de consultoria.
“Agora, não se trata de os sauditas abrirem espaço, mas de saber se eles manterão isso funcionando e se manterão uma capacidade suficiente de reserva”, disse Jamie Webster, analista em Washington da IHS Inc., empresa de pesquisas sobre o setor. “A Opep está tendo cada vez mais dificuldades para simplesmente fazer seu trabalho de conseguir todos os barris necessários”.
No momento em que a revolução norte-americana do xisto impulsiona a produção dos EUA para um pico em três décadas, o fornecimento em outras partes do mundo está vacilando. A batalha pelo controle político na Líbia, ataques a oleodutos no Iraque e prolongadas sanções contra o Irã estão impedindo que esses países retomem o ritmo de produção. Embora os estoques de petróleo bruto dos EUA tenham atingido uma alta recorde em abril, as restrições às exportações estão segurando esses estoques no país, temperando as previsões de que os preços globais do petróleo cairão neste ano.
Reunião de dezembro
Vários países da Opep não conseguiram aumentar a produção como sugeriram seus ministros na última reunião do grupo, em dezembro. O Iraque visava a um aumento de cerca de 30% em 2014, para 4 milhões de barris por dia, disse o ministro do Petróleo, Abdul Kareem al-Luaibi. A Líbia pretendia restaurar dentro de 10 dias sua capacidade diária plena, de quase 1,6 milhão de barris, ante menos de 20% anteriormente, disse o ministro do Petróleo, Abdulbari al-Arusi. O Irã havia assegurado seis meses de alívio em relação às sanções impostas pelos governos ocidentais e estava buscando sua produção mais alta em cinco anos, disse o ministro do Petróleo, Bijan Namdar Zanganeh.
A produção diária do Iraque encolheu 8% desde que o país chegou ao um pico em 35 anos, de 3,6 milhões de barris, em fevereiro, em meio a disputas políticas e explosões em oleodutos, segundo a Agência Internacional de Energia. Na Líbia, a produção caiu para um décimo da capacidade por causa de protestos em campos de petróleo e de greves em terminais de exportação. O fornecimento iraniano foi pouco alterado, enquanto o fim do alívio às sanções, em julho, está próximo, caso o país não possa chegar a um acordo mais amplo em relação ao seu programa nuclear.
O ministro saudita do Petróleo, Ali Al-Naimi, disse a repórteres em Seul, em 12 de maio, que qualquer escassez no fornecimento no mercado do petróleo pode ser coberta. O reino é capaz de produzir até 12,5 milhões de barris ao dia de petróleo bruto e bombeou 9,67 milhões em maio, segundo dados compilados pela Bloomberg. Assessores de imprensa do Ministério do Petróleo da Arábia Saudita não estavam disponíveis para comentar o assunto quando foram contactados pela Bloomberg, em 6
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de junho e ontem. Não houve resposta a um e-mail enviado ontem ao departamento de comunicação da companhia estatal Saudi Aramco.
“Na época da última reunião da Opep, havia uma certa preocupação quanto ao que aconteceria se as interrupções na produção de países-chave começassem a voltar em grandes proporções”, disse Mike Wittner, diretor de pesquisas sobre o mercado do petróleo do Société Générale SA em Nova York. “Não está acontecendo tudo isso em grandes proporções. Isso significa que o mercado precisa que os sauditas produzam mais petróleo”.
Fonte: Bloomberg – texto extraído do Portal Brasil Econômico


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PETRÓLEO E GÁS NO SUDESTE MEDITERRÂNEO.

Corrida de petróleo e gás no Sudeste Mediterrâneo

Sérias evoluções detonou a competição para as fontes e os caminhos de energia no Sudeste Mediterrâneo. A pretensão da República de Chipre de iniciar as perfurações do “Lote 12” no final de setembro, ou no mais tardar no início de outubro deste ano, tornou-se o catalisador das evoluções, considerando a reação da comunidade turca do norte da República de Chipre, que vê seus interesses sendo ameaçados, conforme estende-se e aprofunda-se a aliança entre o Estado de Israel e Chipre.
Entretanto, entre os fatores que, em futuro próximo, definirão as evoluções, lista-se a situação na Síria e no Irã, o papel dos Estados Unidos e da Rússia, o aprofundamento da aliança estratégica entre Israel e Grécia, a evolução do imbróglio da República de Chipre e a definição greco-turcas no Mar Egeu.
Por intermédio da empresa de gás natural Delek, Israel busca desempenhar papel enérgico nas pesquisas e na extração de gás natural na plataforma continental cipriota, mas também no usufruto posterior e exportação à Europa. A Delek já participa societariamente da empresa norte-americana Noble Energy, que detém os direitos de exploração no “Lote 12” cipriota, enquanto, simultaneamente, realiza prospecções nas jazidas submarinas israelenses de Leviatã, Tamar e Dalit.
Por intermédio da Noble Cyprus, a Delek formalizou acordo com a norte-americana Noble Energy. No acordo, do qual participa ainda a israelense Avner Oil and Gas, subsidiária da Delek, prevê-se que as duas empresas – Delek e Avner – assumirão a responsabilidade por 15% dos gastos que terá a Nobre Cyprus em suas pesquisas no “Lote 12”. Após a aprovação do acordo pelo Governo do Chipre, as duas empresas não terão acesso em informações relacionados com o “Lote “12”, consideradas confidenciais.
Posição da Rússia
Israel exerce forte pressão para a rápida aprovação do acordo pelo governo cipriota, argumentando que, se a cooperação não avançar, então os dois países tornar-se-ão antagonistas na região, considerando que as jazidas israelenses estão situadas perto das cipriotas. As pressões israelenses buscam evitar que o governo cipriota aceite outra empresa petrolífera na região.
A Rússia, embora não participe das prospecções de petróleo na região, defende calorosamente os direitos cipriotas de domínio sobre sua plataforma continental, principalmente contra as ameaças da Turquia, que busca reavaliar seu papel no jogo energético da região.
A propósito, a gigantesca petrolífera estatal russa Gazprom anunciou que assume o abastecimento da República do Chipre com petróleo e gás natural até que o país seja auto-suficiente. Obviamente, o apoio da Gazprom não é gratuito, considerando que é candidata a formalizar contratos de pesquisa e prospecção na plataforma continental cipriota.
A República do Chipre está ampliando sua cooperação com Israel no setor de pesquisa e prospecção. De acordo com o Ministério de Relações Exteriores do Chipre, a cooperação do país com Israel está cobrindo as deficiências do país em meios de pesquisa e prospecção e salvação em caso de acidente no mar durante as operações.
Fonte: Monitor Mercantil


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OPEP – Produção em maio fica acima da meta.

Produção de petróleo da Opep sobe em maio, volta a ficar acima da meta

A produção de petróleo da Opep subiu para uma máxima de três meses em maio, apontou uma pesquisa da Reuters nesta sexta-feira, refletindo aumento da oferta de Angola e do sul do Iraque, que compensaram o agravamento da agitação na Líbia.
A oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo teve uma média de 30,02 milhões de barris por dia (bpd), ante 29,68 milhões de barris por dia em abril, de acordo com a pesquisa com base nos dados de embarques e informações a partir de fontes de empresas de petróleo, Opep e consultores.
O aumento coloca a produção da Opep acima da meta nominal do grupo de 30 milhões de barris por dia, pela primeira vez desde fevereiro.
A Agência Internacional de Energia (EIA, na sigla em inglês) disse em 15 de maio que a Opep precisaria aumentar a produção no segundo semestre do ano, para atender à crescente demanda.
“Por enquanto, parece ser adequado”, disse Carsten Fritsch, analista do Commerzbank em Frankfurt, considerando a produção da Opep como suficiente. “Para o segundo semestre do ano, pode ser diferente.”
Interrupções principalmente na Líbia têm pesado na oferta da Opep este ano, ajudando a manter os preços do petróleo Brent acima de 100 dólares por barril, apesar do crescimento da oferta de países não integrantes do grupo e do boom de xisto dos EUA.
A Opep produz um terço do petróleo do mundo. Em maio, a produção cresceu em Angola e no Iraque, e, em menor medida, na Arábia Saudita e Irã, segundo a pesquisa.
A queda mais significativa foi na Líbia, enquanto a produção nigeriana mal cresceu, apesar da suspensão de uma força maior na exportação pela Shell.
A produção da Líbia caiu em 60 mil barris por dia a uma média mensal de 190 mil bpd, segundo a pesquisa. Greves e protestos estão mantendo a oferta a uma fração do potencial do país.
A Opep se reúne em 11 de junho em Viena para considerar o ajuste da meta de fornecimento de 30 milhões de bpd. Não é esperada uma mudança na meta, uma vez que o preço do petróleo tem ficado acima de 100 dólares, o nível preferido da Arábia Saudita e muitos outros membros.
Fonte: Reuters


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EUA PODEM DEIXAR DE IMPORTAR PETRÓLEO AFRICANO.

EUA podem deixar de importar óleo da África

Novos projetos de produção no Golfo do México devem eliminar a necessidade de compra do petróleo africano
Os novos projetos de produção de petróleo na costa do golfo dos Estados Unidos podem acabar com a importação do combustível bruto da África já em 2016. De acordo com a analista de Downstream da GlobalData, Carmine Rositano, o aumento na produção das bacias petrolíferas de Bakken e Eagle Ford, nos Estados Unidos, e a construção de novos dutos e ferrovias para o transporte do petróleo, tem reduzido a necessidade de importação daquele continente.
Desde 2010, a quantidade de petróleo importado da África diminuiu 40%, passando de 750 mil barris/dia para 450 mil barris/dia. Além disso, tudo leva a crer que o recente aumento na distribuição no terminal de Yorktown, Virginia, para 140 mil barris/dia junto com melhorias no terminal Perth Amboy, em Nova Jersey, aumentará o volume do transporte de petróleo bruto de Bakken para a Costa Leste, acabando com a necessidade de importação de WTI africano.
De acordo com informações da GlobalData, novos trilhos, tanques de armazenamento de petróleo e máquinas que descarregam de forma mais rápida os vagões também estão sendo construídos na região da Filadélfia para abastecer as refinarias próximas.
Fonte: Energia Hoje


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PETRÓLEO NO MERCADO DE FUTUROS

 

ECONOMIA – Especulação com matérias primas.

 
Quarta, 08 de janeiro de 2014
 

Especuladores recompensam quem os defenda no meio acadêmico

O jornal norte-americano teve acesso às ligações financeiras que unem alguns dos maiores especuladores de Wall Street ao professor de finanças da Universidade de Houston, Craig Pirrong. O professor interveio diversas vezes desde 2006 em cartas às autoridades reguladoras federais e até depôs na Câmara dos Representantes dos EUA, invocando a sua autoridade acadêmica para provar a ausência de responsabilidade dos especuladores nos picos registados nos preços do petróleo e outras matérias-primas e produtos alimentares, numa altura em que a regulação discutia impor mais restrições às operações dos bancos nesta área, na sequência da crise financeira.
A reportagem foi publicada pelo sítio Carta Maior, 29-12-2013.
Afinal, o professor Pirrong, cujos trabalhos eram citados nas ações judiciais interpostas por institiuções financeiras para bloquear as restrições à especulação financeira, era ao mesmo tempo pago como consultor para uma das principais partes do processo, a Associação Internacional de Swaps e Derivados. Segundo o New York Times, embora Pirrong se apresentasse apenas como professor universitário, nos últimos anos foi pago pela bolsa de Chicago, o Royal Bank of Scotland e uma série de empresas que especulam nos mercados da energia.
Questionado sobre a origem dos seus ganhos fora do meio acadêmico, Pirrong terá respondido apenas que “isso é entre mim e o fisco”. Mas ele não é caso único. O mesmo jornal aponta o professor da Universidade do Illinois Scott Irwin, um dos acadêmicos mais citados em favor dos benefícios da especulação para a formação de preços nos mercados agrícolas, que é ao mesmo tempo consultor de uma das empresas que trabalha com bancos de investimento e fundos especulativos no mercado de matérias-primas. A sua universidade também recebe doações generosas quer da bolsa de Chicago quer de outros fundos que intervêm no mercado especulativo, que pagam bolsas de estudo, conferências e até a construção de um laboratório em tudo semelhante às salas de mercado bolsista.
Quando em 2008 o preço da gasolina subiu acima dos 4 dólares por galão nos EUA, o Congresso norte-americano ameaçou com a introdução de limites à especulação nos mercados do petróleo. “É uma caça às bruxas”, indignou-se Craig Pirrong em múltiplos artigos, incluindo no Wall Street Journal, desdobrando-se em conferências e ocupando lugares em comissões de aconselhamento na matéria.
Por seu lado, os ensaios e opiniões de Scott Irwing foram promovidos para aparecerem em publicações influentes pelo próprio departamento de relações públicas da bolsa de Chicago, sendo frequente encontrar vídeos e entrevistas com este professor no site da Chicago Mercantile Exchange.
Mas o dinheiro dos especuladores não corre apenas diretamente para o bolso destes professores universitários. Para aumentar a sua notoriedade, também financiam revistas e sites na internet que promovem as figuras do meio acadêmico mais favoráveis aos seus interesses. Ambos os envolvidos negam que o seu trabalho seja influenciado pelo dinheiro que recebem dos especuladores, mas o tema ressurge no debate público numa altura em que os reguladores discutem novos limites à especulação, por verificarem que ela pode contribuir não apenas para prejudicar os consumidores, mas também para provocar a escassez de comida, como se viu na crise alimentar do final da última década.


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PETRÓLEO – A nova fronteira é o nordeste.

 

PETRÓLEO – A nova fronteira é o nordeste.

 Pela primeira vez a grande mídia dá a notícia que este Tijolaço vem antecipando (aqui eaqui) desde o início de agosto: as acumulações de petróleo nas costas nordestinas são enormes. A agência de notícias  Reuters, uma das maiores do mundo, em reportagem feita no Brasil e na dia, anunciou a descoberta de um campo de dimensões superiores a um bilhão de barris no litoral sergipano.
Ali, um após outros, poços pioneiros estão revelando a existência de óleo a profundidades superiores a cinco mil metros. Como estou entrando no debate, colo a longa reportagem da Reuters e volto depois.
RIO DE JANEIRO, 26 Set (Reuters) – Uma campanha exploratória na costa de Sergipe mostra que uma área controlada pela Petrobras e um parceiro indiano possivelmente possui mais de um bilhão de barris de petróleo, disseram à Reuters fontes do governo e da indústria, reforçando esperanças de que a região se tornará em breve a maior nova fronteira petrolífera do país.
A Petrobras e a IBV Brasil, uma joint venture igualmente dividida entre as indianas Bharat Petroleum (BPCL) e a Videocon Industries, avaliaram que o bloco marítimo de exploração SEAL-11 contém grandes quantidades de gás natural e petróleo leve de alta qualidade, segundo cinco fontes do governo e da indústria com conhecimento direto sobre os resultados da perfuração.
O bloco SEAL-11 e suas áreas adjacentes, a 100 quilômetros da costa do Estado de Sergipe, podem conter mais de 3 bilhões de barris de petróleo “in situ”, segundo duas das fontes. Se confirmada, a descoberta seria uma das maiores do ano no mundo. A Petrobras detém 60 por cento do SEAL-11, enquanto a IBV possui 40 por cento.
A Petrobras tem apostado, desde que comprou os direitos de perfurar a área há uma década, que as águas de Sergipe possuem grandes quantidades de petróleo e gás. Como operadora do bloco, a Petrobras registrou descobertas na área junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nos últimos anos, conforme é exigido por lei, mas ainda tem que anunciar suas estimativas sobre o tamanho potencial da reserva. A última perfuração deixa claro o quão grande a descoberta pode ser, disseram as fontes.
A área, onde a Petrobras está agora perfurando poços de avaliação, também oferece a oportunidade de aumentar a produção brasileira, com reservas de perfuração mais fácil e barata do que no pré-sal, gigantesca reserva em águas profundas, no litoral do Sudeste brasileiro. A primeira produção em SEAL-11 e suas áreas adjacentes é esperada para 2018, disse a Petrobras em nota.
“Sergipe, sem dúvidas, tem um grande potencial e excelentes perspectivas”, disse à Reuters uma fonte do governo brasileiro com conhecimento direto sobre as descobertas da Petrobras e da IBV e de seus planos de desenvolvimento. “Eu diria que Sergipe é a melhor área do Brasil em termos de perspectiva depois do pré-sal.”
Pré-sal é o nome dado a uma série de reservas de petróleo preso muito abaixo do leito marinho, sob uma camada de sal, nas Bacias de Campos e Santos.
As estimativas e perspectivas sobre Sergipe às quais a Reuters teve acesso se baseiam em pelo menos dez indícios de petróleo e gás em sete poços, conforme comunicados enviados à ANP desde 16 de junho de 2011.
Em respostas enviadas por email, a Petrobras declinou dizer quanto petróleo estima haver em SEAL-11 e seus blocos adjacentes, mas disse que 16 poços perfurados desde 2008 na região de águas profundas de Sergipe encontraram vários acúmulos de petróleo, “que compõem uma nova província de petróleo na região”.
O número exato somente será conhecido quando os planos de avaliação forem concluídos em algum momento de 2015, disse uma fonte da BPCL na Índia sob condição de anonimato. Alguns especialistas da indústria acreditam que os testes podem demorar mais, pelo fato da Petrobras estar atualmente sobrecarregada com outros investimentos gigantescos e estar enfrentando dificuldades para levantar fundos.
A fonte da BPCL disse que o SEAL-11 provavelmente possui entre 1 e 2 bilhões de barris de “petróleo in situ”, um termo que inclui reservas impossíveis de recuperar e aquelas que podem ser economicamente produzidas. O volume pode aumentar quando as reservas nos blocos subjacentes forem incluídas.
Se a área revelar possuir 3 bilhões de barris “in situ” ou mais, ela seria capaz de produzir 1 bilhão de barris, com base nas taxas de recuperação do Brasil, de 25 a 30 por cento do petróleo existente, disse um especialista do setor petrolífero com conhecimento direto sobre o programa de perfuração.
A Petrobras e seus parceiros continuam a perfurar a área e solicitaram que a ANP aprove 8 planos de avaliação de descoberta para a região marítima, último passo antes do campo ser declarado comercialmente viável.
GIGANTE OU SUPER GIGANTE?
Além SEAL-11, a Petrobras fez pelo menos mais oito descobertas no bloco vizinho SEAL-10, que é 100 por cento de propriedade da estatal brasileira, e mais duas descobertas no bloco SEAL-4, com 75 por cento detidos pela Petrobras e 25 por cento pela indiana Oil & Natural Gas Corp (ONGC), segundo dados da ANP.
As descobertas não indicam, necessariamente, que há petróleo ou gás em quantidades comerciais. Todo óleo e gás encontrados durante perfurações, por mais insignificantes, devem ser comunicados à ANP.
A relutância da Petrobras para estimar as reservas no campo de Sergipe não é incomum na indústria do petróleo, onde muitas empresas só confirmam as estimativas de reservas após extensas perfurações.
Tal atitude, no entanto, contrasta com a avidez das autoridades brasileiras em enaltecer a área super gigante de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. Em maio a ANP disse que Libra possui de 8 a 12 bilhões de barris de óleo recuperável, com base na perfuração de um único poço. O governo planeja leiloar os direitos de produção em Libra, maior descoberta petrolífera do Brasil, em 21 de outubro.
Caso a descoberta de Sergipe seja confirmada, o petróleo e o gás encontrados em SEAL-11 podem se tornar a primeira descoberta brasileira “super gigante” (na casa dos bilhões de barris) fora da região do pré-sal, onde Libra está localizada.
Recentes perfurações também sugerem que um campo gigante de gás natural pode se estender para muito além de SEAL-11, com gás suficiente para suprir todas as necessidades atuais do Brasil “durante décadas”, disse uma das fontes.
Mesmo que o volume recuperável em Sergipe fique na categoria “gigante”, ou seja, na faixa das centenas de milhões de barris, a área ainda seria a primeira grande descoberta marítima no Nordeste do Brasil, uma das regiões mais pobres do país.
“A descoberta é muito grande, e caso seja desenvolvida poderia transformar a economia do nosso Estado e da nossa região”, disse à Reuters o subsecretário de Desenvolvimento Energético do governo de Sergipe, José de Oliveira Júnior.
Oliveira Júnior disse que não poderia dar uma estimativa do tamanho das reservas em SEAL-11, mas que elas são tão grandes que a Petrobras teria dito ao governo que provavelmente não será capaz de considerar o desenvolvimento da área por cerca de seis anos.
Autoridades em Sergipe estão ansiosas para desenvolver a área rapidamente. Petróleo há muito tempo tem sido produzido no Estado, principalmente em terra, mas os volumes são pequenos. A produção mensal em Sergipe é menor do que os maiores campos brasileiros produzem em uma questão de horas.
Os frutos da descoberta, no entanto, podem levar anos para chegar até os acionistas e residentes de Sergipe, apesar de sua proximidade da costa, da qualidade do óleo e de os reservatórios de menor complexidade sugerirem que seria mais barata para desenvolver do que os campos gigantes do pré-sal, disseram as fontes.
Situada em áreas com rochas mais porosas e permeáveis, o óleo leve poderia ser relativamente mais fácil de ser extraído em relação ao petróleo do pré-sal, mais pesado e preso em rochas mais compactas, disse uma fonte da indústria no Brasil.
(Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier no Rio de Janeiro, Prashant Mehra em Mumbai e Nidhi Verma em Nova Délhi)
 


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EQUADOR – EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO

Publicado por lalineadefuego 

La decisión del Presidente Rafael Correa, adoptada este jueves 15 de agosto, de clausurar los esfuerzos a favor de la iniciativa Yasuní – ITT, en la amazonia ecuatoriana, y en su lugar autorizar el inicio de la explotación petrolera en yacimientos ubicados dentro de una de las principales reservas de biodiversidad del continente americano, marca un hecho decisivo que a la par deja hacia atrás los principales planteamientos de transformación elaborados durante el proceso social y político de más de veinte años que vivió el Ecuador.

La mencionada resolución del poder  ejecutivo, que ahora pasa a la definición en un legislativo, donde la bancada gobiernista controla más del 75% de los votos parlamentarios,  tiene la contundencia de los hechos, donde el acto habla por sí solo, no requiere de mucha retórica para reconocer su esencia. Y los análisis  deben recoger esa contundencia: las consecuencias del camino designado y aquellos que fueron desechados o relegados.

El camino es avanzar en la explotación petrolera en concreto, ratifica la opción por el extractivismo de manera general que involucra principalmente a la minería y los agrocombustibles, bajo el lema planteado reiteradamente por Correa, la sui generis formula de: “superar el extractivismo con mas extractivismo”; el instrumento de esa política es inicialmente la empresa estatal de petróleos (PETROECUADOR, y su rama de explotación PETROAMAZONAS) y más adelante empresas transnacionales, preferentemente estatales o semiestatales, como es lo que ya está sucediendo en la minería con las corporaciones chinas.

La retórica que justifica el extractivismo es aquella nutrir las arcas fiscales para el “combate a la pobreza”, con mas carreteras, hidroeléctricas, aeropuertos, a las que se añaden políticas que afectan a los ingresos monetarios de la población, pero no pretenden topar las estructuras del poder económico y social. Incluso las clases del poder político se reciclan y se renuevan alrededor de clientelas de los herederos de los viejos caciques.

Se da a la faz pública, nacional e internacional,  el definitivo salto hacia atrás: se renuncia con una contundencia, digna de mejor causa,  a lo más avanzado que había logrado proponer y elaborar el proceso social ecuatoriano contemporáneo, en  veinte años de combate al neoliberalismo y el colonialismo.

Ahora si ya estamos en otra cosa;  quien pretenda decir que los pasos siguientes tienen algo que ver con respecto a un horizonte de buen vivir – sumak kawsay, o es un ingenuo, o  un embaucador.

Porque de eso se trata en última instancia: una estructura de poder político que se va extendiendo al poder económico, legitimada detrás de un enorme y valioso proceso social de alrededor de dos  décadas (que tuvo la enorme virtud de articular varios pilares, el movimiento indígena, que recuperaba las banderas de la plurinacionalidad e interculturalidad, los movimientos sociales de clase que interpelaban al neoliberalismo, y las posiciones críticas del posdesarrollismo, todas ellas lograron construir una propuesta de transformación radical, no solo de ruptura con el neoliberalismo, sino también con el desarrollismo, allí están planteamientos fuertes como derechos de la naturaleza, economía social y solidaria, soberanía alimentaria, buen vivir – sumak kawsay), renuncia a ese programa, uno de cuyos emblemas era la iniciativa Yasuní – ITT, e impone en su lugar un programa chato extractivista y desarrollista (¿Qué otro nombre puede tener la promesa de  mas petróleo por menos pobreza?), que remoza pero reproduce el viejo orden capitalista, ahora con rostro de modernidad.

A estas alturas Prebisch resulta más radical que Correa


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PETROLEIRAS GASTAM MAIS E ENCONTRAM MENOS PETRÓLEO

Grandes petroleiras que viram sua receita encolher no segundo trimestre em relação ao mesmo período em 2012, como ExxonMobil, Chevron, Royal Dutch Shell, BP e Total, estão sendo abandonadas por investidores atraídos por rivais menores e ágeis.
O principal motivo são os custos crescentes em troca de retornos cada vez menores, apesar de o preço do barril estar acima de US$ 100 -em todos esses casos, exceto no da Total, a produção de petróleo e gás caiu a despeito do maior investimento de capital.
“Para essas empresas, ampliar volumes é um desafio, mesmo com o petróleo em alta”, diz Dan Pickering, co-presidente da Tudor Pickering Holt & Co. “Enquanto as empresas independentes crescem 30% ao ano, as grandes lutam para não cair.”
As cinco grandes do petróleo apresentam desempenho 15% inferior ao do índice de ações S&P 500 da Bolsa de Nova York neste ano.
Os motivos que pesaram contra cada empresa diferem, mas há um tema comum entre elas: para explorar fronteiras mais distantes e desafiadoras em termos técnicos, como as areais oleaginosas do Canadá e o pré-sal no Brasil e em campos offshore no Ártico, foi preciso elevar os investimentos de capital.
Em muitos casos, o fluxo de caixa tornou-se insuficiente para, simultaneamente, bancar o aumento e pagar os dividendos aos acionistas.
E os acionistas, embora diante de certa “fartura” petroleira após anos de barreiras no Oriente Médio e a mercê de governos nacionalistas em outros polos produtores, se ressentiram.
Algumas companhias captaram o recado. Outras estão recebendo uma mensagem diferente, a de que os investidores já não esperam que elas busquem elevar sua produção se tiverem de pagar demais para atingir essa meta.
A despeito desse abandono da busca do crescimento puro e simples, porém, o aumento no investimento deve frutificar. Segundo a consultoria de energia Wood Mackenzie, a produção de petróleo das grandes petroleira deve crescer 3% ao ano até 2020.
Fonte: Financial Times


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DIAS CONTADOS? O tempo das empresas privadas de petróleo está chegando ao fim?

 

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Hoje em dia, 90% das reservas de petróleo está sob o controle de empresas estatais (Reprodução/Internet)
Dias contados?

Empresas privadas de petróleo estão perdendo espaço para as estatais

Nos anos 50, sete grandes empresas privadas (BP, Esso, Gulf Oil, Mobil, Royal Dutch Shell, SoCal e Texaco) controlavam 85% das reservas de petróleo mundiais. Hoje em dia 90% das reservas está sob o controle de empresas de petróleo estatais (EPEs), as quais pertencem, pelo menos em parte, aos governos dos países que possuem o petróleo em questão. No passado as EPEs dependiam do conhecimento tecnológico, habilidades de gestão de projeto e alcance global das grandes empresas internacionais de petróleo para produzir, refinar e vender o seu produto. Hoje em dia cada vez mais ENEs conseguem fazer essas coisas sem o auxílio de suas congêneres privadas.

Isso quer dizer que as grandes empresas privadas dependem cada vez mais de petróleo que é difícil de ser extraído: seja devido à geologia (petróleo armazenado nas profundezas do oceano e distante de qualquer costa); ou devido à composição química (petróleo misturado em areia betuminosa, etc); ou devido à política (petróleo em países com os quais o diálogo é difícil). O seu tamanho, know-how e experiência são úteis para as empresas nesses casos. Mas elas estão gastando cada vez mais dinheiro para gerar uma parcela cada vez menor da produção mundial total. Isso funciona até o momento que o mundo continue a demandar mais e mais petróleo. Mas e se esse não for mais o caso?

Caso os níveis da demanda se estabilizem e os preços comecem a cair, as empresas que extraem petróleo ao seu custo máximo sofrerão por que cessará o fornecimento de petróleo barato. Metade do gasto de capital de longo prazo das grandes empresas hoje em dia é dedicada aos poços de petróleo inconvenientes em termos de custo ou de águas profundas.

Texto da revista Economist editado para o Opinião e Notícia


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PETRÓLEO – Nova descoberta na área do pré-sal.

Do Fatos e Dados

Descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos

Confira nosso comunicado oficial sobre a descoberta de nova acumulação de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos:

A Petrobras comprovou a ocorrência de petróleo no poço 3-SPS-101 (3-BRSA-1179-SPS), localizado na área do Plano de Avaliação da Descoberta de Carioca, no bloco BM-S-9, no pré-sal da bacia de Santos. O poço, informalmente denominado de Iguaçu Mirim, está localizado a 303 km do litoral do estado de São Paulo, 34 km a sul do poço descobridor (1-SPS-50 – Carioca) e a 9 km a sul do poço Iguaçu (4-BRSA-709-SPS), em profundidade de água de 2.158m.

Esta nova descoberta foi comprovada com amostragens de óleo de cerca de 20 graus API, por teste a cabo, em reservatórios carbonáticos do pré-sal a partir de 4.850 metros de profundidade.

O Consórcio BM-S-9 é operado pela Petrobras (45%) em parceria com a BG EΠBrasil (30%) e Repsol Sinopec Brasil (25%). O prazo para a Declaração de Comercialidade é 31 de dezembro de 2013.