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GASODUTOS – Resposta ao jornal O Globo.

Blog Fatos e Dados

Gasodutos: resposta ao jornal O globo

 

 

Leia a resposta que enviamos ao jornal O Globo a respeito de oferta de gás e malha de gasodutos:

Pergunta: Estamos fazendo matéria de fim de semana sobre o futuro do gás natural no mercado brasileiro. Já recebemos algumas respostas da Petrobras  relativas a algumas perguntas solicitadas pelo Bruno na semana passada, que serão utilizadas. Bom, mas temos uma pergunta a mais sobre esse assunto, considerando a recente declaração do diretor Alcides Santoro:

Segundo o Plano de negócios 2014/18, a previsão é de aumentar a oferta da ordem de 118 milhões de m3/dia previstos para 2014, para 168 milhões m3/dia em 2030. Isso quer dizer que a atual malha é suficiente para esse aumento? Ou algum investimento terá que ser feito em termos de infraestrutura (gasodutos e UPGNs para levar o gás até a malha de distribuição?

Resposta: No horizonte de 2030, para uma oferta projetada de R$ 168 milhões de m³/dia, projetamos uma demanda de 143 milhões m3/dia, sendo parte destinada a consumo próprio em unidades pertencentes à Petrobras. O atendimento à demanda das distribuidoras e a novas usinas termelétricas será garantido por novos pontos de entrega e estações de compressão, não necessitando nenhum investimento na malha de gasodutos de transporte.

No Plano de Negócios e Gestão (PNG) 2014-2018, 50% do total de investimentos previstos para a área de G&E referem-se ao tratamento e escoamento do gás natural nacional oriundo do pré-sal. A malha de gasodutos foi projetada para atendimento pleno da demanda no longo prazo e há investimentos da ordem de US$ 590 milhões alocados para garantia da continuidade, confiabilidade e segurança operacionais da infraestrutura logística de atendimento em todo o horizonte do Plano.

Obs: A matéria “Ofertade gás crescerá 68%, mas faltam gasodutos” (versão online) foi publicada pelo veículo nesta terça-feira (17/06).


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GÁS NATURAL – Demanda chinesa deve dobrar até 2019.

AIE diz que demanda chinesa de gás natural deve dobrar até 2019

A demanda chinesa de gás natural deve quase dobrar até 2019, compensando um crescimento mais lento na Europa e em outros lugares, informou ontem a Agência Internacional de Energia (AIE) em seu relatório anual de médio prazo sobre o mercado de gás. A demanda de gás global deverá subir 2,2% por ano até o fim de 2019 em comparação com a alta de 2,4% projetada na estimativa do ano passado.
O gás natural liquefeito (GNL) vai atender grande pane desta demanda, com novos gasodutos ganhando relevância. Em uma mudança diante da dominação tradicional de fornecedores estatais, operadores do setor privado na Austrália, Canadá e Estados Unidos devem liderar a expansão do comércio de GNL, que deve ter crescimento de 40%, atingindo 450 bilhões de metros cúbicos até o fim de 2019.
Metade de todas as novas exportações de GNL virá da Austrália, enquanto a América do Norte será responsável por cerca de 8% do comércio global do gás em 2019, informou a AIE.
“Estamos entrando na era de mercados muito mais eficientes de gás natural, com benefícios adicionais para a segurança energética”, disse a diretora executiva da AIE, Maria van der Hoeven. “Enquanto o crescimento da demanda é impulsionado pela região da Ásia e do Pacífico e especialmente pela China, o crescimento da oferta para o comércio internacional de gás é dominado por investimentos privados em GNL na Austrália e na América do Norte”.
Preços
No entanto, os altos preços do GNL estão ameaçando afetar a demanda e isso pode abrir a porta para o aumento do uso de carvão, acrescentou. Os setores
de energia, indústria e transporte da China vão impulsionar a demanda global de gás chinês para 315 bilhões de metros cúbicos em 2019, um aumento de 90% ao longo do período de previsão, disse o relatório.
Ainda que a China continuará a ser um importador significativo, metade de sua nova demanda de gás será atendida por recursos internos, cuja maioria é não convencional. A produção chinesa deverá crescer 65%, para 193 bilhões de metros cúbicos em 2019, de 117 bilhões de metros cúbicos em 2013, segundo o relatório.
Enquanto isso, na Europa, não se espera que o consumo se recupere para o seu pico de 2010 durante os próximos cinco anos devido ao fraco crescimento da demanda de energia e apoio do governo para as energias renováveis. Além disso, não haverá diversificação significativa do abastecimento de gás da Europa até o final da década, segundo o relatório.
Fonte: Agência Estado


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MERCADO DE GAS A MÉDIO PRAZO.

‘Golden Age’ of gas coming to China, IEA says in latest five-year outlook

Near-doubling of Chinese demand for gas by 2019 offsets slowdown in other regions

Driven by booming demand, the “Golden Age” of natural gas that is now firmly established in North America will expand to China over the next five years, the International Energy Agency (IEA) said in its 2014 Medium-Term Gas Market Report released today. The projected near-doubling of Chinese gas demand through 2019 compensates for a slight slowdown in growth in many other areas of the the world, the report said.
The annual report, which gives a detailed analysis and five-year projections of natural gas demand, supply and trade developments, sees global demand rising by 2.2 percent per year by the end of the forecast period, compared with the 2.4 percent rate projected in last year’s outlook.
Liquefied natural gas (LNG) will meet much of this demand, with new pipelines also playing a role. In a shift away from the traditional dominance of state-owned suppliers, private-sector operators in Australia, Canada and the United States are taking the lead in the expansion of the LNG trade, which is expected to grow by 40% to reach 450 bcm by 2019. Half of all new LNG exports will originate from Australia, while North America will account for around 8% of the global LNG trade by 2019.
“We are entering the age of much more efficient natural gas markets, with additional benefits for energy security,” IEA Executive Director Maria van der Hoeven said as she presented the report at the Conference of Montreal. “While demand growth is driven by the Asia-Pacific region – and especially China – supply growth for the international gas trade is dominated by private investments in LNG in Australia and North America.”
Despite the projected growth in gas demand and production, the IEA Executive Director said warning lights were flashing.
“High LNG prices are threatening to crimp demand as many countries are increasingly unwilling, or unable, to afford these supplies – and that could open the door to coal,” she continued. “Looking ahead, unless we see timely investment in new production and LNG facilities and the reversal of the recent cost inflation of LNG, only a very strong climate policy commitment could redirect Asia’s coal investment wave to gas.”
In China, where air quality concerns are prompting the government to adopt tough plans to reduce pollution, gas is emerging as a major part of the solution. The power, industrial and transport sectors will drive overall Chinese gas demand to 315 bcm in 2019, an increase of 90% over the forecast period, the report said. While China will remain a significant importer, half of its new gas demand will be met by domestic resources, most of them unconventional: Chinese production is set to grow by 65%, from 117 bcm in 2013 to 193 bcm in 2019.
In contrast to the dynamic growth projected in Asia, the report paints a starkly different picture in Europe. Due to low power demand growth and robust policy support for renewable energy, European gas consumption will not recover to its 2010 peak over the next five years. Moreover, there will be no meaningful diversification of European gas supplies through the end of the decade, according to the report.
The report said that despite abundant geological resources, the Middle East will struggle to achieve its full production potential – with some countries even experiencing gas shortages. The main reason for this is unrealistically low regulated gas prices that hinder upstream investment and encourage wasteful consumption.
The Medium-Term Gas Market Report is part of a series of annual reports the IEA devotes to each of the main primary energy sources: oil, gas, coal, renewable energy and – as of last year – energy efficiency.


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GÁS NATURAL – Negociações entre Rússia, Ucrânia e UE.

Rússia, Ucrânia e União Europeia voltam a negociar solução para crise do gás

A Rússia e a Ucrânia se reunirão novamente amanhã (9) com a União Europeia (UE) para encontrar uma solução para o conflito em torno do preço do gás russo, que ameaça o abastecimento da Europa.
Um porta-voz do Ministério da Energia russo confirmou hoje às agências locais que as três partes vão se reunir em Bruxelas na véspera do fim do prazo dado pela Gazprom, empresa russa de gás, à Ucrânia para o pagamento da dívida, antes do corte do abastecimento.
Será a quinta reunião ministerial em Bruxelas, mas até agora Moscou e Kiev não cederam nas exigências sobre o pagamento de dívidas e a revisão das taxas de gás, respectivamente.
Na última reunião, no dia 2 de junho, os dois países chegaram a lançar as bases para um novo plano de pagamento das dívidas da Ucrânia e um método para a fixação do preço do gás russo, de acordo com o comissário europeu para a Energia, Günther Oettinger.
A Gazprom estendeu até 10 de junho o prazo para o corte do abastecimento energético à Ucrânia, depois de Kiev ter pago as dívidas relativas a fevereiro e março, num total de 786
A Ucrânia ainda deve 1,45 milhão de dólares, relativos aos meses de novembro, dezembro e janeiro, além da fatura de maio para evitar a introdução do pagamento antecipado, o que incluiria a interrupção do abastecimento.
A Naftogaz, estatal ucraniana de gás, propôs à Gazprom a revisão do contrato de fornecimento celebrado entre as duas empresas, em 2009, com o objetivo de estabelecer novos parâmetros de preços, volumes e condições de venda.
Kiev exige a volta do preço de 268 dólares por 1 mil metros cúbicos, que pagava até a deposição do presidente Víktor Yanukóvich em fevereiro. Já a Rússia insiste que o atual preço de mercado para a Ucrânia é 485 dólares.
A União Europeia propõe um preço intermediário, de cerca de 350 dólares por 1 mil metros cúbicos, o mesmo pago por outros clientes europeus da Gazprom.
O novo presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse que o país quer a “independência energética” e não vai pagar “preços loucos” exigidos pela Gazprom.
Poroshenko, que tomou posse ontem (7), lembrou que a Ucrânia assinou um acordo com a Eslováquia para o fornecimento de gás, que atingir 8 milhões de metros cúbicos.
No entanto, o presidente russo, Vladimir Putin, alertou que este fornecimento não resolverá os problemas da Ucrânia e que, se ocorrer uma violação do contrato com Moscou será obrigado a cortar o gás, afetando também a União Europeia.
O bloco europeu está particularmente interessado na resolução deste conflito, uma vez que importa 40% do seu gás da Rússia e metade deste total chega ao território europeu por gasodutos ucranianos.
Fonte: Agência Lusa — texto extraído da Agência Brasil


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GÁS RUSSO – “Armadilha chinesa”.

Especialista russo em gás diz que Ucrânia caiu na “armadilha chinesa”

Contrato da Rússia com a China pode mudar quadro de apoio europeu à Kiev
O especialista russo Yuri Korolchyuk, membro do Conselho Observador de Estratégias Energéticas, comentou os possíveis desdobramentos para a Ucrânia do recente acordo de gás entre Rússia e China. Um documento de US$ 400 bilhões que prevê o envio anual de 38 bilhões de metros cúbicos de gás russo ao país asiático, durante 30 anos.
“Com a assinatura do acordo de gás entre Rússia e China a questão ucraniana é colocada em segundo plano pela União Europeia. A reorientação parcial da Rússia para o mercado de gás da China, e, em perspectiva, da Coreia do Sul e do Japão, anulará as tentativas da União Europeia em obrigar a Rússia a baixar os preços do gás. Afinal, agora a Gazprom ganhou um mercado de gás alternativo e de maiores perspectivas”.
“A Ucrânia caiu na ‘armadilha’ chinesa, que é favorável à Rússia. Agora, os problemas ucranianos e, antes de tudo, a solução da questão da dívida de gás da Naftogas, deixarão de ser tão atuais para a União Europeia. Afinal, a Europa também terá que salvar a própria pele. A última declaração rígida do Primeiro-Ministro interino ucraniano, Arseni Yatsenuyk, tachando de inviáveis quaisquer conversações entre Ucrânia e Rússia, representa uma última tentativa de pressionar a União Europeia e de a atrair para o lado da Ucrânia, inclusive na questão do gás”.
“Antes do acordo chinês, a posição da União Europeia podia ser resumida como isenta. Agora, a União Europeia ficará tentando não estragar de vez suas relações com a Gazprom e passará a se distanciar cada vez mais da questão de gás ucraniana. Desde já, a União Europeia induz banalmente a Ucrânia a pagar sua dívida com a Rússia pelo gás de 2013 e do primeiro trimestre de 2014. A União Europeia, junto com o FMI, ajudará a Ucrânia oferecendo empréstimos, que terão de ser pagos, mas não negociará junto à Rússia um novo preço de gás para a Naftogás, como deseja a Ucrânia. Os países da União Europeia estão preocupados, antes de tudo, com eles mesmos e com os preços de gás aos seus consumidores e não com os habitantes e as indústrias da Ucrânia. Na verdade, pelo que parece, a Ucrânia está sendo novamente deixada frente a frente com o ‘sanguinário’ monopolista de gás da Rússia”.
“Mas a Ucrânia ainda corre um outro grande perigo. O acordo da Gazprom com a China prevê que a Rússia receba dos chineses um investimento de US 20 bilhões para a produção de gás, além de um adiantamento no valor de US$ 25 bilhões. Com esses recursos a Gazprom poderá iniciar a construção da ‘Corrente do Sul’ sem o apoio inicial da União Europeia. E isso ameaça a Ucrânia com a perspectiva de perda do volume de trânsito de gás até 40 ou 50 bilhões de metros cúbicos”.
Fonte: Diário da Rússia


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GÁS NATURAL – do poço ao forno.

Gás natural, do poço ao forno

Por Paulo Pedrosa*
As discussões em torno do abastecimento de curto prazo do setor elétrico estão dominando os debates sobre a energia. A situação é compreensível, tendo em vista os desafios imediatos na gestão do abastecimento e seus custos. O problema é que está sendo comprometido o debate em torno da matriz energética que seria natural em um ano de eleições. O processo fica particularmente contaminado no caso do gás natural, sob pressão do abastecimento das usinas termoelétricas que, pela primeira vez em 23 anos, usam mais combustível do que as indústrias. Ao mesmo tempo, o ator dominante do setor gasífero, a Petrobrás, encontra-se cada vez mais pressionado pelos subsídios à gasolina e pelos gigantescos compromissos de investimento assumidos em relação ao pré-sal.
Historicamente talvez tenhamos nos acomodado em relação ao gás devido a características da nossa geografia – do clima tropical à disponibilidade de recursos hídricos que viabilizaram a construção de um parque hidrelétrico. Hoje, os conflitos de interesses das diversas etapas da cadeia, as diferentes instâncias regulatórias e as limitações físicas e comerciais do mercado de gás ampliam o desafio de promover o desenvolvimento do setor.
O resultado é que, por mais bem-intencionadas que possam ter sido, a maioria das ações em favor do gás ficou aquém de seus objetivos. Tomemos como exemplo a questão do mercado livre que, previsto na Lei do Gás, de 2009, também depende de regulações estaduais para funcionar na prática. Com exceção de alguns esforços – como em São Paulo e no Rio -, na maior parte dos casos tais regras nem sequer foram definidas. Mesmo nos casos em que já existem, dificilmente viabilizam o fechamento de contratos – seja pelo rigor excessivo, seja pela concentração de mercado na produção e no transporte que dificulta a entrada de novos agentes fornecedores.
O Brasil não pode, no entanto, continuar à margem do ciclo virtuoso que hoje o gás natural protagoniza em boa parte do mundo. E tem de estar atento à realidade do energético no novo século: a grande indústria depende não só da disponibilidade de gás, como que ele siga as referências de preço verificadas lá fora. É preciso que tenhamos custos competitivos ante os do gás que recebem as indústrias que competem conosco globalmente.
Diante da importância desses processos para o desenvolvimento econômico, nosso país tem de inverter a lógica atual que privilegia o subsídio focado nos pequenos consumidores. Claro que nada temos contra esforços que se traduzam em benefícios diretos à população, muitas vezes em condições de vida em que poucos reais a menos no custo do gás liquefeito de petróleo ou da gasolina fazem a diferença no fim do mês. Trata-se, aliás, de situação que remete à observada no setor elétrico, em que a energia barata das concessões que venceram foi destinada apenas aos consumidores ligados às distribuidoras, negando à indústria importante fonte de competitividade nessa frente.
Esse tipo de prática, no entanto, acaba por prejudicar a sociedade como um todo. Como temos observado nos Estados Unidos com o shale gas, gás natural em condições competitivas promove investimentos na indústria, gera empregos e renda, com benefícios estruturais muito mais amplos, duradouros e coletivos do que reduções dos custos dos energéticos destinadas aos pequenos usuários.
Não podemos perder a chance de aproveitar o debate eleitoral para discutir o tema e garantir um planejamento adequado para os próximos governantes. Por isso, o Fórum das Associações Empresariais Pró-Mercado de Gás Natural, que reúne representantes de toda a cadeia do gás, está encaminhando aos pré-candidatos à Presidência da República um documento com a visão da indústria sobre o tema. Trata-se de uma contribuição para motivar o debate e transformar a oferta de gás natural numa alavanca para recuperar a competitividade e o crescimento da economia brasileira.
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Isso passa por um plano que considere o setor de maneira integrada, do poço de produção ao alto-forno.
*Paulo Pedrosa é presidente executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia e de Consumidores Livres (ABRACE), é coordenador do Fórum das Associações Empresariais Pró-Mercado de Gás Natural.
Fonte: O Estado de S. Paulo


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UCRÂNIA E SUA DEPENDÊNCIA DA RÚSSIA NO QUE DIZ RESPEITO AO GÁS NATURAL.

Ucrânia luta para se livrar da Rússia na importação de gás natural

Enquanto a Ucrânia tenta conter uma insurgência pró-Rússia que convulsiona sua porção leste, uma luta talvez mais significativa para o país depende do que acontece debaixo da terra, nestes pacatos bosques do extremo oeste do país, na fronteira com a Eslováquia.
Aqui, o equivalente a US$ 20 bilhões (R$ 44,4 bilhões) por ano em gás natural flui por dutos subterrâneos e entram na Europa após viajar 5.000 km a partir da Sibéria.
É também, como acredita o governo pró-europeu em Kiev, onde a Ucrânia tem a chance de se libertar das garras da Gazprom, a estatal russa do setor energético.
Em um grande esforço para conseguir isso, a Ucrânia vem há mais de um ano tentando começar a reversão de fluxo no fornecimento do gás para a Ucrânia, que passaria a vir da Europa via Eslováquia, minimizando as ameaças russas de fechar a torneira do gás.
Um acordo assinado recentemente entre os operadores eslovaco e ucraniano do gasoduto abriu caminho para modestas reversões de fluxo do gás da Europa, onde os preços são muito inferiores aos cobrados pela Gazprom em suas vendas diretas à Ucrânia.
Mas o acordo ficou tão aquém do que a Ucrânia esperava que fez emergir uma pergunta perturbadora: por que é tão difícil estimular a pequenina Eslováquia, membro da União Europeia, a tirar do papel uma empreitada tecnicamente simples e vitalmente importante para a Ucrânia e para a credibilidade do bloco?
Alguns citam obstáculos técnicos e jurídicos, outros falam em entraves políticos e no medo de enfrentar o Kremlin, mas todos concordam em que um grande obstáculo tem sido o poder e alcance da Gazprom.
A estatal é uma ferramenta poderosa para a promoção dos interesses econômicos e geopolíticos do país e está comprometida com o presidente Vladimir Putin.
A Gazprom exerce considerável influência na União Europeia, onde um terço do gás vem da Rússia. Mesmo assim, um mistério cerca a relutância da Eslováquia em abrir seu corredor de transporte de gás a um amplo fornecimento reverso para a Ucrânia.
Os gasodutos eslovacos, de acordo com autoridades e especialistas ucranianos, poderiam prover até 30 bilhões de metros cúbicos de gás da Europa para a Ucrânia por ano -mais do que todo o gás que a Ucrânia espera importar da Rússia neste ano.
Em vez disso, a estatal eslovaca Eustream ofereceu um duto pequeno que precisa de obras e que forneceria apenas 10% do gás que a Ucrânia espera da Europa. A empresa diz que essa quantidade poderá ser elevada depois.
Em Tchaslivtsi, onde técnicos da companhia de gasodutos da Ucrânia, a Ukrtransgaz, e a Gazprom monitoram o fluxo do gás para a Eslováquia, o diretor da instalação ucraniana, Vitaly Lukita, disse se perguntar se um dia o gás virá do outro sentido.
“Nós aqui estamos todos prontos, mas não sei por que os eslovacos demoram tanto”, disse Lukita.
Andriy Kobolev, o presidente do conselho da Naftogaz, estatal de gás da Ucrânia, disse estar especialmente desconcertado com a resistência da Eustream, porque em 2011 a empresa tinha apresentado a ideia de usar a capacidade sobressalente dos seus gasodutos principais para o abastecimento à Ucrânia por fluxo revertido.
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Ele disse que os eslovacos rejeitaram essa opção nas negociações recentes, citando contratos secretos com a Gazprom. Executivos da Eustream rejeitaram repetidos pedidos de entrevistas.
A dependência ucraniana da Gazprom para aquecer casas e gerar energia para fábricas não apenas deixa o país vulnerável a súbitas mudanças de preços, que flutuam dependendo de Moscou e ajuda a alimentar a corrupção nos governos ucranianos.
Quase todo o gás que os Estados Unidos e a União Europeia gostariam de ver fluir da Europa para a Ucrânia tem sua origem na Rússia. Assim que o gás é vendido, porém, a Gazprom deixa de ser sua proprietária e perde o poder de estabelecer os termos de venda.
Tudo o que a Ucrânia realmente quer, diz Kobolev, é um “preço justo e transparente” e um suprimento estável, ininterrupto.
A Rússia diz que tudo o que a Ucrânia precisa fazer para garantir um suprimento estável a um preço razoável é pagar suas contas em dia e liquidar suas dívidas, que a Gazprom diz totalizarem US$ 3,5 bilhões (R$ 7,77 bilhões).
A Ucrânia já começou a receber gás com reversão do fluxo, proveniente da Polônia e da Hungria. Mas as quantidades, cerca de 2 bilhões de metros cúbicos no ano passado, foram pequenas demais para fazerem qualquer diferença. Somente a Eslováquia tem um gasoduto com capacidade para alterar o equilíbrio de forças.
Alexander Medvedev, o diretor do braço exportador da Gazprom, disse não ver nenhum problema com a reversão de fluxo, mas afirmou que tais arranjos “requerem a anuência de todas as partes envolvidas”, incluindo a Gazprom.
“Normalmente, você não pode reverter o fluxo sem um novo duto”, acrescentou, indicando a oposição da Gazprom ao uso dos gasodutos eslovacos existentes.
Ivan Shayuk, um engenheiro ucraniano da Ukrtransgaz, balançou a cabeça quando indagado sobre o porquê de o esquema estar demorando tanto para funcionar. “Qual é o problema? O problema é simples: Putin”, disse ele.
Fonte: The New York Times – tradução de Rodrigo Leite


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GÁS NATURAL – verde e econômico.

Palestra em Ipatinga mostra as vantagens e quem é o público-alvo do gás natural.
Em palestra realizada na cidade de Ipatinga na última sexta-feira (9), o coordenador da Gerência de Comercialização do Gás Industrial, Comercial e Veicular da Gasmig, Welder Luiz de Souza, falou sobre os benefícios da utilização do GNV (gás natural veicular). Participaram do evento empresários, taxistas, frotistas, cooperativas, donos de autoescolas e autônomos que fazem transporte de cargas.
O evento foi realizado para mostrar ao público do Vale do Aço as vantagens e desvantagens do uso do gás natural, que começou a ser comercializado há um mês em Ipatinga. “O GNV chegou para atender a indústria e agora o setor veicular. O combustível chegou há pouco tempo na região, então é importante esclarecer as dúvidas em relação a ele”, declarou o técnico da Gasmig. “O gás natural é econômico e sustentável, mas é importante lembrar que ele é vantajoso apenas para quem roda muito, como motoristas que percorrem ao menos 50 Km por dia. Não é negócio para quem usa o carro com menor frequência”, adiantou ele.
Economia
O gás natural está sendo vendido em Ipatinga por R$ 1,99 o metro cúbico. “Em média, um veículo roda 7 Km por litro de etanol, 10 Km por litro de gasolina e 13 Km por m³ de GNV. Sem contar que o gás natural proporciona um rendimento energético maior do que a gasolina”, disse ele, ressaltando que a economia pessoal que tem com o uso do combustível. “Eu percorri os 212 Km de Belo Horizonte a Ipatinga tendo abastecido apenas uma vez, com o gasto de R$ 20,73”.
A Gasmig realizou um programa-piloto em Andradas, cidade localizada no Sul de Minas, que consistia em mostrar os benefícios do uso do gás natural. “Uma Kombi escolar economizou R$ 3 mil rodando durante um mês com GNV. Depois disso o prefeito converteu 18 veículos da frota para o gás natural, que pode gerar uma economia de R$ 100 mil por ano”.
Ainda segundo o técnico, essa economia financeira demonstra a característica de transformação social do combustível. “Um taxista que roda cerca de 250 Km diariamente gasta R$ 80 de gasolina ou etanol, se ele substituir o combustível líquido por gás natural ele gastará a metade desse valor”, apontou Welder. “Apenas a mudança de combustível pode gerar uma economia de R$ 1.200, dinheiro que pode ser investido na qualidade de vida de todos os membros da família”.
O “Vou no Gás”, programa da Gasmig, oferece hoje benefícios para quem optar pelo GNV. “O motorista que converte o carro em Minas ganha de 300 a 600 m³ de combustível numa promoção que vale até agosto desse ano”.
Combustível verde
Além de econômico, o gás natural também é ecologicamente correto. “Um veículo movido a GNV aponta uma redução de 20% na emissão de gás carbônico”, afirmou Welder. “Hoje, 37 veículos da Gasmig utiliza o combustível verde, que polui muito menos. O plano da empresa é fazer com que veículos pesados movidos a diesel utilizem o gás natural, o que vai gerar uma redução considerável de CO2 na atmosfera”.
Gastos com a conversão
Para utilizar o gás natural, o motorista precisa fazer adaptações no veículo. “É preciso instalar a parte eletrônica junto ao motor e colocar o cilindro no porta-malas. Os equipamentos e a mão de obra saem
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R$ 3.500 em média”, informou Welder. Após esse processo, o motorista deve homologar a alteração feita no carro junto ao Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e mudar a documentação do veículo no Detran-MG (Departamento de Trânsito de Minas Gerais). O equipamento precisa passar por inspeção anualmente.
Há dois tipos de cilindros, o maior, com capacidade de armazenar 15 m³ de GNV; e dois cilindros menores, com capacidade de 7,5 m² cada. “Tanto o cilindro maior quanto os dois menores pesam cerca de 70 Kg e, abastecidos, têm uma autonomia média de 220 Km”.
Equipamento moderno
Embora seja mais econômico, o uso do gás natural ainda não é muito difundido no país por falta de conhecimento e também por alguns mitos em relação ao combustível. “Há alguns anos houve a ameaça da falta de gás natural, os equipamentos antigos não eram muito eficientes e as pessoas reclamavam da falta de potência do carro”, lembrou o técnico. “Hoje não há mais riscos de escassez do GNV, os equipamentos são melhores e só funcionam alternando dois combustíveis, o que faz com o que o carro não perca a potência”.
O equipamento de 5ª geração, utilizado hoje nos veículos, dá ao motorista a possibilidade de usar o gás natural e outro combustível líquido de sua escolha. “Quando o carro exige uma potência a mais, o equipamento faz a mudança automática do GNV para o outro combustível, que retorna para o gás natural com o término da manobra”, explicou profissional.
Hoje o gás natural está presente em 17 cidades mineiras; há 73 postos que comercializam o combustível e mais de três mil veículos movidos a gás natural no Estado.
Fonte: Jornal do Vale do Aço


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PLANOS DOS ESTADOS UNIDOS PARA O GÁS UCRANIANO.

Planos dos EUA para o gás ucraniano

Analisando o desenrolar da situação na Ucrânia, parece que o país foi desde o início escolhido para o uso das tecnologias energéticas sujas, dizem os peritos. Por mais banal que pareça, a iniciativa parte dos EUA. Assim, cumprindo cegamente os planos norte-americanos, as atuais autoridades de Kiev estão virando tudo do avesso.
A razão de todo esse alvoroço são as reservas de gás ucranianas, tanto de gás de xisto, como de gás natural clássico. Os interesses de Washington são compreensíveis. Neste momento sua política se baseia em desligar, em primeiro lugar, Kiev de Moscou na área da energia. Em segundo lugar, eles querem usar a Ucrânia como um polígono de testes, onde possam realizar os experimentos ambientais mais ousados.
É uma possibilidade bastante confortável. O país não possui legislação quanto ao gás de xisto. Os ambientalistas ucranianos irão ficar calados, evidentemente. As autoridades de Kiev já estão comprometidas. Isso explica o aparecimento de empresários norte-americanos nos conselhos de administração de algumas companhias de gás ucranianas. Um claro exemplo disso foi a nomeação de Hunter Biden, o filho mais novo do vice-presidente dos EUA Joseph Biden, para o cargo de membro do conselho de administração da companhia ucraniana Burisma Holdings.
Também não são casualidade os confrontos de Lugansk, Slavyansk e Kramatorsk. Os combates que decorrem no distrito de Donetsk não são apenas para tomar posse das cidades e povoados, o sangue também é derramado para a conquista das jazidas de gás. No dia 17 de maio, por exemplo, o edifício da Direção de Gasodutos Principais de Kramatorsk da companhia Donbasstransgaz foi tomada por desconhecidos armados. Desse departamento depende o abastecimento de gás natural a instalações industriais de importância nacional como é a Usina de Construção de Máquinas de Novokramatorsk.
Nesse contexto começam surgindo, com cada vez mais frequência, novas declarações de companhias norte-americanas. Uma delas, a Chevron, declarou há dias que voltou a estar interessada na exploração das reservas de gás de xisto existentes na Ucrânia. Isso foi anunciado pelo seu diretor-geral, John Watson. Além disso, os acionistas da companhia foram informados que a direção estava seguindo com muita atenção os acontecimentos na Ucrânia e que aguardava a ocasião mais propícia para iniciar os trabalhos. Ou seja, de uma situação em que nada impeça a exploração do subsolo ucraniano sem quaisquer restrições.
Daí resulta que as terras ucranianas, conhecidas por serem muito férteis, serão entregues para satisfazer as ambições energéticas norte-americanas.
Por isso, dizem os peritos, não é por acaso que o ministro da Defesa da República Popular de Lugansk, Igor Plotnitsky, faz soar os alarmes. Parece que ele tem razão ao declarar que o motivo para desenrolar uma guerra civil no sudeste da Ucrânia foi o gás de xisto, cujas principais reservas se concentram precisamente onde os combates são mais renhidos – entre Lugansk, Slavyansk e Kramatorsk.
Fonte: Portal Rádio Voz da Rússia (Rússia)


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SÓ COM A EXPLORAÇÃO DO CAMPO DE LIBRA, RESERVAS DA GÁS DEVEM AUMENTAR 56%.

Área no pré-sal deve aumentar em 56% as reservas de gás do país

A área na província de petróleo do pré-sal conhecida como Libra pode ter potencial de, sozinha, aumentar até 56% o total de reservas de gás natural do Brasil.
A informação foi apresentada nesta terça-feira (26) por Osvaldo Pedrosa, presidente da estatal PPSA (Pré-Sal Petróleo).
A empresa foi criada para representar os interesses da União nos contratos de partilha assinados com as empresas que vão explorar e produzir óleo e gás nos reservatórios do pré-sal.
Segundo o executivo, Libra indica um total de recursos recuperáveis entre 313,6 bilhões e 470,4 bilhões de metros cúbicos de gás, volume que representa entre 37,3% e 56% do total de 839,5 bilhões de metros cúbicos de reservas no país, considerando as provadas e prováveis, de acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
Localizada na Bacia de Santos, a área de Libra é explorada pela Petrobras, em parceria com a francesa Total, a anglo-holandesa Shell e as chinesas CNOOC e CNPC.
Ela foi arrematada pelo consórcio em outubro do ano passado, em leilão organizado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
GÁS CARBÔNICO
Os volumes estimados para Libra já desconsideram o teor de gás carbônico associado nos reservatórios, da ordem de 44% do volume total.
Em Libra, o teor de gás carbônico é mais alto do que em outros reservatórios no pré-sal, segundo Pedrosa.
Esse gás não deverá ser, porém, disponibilizado para uso no Brasil assim que a produção comercial for iniciada. Isso porque ainda se estuda a melhor tecnologia para escoá-lo.
Assim, nos primeiros meses em que Libra estiver em produção, o gás deverá ser reinjetado nos poços.
A reinjeção contribui para aumentar a produtividade dos poços, uma vez que aumenta a pressão de saída do petróleo.
De acordo com o executivo, a perfuração dos dois primeiros poços exploradores em Libra pelo consórcio liderado pela Petrobras é prevista para o segundo semestre de 2014.
Em 2016, será iniciada a fase de testes da produção. O projeto-piloto de produção de Libra será iniciado em 2020.
RESERVATÓRIOS ALÉM DA FRONTEIRA
Pedrosa disse esperar que até o fim do ano a PPSA resolva os quatro casos de unitização de reservatórios de petróleo e gás que estão em abertos e envolvem áreas da União no pré-sal.
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A unitização é um procedimento realizado quando um operador de petróleo descobre que um reservatório de petróleo e gás no qual ele realiza trabalho de exploração e produção estende-se para além da área inicialmente delineada, dentro da qual ele pode, por contrato, atuar.
Quando o operador descobre a extensão maior do reservatório, é obrigada a comunicar à ANP e, em seguida, iniciar a negociação com o proprietário da área sobre a qual avança, para fazer a correta delimitação das reservas.
No caso de unitização sobre os reservatórios do pré-sal da União, a negociação para delimitação das áreas se dá com a PPSA.
Os casos a que Pedrosa se referem são de reservatórios que se estendem além das áreas de exploração inicialmente delineadas no campo de Lula, Sapinhoá (ambos no pré-sal) e Tartaruga Mestiça (no pós-sal), os três sob domínio da Petrobras, e a área Gato do Mato, de concessão da Shell.
Todos esses avançam sobre as áreas do pré-sal da União.
Pedrosa descarta a possibilidade de impasse na negociação.
“O pior dos mundos num acordo de unitização é não chegar a um entendimento, porque assim as empresas não se desenvolvem, não produzem. Em geral, as empresas se entendem”, disse Pedrosa.
Fonte: Folha Online