petroleiroanistiado

A great WordPress.com site


Deixe um comentário

ENERGIA SOLAR – Geração solar em hidrelétricas.

Brasil lança projeto inédito sobre geração solar em hidrelétricas

Projetos de pesquisa em Balbina (AM) e em Sobradinho (BA) totalizarão 10MWp de capacidade
instalada
O Brasil inicia nesta sexta-feira, 4 de março, na hidrelétrica de Balbina, no Amazonas, o primeiro
projeto de exploração de energia solar em lagos de usinas hidrelétricas com uso de flutuadores. No
dia 11 de março será lançado o protótipo similar na hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia. A cerimônia
de lançamento do projeto contará com a presença do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, e
de dirigentes do setor elétrico e das empresas envolvidas, além de pesquisadores responsáveis pelo
estudo.
No lançamento, será apresentado protótipo com cerca de 60 metros quadrados de área, em
funcionamento, permitindo a visualização do sistema. Nas semanas seguintes serão aprofundados os
estudos da área dos lagos para a ampliação dos sistemas, que na primeira fase terão capacidade de
1 MWp, com área equivalente a cinco campos de futebol, e posteriormente serão ampliados para 5
MWp.
Os projetos serão realizados com recursos de P&D pelas empresas, com previsão de investimentos
de quase R$ 100 milhões (R$ 49,9 milhões da Eletronorte e R$ 49,9 milhões da Chesf), em ações
previstas até janeiro de 2019, para gerar 10 MWp de energia elétrica. A escolha das duas usinas
deve-se ao fato de estarem em áreas de regimes climáticos diferentes, o que permitirá acompanhar o
desempenho dos sistemas nas diversas condições de tempo.
Este será o primeiro estudo sobre usina solar flutuante instalado no lago de hidrelétricas no mundo,
permitindo aproveitar as subestações e as linhas de transmissão das hidrelétricas e a área sobre a
lâmina d’água dos reservatórios, evitando desapropriação de terras. Projetos similares já foram
iniciados em outros países, mas em reservatórios comuns de água, não em hidrelétricas.
A entrega das plantas piloto em Balbina e Sobradinho está prevista para agosto de 2016, com
geração de 1 MWp em cada unidade. Em outubro de 2017, a potência será ampliada para 5MWp em
cada usina. O encerramento do projeto e apresentação dos resultados está prevista para janeiro de
2019.
A pesquisa analisará o grau de eficiência da interação de uma usina solar em conjunto com a
operação de uma hidrelétrica, focando em fatores como a radiação solar incidente no local; produção
e transporte de energia; instalação e fixação no fundo dos reservatórios; a complementariedade da
energia gerada; e o escoamento desta energia. Os resultados dos projetos permitirão avaliar a
eficácia da produção média de energia solar nesses locais.
As entidades que participarão do projeto são Sunlution, WEG, Fundação de Apoio ao
Desenvolvimento da UFPE (FADE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fundação de
Apoio Rio Solimões (UNISOL) e Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
Fonte: CanalEnergia


Deixe um comentário

ÍNDIA – Em construção maior parque solar do mundo.

Índia constrói o maior parque solar do mundo
 

 

Com previsão de ser concluída em 2016, usina no Rajastão vai produzir 4.000MW de energia limpa.

Com previsão de ser concluída em 2016, usina no Rajastão vai produzir 4.000MW de energia limpa.

O governo indiano anunciou que vai aproveitar a forte incidência de raios de sol na região desértica do Rajastão para construir o maior parque de geração fotovoltaica do mundo. Batizada de “Ultra-Mega Green Solar Power Project”, a central terá capacidade de produzir 4.000 MW, e ficará localizada a cerca de 75 quilômetros de Jaipur, importante centro urbano do país asiático.

O projeto será financiado pelo capital de empresas estatais, e terá o dobro da capacidade atual de todos os centros de geração de energia renovável no país. A Índia é um dos países que mais dependem das usinas de carvão mineral no mundo, que causam preocupantes índices de contaminação no meio ambiente, impactando negativamente na economia, e, principalmente, na saúde das pessoas.

O anúncio da construção do projeto para a imprensa internacional foi realizado por um documento online, e, de acordo com o site The Economic Times, o parque solar ocupará uma área de 93 mil quilômetros. As obras serão divididas em etapas: a primeira fase deverá ser concluída em 2016, garantindo à maior central do mundo a capacidade de geração de 1.000 MW.

O projeto do parque solar representa não só uma preocupação ambiental, mas, principalmente, um avanço social no país, que enfrenta sérios problemas de infraestrutura e precisa de urgentes obras de modernização, sobretudo nas regiões mais populosas. Assim, a usina de geração fotovoltaica será um dos símbolos de revitalização socioambiental. Recentemente, a companhia de trens da Índia anunciou a implantação de sistemas de ar-condicionado movidos a energia solar para os vagões.

Por Gabriel Felix – Redação CicloVivo


Deixe um comentário

ENERGIA SOLAR – Bairro solar na Alemanha

Bairro solar na Alemanha produz quatro vezes mais energia do que consome
 

 

O condomínio é capaz de produzir quatro vezes mais energia do que consome.

O condomínio é capaz de produzir quatro vezes mais energia do que consome.

O bairro solar Schlierberg, em Friburgo, Alemanha, é capaz de produzir quatro vezes mais energia do que consome, provando que uma construção ecológica pode ser muito lucrativa.

O condomínio é autossuficiente em energia e atinge isso através do seu projeto de energia solar, que utiliza painéis fotovoltaicos dispostos na direção correta. Parece uma estratégia simples mas, geralmente, os projetistas pensam nas instalações solares tardiamente, e dessa forma os painéis perdem parte de sua eficiência.

A vila, projetada pelo arquiteto alemão Rolf Disch, enfatiza a construção de casas e vilas que planejam as instalações solares desde o início do projeto, incorporando inteligentemente uma série de grandes painéis solares sobre os telhados. Os edifícios também foram construídos dentro das normas de arquitetura passiva, o que o permite produzir quatro vezes a quantidade de energia que consome.

O condomínio, com cerca de 11 mil m2, possui densidade média, tamanho balanceado, acessibilidade, espaços verdes e exposição solar.

Ao todo são 59 residências e um grande edifício comercial, chamado Solar Ship, que criam uma região habitável com o menor impacto ambiental possível. Nove das residências são apartamentos localizados na cobertura do edifício comercial. As residências multifamiliares possuem entre 75 e 162 m2.

Todas as casas são de madeira e construídas apenas com materiais de construção ecológicos. O conceito de cores foi desenvolvido por um artista de Berlim, Erich Wiesner.

As casas têm grande acesso ao aquecimento solar passivo e utilizam a luminosidade natural. Cada casa possui uma cobertura simples, com beirais largos, que permitem a presença do sol durante o inverno e protegem as casas durante o verão. Tecnologias avançadas como o isolamento a vácuo, aumentam o desempenho térmico do sistema da construção.

As coberturas possuem sistemas de captação de água da chuva. A água é utilizada na irrigação de jardins e nas descargas de vasos sanitários. Os edifícios também utilizam lascas de madeiras para o aquecimento no inverno, diminuindo ainda mais o impacto no ambiente.

As instalações permanecem livres de carros, graças à garagem abaixo do edifício comercial, onde é organizado um sistema de compartilhamento de automóveis.


Deixe um comentário

ENERGIA SOLAR – Geração solar ainda busca espaço.

Em um ano que será marcado pelo retorno do carvão mineral aos leilões de energia no país, excluído das concorrências desde 2008, a matriz solar tem tudo para fracassar na sua estreia em uma licitação, marcada para outubro. O próprio governo admite não ter expectativas. O cenário é lamentado por 11 empresas dispostas a desenvolver projetos solares de grande porte, que se mobilizaram para atuar nos bastidores da política energética.
Essas empresas estão pleiteando, no Ministério de Minas e Energia, a permissão para incluir projetos solares no leilão de energia A-5, de empreendimentos para entrega em cinco anos, desde que o preço-teto seja de R$ 165 por megawatt-hora. No entanto, o governo incluiu a matriz no leilão A-3 (para entrega em três anos), de 25 de outubro, em condições consideradas desfavoráveis pelas companhias e pelo próprio governo.
O grupo (formado por Renova, Bioenergy, Dupont, Engevix, Solyes, Tecnometal, Yingli, Solatio, EC13, Enel e Fotowatio) já enviou duas cartas ao MME, a última neste mês, com o apoio da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine) e da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen). Como já não conseguiram a inclusão no A-5 de 29 agosto, insistem para entrar no de 13 de dezembro.
Com base em um estudo contratado com a consultoria PSR, as empresas defendem que, em cinco anos, com projetos já contratados, seria possível estimular a queda de preços. “Colocar a energia solar no A-3 não vai viabilizar a matriz”, afirmou Rafael Kelman, consultor da PSR.
Ao Valor, Altino Ventura, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, disse que a solar não tem vocação para A-5, porque os projetos podem ser realizados em menos tempo. Para o secretário, há risco das obras serem atrasadas. O secretário teme ainda que os preços não caiam como o previsto. “No ministério nunca se trabalhou com um leilão onde se faz a concorrência dentro de uma expectativa de que o preço da usina vai reduzir”, declarou.
Hoje, segundo Ventura, estimativas de mercado indicam que o custo da solar está perto de R$ 250 por MWh. “Ela [a solar] está de fato atravessando uma redução muito grande [de preços]. Há alguns anos era na faixa de R$ 500”, ponderou Ventura. “[Com a inclusão no A-3] o que estamos fazendo é uma primeira experiência, para saber qual será o resultado”, explicou Ventura. Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), disse que, a partir da inscrição de projetos no leilão, o governo poderá ter informações mais precisas sobre o interesse das empresas no setor. “A eólica começou assim”, afirmou Tolmasquim.
Devido ao cenário pouco competitivo, Kelman afirmou que poucas empresas devem inscrever projetos, pois pode não ser proveitoso arcar com custos sem chances de vencer. “Este mapeamento [de informações] pode não ser atingido”, afirmou.
Eduardo Serra, presidente da Solyes, está considerando a possibilidade de entrar no A-3. “Mas não é prioridade absoluta”, afirmou. Ele se queixa do governo não ter aberto o A-5 para os investidores solares. “Proibir de entrar em um leilão onde se pode contratar, certamente não é uma ação para promover a fotovoltaica”, declarou. Ele diz acreditar que o Brasil está na contramão dos países desenvolvidos, que estimulam cada vez mais as energias renováveis. “Nós estamos fazendo o oposto. Coibimos a fotovoltaica e asseguramos o carvão”. O carvão havia sido rejeitado pelo Brasil, quando se preparava para apresentar propostas de redução de CO² na reunião da ONU sobre clima de Copenhangen, em 2009, e agora retorna aos leilões.
Ventura, assim como Tolmasquim, disse que quando a eólica começou a ser introduzida nos leilões, foi da mesma forma. No entanto, acredita que as condições para a solar não são as mesmas. “A
18
questão do contexto da eólica naquela ocasião é totalmente diferente da fotovoltaica hoje. A eólica já tinha sinais de preços muito melhores, próximos das opções que tínhamos”.
O Grupo Setorial de Sistemas Fotovoltaicos da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), estima que até o fim de 2012 o Brasil tinha capacidade instalada solar fotovoltaica conectada à rede de distribuição de 3,5 MW, incluindo projetos da MPX e da CPFL Energia.
Apesar do cenário, algumas empresas fornecedoras do segmento solar já começam a apostar no país, como a chinesa Yingli Solar, uma das maiores de painéis fotovoltaicos do mundo.
Fonte: Valor Econômico


Deixe um comentário

ENERGIA SOLAR – Solar fotovoltaico: crise ou evolução natural?

Por Clarice Ferraz

clarice042013A indústria solar fotovoltaica chinesa voltou a ganhar destaque nas últimas semanas. Entretanto, ao contrário das notícias de expansão e conquistas de mercados externos (com acusações de práticas de dumping relacionadas à falência de empresas alemãs e americanas) a que estávamos acostumados até 2011, dessa vez, é a falência da chinesa Suntech Power, líder mundial de fabricação de painéis fotovoltaicos, que está em foco. O fato chama atenção para toda a indústria que está passando por profunda crise.

Em realidade ela já dava sinais de que não estava indo muito bem. No ano passado, Siemens havia anunciado o adiamento de seus planos em investir em uma nova planta de produção de painéis de filmes finos e, esse ano, Bosch se retirou do mercado.  Mais recentemente foi Meyer Burger, o fabricante suíço de máquinas de cortar silício (principal tecnologia empregada hoje para a fabricação dos painéis), que revelou grandes perdas (redução de 50% de suas vendas em 2012[1]).

O solar fotovoltaico era visto como uma das soluções para aumentar a oferta de eletricidade, respeitando as restrições de emissões poluentes e demais problemas associados à geração de eletricidade de origem fóssil. O forte declínio desses grandes atores levanta uma série de questionamentos sobre o futuro da indústria e até mesmo sobre a inserção da tecnologia nos setores elétricos.

Alguns especialistas acreditam que esse seja um movimento natural de consolidação da indústria, como veremos com mais detalhe a seguir, e outros, como o The Economist[2], são mais pessimistas e alegam que o problema é mais grave do que parece porque os  debt-to-equity ratios das empresas da indústria solar fotovoltaica chinesa, líder mundial do setor, é de aproximadamente 80% contra a média de 50% encontrada a nível global. A revista britânica afirma ainda que a quase totalidade das empresas chinesas está tendo prejuízo.

No entanto, nos parece que o argumento escolhido, assim como as empresas que estão falindo, é obsoleto.  Apesar do predomínio chinês, o mercado fotovoltaico é global. Se a indústria passa por forte crise, isso não significa necessariamente que a tecnologia tenha perdido relevância ou que não haja mercado para absorvê-la. Umas das próprias fontes citadas na matéria revela que umas das causas dos problemas financeiros dos grandes atores do setor se encontra no rápido avanço da tecnologia que faz com que as plantas se tornem obsoletas muito rapidamente.

O modelo de desenvolvimento que possibilitou o rápido crescimento do setor se baseou fortemente nas subvenções oferecidas por diversos países europeus. Porém, esse modelo se mostrou insustentável na ausência das subvenções estatais. Até 2008, os produtores apostaram que os governos continuariam subvencionando fortemente as atividades do setor e produziram além da demanda do mercado.

Em 2012, a capacidade mundial de produção de painéis solares atingiu 60 GW enquanto a demanda era estimada em 33 GW, de acordo com Matthias Fawer, analista em desenvolvimento sustentável no banco Sarasin. Essa situação forçou os produtores a venderem por preços inferiores aos seus custos de produção (Le Temps, 28 março de 2013). Assim, os baixos preços dos painéis não foram alcançados graças à adoção de uma dinâmica positiva de ganhos de eficiência. Eles foram, em grande parte, fruto de subvenções e práticas agressivas de dumping de empresas que esperavam ganhar mercados e criar grandes barreiras para os novos entrantes.

Todavia, como é sabido, o diagnóstico otimista dos produtores não se confirmou. A crise econômica mundial mudou drasticamente o cenário, como ilustra o caso espanhol que veremos a seguir. François Gabella, diretor de LEM[3], também afetada pelo problema ao ser questionado pelo periódico suíço Le Temps (3.04.2013)[4] apresentou esse mesmo diagnóstico. Ele considera que o mercado está agora altamente saturado e que se criou uma bolha industrial. Enquanto o nível da demanda não se recupera, para ele é normal que haja destruição de capacidade de produção. O saneamento do mercado ainda levará algum tempo, e provavelmente contará com o desaparecimento de alguns atores , mas é salutar e faz parte da consolidação da indústria. Apresenta portanto um diagnóstico otimista, contrário ao apresentado pelo The Economist.

Para ajudar nossa compreensão sobre o estágio em que se encontra a indústria fotovoltaica atualmente, nos apoiamos em uma reflexão apresentada por Eduardo Lorenzo Pigueiras, em seminário ministrado na Universidade de Genebra no dia 1° de novembro de 2012. Para o pesquisador do Instituto de Energia Solar da Universidade Politecnica de Madrid, a indústria fotovoltaica se encontra efetivamente em transição, mas essas podem assumir trajetórias distintas. Podem ser lentas ou rápidas. As primeiras evoluem em um contexto onde o feedback mantém o sistema sob controle, as projeções temporais conseguem enxergar para onde ela evolui e não há sobressaltos. Já no caso das transições rápidas, é basicamente o inverso que acontece, como ilustram seus gráficos que apresentamos a seguir.

Figura 1 – Transição lenta:

clarice042013a

Nota: état actuel : estado atual; état suivant: estado seguinte; temps: tempo

Fonte: Pigueiras, E. L., apresentado em les Conférences du jeudi do Grupo de Energia da Univerdade de Genebra, disponível emhttp://www.unige.ch/energie/forel/energie/colconf/seminaires.html

Figura 2 – Transição rápida:

clarice042013b

Nota: état actuel : estado atual; état suivant: estado seguinte; temps: tempo

Fonte: Pigueiras, E. L., apresentado em les Conférences du jeudi do Grupo de Energia da Universidade de Genebra, disponível emhttp://www.unige.ch/energie/forel/energie/colconf/seminaires.html

Nesse sentido, a indústria solar fotovoltaica representaria um caso típico de transição rápida onde os sobressaltos acontecem com frequência. Na ocasião de seminário, o pesquisador ilustrou seu propósito com a apresentação do caso espanhol (gráfico abaixo).

Gráfico 1 – O paradigma espanhol : evolução da capacidade instalada de eletricidade fotovoltaica

clarice042013c

Fonte: Pigueiras, E. L., apresentado em les Conférences du jeudi do Grupo de Energia da Univerdade de Genebra, disponível emhttp://www.unige.ch/energie/forel/energie/colconf/seminaires.html

Se analisamos estudos demográficos e cenários de oferta e demanda de energia para os próximos anos encontramos fortes tendências de urbanização e aumento da dependência elétrica das sociedades. Nesse contexto, a geração de eletricidade solar fotovoltaica continua sendo uma das tecnologias que melhor atende às necessidades futuras. Assim como o caso espanhol apresentado por Pigueiras em Genebra, o que acontece atualmente na China representaria um novo sobressalto na indústria solar fotovoltaica.

Na ótica schumpteriana crises tem frutos positivos. No caso da crise da indústria fotovoltaica, podemos tirar lições sobre os instrumentos regulatórios a evitar e sobre como criar mercados mais sustentáveis. Os marcos regulatórios devem ser flexíveis e dinâmicos suficientes para que as indústrias não sejam protegidas de sobremaneira e para que haja incitação à inovação e à concorrência. Visto que existe um mercado para essa tecnologia, os entrepreneurs da indústria provavelmente saberão encontrar uma estratégia para seus produtos. Em conclusão, a indústria solar fotovoltaica de amanhã terá muito provavelmente novos atores e uma nova estrutura. Não é porque não conseguimos enxergar com clareza para onde ela está indo que ela se encontra condenada.


[2] Sunset for Suntech, The troubling bankruptcy in a troubled business, 30 de março 2013

[3] Empresa suíça líder mundial de sensores de corrente de precisão

 


Deixe um comentário

ENERGIA SOLAR NA AUSTRÁLIA

Austrália comemora a marca de um milhão de residências com painéis fotovoltaicos

Energia solar

Até cinco anos atrás, existiam apenas 20 mil sistemas fotovoltaicos instalados nesse país, segundo Conselho de Energia Limpa, entidade que reúne mais de 600 empresas australianas

Descrição da imagem

Fonte: www.mercadoetico.terra.com.br
Link: http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/australia-comemora-a-marca-de-um-milhao-de-residencias-com-paineis-fotovoltaicos/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=mercado-etico-hoje

Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil

O governo australiano afirmou que em março o país chegou a 1.000.643 residências com instalações fotovoltaicas, o que significa que pelo menos 2,5 milhões de australianos já se beneficiam da microgeração de energia limpa.
“É espantoso. Ainda mais quando pensamos que há apenas cinco anos eram somente 20 mil sistemas instalados”, declarou David Green, presidente do Conselho de Energia Limpa, associação que representa mais de 600 empresas australianas.

A Austrália possui uma das mais ambiciosas políticas de incentivo à microgeração do planeta, o Esquema de Energias Renováveis de Pequena Escala (Small-scale Renewable Energy Scheme). O mecanismo fornece incentivo financeiro para quem deseja instalar alguma forma de geração limpa de energia em sua residência.

“Nos últimos anos a energia solar foi entusiasticamente abraçada por diversas partes do país. Hoje a indústria solar emprega mais de oito mil pessoas e atrai bilhões de dólares em investimentos para a Austrália”, disse Green.

A microgeração é parte importante dos planos do governo para alcançar a meta de ter 20% de sua matriz formada por fontes renováveis até 2020. A Austrália é a maior exportadora de carvão do planeta e tem sua geração de energia baseada nesse combustível fóssil.

O Brasil lançou recentemente um esquema de incentivo semelhante ao australiano. Em abril de 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou as regras do Sistema de Compensação de Energia, que permite ao consumidor instalar pequenos geradores e injetar energia na rede em troca de créditos.


Deixe um comentário

ENERGIA SOLAR – A falencia da Suntech

article image
Novas unidades fabricantes de células fotovoltaicas ficarão obsoletas em cinco anos (Reprodução/Internet)
 

Uma falência problemática em um setor problemáticoA falência da Suntech, uma grande fabricante chinesa de painéis solares, dará início a uma rodada de consolidação no setor solar global? Os primeiros sinais são agourentos. Sob o comando de um fundador charmoso e com grande conhecimento tecnológico, Shi Zhengrong, a Suntech foi pioneira – a primeira empresa de energia solar a abrir seu capital, em 2005. Estimulada por linhas de crédito e subsídios oficiais, a empresa ocupou durante um período a posição de maior fabricante de painéis solares em termos de volume do mundo.

Agora a Suntech se tornou um palavrão entre os adoradores do sol. Em 15 de março ela deixou de pagar US$ 541 milhões em títulos conversíveis. Em 18 de março, bancos locais que possuíam títulos da dívida da empresa perderam a paciência e abriram um processo. Pouco tempo depois um tribunal local declarou a falência da firma e ordenou o início da reestruturação de sua dívida.


Deixe um comentário

FERNANDO DE NORONHA VAI GANHAR USINA SOLAR.

O terreno da nova usina – que terá uma potência instalada de 400 kWp – fica no Comando da Aeronáutica, em uma área de 7.000 m²

A Compahia Energética de Pernambuco (Celpe) vai fornecer energia solar até o final deste ano à Ilha de Fernando de Noronha. A ação é pioneira em um sistema isolado brasileiro como o arquipélago.

O processo, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), finalizou a etapa de tomada de preços para a realização do projeto executivo e instalação da usina solar fotovoltaica. A empresa bencedora foi a WEG Equipamentos Elétricos S.A, que vai ficar responsável pela aquisição, transporte, instalação, monitoramento e manutenção da usina.
O terreno da nova usina – que terá uma potência instalada de 400 kWp – fica no Comando da Aeronáutica, em uma área de 7.000 m², próximo ao aeroporto de Fernando de Noronha. Após a conclusão dos serviços, a usina será doada ao governo federal.

Além de Noronha, outras usinas foram instaladas pelo grupo Neoenergia no Brasil, como no estádio de Pituaçu, em Salvador. A segunda está sendo implantada na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata.
Fonte: Jornal do Commercio – Pernambuco


Deixe um comentário

BRASIL EXPORTA QUARTZO, MAS NÃO DOMINA A TECNOLOGIA DA LUZ SOLAR.

Mesmo ensolarado por natureza, o Brasil enfrenta um problema crônico para expandir a produção de energia solar: os equipamentos são importados, com alto custo, o que torna a eletricidade gerada cara demais. Como o país é o maior fornecedor mundial da matéria-prima para a fabricação dos painéis solares – o quartzo –, bastaria que o processo de construção dos aparelhos fosse nacional para que o barateamento dos custos servisse de incentivo à ampliação do uso de uma energia renovável ambientalmente menos impactante. A Itaipu Binacional, referência em geração hidrelétrica, está prestes a abrir um novo flanco, garantindo condições para que a matriz energética no Brasil seja ainda mais limpa.

A reportagem é de Katia Brembatti e publicada no jornal Gazeta do Povo, 24-03-2013.

A cidade paranaense de Foz do Iguaçu e o distrito paraguaio de Hernandárias estão a caminho de se tornarem um polo de sustentabilidade, oferecendo soluções na busca da pegada zero de carbono. O projeto intitulado “Silício Verde” é ambicioso e está na fase de avaliação da viabilidade econômica.

O superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, Cícero Bley Júnior, reconhece que a fabricação de painéis solares não é um processo simples – ou alguém já teria feito no Brasil. “São seis fases. Cada uma delas altamente tecnificada e complexa”, diz. Mas ele destaca que é possível. Hoje o país exporta, ao ano, 230 mil toneladas de quartzo extraído de jazidas principalmente em Minas Gerais. Em formato de rocha ou apenas com um simplificado processamento, os cristais vão para China, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos e Alemanha para a fabricação de painéis fotovoltaicos. “A China produz placa solar com carvão. Ou seja, finge que está fazendo energia limpa”, diz Bley Júnior.

Parceiros

O governo estadual e a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) são aliados da Itaipu no projeto Silício Verde. Juntos, estão pagando o projeto de viabilidade econômica. Bley Júnior destaca o fato de o Brasil não agregar valor ao quartzo extraído. “O que sai daqui por R$ 1 volta por R$ 1 mil”, comenta. Além da questão monetária, tem o fator logístico. A rocha viaja até 20 mil quilômetros para depois voltar ao país, passeando por igual distância, em forma de placa solar. Bley Júnior reforça que o uso de energia solar está sendo expandido no mundo e, de dependente de equipamentos importados, o Brasil pode passar a exportador de tecnologia.

Devolução do excedente evita desperdício

Uma decisão preponderante para ajudar a deslanchar a energia solar no Brasil foi tomada recentemente, quando o governo mudou as regras do jogo e passou a aceitar a devolução do excedente gerado de eletricidade – que é “jogado” na rede. Sem essa possibilidade, restava ao sistema fotovoltaico desperdiçar a energia gerada em horários de pico, com muita incidência solar, ou buscar formas de armazenar, em baterias, o que era gerado. “A devolução é a saída para vencer alguns problemas da energia a partir de hidrelétricas, como a logística de distribuição. Com a energia solar, o processo é descentralizado. Ela é usada onde é gerada”, comenta Cícero Bley Júnior, superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional.

A energia gerada na hidrelétrica também deve abastecer o sistema de produção fotovoltaica. “Cada quilowatt aplicado pela Itaipu é multiplicado e vai gerar onze vezes mais energia. É um ciclo virtuoso, limpo e renovável”, comenta. A ideia é formar, no entorno da usina, um polo nos mesmos moldes da cadeia automotiva, em que uma série de empresas menores e fornecedoras, que processem vidro e borracha, por exemplo, participem da rede. A estimativa é que o projeto vire realidade concreta, com produção industrial, em quatro anos.

Ministério reconhece necessidade de investir em industrialização

A importação dos aparelhos torna a energia solar inviável, na avaliação de João Américo Vilela, professor de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Paraná. “Competir com o preço de outros tipos de energia é quase impossível. Mas é preciso investir nessa área para diversificar a matriz energética”, comenta.

Sobre a exportação in natura de cristais de quartzo, um relatório recente do Ministério de Minas e Energia indica que “é necessária a aplicação, a curto ou médio prazo, de uma política de estímulo a industrialização interna visando agregação de valor à matéria-prima mineral e a solução da dependência externa de produtos industrializados.”

Para Paulo Bastos, um dos fundadores da Sol Bravo, empresa paranaense que desenvolve tecnologias na área de aplicação fotovoltaica, todos os custos embutidos na produção hidrelétrica, como comunidades atingidas e áreas alagadas, não estão sendo contabilizados na hora de avaliar o preço da energia no Brasil. Ele também destaca que, apesar disso, o investimento concreto na energia solar se paga num período de dez anos. O empresário acredita que o barateamento dos aparelhos, a partir da fabricação nacional, seria um incentivo à expansão dessa alternativa. “Colocaria o Brasil no mapa da produção e também do uso”, acredita.

300 mil euros ou R$ 780 mil é o custo orçado para o levantamento de viabilidade econômica do projeto “Silício Verde”, capitaneado pela Itaipu Binacional. Consultores brasileiros e estrangeiros estão analisando se o projeto se sustenta. A estimativa é de que implantar a fabricação de painéis fotovoltaicos deve consumir 1 bilhão de euros (R$ 2,6 bilhões). Com o estudo de viabilidade em mãos, o que deve acontecer até o final do ano, a intenção é conseguir os recursos com fundos de investimento.

Alto custo

O secretário nacional de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Altino Ventura, afirmou que, em quatro ou cinco anos, a energia solar deverá ter um custo competitivo e passará a integrar a matriz energética brasileira. Segundo ele, hoje o custo de geração desse tipo de energia é três a quatro vezes maior do que o de outras fontes. No entanto, o custo desse tipo de energia cai, em média, de 15% a 20% ao ano. No caso da energia solar, o custo oscila entre R$ 300 e R$ 400 por megawatt, enquanto que a média das outras fontes de energia é de R$ 100.

Fonte:IHU


Deixe um comentário

POLÍTICA ENERGÉTICA DO PAÍS IGNORA ENERGIA SOLAR.

Política energética do País ignora energia solar

O planejamento energético do governo para a próxima década ignora a energia solar, segunda fonte que mais cresce no mundo, depois da eólica. No Plano Decenal de Expansão de Energia 2021, aprovado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), apenas três parágrafos (em 386 páginas) são dedicados à solar. A conclusão é de que “apesar do grande potencial, os custos atuais desta tecnologia são muito elevados e não permitem sua utilização em volume significativo”
O curioso é que outro estudo encomendado pela mesma EPE e publicado em maio, Análise da Inserção da Geração Solar na Matriz Elétrica Brasileira, aponta possibilidades de incentivo e seus possíveis impactos. De acordo com a Nota Técnica, é necessário “estimular o desenvolvimento inicial de uma cadeia fotovoltaica para viabilizar uma redução mais significativa dos custos de produção”. “Isso permitiria também ao País participar em alguma etapa da cadeia de uma indústria de alto valor agregado no âmbito mundial”, conclui.

Como meio para se atingir esse objetivo, o documento sugere a contratação da geração fotovoltaica centralizada, de maior porte, por leilões específicos. No caso da chamada geração distribuída, com ligações residenciais, mostra que o custo já alcançou paridade com tarifas praticadas pelas concessionárias.

Para o engenheiro florestal Tasso Azevedo, a discussão atual sobre energia solar no País é muito parecida com a que ocorreu em relação à eólica no passado recente. “O governo resistiu muito. A presidente, enquanto ministra de Minas e Energia e depois da Casa Civil (no governo Lula), não acreditava em energia eólica e ponto final”, diz. “Com o tempo, ela tende a ser convencida pelos fatos, como ocorreu com a eólica, que está explodindo no País. O problema é que, com isso, a gente fica para trás.”

Para Azevedo, falta ousadia no planejamento. “Há uma confusão com a ideia de que ser conservador tem a ver com segurança.” O engenheiro lembra que o PNE 2030, planejamento energético de longo prazo, publicado em 2008, utilizou dados ultrapassados (de 2000), estimando que o custo de instalação competitivo de US$ 1 mil por Kw seria atingido somente após 2030. Por isso, não incluiu a solar. Hoje, o preço já está abaixo de US$ 1 mil. “É óbvio que temos uma série de desafios para a solar, e o principal deles é o custo de fazer ela concentrada, mas ninguém tem dúvida de que vai ser a mais importante.”

Ele critica o fato de o plano decenal não incluir dados para justificar sua posição, ao contrário do que ocorre em relação aos investimentos em hidrelétricas e termoelétricas. “O governo diz que vai usar a tecnologia quando se chegar ao preço que for conveniente, mas deveria ser o contrário: o que podemos fazer para acelerar.” Bazileu Margarido, do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), lembra que a energia eólica nem aparecia no plano setorial finalizado há 3 anos. O argumento era o mesmo usado hoje para descartar a solar.

Enquanto isso, outros países faziam investimentos pesados. “No dia em que a nova tecnologia for acessível, vamos ser um país comprador.” Segundo ele, um modelo mais descentralizado, com consumidores que poderiam gerar a energia que consomem e obter créditos, contraria interesses.

O estudo da EPE mostra que o desenvolvimento da solar fotovoltaica ocorreu via incentivos no mundo todo, e que a tendência é que os custos continuem caindo e a fonte se torne competitiva sem a necessidade de incentivos.

//

Fonte:IHU