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ENERGIA RENOVÁVEL – Em 2013 participação mundial foi de 22%.

Em 2013, 22% do total da energia mundial foi de fonte renovável

A energia gerada por fontes renováveis no mundo todo cresceu 8,3% em 2013 até chegar a 22% da produção total e a utilização desse setor aumentou 14%, segundo um relatório da organização Renewable Energy Policy Network for the 21st Century (REN21) divulgado nesta terça-feira.
O relatório assinala que em 2013, o mundo desenvolveu a capacidade recorde de geração de energia de fontes renováveis de 1.560 gigawatts, por isso que, na atualidade, 22% da produção energética do mundo vêm de fontes renováveis. O documento também destaca que o número de economias emergentes com políticas de apoio à expansão de energias renováveis se multiplicou por seis nos últimos oito anos.
Segundo a REN21, atualmente, 95 países em desenvolvimento têm políticas e objetivos de produção de energias renováveis, o que representa a maioria dos 144 países do mundo que trabalham no setor.
A REN21 destacou que na atualidade são as políticas desses países em desenvolvimento que estão permitindo a geração de energia de fontes renováveis siga aumentando, o que contrasta “com reduções de apoio retroativo em alguns países europeus e nos Estados Unidos”.
Os dados do relatório da REN21 assinalam que a energia hidrelétrica aumentou 4% em 2013 até alcançar mil gigawatts, enquanto outras energias renováveis cresceram quase 17%, até 560 gigawatts.
Em 2013, pela primeira vez, foi acrescentada mais capacidade de geração de energia solar do que eólica apesar de uma redução de quase 22% nos investimentos mundiais na primeira fonte de energia com relação aos números de 2012.
De fato, o mercado de energia solar teve um ano recorde em capacidade de geração ao acrescentar 38 gigawatts de capacidade para alcançar os 138 gigawatts.
Brasil, China, Estados Unidos, Canadá e Alemanha foram os principais países em capacidade total instalada de energia renovável. No caso da China, pela primeira vez, a capacidade de energias renováveis ultrapassou a de novos combustíveis fósseis e a energia nuclear.
Já Uruguai e Costa Rica se situaram entre os principais países em investimentos em novas energias renováveis com relação a seu Produto Interno Bruto (PIB) anual.
Fonte: EFE


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ENERGIA RENOVÁVEL

Investimentos em energia renovável caem 20% no mundo no 3º tri, segundo BNEF

Estudo mostra que no Brasil aportes chegaram a US$ 1,1 bilhão.
Os investimentos globais em energia renovável chegaram a US$ 45,9 bilhões no terceiro trimestre deste ano, 20% abaixo do mesmo período do ano passado, mostrou novo levantamento divulgado pela Bloomberg New Energy Finance nesta segunda-feira, 14 de outubro. Segundo a consultoria, os números indicam que é praticamente certo que os investimento no segmento fiquem abaixo dos US$ 281 bilhões aplicados em 2012, que já foram 11% menores que o recorde de 2011.
Os investimentos no terceiro trimestre caíram na China, nos Estados Unidos e Europa. Já os investimentos em Canadá, Chile e Uruguai avançaram. Os negócios com geração, com capacidade acima de 1 MW, ficarão em US$ 26,4 bilhões. contra US$ 34,8 bilhões no trimestre trimestre de 2013. A microgeração, com menos 1 MW, teve investimentos de US$ 17 bilhões, ante US$ 20,1 bilhões, influenciada pela queda do preço dos painéis fotovoltaicos. As ofertas públicas de ações chegaram a US$ 2 bilhões.
Nos EUA, os investimentos ficaram em US$ 5,5 bilhões e na China a US$ 13 bilhões. Os aportes ficaram em US$ 1,1 bilhão no Brasil.
Fonte: Canal Energia


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ENERGIA RENOVÁVEL.

Cientistas preenchem as lacunas do campo da energia renovável

O maior problema com os painéis solares e turbinas eólicas é que eles não produzem energia o tempo todo. Então qual é a solução? Baterias. E outras tecnologias que guardam a energia para liberá-la quando necessário. À medida que a energia renovável se torna cada vez mais comum, o interesse por tecnologias de armazenamento de energia está crescendo em todo o mundo.

A reportagem é de Kate Galbraith do Herald Tribune e reproduzida pelo portal Uol, 06-10-2013.

Pesquisadores na Alemanha, Japão, Estados Unidos e em outros países estão notando que os governos estão cada vez mais dispostos a apoiar suas ideias, embora muitos projetos estejam ainda no início. O armazenamento barato e em grande escala é considerado o santo graal da energia reonável porque permitiria que as usinas eólicas e solares fornecessem energia constantemente para a rede elétrica.

O armazenamento de energia “era uma espécie de tema Cinderela até alguns anos atrás – ninguém dava muita atenção a ele”, disse Peter Bruce, professor de química da Universidade de St. Andrews, na Escócia. Agora, “há um grande interesse por isso no mundo inteiro.”

Grande parte da pesquisa é focada em baterias avançadas. Tradicionalmente, a principal limitação das baterias e supercapacitores – sistemas elétricos que carregam e descargam energia rapidamente – tem sido o fato de elas não durarem muito tempo, da mesma forma que uma bateria de notebook pode se degradar ao longo do tempo, de acordo com Valeria Nicolosi, professora de pesquisa no Trinity College, em Dublin. Hoje, estão surgindo materiais minúsculos chamados nanomateriais que “podem suportar muito melhor o desgaste mecânico”, disse ela. Nicolosi está trabalhando nessas tecnologias com uma bolsa do Conselho de Pesquisa Europeu.

A Inglaterra acabou de ligar sua primeira bateria em grande escala, de cerca de 2 megawatts, à rede elétrica em agosto, nas Ilhas Orkney. O sistema se assemelha a vários contêineres de carga e pode armazenar mais de 10 mil vezes mais energia do que uma bateria de iPad. No Texas, a empresa concessionária Duke Energy recentemente começou a usar uma bateria ainda mais potente, de cerca de 36 megawatts, numa usina eólica remota.

Formas estranhas de armazenar energia também estão recebendo atenção. O ar comprimido e armazenado como cavernas durante épocas de excesso de energia em depois pode ser liberado para gerar energia quando necessário através de turbinas. Projetos que utilizam esta tecnologia estão em andamento em New Hampshire e na Alemanha.

O método de armazenamento de energia mais utilizado hoje nas redes de energia envolve sistemas hidrelétricos imensos, nos quais a água é bombeada para cima com a energia excedente e depois liberada através de turbinas quando a energia é necessária. Esses projetos são difíceis de construir porque são muito grandes, mas um novo sistema deste tipo está sendo considerado no País de Gales.

Os governos estão investindo dinheiro. Na Alemanha, onde a energia nuclear está gradualmente cedendo lugar às energias renováveis, o governo dedica atualmente US$ 270 milhões para a pesquisa em armazenamento de energia, de acordo com Eicke Weber, que dirige o Instituto Fraunhofer para Sistemas de Energia Solar ISE na Alemanha.

O governo alemão também anunciou este ano que disponibilizará 50 milhões de euros em subsídios para sistemas que combinam baterias com painéis solares que podem ser usados pelos moradores em suas casas. No entanto, apenas uma pequena quantidade foi gasta até agora, disse Weber, que recentemente fundou a Associação Alemã de Armazenamento de Energia.

“Nós fizemos um bom trabalho no desenvolvimento de energias renováveis”, disse ele. “Só não fizemos um trabalho tão bom para assegurar que temos capacidade de armazenamento suficiente.”

O Japão, que também está ansioso para usar mais energia renovável após a crise nuclear de Fukushima, disponibilizou dinheiro no ano passado para apoiar sistemas de armazenamento de energia em pequena escala que podem ser acoplados a painéis solares, de acordo com Abigail Ward, analista de mercado do IHS, um grupo de pesquisa multinacional.

Na Califórnia, as autoridades reguladoras devem exigir nesta quinta-feira que as usinas elétricas aumentem sua capacidade de armazenamento, na primeira política deste tipo nos Estados Unidos. Em julho, as autoridades reguladoras do setor energético dos Estados Unidos aprovaram uma lei que apoia o armazenamento de energia, tratando algumas questões de contabilidade.

Mas encontrar uma tecnologia de armazenamento de energia capaz de revolucionar a rede elétrica levará tempo, alertam os especialistas. As baterias existem há bastante tempo, mas o progresso tem sido relativamente limitado no que diz respeito a baterias baratas e duráveis de larga escala.

“É preciso reconhecer que não há uma solução imediata – que será um longo caminho em parte porque, sim, precisávamos já ter feito mais nessa área”, disse Bruce, da Universidade de St. Andrews. “Você só pode acelerar até um certo ponto.” Nicolosi, do Trinity College, disse que os avanços em tecnologias de armazenamento como baterias pode não se tornar evidente durante muitos anos. “Estamos naquele período onde a pesquisa foi produtiva mais ainda não foi desenvolvida e implementada num projeto comercial”, disse ela.

Alguns dizem que os investimentos recentes são ainda muito incipientes e que eles deveriam estar fazendo bem mais.

“Nos últimos dez a 15 anos, a quantidade total de dinheiro destinada a pesquisas verdadeiramente de ponta relacionadas à energia foi muito pequena”, diz Donald Sadoway, professor de química de materiais no Instituto de Tecnologia de Massachusetts. “Isso significa que não existe uma comunidade de cientistas grande o suficiente trabalhando no problema.”

Sadoway e sua equipe inventaram uma bateria de metal líquido, que encapsula o sal de metais fundidos entre dois metais fundidos comuns que servem como eletrodos. Eles estão trabalhando para comercializá-la, mas o projeto vai precisar de muito mais do que os US$ 15 milhões adquiridos numa rodada de financiamento no ano passado.

Ele espera ter um protótipo industrial pronto em cerca de um ano e imagina realizar testes com os militares ou em lugares remotos como o Alaska ou ilhas no Caribe, onde os altos preços da eletricidade gerada por diesel tornam a energia renovável atrativa. “Todo o campo da eletroquímica está no ponto para novas descobertas”, disse o Sadoway. “Nós simplesmente não fizemos o investimento necessário.”


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ÁRABES INVESTEM EM ENERGIA RENOVÁVEL

Árabes investem bilhões em energia renovável

Dois dos maiores produtores de petróleo do mundo estão preparando a primeira grande iniciativa no Oriente Médio rumo à energia renovável, planejando usinas de energia solar que necessitarão mais de US$ 1,5 bilhão em financiamentos até o fim de 2014.
A Arábia Saudita, maior membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), e os Emirados Árabes Unidos (EAU), o quarto maior do grupo, estão com planos para gerar mil megawatts de capacidade baseada em energia solar, o suficiente para eletrificar 200 mil casas. A expansão exigirá tomada de empréstimos e créditos à exportação, disse Vahid Fotuhi, presidente da Emirates Solar Industry Association, com sede em Dubai.
Governos em todo o Oriente Médio e no Norte da África consideram o sol e a energia eólica como cruciais para a satisfação das necessidades de crescentes populações e economias, e a Arábia Saudita está liderando a iniciativa. Os produtores de petróleo querem desenvolver energias renováveis para economizar mais petróleo bruto para exportação, ao passo que os países que dependem de combustível importado veem a energia verde local como uma alternativa mais barata. O apoio estatal a usinas geradoras de eletricidade e um crescimento na demanda regional de energia da ordem de 5% ao ano significam que empresas como a Abu Dhabi National Energy podem tomar empréstimos a taxas que são 100 pontos base, ou 1 ponto percentual, menores do que as pagas pela espanhola Abengoa Solar SA.
Os investimentos renováveis no Oriente Médio e no norte da África cresceram 40% no ano passado, para US$ 2,9 bilhões de dólares, segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena). Os gastos em mais de cem projetos em desenvolvimento, inclusive aqueles de energia solar, eólica e geotérmica, poderão disparar para cerca de US$ 13 bilhões em poucos anos, disse na segunda-feira a Irena, com sede em Abu Dhabi, em relatório divulgado em associação com o governo dos EAU e um grupo de pesquisas denominado Rede de Políticas Energéticas Renováveis.
A Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo, planeja investir mais de US$ 100 bilhões para gerar cerca de 41 mil megawatts de energia solar, ou um terço da sua produção energética total, em 2032. Atualmente, a Arábia Saudita tem uma capacidade geradora originada de energia solar de cerca de 16 megawatts, um nível que coloca o reino atrás do Egito, Marrocos, Argélia e dos EAU, segundo a Bloomberg New Energy Finance. Abu Dhabi anunciou planos de construção de uma usina que empregará tecnologia fotovoltaica, que utiliza painéis para converter a luz solar diretamente em eletricidade. Fotuhi, da Emirates Solar Industry Association, disse que os primeiros contratos para uma série de projetos atualmente em fase de planejamento serão definidas no próximo ano.
Fonte: Valor Econômico