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PETROBRAS – Pedaços da Petrobras são disputados a tapa.

Pedaços baratos da Petrobras são disputados a tapa, como produto na xepa, em final de feira

O fundo americano BlackRock passou nesta semana a ser um acionista de peso da Petrobrás, detendo agora com um pouco de mais de 5% da ações preferenciais da estatal.

O leilão segue o curso tocado por Parente, o estripador.
Todo mundo quer um dos pedaços da empresa colocado em leilão, sem controle e nenhuma transparência.
Outro fundo financeiro, Brookfiled, canadense ficou a malha de gasodutos.
Entre as petroleiras os olhos também estão voltados para o nosso pré-sal. Assim, a norueguesa já pegou mais 66% do campo de Carcará no Pré-sal por US$ 2,5 bilhões.
A francesa Total está ficando com parte do campo de Iara também no Pré-sal e mais termelétricas pouco cerca de US$ 2,2 bilhões.
A Shell está gritando no meio da rua porque diz que tem direito de preferência porque a BG (que foi comprada por ela tem 25% no bloco).
Além disso, a Shell também reclama direito sobre o pedaço de 35% que a Petrobras também colocou na xepa do campo de Lapa.
Ou seja, parece até aquela briga em final da feira, na xepa.
Cada um puxando para o seu lado os pedaços jogados ao alto pelo governo entreguista.
E todo dia tem xepa.
Nem no carnaval o entreguismo deu trégua.
O que Parente faz na xepa equivale a algumas “lava-jatos” em termos de perdas para o país.
A esperteza hoje é maior do que na década de 90.
A privatização está sendo feita hoje com a entrega do filé mignon do pré-sal e dos ativos mais valiosos.
As petroleiras estrangeiras não precisam gastar com sondas para procurar novas reservas. É só arrematar no final da xepa.
Vão entregar agora parte do refino e a BR-Distribuidora. Deixarão o osso.
De República nos transformamos numa barraca de bananas.
Um basta é necessário não apenas para conter o entreguismo, mas para pegar tudo isto de volta.
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PETROBRAS – A sanha entreguista continua.

Pedro Parente mais uma vez mente descaradamente

Em entrevista publicada nesta terça-feira (14/03) por O Globo, Pedro Parente não mostra nenhum pudor na defesa de seu projeto lesa-pátria em andamento na Petrobras.

Numa semana em que importantes decisões estão sendo tomadas em relação à empresa, como é o caso do TCU que avalia a liberação ou não da venda de ativos, Parente, apoiado por uma mídia espúria e irresponsável, mente escandalosamente buscando ganhar a opinião pública.

Na entrevista Parente afirma: ”A empresa melhorou do ponto de vista operacional, mas continua tendo a mesma dívida de US$ 100 bilhões, a maior do mundo entre as empresas do setor. Venda de ativos não é uma escolha é uma necessidade”.

A verdade é que, do ponto de vista operacional, a empresa continua a mesma, altamente lucrativa e produtiva, não melhorou, nem piorou. A prova disto é que a geração operacional de caixa nos últimos cinco anos se manteve estável: 2012 – US$ 27,4 bi, 2013- US$ 26,3 bi, 2014 US$ – 26,6 bi, 2015 – US$ 25,9 bi, 2016 (até setembro) – US$ 19,0 bi. Pedro Parente fala, mas não mostra dados que confirmem suas palavras.

A dívida da empresa, que em dezembro de 2014 era de US$ 120 bilhões, caiu em dezembro de 2015 para US$ 111 bilhões, e em setembro de 2016 estava em US$ 110 bilhões. É a maior dívida entre as petroleiras, mas o pré-sal é a maior descoberta de reservas das últimas décadas. A dívida foi gerada para o desenvolvimento destas descobertas. Nada mais natural. Os últimos estudos indicam que as reservas têm probabilidade de 90% de ser superiores a 170 bilhões de barris. Qualquer empresa no mundo gostaria de ter a dívida da Petrobras, se tivessem descoberto as reservas que ela descobriu e as tecnologias que ela desenvolveu.

Não existe nenhuma necessidade de venda de ativos e isto é claramente demonstrado pelo quadro de Usos e Fontes do plano de negócios (PNG-2017/2021) da empresa mostrado a seguir:

 

Vejam que as necessidades são praticamente cobertas com a geração própria de caixa (US$ 158 bilhões). A venda de ativos poderia, sem nenhum problema, ser substituída por rolagem de dívida ou até mesmo por uma utilização maior do caixa, que em setembro de 2016 era de US$ 22 bilhões. Pedro Parente está forçando a barra para vender ativos, isto está muito claro.

Em outra parte da entrevista Parente ameaça com aumento no preço dos combustíveis caso as vendas de ativos não sejam concretizadas: “A gente pode tomar a decisão de aumentar um pouco a margem”. Mas ele sabe que isto não é possível pois os preços hoje já estão no limite superior máximo para impedir a perda de mercado interno para as concorrente Ipiranga e Raizen (Shell).

O que mais nos impressiona é a passividade da pseudo-jornalista Mirian Leitão, que se auto intitula “jornalista de economia”, e nem ao menos dispendeu um pouco de tempo para olhar os números publicados pela empresa, e contestar as mentiras de Parente. É fantástico.


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PETROBRAS – Sofre mais um ataque.

Em surdina, mais um ataque à Petrobras

Por José Álvaro de Lima Cardoso, no site Outras Palavras:

O governo divulgou em 22/2 os novos índices de exigência de conteúdo local no setor de petróleo e gás. A destruição da política de conteúdo local, um dos pilares da Lei de Partilha sobre a exploração do Pré-Sal, é parte constitutiva do golpe, como até as pedras já sabiam. Haverá, conforme matérias na imprensa, uma redução média de 50% nos percentuais de equipamentos e serviços produzidos no país, exigidos em licitações de exploração de petróleo e gás. Nas plataformas marítimas, cujo conteúdo local atual é de 65%, a exigência será de apenas 25%. Estas novas regras valerão já para a 14ª rodada de licitações, que deve ocorrer em setembro, e para a terceira rodada de leilões de blocos no pré-sal, prevista para novembro.

Segundo estimativa da Associação Brasileira dos Produtores de Máquinas (Abimaq), o índice de 25% será consumido apenas com serviços, mesmo desconsiderando produtos industriais e de engenharia que entram na cadeia de serviços. Reduzir índices de conteúdo local, em meio à maior crise da história do capitalismo e à maior recessão do país diz muito sobre o governo atual. A medida significa perda dramática de mercado para as empresas brasileiras e mais demissões, num país que já amarga taxas, em algumas regiões, acima de 20% de desemprego. China, Singapura, e outros países que têm política industrial estruturada, agradecem muito a decisão do governo entreguista, pela renda e os empregos gerados em seus respectivos países.

O governo alega que o conteúdo local leva à corrupção e à baixa competitividade da indústria nacional. Uma afirmação sobre o risco de corrupção, vinda de um governo como esse, é de um sarcasmo infinito. A política de conteúdo local, forma uma das bases que constitui o tripé para exploração da riqueza do pré-sal, juntamente com: a) exclusividade da Petrobrás na exploração
dos poços; b) exigência de que a empresa brasileira participe com pelo menos 30% dos investimentos em cada um dos poços do pré-sal. Estas duas últimas exigências já foram ceifadas pelo governo através de Lei, que, na prática, foi o cumprimento da promessa de José Serra à Chevron, de acabar com a Lei de Partilha, em 2010, conforme publicado pela organização Wikileaks.

Já se sabia que acabar com a política de conteúdo local, por parte deste governo, era uma questão de tempo. A política de conteúdo local foi responsável, em grande parte, pelo renascimento da indústria naval no Brasil (que agora vai definhando). A exigência de conteúdo local, que precede a própria Lei de Partilha, e obriga a Petrobras a comprar mais de 65% de bens e serviços no Brasil, tem o objetivo de alavancar a indústria e os serviços nacionais. A lei tem uma importância evidente, pela relevância do setor de petróleo e gás e pelo peso extraordinário que a Petrobrás tem na economia brasileira, mesmo após a pancadaria que vem sofrendo há três anos, e que constitui o chamado golpe dentro do golpe.

O desmonte da empresa está sendo providenciado com rapidez. Recentemente a direção da Petrobrás convidou somente companhias estrangeiras para participar de licitação para a construção da unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Empresas que não têm nem ao menos unidades no país. Como no momento tentar privatizar seria difícil, pelo simbolismo da estatal, estão desvalorizando o preço dos ativos para facilitar a venda, e acabando com que a empresa tem de melhor, que é a integração do “poço ao posto”. Estão vendendo o filé do patrimônio para multinacionais, a preço de banana e com ativos depreciados, e condenando-a à produção e comercialização de óleo cru. Além de liquidar com a Lei de Partilha — o que já fizeram em boa parte — precisam também destruir a Petrobrás para entregar o nosso petróleo às estrangeiras, que não têm nenhum compromisso com os países nos quais se instalam, como revela a história do petróleo do mundo.

Em absolutamente todos os países onde a política do petróleo está ajustada aos interesses do país, há políticas de valorização da produção local, com desenvolvimento da tecnologia e da engenharia, e política macroeconômica adequada. No Brasil, montaram uma operação, a Lava-Jato, que destruiu as empresas de engenharia fornecedoras da Petrobrás, e que, sob o pretexto de recuperar R$ 6,2 bilhões (um dado superestimado para obter apoio público), provocaram, somente em 2015, um prejuízo de R$ 140 bilhões à economia brasileira. O estrago que a Lava-Jato causou, alavancando a destruição da economia e auxiliando a ascensão dos corruptos ao núcleo de poder, ilustra com riqueza, sozinho, a existência do golpe contra a democracia.

O Brasil foi o único caso do mundo onde um grupo de procuradores, idiotizado pela ideologia, que nada entende de economia, destruiu, em nome do combate a corrupção, um setor da economia altamente competitivo, gerador de riqueza, tecnologia, e milhões de empregos.

O ataque que o Brasil e o seu povo vêm sofrendo, é inusitado. Está em franco funcionamento uma máquina de destruição do Estado social brasileiro, de entrega do patrimônio nacional e de liquidação de direitos, obtidos à duras penas nos últimos 70 anos. Além da execração do Estado nacional os ataques também avançam sobre o sistema econômico privado, ao destruir as empresas de engenharia nacionais e abrir espaços para as multinacionais do setor. O processo de entrega e de queima do patrimônio nacional está sendo realizado propositalmente muito rápido, para não dar tempo da população reagir. São crimes de lesa-pátria, cometidos em série, e encaminhados por uma quadrilha que tomou o poder de assalto.


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PETRÓLEO – A manipulação do ciclo petro-econômco.

A manipulação do ciclo petro-econômico Reuters: “Arábia Saudita quer preços do petróleo a US$ 60 em 2017”

Como temos dito aqui neste espaço o ciclo petro-econômico com suas duas fases de boom e colapso, não é um processo natural. Ele é sempre produzido por interesses econômicos e geopolíticos. A matéria da agência Reuters confirma esta tese que venho defendendo:

EXCLUSIVO-Arábia Saudita quer quer preços do petróleo subam para cerca de US$ 60 em 2017” – terça-feira, 28 de fevereiro de 2017 14:43 BRT – Por Rania El Gamal e Alex Lawler

“DUBAI/LONDRES (Reuters) – A Arábia Saudita quer que os preços do barril de petróleo subam para cerca de 60 dólares neste ano, disseram cinco fontes de países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da indústria petrolífera.

Este é o patamar que o país, um peso-pesado da Opep, e seus aliados do golfo –Emirados Árabes Unidos, Kuweit e Catar– acreditam que encorajaria o investimento em novos campos, mas não levaria a um saldo na produção de gás de xisto dos Estados Unidos, disseram as fontes.

A Opep, a Rússia e outros países produtores prometeram no ano passado reduzir a produção para cerca de 1,8 milhão de barris por dia a partir de 1º de janeiro. O primeiro corte na produção em oito anos tem o objetivo de elevar os preços e se livrar de um excesso de produção.

Os preços do petróleo subiram em mais de 14 por cento desde o pacto firmado em novembro, mas ainda gira na casa de 56 dólares, apesar de um cumprimento recorde do acordo entre países-membros e não-membros da Opep.

Autoridades da Opep têm dito repetidamente que o grupo não busca um preço específico para o petróleo e seu foco é ajudar o mercado a se reequilibrar.”

Mas nos bastidores, Riad e seus aliados do golfo na Opep esperam ver um nível mais alto dos preços, porque o preço baixo afeta suas finanças e gera temores de um desabastecimento no futuro.