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PETROBRAS – Adeus conteúdo nacional.

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Plataforma P-66 com alto conteúdo nacional pode ser a última

Como o fim próximo das exigências de conteúdo nacional a ser promovida pelo governo Temerário, a plataforma P-66 foi o primeiro FPSO e possivelmente o último, a ter seu casco totalmente construído no Brasil.

O casco da P-66 foi construído pelo Estaleiro Rio Grande (RS), que como quase todos os demais no Brasil, se encontram em recuperação judicial. A integração dos módulos foi feita estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), na última semana de onde a plataforma partiu para ser instalada na concessão BM-S-11, campo de Lula (Lula Sul) que é operado pela Petrobrás (65%) junto com a BG E&P Brasil (25%) e a Petrogal Brasil (10%).

A maior parte dos módulos do navio-plataforma P-66 também foi feita no Brasil e coordenada pelo Consórcio Tomé Ferrostaal e começaram ser montados em 2011. Já a integração dos mesmos à plataforma se iniciou a partir de 2014.

Considerando os vários problemas nos estaleiros do Brasil, o tempo total de construção do casco, montagem dos módulos e integração à plataforma o tempo que, em condições normais seria menor não deve ser considerado nenhum absurdo, especialmente, pela expertise que propiciou à engenharia nacional e também pelo número de empregos e dinheiro circulando envolvendo fornecedores e prestadores de serviços nacionais.

O FPSO tem comprimento de 288m e 54 m de largura, geração elétrica com 4 turbogeradores de 25 MW, acomodações para 110 pessoas e capacidade para produzir até 150 mil barris de petróleo e 6 milhões de m³ de gás natural por dia, será ancorada a uma profundidade d’água de 2.200m. e tem capacidade de estocagem óleo no volume de 1.670.000 bbl.

Assim, estarão acabando com parte da mobilização da indústria nacional que geravam empregos e impostos no Brasil. Ao passar a contratar embarcações (plataformas, sondas e navios de apoio) no exterior, o petróleo nacional servirá, quase que exclusivamente, aos ganhos das petroleiras, sem deixar de considerar que neste momento se assiste à desintegração e venda das partes da estatal Petrobras.

Os problemas de gestão e desvios na estatal existiam e deviam ser punidos e seus responsáveis severamente punidos. Porém, não se podia usar o caso para fazer o desmonte da tríade do setor : petróleo-porto-indústria naval como já comentamos neste espaço várias vezes. (Recentemente, aqui, aqui e aqui)

O resultado de tudo isto é que o país se assemelhará aos países produtores como Nigéria e Angola que não conseguem agregar valor e empregos às seus bens materiais exportados. Assim, sobrará desemprego e menor dinâmica econômica de um setor que chegou a movimentar 13% do PIB nacional.

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Autor: carlosadoria

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