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PETROBRAS – O entreguismo do governo Temer.

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Petrolíferas compram campos de petróleo de olho no novo ciclo: pré-sal brasileiro é cada vez mais a joia roubada da coroa!

Já comentamos aqui neste espaço várias vezes sobre o fenômeno do ciclo petro-econômico que alterna as fases de expansão e de colapso, da qual se começa a sair depois dois anos e meio.

A fase de expansão ligado aos preços do barril de petróleo acompanhou os quatro anos seguidos de preços acima de US$ 100. Período tão longo de preços altos é o primeiro e único na história.

Assim, a fase de colapso levou à redução drástica – uma das maiores da história – dos investimentos na procura de novos campos de petróleo, com a atuação das sondas de perfuração caindo a menos da metade do que havia antes.

A mudança de fase no ciclo do petróleo fez com que os investimentos de capital no setor que chegou ao volume de cerca de US$ 800 bilhões por ano, entre 2001 e 2013 (segundo a consultoria Rystad Energy) caíram violentamente a partir de 2015.

Neste contexto, as descobertas de petróleo e gás natural ao redor do mundo caíram no ano passado para o menor nível em setenta anos (desde 1940), segundo a consultoria norueguesa do setor, a Rystad Energy.

Em 2016, o volume de novos reservatórios descobertos somam pouco mais de 6 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), sendo 2,3 milhões em ambiente offshore e a maioria de gás. (Dados de matéria da agência Reuters em 18 jan.2017)

Além disso, as operadoras e petrolíferas passaram a reduzir freneticamente os custos de produção para tentar se adequar ao novo cenário, o que levou a um número enorme de fusões e aquisições de empresas no setor, por conta do endividamento de empresas menores.

Estes fatos levaram ao uso dos reservatórios de petróleo já existentes em todo o mundo que levou ao declínio destas reservas a uma extraordinária taxa de 10 % ao ano.

Observando no horizonte a redução das reservas no mundo e um novo ciclo do petróleo, as petrolíferas passaram a atuar de forma frenética na busca de ativos (campos e poços de petróleo).

Tratam-se de ações anticíclicas de olho na nova fase de colapso. Esta interpretação tem levado não apenas a compras legais de ativos de petróleo, mas a golpes políticos que viabilizem geopoliticamente esta situação. Em 7 de julho de 2016 (aqui) e 2 janeiro de 2017 (aqui), este blog comentou em notas sobre os investimentos anticíclicos na indústria do petróleo.

É nesta conjuntura que a consultoria Energy Market Square informou que as aquisições de campos de petróleo e gás triplicaram para 31 bilhões de dólares em dezembro em relação a novembro, exatamente, quando foi anunciado o acordo da Opep e outros países exportadores para cortar a produção de petróleo no mundo.

Em outra matéria da Reuters (19 jan.2017), Sachin Oza, co-gerente da Guinness Global Oil and Gas Exploration Trust disse que “quando você corta investimentos, e dois anos e meio depois vê a produção declinando e as reservas se esgotando, só há uma escolha, que é ir atrás de recursos de alta qualidade. Se você não gastou seu tempo com essas oportunidades…você só tem uma opção: tem que comprá-las.”

É neste contexto que se deve compreender a importância do pré-sal brasileiro que é a maior fronteira petrolífera descoberta no mundo nas duas últimas décadas.

Em 2015 publiquei na revista Espaço e Economia, o artigo “A ampliação da fronteira de exploração petrolífera no Brasil é parte da geopolítica da energia: oportunidades e riscos de inserção global em meio às novas territorialidades regionais e ao desafio da abundância na economia dos royalties no Estado do Rio de Janeiro” onde consta o mapa (abaixo) destas seis das dez maiores descobertas de petróleo do mundo desde 2008.

Com o extraordinário baixo custo de extração – uma surpresa para todo o mundo, decorrente da competência técnica e expertise da Petrobras – o Brasil possui, desde 2008, seis dos dez maiores campos de petróleo descobertos no mundo (três primeiros: Franco, Libra e Iara).

A Petrobras em enorme esforço a ser realçado superou as condições complexas para exploração e produção para jazidas em profundidades de 5 km. Poços de mais de 7 km de extensão, em altas pressões e baixas temperaturas e em rochas pouco conhecidas e estudadas até então, com até 2 mil metros de espessura. Exploração em reservatórios distantes até 300 km, que exigiram o desenvolvimento de materiais, tecnologias e equipamentos específicos. (MORAIS, Valor, p.A12, 20/01/17)

Estas inovações feitas em tempos recordes, levara à redução em até 60% do tempo de perfuração dos poços e de preparação para produção até então que estão levando hoje, ao aumento da produção no pré-sal iniciada em 2010 a quase metade de toda a produção nacional de petróleo com novos recordes de produção de óleo e gás no país.

Diante de tudo isto, é triste lamentar o entreguismo de nossas riquezas diante de evidências tão significativas. As perdas são muito maiores que os já lamentáveis desvios de recursos realizados na Petrobras. Infelizmente, a maior parte da população ainda segue desinformada pela mídia comercial sobre esta realidade.

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Autor: carlosadoria

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