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PETRÓLEO – Previsões do Morgan Stanley.

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Morgan Stanley prevê nova queda do petróleo

 

O otimismo quanto à recuperação do petróleo pode não estar tão fundamentado quanto se imagina, alerta o Morgan Stanley. Em relatório enviado a clientes, o banco disse que à medida que paralisações pontuais são resolvidas e a oferta volta com força ao mercado internacional, elevam-se as preocupações quanto ao equilíbrio do mercado e à sustentação dos preços atuais.

Com esse cenário, a expectativa da instituição financeira é que o barril do Brent caia a US$ 40 até o quarto trimestre, mantendo esse nível ao menos até o segundo trimestre de 2017. A projeção para a cotação média deste ano é de US$ 42 barril e para o ano que vem, encontra-se em US$ 51.

O Morgan Stanley está na ponta mais baixa das estimativas de bancos, corretoras e consultorias. Apenas as agências de classificação de risco, que tradicionalmente são mais conservadoras em suas premissas, têm previsões menores para a cotação. Média de projeções compilada pelo Valor com 13 instituições do tipo indica US$ 44 em 2016 e US$ 57, em 2017.

A equipe do economista Adam Longson, responsável pelo texto, lembra que até o fim deste mês a produção canadense, por exemplo, após incêndios que atingiram as operações nas areias betuminosas no primeiro semestre, retorna a seu patamar anterior e já seria suficiente para deixar o mercado com excesso de oferta.

O fim de manutenções em países como o Brasil, Gana e os Emirados Árabes Unidos também ajuda a elevar os temores quanto ao equilíbrio do mercado, acrescenta o banco. Nos cálculos dos analistas, junho provavelmente foi o mês com maiores baixas em ao menos dois anos, cerca de 3 milhões de barris diários, algo que deve se resolver agora.

O banco também vê uma diminuição no ritmo de desligamentos nos Estados Unidos. O principal motivo é o próprio repique dos preços nos últimos meses: produtores fizeram contratos a níveis próximos de US$ 50 e puderam completar a perfuração de alguns poços que estavam paralisados.

No lado da demanda, a situação também pode se complicar. Com a margem de refino em alta, empresas exageraram nas compras de petróleo bruto, diz o Morgan Stanley, sendo que a outra ponta, de consumo de derivados, não acompanhou tão rapidamente. Hoje, estoques já têm o maior patamar em cinco anos. 15

Essa sobreoferta principalmente de gasolina e destilados começa a bater na margem de refino, afirma o banco, e inverter a situação. “Assim, com a provável queda rápida das margens, as refinarias começam a segurar o uso de sua capacidade e também as compras de petróleo”, diz o texto.

Com isso, a instituição acredita que o excesso de oferta continua neste ano, em cerca de 1,4 milhão de barris por dia. O equilíbrio seria atingido apenas em meados de 2017, apesar de para o ano cheio se esperar um excesso de 100 mil barris diários. Para 2018, a previsão é de déficit em 200 mil barris por dia.

Os preços do Brent recuaram 2,1% ontem na ICE Futures de Londres, para US$ 45,13 o barril. Na Nymex, de Nova York, a queda foi de 2,3%, para US$ 44,88. Ambas as cotações são do atual segundo contrato futuro do petróleo, para entrega em outubro.

Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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