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PETRÓLEO – O que contribui para enfraquecer a OPEP.

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Rixa entre sauditas e iranianos enfraquece Opep

 

Mesmo com a Arábia Saudita tentando reduzir sua dependência do petróleo, a batalha econômica que o reino vem travando com Irã, Rússia e outros países produtores vem se intensificando. É uma disputa que, dizem funcionários da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), não acabará enquanto o clima geopolítico do Oriente Médio não melhorar.

A rivalidade entre Arábia Saudita e Irã vem contribuindo para conflitos violentos na Síria e no Iêmen, onde os dois países apoiam lados opostos, e tornou quase impossível para a Opep chegar a acordo para elevar o preço do petróleo.

O que precisa ser resolvido primeiro são “as questões estratégicas na região, o Iêmen, a Síria”, disse em entrevista Amir Hossein Zamaninia, vice-ministro do Petróleo do Irã para assuntos externos. “No que diz respeito à Opep, a comunidade internacional precisa chegar a um acordo sobre a estratégia, antes de as coisas se acalmarem.”

A queda do petróleo ao menor nível em 13 anos em 2016, o ponto mais baixo de uma queda de quase dois anos, abalou a Arábia Saudita, o maior exportador mundial.

O poderoso e jovem príncipe saudita Mohammed bin Salman anunciou um pacote de medidas econômicas e sociais para livrar o país de sua dependência da arrecadação com o petróleo, que inclui a venda de participação na estatal Aramco e reforçar as receitas nos setores de mineração e turismo.

Os baixos preços do petróleo também forçaram o país a se mexer para defender-se da concorrência, da Ásia aos EUA. Autoridades sauditas vêm observando atentamente o aumento das exportações iranianas, à medida que o país eleva a sua produção após mais de três anos de estagnação por causa das sanções ocidentais ao seu programa nuclear.

A Arábia Saudita e o Irã anunciaram cortes nos preços do petróleo na disputam por fatia de mercado na Europa e Ásia.

Em entrevista, Mohsen Ghamsari, diretor encarregado da comercialização de petróleo da National Iranian Oil Co., disse que o Irã não fornecerá imediatamente descontos em seu petróleo. Mas reconheceu que, “com a Arábia Saudita, há uma competição nos preços”.

A destituição do veterano ministro saudita do petróleo, Ali alNaimi, no fim de semana, foi vista como um esforço do príncipe Mohammed de marcar posição contra a intromissão do Irã entre os clientes de petróleo sauditas.

O príncipe “parece totalmente empenhado numa batalha brutal por fatia de mercado contra o Irã, seu arquirrival na região”, diz Helima Croft, diretora global de estratégias de commodities da RBC Capital Markets. “Aparentemente, ele não está preparado para ceder um centímetro”, acrescentou.

Para os operadores de petróleo, uma briga por fatia de mercado entre a Arábia Saudita e o Irã sinalizaria que o excesso de oferta global, que tem pressionado os preços, não desaparecerá tão cedo. A situação também cria um atrito nevrálgico entre os dois países, num momento em que as relações diplomáticas estão desgastadas.

A Arábia Saudita, onde a maioria da população é muçulmano da vertente sunita, cortou os laços com o xiita Irã após manifestantes iranianos saquearem representações diplomáticas sauditas em reação à execução de um clérigo xiita na Arábia Saudita. Os dois países também apoiam lados opostos na 12

Síria onde o Irã está do lado do presidente Bashar alAssad e no Iêmen, onde a Arábia Saudita lidera uma campanha militar contra rebeldes apoiados por Teerã.

Complicando o cenário, há os baixos preços do petróleo, que reordenaram o cenário do mercado de energia. A Arábia Saudita perdeu seu domínio nos EUA e partes da Ásia e Europa. Irã, Rússia e outros países vêm forçando o reino a buscar novos mercados.

As exportações de petróleo sauditas para seu maior cliente, os EUA, caíram quase um quinto entre 2013 e 2015, devido à alta da produção americana e canadense. Os sauditas estão perdendo força no Japão, onde responderam por 33,7% do petróleo importado em março, ante 37,6% no ano passado, enquanto a Rússia ganhou participação de um ponto no mesmo período.

E o esforço saudita para conquistar clientes da Rússia na Europa, vendendo a preços mais baixos, não rendeu frutos até agora. Moscou conseguiu manter sua fatia no mercado europeu em cerca de 26% em 2014 e 2015, enquanto a da Arábia Saudita caiu, segundo dados da FGE, de Londres.

A nomeação do novo ministro do Petróleo saudita, Khalid alFalih, ocorre após as exportações de petróleo do Irã terem surpreendido. “As coisas vão se intensificar”, diz o analista de energia Jamie Webster. “No curto prazo, a batalha está na Europa, mas a guerra é pela demanda crescente da Ásia.”

Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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