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EUA – Exportações de propano.

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Exportações de propano amenizam crise no setor petrolífero dos EUA

 

Os Estados Unidos estão exportando volumes recorde de propano em outra mostra de como o boom do gás de xisto deu mais predominância ao país no mercado global de petróleo e derivados.

As exportações estão disparando com os altos preços internacionais, o que, por sua vez, torna o produto mais caro também no mercado americano.

Neste ano, pela primeira vez, as petrolíferas dos EUA devem exportar mais propano que os quatro principais países exportadores juntos – Catar, Arábia Saudita, Argélia e Nigéria, todos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo -, que há muito dominam esse comércio, segundo a IHS Inc., uma firma americana de análises. As exportações americanas já representam mais de 35% do mercado total via transporte marítimo, informa a IHS.

As exportações de propano atingiram o recorde de 884 mil barris diários em fevereiro, segundo a Agência de Informação sobre Energia dos EUA. A Platts Analytics, provedora de dados do setor, estima que um novo recorde foi registrado em maio, mas dados do governo ainda não estão disponíveis. Uma nova rede de dutos, terminais de embarque e petroleiros dobrou a capacidade em relação a um ano atrás e possibilitou a onda de exportações no país.

“Tem sido uma importante fonte de investimentos e uma das grandes histórias de sucesso”, diz Ron Logan, sócio da Kayne Anderson Capital Advisors LP, uma firma que investe no setor.

Depois que o boom americano da exploração de gás natural em formações de xisto aumentou o volume disponível de propano – um subproduto dessa exploração que pode ser transformado em líquido para transporte -, exportar tornou-se uma solução prática. Cerca de metade das exportações dos EUA é direcionada para a América Latina, enquanto o restante vai para o noroeste europeu e a Ásia. Em 2013, os EUA ultrapassaram o Catar como o principal exportador mundial de propano.

A posição dominante dos EUA pode se beneficiar ainda mais da recém-concluída ampliação do Canal do Panamá. O projeto de US$ 5,4 bilhões permite que navios maiores carregados de propano cheguem rapidamente a países asiáticos, como Japão, China e Coreia do Sul.

Tudo isso é uma boa notícia para petrolíferas americanas às voltas com a queda nos preços do petróleo, que já provocou várias falências. A produção de propano extraído do xisto era tamanha que, às vezes, os produtores precisavam pagar para os clientes ficarem com o produto.

Agora, os investidores estão apostando que os preços continuarão subindo. As ações de empresas que produzem e transportam propano estão entre as maiores altas do ano.

As ações da Range Resources Corp., por exemplo, saltaram 81% até agora no ano, enquanto as das operadoras de dutos e processadoras Oneok Inc. e DCP Midstream Partners LP acumulam altas respectivas de 93% e 41%.

As exportações estão possibilitando aos produtores americanos capitalizar os prêmios nos preços internacionais do propano ante os preços domésticos. As vendas estão acabando com um excesso de propano nos EUA que vinha derrubando as cotações.

Os prêmios atingiram cerca de 20% e 29% sobre o preço doméstico na Europa e Japão, respectivamente, segundo o Serviço de Informação de Preço de Petróleo. Os preços no mercado americano também estão subindo, atingindo um nível 78% acima de uma mínima de 14 anos, de cerca de US$ 0,08 por litro, registrada em janeiro, segundo a Platts Analytics. Negociado em torno de 8

US$ 0,14 por litro no principal centro de comércio dos EUA, em Mont Belvieu, no Texas, os preços do propano ainda estão historicamente baixos.

Analistas esperam que os preços continuem subindo à medida que mais propano for exportado e vendido para novas fábricas de produtos químicos sendo abertas na Costa do Golfo.

A alta nos preços do atacado nos EUA ainda não chegou aos consumidores. Ela deverá ser sentida por cerca de seis milhões de moradores, principalmente da zona rural, que aquecem suas casas com o gás.

Os preços mais elevados já golpearam algumas empresas. A Dow Chemical Co. construiu fábricas caras movidas a propano, concebidas quando os preços estavam deprimidos. Outras fabricantes de produtos químicos, como a Ascend Performance Materials Operations LLC, adiaram planos para fábricas alimentadas por propano devido ao aumento de custos de construção e das matérias-primas.

“O propano subirá de preço mais rapidamente que todos os outros hidrocarbonetos”, diz Rusty Braziel, que dirige a consultoria RBN Energy. “Do ponto de vista das empresas químicas, isso não é uma boa notícia.”

Alguns analistas alertam que os proprietários de dutos e transportadoras terão que reduzir as tarifas cobradas para conquistar negócios devido ao excesso de infraestrutura construída. As taxas diárias de embarque já caíram para US$ 20 mil, ante US$ 120 mil há um ano, com a entrada de dezenas de novos petroleiros no mercado, afirma o banco americano de investimento Tudor, Pickering, Holt & Co.

A instituição comparou a expansão da infraestrutura exportadora com “o basquetebol do colégio, muitos participantes com troféus, mas poucos vencedores”.

No caminho contrário dos EUA, a produção de propano do Brasil está caindo. Depois de atingir um pico de 810 mil metros cúbicos em 2013, ela recuou 19,44% em 2014, segundo dados da Petrobras compilados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em seu anuário mais recente, de 2015.

As importações de gás liquefeito de petróleo (GLP), composto de propano e butano (o governo brasileiro não divulga dados separados para esses dois produtos), tiveram uma alta de 16% em 2014 ante 2013, para 3,863 milhões de metros cúbicos, mas recuaram 17,3% no ano passado, segundo dados da ANP.

Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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