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GÁS NATURAL – Ficará mais barato já neste mes.

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Efeito da queda do preço do barril de petróleo chega ao gás natural

A intensificação da trajetória de queda dos preços do barril do petróleo no início deste ano começou a chegar aos consumidores de gás natural no Brasil. A partir deste mês, clientes passarão a pagar menos pelo combustível em alguns dos principais mercados do país, como Rio, Bahia e Minas Gerais o que promete aumentar a competitividade do gás frente aos seus principais concorrentes. A partir de junho, são aguardadas também quedas nas tarifas da Comgás, em São Paulo, onde se concentra a maior parte do consumo nacional.
Os reajustes refletem a queda dos custos de aquisição do gás nacional pelas distribuidoras. Segundo a consultoria Gas Energy, os preços praticados pela Petrobras no citygate (ponto de entrega onde a estatal repassa o gás para a rede de distribuição das concessionárias) caíram 7% em maio, em função do impacto da queda do preço do barril sobre a parcela variável que corresponde ao preço da commodity, em si, e que é reajustada trimestralmente pela variação de uma cesta de óleos internacionais e do câmbio.
Dados da Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace) mostram que o reajuste trimestral da Petrobras, em maio, foi o terceiro consecutivo a jogar para baixo os preços do gás no citygate, mas que foi a partir de fevereiro que as quedas se tornaram mais expressivas. Na ocasião, segundo a Comerc Energia, a estatal já havia repassado uma queda de 11% para as concessionárias.
Diretor da Comerc, Pedro Franklin, lembra que no ano passado a depreciação do Brent já era uma realidade, mas destacou que os efeitos do cenário de baixa nos preços do barril tem chegado de forma “mais aparente” para o consumidor ao longo dos últimos meses, porque o câmbio se tornou mais favorável.
“Os preços [no citygate] já vinham refletindo a queda do barril desde o ano passado, mas essa redução não foi tão aparente [para o consumidor final] em função do câmbio. Houve trimestres [em 2015] em que o dólar subiu mais, proporcionalmente, que a queda do preço do barril”, disse.
De acordo com a Abrace, a queda dos custos de aquisição do gás tem sido repassada pelas distribuidoras. Estados como o Rio, Bahia e Alagoas, por exemplo, acumulam reajustes negativos da ordem de 10% nas tarifas.
Segundo Franklin, essa retração das tarifas do gás deve aumentar ainda mais a relação de competitividade do combustível frente aos seus substitutos na indústria, como o óleo combustível e o gás liquefeito do petróleo (GLP). “Essa relação de competitividade aumentou sim, principalmente porque a Petrobras, depois de muitos anos, descongelou os preços do GLP e também aumentou os preços do óleo combustível”, afirmou.
O executivo, no entanto, acredita que o gás está chegando ao limite de sua queda, na medida em que os preços do barril do petróleo começaram a se recuperar. A Gas Energy, por sua vez, avalia que uma nova redução das tarifas das distribuidoras de gás canalizado deve ser registrada no trimestre que se iniciará em agosto.
Em São Paulo, a expectativa do mercado é que haja um forte declínio nas tarifas da Comgás a partir do final deste mês, para quando está marcada a data do reajuste anual da companhia. A Abrace destaca que os efeitos da queda do barril do petróleo sobre as tarifas praticadas pela Comgás estão represados há um ano. E calcula que o reajuste anual da empresa pode significar uma queda da ordem de 20% para os consumidores.
Gerente de Energia da Abrace, Camila Schoti, lembra que a associação já enxergava espaço para uma redução extraordinária nas tarifas, de 6%, em dezembro, antes da acentuação do declínio dos
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preços do petróleo. Ela defende que as indústrias já poderiam estar se beneficiando dessa queda. “Mas a maior preocupação hoje é com os Estados que não estão repassando a queda dos preços no citygate, o que é uma previsão contratual”, comenta Camila.
Ela cita Rio Grande do Sul e Paraná como exemplos de Estados onde as tarifas aumentaram em 2016, num momento em que os custos de aquisição do gás caem e a economia se encontra em recessão. Esses dois mercados são supridos por gás da Bolívia, mas, segundo Camila, os preços do gás importado também estão em queda.
Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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