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PETRÓLEO – Atividade exploratória no Brasil em queda.

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Queda dos preços não pode ser a desculpa

Área exploratória no Brasil vem caindo e arrastando junto outras atividades há 11 anos, mesmo no coração das regiões produtoras
O Brasil completa em outubro 11 anos desde a última vez em que foram ofertados blocos exploratórios em águas profundas nas bacias de Campos e Santos, as duas principais produtoras do país. São seis anos sem a realização de concorrências desde 2008 ou quatro leilões de concessão em dez anos.
A interrupção dos leilões de áreas exploratórias por cinco anos promete afetar ainda mais os indicadores da área sob concessão no Brasil já a partir do fim deste ano. Estudo elaborado pela Consultoria Accenture Strategy, em parceria com a Abespetro, prevê que a área concedida no país terá uma redução de quase 45 mil km2 em 2016, o que, se confirmado, significará um retorno ao patamar de nove anos atrás.
A projeção da consultoria é de que, por conta das devoluções programadas, a área sob concessão atinja a marca de 251 mil km2, em vez dos 295 mil km2, do final de 2015. Em termos percentuais, o mapa exploratório encolhe 15%.
O cenário de queda pode ser ainda mais drástico, caso o governo não cumpra a promessa de realizar, em 2017, leilões de áreas unitizadas, ofertando algo entre dez e 20 blocos, nas bacias de Campos e de Santos, conforme anunciado pelo secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida. Segundo projeções da consultoria, sem novas rodadas, o mapa exploratório do Brasil corre o risco de chegar a 2018 com 189 mil km2 concedidos e 98 mil km2 em 2020, o que representaria uma queda de 66% em relação à área atual ou o menor patamar desde a abertura do setor petróleo, em 1998.
Um ano após a abertura do setor petróleo, o país tinha uma área total concedida de 423 mil km2, sendo 292 mil km2 no offshore e 130 mil km2 no onshore. Hoje, segundo dados da ANP de março, a relação mar-terra caiu substancialmente, havendo 72 mil km2 concedidos no offshore e 191 mil km2 no onshore.
Retrato atual
O mapa exploratório brasileiro conta atualmente, segundo dados da ANP de março, com 347 blocos, dos quais 224 estão localizados em terra e 123 no mar, o que inclui a área de Libra. No fim de 2015 foram devolvidas à ANP 30 áreas, sendo a maior parte delas na Bacia de São Francisco.
A atividade exploratória se estende hoje por 24 bacias. Em terra, a maior parte dos blocos sob concessão no momento está concentrada no Recôncavo, onde são exploradas 71 áreas. No segundo lugar do ranking onshore vem Alagoas, com 27 blocos, seguida do Parnaíba, com 25 áreas.
A Petrobras segue liderando com folga o ranking, tanto em terra quanto no mar. A petroleira tem 112 áreas, das quais 62 estão no offshore e 50, no onshore.
O segundo lugar em terra é ocupado pela Petra, que mantém 33 blocos. Já no offshore, a vice-liderança é da Shell, com um total de 11 áreas. Além das três companhias, outras 37 empresas atuam no segmento.
Atividade exploratória
Apesar do número de blocos concedidos ainda ser expressivo, a atividade exploratória no Brasil vem caindo, não só pelo fato de a área de concessão ter sido impactada pelo jejum dos leilões no período de 2009 a 2013, como também pela queda no preço do petróleo, que vem freando os investimentos das petroleiras, e a crise financeira da Petrobras.
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Dos 347 blocos, 43 estão com o prazo exploratório suspenso oficialmente pela ANP, 24 têm plano de avaliação de descoberta, oito têm decisões ad referendum da agência, sete estão em fase de análise e um aguarda posicionamento da diretoria do órgão regulador.
Nos outros 264 blocos, o ritmo dos trabalhos é lento. Hoje, a maior parte da atividade de perfuração exploratória está concentrada no pré-sal de Santos, mais especificamente em trabalhos de avaliação.
Segundo uma fonte do setor, a Petrobras mantém no momento apenas uma unidade de perfuração operando no segmento de perfuração exploratória, em campanhas de poços pioneiros. A unidade, que pertence à Queiroz Galvão, atua em água rasas.
Fora a frota da Petrobras, que encostou e liberou diversas unidades de perfuração por falta de dinheiro, há apenas uma única unidade executando atividade exploratória para outra companhia no Brasil. A sonda é a Ocean Rig Mylos, que atua no prospecto de Gávea, na Bacia de Campos, e será liberada em breve.
Poços em queda
A redução do ritmo dos leilões, a queda no preço do petróleo e a crise da Petrobras afetaram a curva de perfuração de poços exploratórios no país. Segundo levantamento da Accenture Strategy, o número total de perfurações exploratórias vem caindo há quatro anos consecutivos.
No ano passado, a atividade foi três vezes menor que a registrada em 2011. Enquanto em 2011 a indústria perfurou 236 poços exploratórios (106 em terra e 130 no mar), em 2015 essa marca ficou limitada a 77 poços, sendo 53 no onshore e 24 no offshore.
Dos 24 poços perfurados no mar, 18 foram perfurados pela Petrobras e apenas seis por outras companhias. No caso do offshore, o indicador assegura o pior resultado desde o ano de 1970. Em 1990 e 1997, a indústria registrou a menor atividade marítima, perfurando 29 poços em cada ano.
Segundo dados da ANP de meados de março, estão sendo perfurados 18 poços exploratórios no país, sendo 11 em terra e sete no mar. Até essa data, toda a atividade marítima estava concentrada no Rio de Janeiro, não havendo nenhum sinal de perfuração no offshore do Nordeste.
Hoje, toda a campanha de perfuração exploratória feita por companhia privada está limitada à Statoil-Repsol Sinopec no prospecto no complexo de Pão de Açúcar, Gavéa e Seat. Com o preço do petróleo na faixa dos US$ 40/barril e ainda diante de todas as dificuldades no processo de licenciamento ambiental, as petroleiras estão protelando ao máximo suas campanhas.
O atual pé no freio das atividades não compromete apenas o segmento de exploração, afetando também toda a cadeia, o que inclui futuros volumes de reservas e de produção.
A grande atividade por vir já assegurada será realizada na Margem Equatorial, alavancada pelos blocos da 11a rodada. No mercado, a aposta é de que as campanhas de perfuração na região sejam realizadas apenas em 2017, podendo escorregar para 2018.
A retomada dos leilões de partilha da produção é vista como o passaporte para o crescimento da atividade exploratória no Brasil, sobretudo se a obrigatoriedade da Petrobras for quebrada. Apesar de as empresas estarem de olho no desfecho desta questão, executivos de petroleiras estão mais propensos a pensar que a votação da proposta possa acabar sendo protelada para o próximo ano.
Fonte: Revista Brasil Energia

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Autor: carlosadoria

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