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PETRÓLEO – Sauditas mudam estratégia de venda.

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Sauditas mudam estratégia de venda e elevam pressão sobre os preços

A Arábia Saudita realizou sua primeira venda de petróleo a uma pequena refinaria independente chinesa. O mais significativo para os mercados é que a maior exportadora de petróleo do mundo rompeu com a prática usual de venda por meio de contratos de longo prazo, segundo o Citigroup.
A maior exportadora de petróleo do mundo vendeu uma carga à vista para a pequena refinaria Shandong Chambroad, disseram pessoas com conhecimento sobre o acordo. O carregamento de 730 mil barris deverá ser realizado em junho no tanque de armazenagem alugado pela Saudi Aramco no Japão.
“A notícia de que a Arábia Saudita está vendendo um carregamento no mercado à vista para a Ásia pode marcar a virada de um novo capítulo dramático do manual saudita”, disseram os analistas do banco em relatório. “O incomum é que haja uma venda à vista em vez do início de um novo contrato à prazo. As vendas à vista são basicamente a única forma de o reino ganhar mais participação de mercado em um mundo no qual os grandes compradores estão interessados em garantir aquisições incrementais por meio do mercado à vista, e não com acordos à prazo.”
O barril do petróleo Brent registra queda de quase 40% em relação a novembro de 2014, quando a Arábia Saudita liderou a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de continuar bombeando para defender sua participação de mercado frente ao aumento dos estoques globais. A Aramco concluirá a expansão de seu campo de petróleo Shaybah no fim de maio para manter o nível de sua capacidade de produção total, disseram nesta semana duas pessoas informadas sobre o plano. Nos próximos meses, estima o Citigroup, o país pode adicionar 500 mil barris por dia nas suas vendas, ampliando a produção diária para 11 milhões de barris em um momento de pico da demanda por geração de energia.
A produção da Arábia Saudita atingiu recorde de 10,57 milhões de barris por dia em julho, ajudando a derrubar o Brent pelo terceiro ano seguido. Os preços subiram em relação à maior baixa em 12 anos, registrada em janeiro, em meio à possibilidade de um acordo entre os grandes produtores de petróleo para limitar a produção. Ontem, o barril para junho subiu 2,8%, fechando a US$ 45,74.
Mas em uma reunião entre 16 países produtores em Doha, no dia 17 deste mês, as autoridades sauditas anularam um acordo de congelamento da produção porque o Irã se recusou a participar de uma decisão que os analistas da BMI Research chamam de “politização progressiva” do petróleo. Em meio à maior tensão entre os dois países do Oriente Médio, a Arábia Saudita é prejudicada por seus restritivos contratos de petróleo de longo prazo em um momento em que concorrentes como o Irã estão distribuindo grandes quantidades de crédito aberto aos compradores por períodos mais longos, segundo o Citigroup.
Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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