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ENERGIA NUCLEAR – Usina de Angra 3.

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A usina de Angra 3 causou recentemente uma das maiores crises internas já vividas pelo Tribunal de Contas da União. Um dos primeiros empresários a fazer delação premiada no âmbito da Lava-Jato, o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse ao Ministério Público que pagou propina para obter informações sobre os processos de Angra 3 no TCU.
O tribunal questionou a falta de competitividade e chegou a barrar a licitação em 2013. Pessoa confessou que, em troca de informações privilegiadas sobre o processo, pagava R$ 50 mil mensais ao advogado Tiago Cedraz, filho do atual presidente do TCU, Aroldo Cedraz. A delação também mencionou pagamentos ao ministro Raimundo Carreiro, que relata outro processo referente à usina nuclear.
Apesar de Cedraz e Carreiro negarem qualquer malfeito, a delação de Pessoa causou uma crise profunda no tribunal. A pressão pela destituição do presidente cresceu entre os servidores e chegou a ganhar o apoio de alguns ministros do tribunal, mas o assunto esfriou e Cedraz permaneceu no cargo.
A Central Nuclear Almirante Álvaro Ribeiro funciona na praia de Itaorna, na cidade de Angra dos Reis. A primeira usina começou a funcionar em 1985 e a segunda, em 2001. Angra 3 teve suas obras paralisadas em 1986 e somente retomadas em 2009. Quando se imaginou que seria, finalmente, concluído, o projeto parou em setembro do ano passado por falta de orçamento.
Curiosamente, o TCU está em vias de determinar a paralisação de um empreendimento que já está parado há seis meses por falta de pagamento aos construtores. Relator da auditoria recém-concluída, o ministro Bruno Dantas pode tomar essa decisão por meio de uma cautelar ou incluir Angra 3 na relação de empresas que não devem mais receber repasses do governo federal.
Questionada pelos auditores, a Eletronuclear informou que a paralisação do projeto pode representar a demissão de quase 9 mil trabalhadores e, obviamente, novos atrasos na entrada em operação da usina. As perspectivas mais atualizadas são de que a energia começará a ser gerada em Angra a partir de 2020.
Diante da iminência de que os contratos com o cartel serão anulados, a direção da Eletronuclear acredita que será possível realizar nova licitação em junho deste ano, hipótese que soa pouco realista diante da crise econômica e política que o país atravessa.
Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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