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PETROBRAS -Redução dos preços dos combustíveis.

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Redução dos preço dos combustíveis opõe diretoria e conselho da Petrobras

A diretoria e o conselho de administração da Petrobras tomaram posições divergentes com relação a uma eventual redução do preço dos combustíveis, afirmou uma fonte com conhecimento do assunto. Segundo ela, caso a diretoria, favorável à medida, decida não considerar a opinião do conselho, a redução do preço da gasolina e do diesel pode ser anunciada a qualquer dia, a partir desta segunda-feira.
“A diretoria da empresa queria reduzir [os preços dos combustíveis]. O conselho de administração reagiu com firmeza contra. Não é certo que haverá [redução dos preços]. O presidente do conselho, Nelson Carvalho, pediu para a empresa cancelar [a decisão de redução dos preços] e desmentir [nota publicada na coluna de Lauro Jardim, no “O Globo” neste domingo de manhã informando que a companhia deve anunciar nesta segunda-feira a redução dos preços dos combustíveis]”, disse a fonte ao Valor, sob condição de anonimato.
A proposta é liderada pelo diretor de Abastecimento, Jorge Celestino, segundo a fonte. A iniciativa é baseada na queda do preço do petróleo e principalmente na forte redução do mercado doméstico de combustíveis observada desde 2015, devido à recessão. Ao manter os preços mais altos, a estatal também abriu brecha para que distribuidoras privadas importem combustíveis a preços mais baratos do que o cobrado em suas refinarias, o que agrava a queda do mercado. Com isso, as concorrentes da BR podem vender mais barato e ganhar mercado, ou elevar margens de lucro.
O conselho de administração, porém, é contra a redução de preços nesse momento de preocupação com os fluxos de caixa da companhia, considerando ainda que mais de 80% da enorme dívida está denominada em dólares. A maioria dos conselheiros entende que a Petrobras ainda precisa praticar um prêmio sobre o preço de venda dos combustíveis para recompor as perdas geradas até 2014 pela defasagem dos preços dos produtos no mercado doméstico em relação aos preços internacionais, dentro de política adotada na época para evitar impacto na inflação.
Segundo cálculos da GO Associados, as perdas acumuladas pela Petrobras no período em que vendeu gasolina e diesel mais baratos no mercado local ainda somavam R$ 42 bilhões em fevereiro, valor 36% menor que o de um ano antes, mas ainda expressivo. Por outro lado, a consultoria calculava que o preço doméstico da gasolina estava 56% acima do preço externo em fevereiro, e o do diesel, 71% maior.
Segundo a fonte, os conselheiros discutiram o assunto na tarde de ontem, por telefonemas e trocas de mensagens, após a publicação da proposta na imprensa. De acordo com ela, apesar do pedido do presidente do conselho, a decisão é da diretoria. No último reajuste de preços, em setembro, a medida foi tomada pela diretoria sem a consulta prévia ao conselho.
O Valor tentou apurar o assunto com outros conselheiros e diretores da Petrobras, mas não teve retorno e outro conselheiro disse que esperava um desmentido da estatal. As distribuidoras reunidas no Sindicom também não haviam recebido nenhum aviso de redução de preços até ontem à noite.
A assessoria de imprensa da Petrobras informou que a empresa não se manifestaria e a assessoria do Ministério da Fazenda disse que esse assunto é de competência exclusiva da estatal.
Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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