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DOW CHEMICAL ESTUDA EXPANSÃO NA AMÉRICA DO SUL.

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Dow Chemical volta a estudar expansão na América do Sul

A Dow Chemical voltou a avaliar a ampliação da capacidade de produção de polietileno na América do Sul, disse ao Valor o presidente global de Embalagens e Plásticos de Especialidades da companhia, Diego Donoso. O investimento, que teria como palco a Argentina, pode ser executado após a entrada em operação de outros dois grandes projetos da Dow que estão em curso na Arabia Saudita e nos Estados Unidos.
“Em dois ou três anos, vamos precisar de um próximo projeto. A Argentina é uma das localidades em estudo e vai competir com outras regiões”, afirmou o executivo. Hoje, a companhia americana pode produzir cerca de 700 mil toneladas por ano de polietilenos e opera duas unidades de craqueamento (crackers) de eteno em Bahía Blanca.
Há algum tempo, a Dow já sinalizava o desejo de expandir a produção da resina no complexo argentino, que também atende ao mercado brasileiro. Incertezas quanto ao fornecimento contínuo de gás natural seguraram o projeto no papel, mas com o início da exploração de gás de xisto, o país voltou com mais chances ao radar de investimentos da companhia.
No fim do ano passado, a Dow e a estatal de petróleo argentina YPF anunciaram para 2016 uma nova rodada de investimentos, de US$ 500 milhões, na região de Vaca Muerta, na província de Neuquén, para ampliar a produção de gás de xisto. As companhias já aplicaram US$ 350 milhões na joint venture na Argentina, que hoje produz diariamente de cerca de 750 mil metros cúbicos. Esse volume, porém, deve subir para cerca de 2 milhões de metros cúbicos por dia até o fim do ano.
Oriundo do gás de xisto, o etano é transformado em eteno que, por sua vez, é a matéria-prima para a produção do polietileno. “A estratégia para a América Latina é bem clara. Do México para baixo, fornecemos [resinas e plásticos especiais] a partir de fábricas nos Estados Unidos, na Europa e na Argentina”, afirmou Donoso.
Nos Estados Unidos, a aposta da Dow também é no gás de xisto. A partir da instalação de quatro novos reatores e da execução de dois projetos de desgargalamento de unidades já existentes, a companhia pretende ampliar a produção de polietileno em 1,1 milhão de toneladas no fim do segundo trimestre de 2017. Parte desse volume poderá ser exportada para o Brasil. “Os Estados Unidos sempre foram um grande exportador e vão buscar onde está a demanda”, disse.
Neste momento, na Arabia Saudita, a Dow está iniciando a operação de unidades do complexo químico de Sadara, uma joint venture entre a companhia americana e a estatal Saudi Aramco. O valor do investimento no projeto, que terá 26 unidades produtivas de poliuretanos, elastômeros, propileno glicol e polietilenos, entre outros, e é apresentado como “o maior complexo químico integrado do mundo”, está estimado em US$ 20 bilhões.
A expectativa é a de que todas as unidades estejam ativas até 2017, o que resultará em produção anual de 3 milhões de toneladas métricas de plásticos de performance e químicos de especialidades de alto valor, com receitas anuais de aproximadamente US$ 10 bilhões “após alguns anos de atividade”.
Baseado em gás natural a preços considerados “muito competitivos” pela indústria, o complexo poderá produzir 1,3 milhão de toneladas por ano de polietileno, com destino a mercados da Ásia-Pacífico, Europa e África. Conforme Donoso, a central petroquímica (cracker) deve entrar em operação no mês que vem, com chegada da resina ao mercado a partir de maio ou junho.
Na avaliação do executivo, o mercado global tem condições de absorver a oferta adicional de polietileno. Além da nova operação da Dow no Oriente Médio, a Braskem está iniciando as atividades de um novo complexo, no México, com capacidade para 1,05 milhão de toneladas da resina. Há
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ainda uma série de anúncios de novas fábricas que, no total, prometem acrescentar 10 milhões de toneladas anuais ao mercado.
“Há muita controvérsia sobre a relação entre oferta e demanda nos próximos quatro ou cinco anos. Acreditamos que metade dos anúncios não será executada”, disse Donoso, referindo-se a projetos que se tornam inviáveis por diferentes razões, entre as quais a queda dos preços do petróleo. Diante disso, a oferta adicional concreta de polietileno chegaria a 5 milhões de toneladas, em um mercado de 90 milhões de toneladas por ano e com ritmo de crescimento da demanda de cerca de 3,5 milhões de toneladas por ano. “O mundo está absorvendo as novas capacidades”, disse.
No ano passado, os resultados da Dow superaram as expectativas de analistas de Wall Street, a despeito da queda nas receitas, que foram pressionadas pelo recuo nos preços do petróleo e pelo câmbio. Enquanto o lucro da companhia mais que dobrou, para US$ 7,35 bilhões, as vendas líquidas recuaram 16%, para US$ 48,8 bilhões. O executivo não fez comentários sobre o processo de fusão entre a companhia e a DuPont, que posteriormente dará origem a três companhias globais independentes, com foco em agricultura, materiais (inclui plásticos) e produtos especiais.
Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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