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O GÁS E SEUS BENEFÍCIOS

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Em 2010, o então bilionário Eike Batista propagou para todo o mundo que a OGX havia descoberto uma grande reserva de gás na Bacia do Parnaíba, no Maranhão, com potencial para produzir 15 milhões de metros cúbicos/dia. Eufórico, declarou que se estava diante de uma “meia Bolívia”, fazendo referência às reservas daquele país que entregava cerca de 30 milhões de metros cúbicos diariamente à Petrobras.

E assim, nesse entusiasmo, com as ações da OGX se valorizando cada vez mais, todas as atenções se voltaram para a Bacia do Parnaíba e logo se vislumbrou uma grande transformação econômico-social no Maranhão, especialmente nessa região, com a exploração do gás natural.

Os anos foram se passando, a exploração de gás se ampliou do município de Capinzal do Norte, onde houve a primeira descoberta, para outras cidades maranhenses. Até uma termelétrica foi construída, no município vizinho de Santo Antônio dos Lopes, em função do gás.

Mas não demorou muito para o império do então homem mais rico do Brasil e 8º mais rico do mundo ruir. Sua fortuna, avaliada em 2012 em mais de US$ 34 bilhões, reduziu-se a um patrimônio líquido negativo de cerca de US$ 1 bilhão. As perdas incluíram a venda de seus negócios, entre as quais a OGX, um baque entre tantos para Eike Batista.

Hoje, o controle ex-OGX tem à frente a Parnaíba Gás Natural (PGN), que atualmente opera oito campos, oito Planos de Avaliação de Descoberta (PADs) e 13 blocos exploratórios, somando 25 mil Km². Com uma produção média de gás de 4,9 milhões de m³/dia, a empresa é a maior operadora privada de gás natural do Brasil.

Ao contrário de Eike Batista, o presidente da PGN, Pedro Zinner, tem os pés no chão. Ele desmistificou a história de “meia Bolívia”, ao declarar que isso não existe. No entanto, disse que se tem gás suficiente para se honrar os contratos. E assim, com planejamento, cautela e estudos, a PGN vem desenvolvendo seu plano de exploração, obtendo bastante êxito. Tanto que a empresa, em pouco tempo, declarou a comercialidade de vários poços, colocando-os em operação.

Os mais recentes foram os campos de Gavião Vermelho (GVV) e Gavião Branco (GVB), localizados nos municípios de Capinzal do Norte e Lima Campos, respectivamente, onde foram investidos R$ 771 milhões.

A entrada em operação desses dois novos campos é fundamental para se atingir a meta traçada pela Companhia de elevar a capacidade de produção de 4,9 milhões de m³/dia para 8,4 milhões m³/dia até julho deste ano. Outro campo, o de Gavião Branco Sudeste, também deve entrar em operação brevemente.

Resta esperar que realmente essas descobertas tragam benefícios de fato para o estado do Maranhão e principalmente para a população desses municípios, pois há a expectativa de atrair novos investimentos se gerar mais emprego e renda.

Também é de se esperar que o gás tenha outra utilização que não somente atender a demanda das Usinas Termelétrica do Complexo Parnaíba, operadas pela Eneva.

A indústria, o comércio, o setor automotivo e até mesmo o consumo residencial maranhense quer ser beneficiado com o gás natural. Estudo de mercado comprova que demanda de consumo existe e é dever do Governo do Estado, como também das entidades de classe, cobrar da PGN essa reserva de gás para atender a esses segmentos.

Fonte: O Estado

 

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Autor: carlosadoria

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