petroleiroanistiado

A great WordPress.com site

PETROBRAS – Cresce vantagem no combustível.

Deixe um comentário

 

Cresce vantagem da Petrobras no combustível

 

A variação do dólar fez aumentar o prêmio que a Petrobras tem na venda de combustíveis no mercado interno, melhorando o fluxo de caixa da companhia. Até o dia 7 de março, o preço da gasolina vendida nas refinarias brasileiras custava 36,5% mais do que no Golfo do México americano, ponto mais próximo para importação. Já o óleo diesel custa 46,4% a mais no Brasil, na mesma comparação, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE).

Depois de um período de quatro anos vendendo combustíveis mais barato do que o preço de importação, a Petrobras está se beneficiando com o preço interno elevado, o que serve de contrapeso para a queda do preço do petróleo Brent. A taxa de câmbio tem grande influência no resultado da companhia, assim como a melhora do risco Brasil.

Um estudo do banco J.P. Morgan calcula que cada apreciação de 10% da moeda brasileira aumenta em US$ 3 bilhões a geração de caixa da Petrobras, aumentando o prêmio sobre os preços da gasolina e diesel em cerca de 1,7 ponto percentual.

O J.P. Morgan observa que a desvalorização do dólar em relação ao real também ajuda a Petrobras a se desalavancar, já que aumenta o “prêmio” com que os combustíveis são vendidos no Brasil. No cenário mencionado, considerando os preços do Brent constantes, a relação entre dívida líquida e Ebitda cairia de 6,4 vezes para cerca 5,4 vezes no final de 2016.

O banco também mediu os efeitos da redução de risco país sobre a estatal. A cada queda de um ponto percentual no risco Brasil aumenta em US$ 2 o preço alvo atribuído pelo banco aos recibos de ações (ADRs) negociados no mercado americano.

“O movimento macroeconômico como a apreciação do real tem um impacto positivo no Ebitda da empresa devido a margens mais elevadas no refino, com consequente geração de fluxo de caixa, enquanto o risco-país mais baixo ajuda a melhorar avaliação global das suas ações / ativos”, afirma o J.P. Morgan, no relatório distribuído para clientes assinado pelo analista Felipe Dos Santos.

O CBIE calcula que, de novembro de 2014 a janeiro de 2016, a Petrobras conseguiu recuperar R$ 16,6 bilhões com a venda de gasolina e diesel acima da paridade internacional, mas pelo acompanhamento da consultoria, a estatal ainda não recuperou as perdas acumuladas entre 2011 e outubro de 2014.

“O fator câmbio é mais dramático para a Petrobras do que a queda do petróleo, já que a empresa é importadora líquida. E o problema continua sendo o fato de a geração de caixa ser em reais, desatrelada dos custos operacionais e da dívida, que é muito atrelada ao dólar”, diz Adriano Pires, sócio do CBIE.

Os dados do balanço do terceiro trimestre de 2015, os últimos disponíveis, mostram que o equivalente a R$ 376,67 bilhões da dívida da Petrobras estava denominada em dólares, um aumento de 49% em relação ao fechamento de 2014.

Pelos cálculos de Pires, a manutenção da diferença positiva entre os preços de refinaria nacional e internacional da gasolina e do diesel vem sendo benéfica para o fluxo de caixa da Petrobras e possibilita que a empresa recomponha parte da receita perdida entre 2011 e outubro de 2014, quando a situação era inversa. Mesmo assim, pelo acompanhamento do CBIE até janeiro deste ano a Petrobras ainda acumulava perdas de R$ 41,7 bilhões, dos quais R$ 16,6 bilhões relativas à gasolina e de R$ 27,5 bilhões relacionadas às vendas de diesel no período de congelamento dos preços em um momento de aumento do consumo. 7

O descompasso entre custo de aquisição dos combustíveis e o preço de venda no mercado interno é responsável por parte da dívida líquida da Petrobras, que estava em US$ 101,27 bilhões até setembro, equivalente a R$ 402,3 bilhões no terceiro trimestre.

A importância de ter preços equalizados com os do mercado internacional também vão refletir no interesse dos estrangeiros pelos ativos da companhia. João Luiz Zuñeda, da consultoria MaxiQuim, lembra que a Petrobras está ganhando mais dinheiro com o petróleo mais baixo, e estava perdendo quando o preço estava alto. “É difícil para o estrangeiro entender essa dinâmica”, afirma Zuñeda.

Fonte: Valor Econômico

Anúncios

Autor: carlosadoria

MANTÉM SUAS UTOPIAS DE 60 ANOS ATRÁS.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s