petroleiroanistiado

A great WordPress.com site

PRÉ-SAL – Novo leilão em 2017.

Deixe um comentário

6
Governo prevê realização de novo leilão de áreas do pré-sal em 2017

O governo pretende realizar em 2017 um novo leilão do pré-sal, o segundo sob o regime de partilha, informou ontem o secretário de Petróleo e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida. A licitação deverá ofertar as chamadas áreas unitizáveis – reservas da União que se conectam num só reservatório a descobertas já anunciadas no pré-sal, em blocos contratados, e que precisarão ser desenvolvidas em conjunto, num processo conhecido como unitização.
A nova rodada faz parte de um pacote de estímulos à indústria petrolífera, previsto para ser lançado pelo governo nos próximos meses, e que inclui outras três medidas: a renovação do regime aduaneiro especial Repetro; a antecipação da prorrogação dos contratos de concessão de campos da rodada 0, que vencem em 2025; e o incentivo à produção de campos maduros de pequeno porte. Nesse caso, a ideia é que petroleiras com áreas inativas há mais de seis meses sejam obrigadas a voltar a produzir ou repassar os ativos.
Segundo Almeida, o modelo do leilão do pré-sal será definido em até seis meses e, depois disso, submetido para o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Caso aprovado, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) poderá iniciar o processo de licitação. “Talvez no ano que vem seja possível fazermos essa contratação”, disse o secretário, durante evento do consulado britânico, no Rio.
De acordo com Almeida o governo avalia “entre dez a 20 áreas”, incluindo campos onde a reserva que avança para áreas da União é significativa, como Carcará (BM-S-8), operado pela Petrobras, e Gato do Mato (BM-S-54), operado pela Shell. “Existem descobertas importantes feitas dentro do pré-sal que não estão evoluindo mais significativamente porque um pedaço grande da descoberta se encontra fora da área de concessão, portanto numa área que pertence ao Estado brasileiro”, explicou.
A lista inclui também descobertas menores que extrapolam a área de concessão em volumes pequenos. Nesses casos, segundo a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, o governo não necessariamente precisaria leiloar as áreas da União adjacentes. “Se for muito pequeno, não tem muito sentido licitar. Depende do porte”, disse a diretora, sem entrar em detalhes se, nesse caso, a União negociaria diretamente com o atual operador do campo vizinho, por meio da Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), as condições da unitização.
O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) estima que existam 10 bilhões de barris nas áreas onde já se identificou a necessidade de unitização. Esse volume inclui tanto volumes contidos dentro dos blocos já contratados quanto reservas que extrapolam os limites da concessão para áreas da União.
Uma das principais bandeiras de reivindicação do IBP é que o processo de unitização desses campos seja regulamentado. A medida, segundo o instituto, poderia destravar investimentos de US$ 120 bilhões para desenvolvimento das reservas unitizáveis.
A unitização é um processo que ocorre quando as reservas de óleo e gás descobertas em uma determinada área avançam para além dos limites geográficos estabelecidos para o bloco. Nos casos em que a reserva avança sobre outra área contratada, as empresas que operam os dois blocos negociam os termos da divisão da produção unificada. Se essa descoberta se estende para uma área da União ainda não leiloada, essa negociação é feita com a PPSA.
A principal dúvida do setor é se o operador privado de uma área cujas descobertas se estendem para o pré-sal, como a Shell em Gato do Mato, tem o direito de operar a área adjacente à descoberta, ou se a União tem de repassar a operação dessa área contígua, ainda não contratada, à Petrobras – por lei, operadora única do pré-sal.
7
Questionado sobre o possível fim da exclusividade da Petrobras na operação de áreas do pré-sal, em discussão no Congresso, Almeida disse que as mudanças “não interferem em nada” na decisão do governo de realizar o leilão de áreas unitizáveis em 2017. A principal dúvida no mercado é, se mantida a operação única da estatal, a companhia terá fôlego para participar de um eventual leilão.
Fonte: Valor Econômico

Anúncios

Autor: carlosadoria

MANTÉM SUAS UTOPIAS DE 60 ANOS ATRÁS.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s