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PETRÓLEO – Elevação das cotações.

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Cotações sobem impulsionadas pela expectativa de corte na oferta

Os preços do petróleo deram um salto ontem, impulsionados pela esperança de que o declínio da
exploração ao redor do mundo e um acordo entre grandes produtores possa reduzir o atual excesso
de oferta da commodity.
Os preços nos Estados Unidos já subiram 45% em relação a uma mínima de 13 anos atingida em
fevereiro. Os investidores estão atentos às negociações entre países exportadores sobre um possível
congelamento da oferta e às previsões de que a produção nos EUA vai continuar caindo. Alguns
analistas, entretanto, alertam que a alta pode ser interrompida por estoques ainda abundantes de
petróleo e produtos refinados, que atingiram seu maior nível em mais de 80 anos nos EUA.
O contrato de referência nos EUA subiu US$ 1,98, ou 5,5%, para US$ 37,90 o barril na Bolsa
Mercantil de Nova York, o maior preço de ajuste desde 24 de dezembro. O petróleo do tipo Brent, a
referência internacional, avançou US$ 2,12, ou 5,5%, para US$ 40,84 o barril, na bolsa ICE Futures
Europe, em Londres, o patamar mais alto desde 4 de dezembro.
A alta dos preços de petróleo está atingindo os motoristas americanos. A média nacional dos preços
da gasolina nos postos americanos subiu US$ 0,06 por galão nos últimos sete dias (US$ 0,015 por
litro), o maior ganho semanal desde o início do ano, segundo a Associação Americana de
Automóveis. A um preço de US$ 1,812 por galão (cerca de US$ 0,48 por litro), o preço médio da
gasolina ainda está US$ 0,646 abaixo de um ano atrás. Os preços do combustível devem continuar
subindo no país, afirma a organização, uma vez que as refinarias produzem menos durante sua
temporada anual de manutenção.
A queda nos preços do petróleo iniciada em meados de 2014 forçou as empresas do setor a cortar
gastos e adiar a perfuração de novos poços. A companhia de serviços Baker Hughes Inc. informou
ontem que o número de sondas explorando petróleo e gás natural em todo o mundo caiu em 130 em
fevereiro, para 1.761 sondas, a menor quantidade desde 2002. Nos EUA, o número de sondas está
em seu menor nível desde 1999, segundo a Baker Hughes.
Apesar dessa considerável desaceleração na atividade, a produção do país caiu mais lentamente nos
últimos 12 meses do que muitos investidores e analistas previram porque as petrolíferas reduziram
seus custos e aumentaram a eficiência, e novos projetos no Golfo do México entraram em operação.
Alguns participantes do mercado estimam que a produção dos EUA vá cair mais rapidamente neste
ano porque as empresas anunciaram novos cortes de gastos. Ontem, a Agência de Informação sobre
Energia do país afirmou esperar que a produção de petróleo nas sete regiões principais de
exploração de formações de xisto vai recuar em mais de 100 mil barris por dia em abril, comparado
com março.
Os preços do petróleo vêm subindo continuamente nas últimas semanas depois que Rússia, Arábia
Saudita, Venezuela e Catar concordaram, em fevereiro, em congelar sua produção nos níveis de
janeiro, numa iniciativa para sustentar os preços. Uma reunião com mais integrantes da Organização
dos Países Exportadores de Petróleo e outros países que não são membros deve ocorrer neste mês
ou no próximo.
Ontem, o ministro do Petróleo dos Emirados Árabes Unidos, Suhail bin Mohammedal-Mazrouei, disse
que os preços atuais estão forçando todos os fornecedores a cortar a produção.
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“Não faz sentido para ninguém aumentar a produção com os preços vigentes”, disse o ministro a
repórteres, nos bastidores de uma conferência aeroespacial em Abu Dhabi. “Essas são boas notícias
para equilibrar o mercado. Só precisamos ser pacientes.”
Por sua vez, Ricardo Armando Patiño Aroca, ministro das Relações Exteriores do Equador, outro
membro da Opep, disse, em sua conta no Twitter, que os produtores da América Latina vão ser reunir
em Quito na sexta-feira para discutir ações conjuntas em relação aos preços do petróleo.
O Irã, porém, que deve elevar sua produção neste ano, não concordou com um congelamento da
produção. “O grande risco é que a reunião acabe decepcionando e os preços caiam fortemente
devido à falta de progresso”, diz Kevin Norrish, analista do banco Barclays.
A alta recente nos preços reduz a possibilidade de que os países limitem sua produção, afirmou a
corretora PVM numa nota.
“A força atual do preço do petróleo vai se mostrar uma tentação grande demais para que produtores
precisando de dinheiro, tanto de dentro quanto de fora da Opep, resistam a maximizar a produção e
as receitas com petróleo”, afirmou a corretora.
Os estoques crescentes de petróleo poderiam provocar uma nova queda nos preços, principalmente
nos EUA, dizem analistas. Ontem, a provedora de dados Genscape Inc. afirmou a clientes que os
estoques no importante polo petrolífero de Cushing, em Oklahoma, atingiram um novo pico na
semana encerrada em 4 de março, segundo um corretor que teve acesso aos dados.
“A alta do petróleo dos últimos dias foi, no nosso ponto de vista, menos relacionada a uma mudança
nos fundamentos e mais a uma recuperação da confiança”, disse Norbert Ruecker, chefe de
pesquisas de commodities da Julius Baer, numa nota. “Ainda acreditamos que os preços do petróleo
estão experimentando uma alta de curto prazo, não uma recuperação de longo prazo”, devido ao
aumento da produção do Irã e à resistência da produção nos EUA.
O contrato futuro de gasolina nos EUA fechou com alta de 4,5%, para US$ 1,3927 o galão, o maior
preço de ajuste desde 25 de novembro. Já o futuro do diesel subiu 5,3%, para US$ 1,2225 o galão, o
maior valor desde 10 de dezembro.
Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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