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BRASIL – Geração híbrida eólica-solar.

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Bem casados

Para reduzir custos e compartilhar instalações de transmissão, empresas começam a testar a
geração híbrida eólico-solar no Brasil
Se sozinhas já avançam rapidamente, as fontes eólica e solar têm potencial ainda maior quando
combinadas. Além de baixar os custos, os projetos híbridos podem aproveitar melhor as instalações
de transmissão, um dos maiores gargalos do setor elétrico atualmente. É o que acreditam empresas
e associações setoriais que se mobilizam para impulsionar esses arranjos.
Um dos objetivos é contribuir para que a Aneel crie regras específicas para a participação de híbridos
nos leilões de energia. Hoje, só entram separados. As empresas também pretendem testar esse
modelo para coletar informações como a proporção ideal de cada fonte e o valor final da energia.
Só há uma usina eólico-solar em operação no Brasil. Pertence à Enel Green Power (EGP) e foi
inaugurada em setembro de 2015, em Tacaratu (PE), após investimento de US$ 18 milhões.
Combina o parque eólico de Fontes dos Ventos (80 MW) com duas fotovoltaicas – Fontes Solar I e II,
com 11 MW.
“A solução é muito eficiente e adequada para ser potencialmente aplicada em outras partes do
Brasil”, comenta Luigi Parisi, responsável pela EGP no Brasil e no Uruguai (veja entrevista na página
32). Existem sinergias tanto na operação quanto na construção, ressalta.
A Renova Energia, braço de renováveis da Cemig, confirmou que vai investir R$ 100 milhões num
projeto de P&D, patrocinado em parte pela Finep, em Caetité (BA), onde vai juntar duas eólicas,
somando 21,6 MW, com uma solar de 4,8 MW.
O objetivo é estudar por um ano a interação entre as tecnologias. A previsão é que o conjunto
comece a operar gradualmente a partir do 1º trimestre de 2017.
“Percebemos a oportunidade de fazer algo com escala, mas ainda assim experimental. O foco
principal desse arranjo é maximizar os recursos de transmissão e transformação, mas há lá uma
complementaridade muito grande. A geração solar vai ajudar a firmar a eólica”, conta o diretor de
Projetos da Renova Energia, Carlos Rogério Carvalho.
Com a união das fontes, a empresa espera conseguir uma geração constante, que permita a
comercialização da energia no mercado livre. Isso porque a eólica opera principalmente à noite –
quando o vento é mais forte na região −, enquanto a fotovoltaica gera durante o dia.
“Vamos acompanhar o comportamento dos sistemas, estudar as informações coletadas ao longo do
tempo, e isso servirá de base para uma proposta de regulação que será encaminhada à Aneel”,
anuncia Carvalho.
Contratada pela Renova para fazer esse trabalho, Leontina Pinto, da Engenho Consultoria, acredita
que as informações obtidas com o projeto serão suficientes para embasar a inserção dos híbridos nos
leilões.
“Observamos em Caetité uma condição climática diferenciada. Não existe somente uma
complementaridade entre dia e noite, mas entre estações do ano, o que mitiga o risco da
sazonalidade e dá mais confiabilidade e segurança ao investimento”, salienta.
Os pontos críticos do estudo, segundo ela, são determinar o dimensionamento correto de cada uma
das fontes dentro de arranjo híbrido e também buscar um valor adequado para um produto de
características particulares.
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Alívio na transmissão
Além de tornar a operação mais estável, os sistemas híbridos tornariam mais eficiente o uso de
instalações de transmissão e distribuição.
Para o diretor executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, é preciso que esses benefícios sejam
reconhecidos quando os híbridos forem adotados nos leilões regulados. O compartilhamento de
conexões e subestações e de serviços de O&M, gestão e segurança, permitem um custo médio
menor da energia ofertada.
“Seria interessante que, num modelo diferente, fosse possível valorizar não só a energia – de perfil
mais estável ao longo do ano −, mas também a proximidade da fonte em relação à carga, com
atenção à redução das perdas”, sugere o dirigente.
Sauaia diz que outras empresas, além de Renova e EGP, tem interesse nos híbridos. Segundo ele,
um dos primeiros passos é padronizar a duração dos contratos, já que o regulador estabelece prazos
diferentes para solar e eólica nos leilões.
Thaís Prandini, da Thymos Energia, se mostra otimista em relação aos projetos híbridos. “Não há por
que não ter um produto, principalmente quanto a leilão de reserva em que é preciso gerar flat [de
forma constante] o máximo de tempo possível. É uma questão de conversar com o governo”, diz.
Não haveria problema também, segundo a consultora, em associar usinas em operação com novas e
com contratos nos mercados livre ou regulado. É o caso do projeto da EGP em Taracatu: as usinas
foram construídas em diferentes momentos e a energia é vendida em contratos separados.
Entusiasta dos híbridos, a presidente da Abeeólica, Elbia Gannoum, adverte, no entanto, que uma
“parceria” a posteriori tem de ser estudada com cuidado. Nem todos os sites eólicos em operação são
adequados para abrigar um sistema fotovoltaico. “Muitas vezes há clima e insolação adequados, mas
a topografia, acidentada, é imprópria para a fotovoltaica”, explica.
Elbia pensa não só em juntar eólica e solar, mas também solar e cogeração a biomassa de cana.
Nesse caso, a fotovoltaica poderia compensar o período de entressafra.
Fonte: Revista Brasil Energia

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Autor: carlosadoria

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