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PRÉ-SAL: Posição da FUP.

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Jornal GGN – Em apresentação aos senadores sobre a votação do PLS 131, de autoria de José Serra (PSDB-SP), que tenta retirar a condição da Petrobras de operadora única do pré-sal, interferindo na participação mínima de 30% do petróleo extraído, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou que “30% é uma prática mundial demandada pelos investidores como segurança”. A Federação rebateu os principais argumentos do senador tucano, entre eles, o de que a estatal não dispõe de fundos para arcar com a exploração do petróleo.
“A Petrobras já demonstrou que não tem condições de fazer os investimentos necessários para o Brasil”, havia defendido o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que votou pela urgência do projeto na Casa. A Federação afirmou que o Brasil é “um mercado cativo de consumo de derivados de petróleo”. Além disso, “possui U$ 20 bilhões em Caixa, zerando a dívida existente de 2016”.
Sobre o cenário que coloca o país em crise financeira, o que atravessa a produção de estatais, como a Petrobras, a FUP lembrou que “do ponto de vista estritamente financeiro, não é uma situação de dívida explosiva, dentro de condições de mercado possíveis de administração, desde que haja a suficiente geração de caixa”. Como exemplo, citou que, de 2016 a 2017, o volume da dívida é de US$ 35,4 bilhões. Mas, considerando os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (o chamado Ebitda), a estatal alcançará o patamar de US$ 30 bilhões por ano. Sendo assim, o dobro do necessário para suprir a dívida.
Além disso, “há de se considerar uma grande concentração de vencimentos em 2018 e 2019, período em que os investimentos deverão estar se redefinindo, depois da superação da crise da cadeia de fornecedores com a operação Lava Jato e a retomada de investimentos para acelerar a curva de produção”, apontou a entidade. “O portfólio exploratório, as descobertas a desenvolver, a dinâmica do mercado brasileiro de derivados e a expectativa cíclica da variação de preços no longo prazo, dão a Petrobrás fundamentos para enfrentar os problemas de liquidez de curto prazo, sem desconsiderar seus sólidos fundamentos de crescimento no longo prazo”, afirmou.
Somado à real capacidade financeira da estatal, por meio de levantamentos, a FUP constatou que “o Brasil pode saltar de 15° para 3° no pódio [de países que produzem maiores quantidades de barris de petróleo], com a comprovação do potencial do pré-sal”, classificado como “a maior riqueza energética do mundo”.
Contrariando a proposta do parlamentar, a FUP alertou que “neste momento de baixa do valor do petróleo não há racionalidade em aumentar exageradamente o ritmo da produção no ritmo proposto pelo senador Serra com a abertura para novas empresas”.
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Autor: carlosadoria

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