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PRÉ-SAL: “Abertura de campos atrairá investidores”

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Abertura de campos atrairá investidores, diz presidente do IBP.

Jorge Camargo, presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), que reúne as grandes empresas
do setor no Brasil, defende a abertura do pré-sal para em-presas que possam atuar como
operadoras. Segundo ele, essa é a única forma de o Brasil aumentar a competitividade e atrair
investimentos de um setor que não precisa de subsídios.
Pelos cálculos do executivo, existem hoje no Brasil cerca de 10 bilhões de barris de petróleo em
campos adjacentes a descobertas feitas no pré-sal (pela Petrobras e Shell) que precisarão ser objeto
de acordos para unitização da produção. É nessas áreas que o executivo vê a oportunidade de atrair
grandes companhias com condições de investir no Brasil. Pelos cálculos do IBP, a oferta dessas
áreas pode gerar de US$ 120 bilhões e US$ 130 bilhões em investimentos no setor de óleo e gás no
Brasil.
O cálculo considera a existência de 10 bilhões de barris de óleo equivalente em 20 campos já
descobertos. Inclui volumes que estão dentro dos blocos já leiloados, assim como os que extrapolam
essas concessões, sendo ainda controlados pela União. Para chegar ao volume bilionário de
investimentos, o IBP considera um custo de extração entre US$ 12 e US$ 13 por barril de petróleo,
até mais caro do que o previsto pela Petrobras (US$ 8 por barril). Se investido no Brasil, esse volume
de recursos, segundo Camargo, poderia substituir a queda de investimentos da estatal.
“A Petrobras anunciou redução de US$ 32 bilhões no investimento, o que é enorme. Nós estamos
falando de US$ 120 bilhões e para uma escolha nossa, que só depende de três coisas”, afirma
Camargo. As condições mencionadas por ele são, em primeiro lugar, a necessidade de
regulamentação das regras de unitização das áreas para permitir um acordo sobre como será feita a
extração do petróleo, dividindo também investimentos.
Esses acordos deverão ter a participação da Pré-Sal Petróleo (PPSA) mas Camargo salienta que foi
criado um grupo de trabalho no Ministério de Minas e Energia encarregado da regulação, que ainda
não existe.
O executivo menciona ainda a necessidade de licitar os blocos e de liberar a Petrobras da
obrigatoriedade de participar desses leilões como operadora e com participação mínima de 30%.
A aprovação no Senado do Projeto de Lei 131/2015 foi comemorado pelo IBP, apesar de o projeto
ainda precisar ser votado na Câmara. “Foi uma sinalização importante para a indústria, de que o
modelo regulatório e as condições para investimentos no Brasil estão entrando em uma nova fase.
Foi um ato de coragem política do governo.”
Quando questionado sobre se o Brasil ainda é interessante para o setor, considerando-se a piora da
situação em todo o mundo, com as petroleiras registrando prejuízos, reduzindo custos e
investimentos, Camargo diz que as empresas já são sócias das áreas. “Esse leilão é de baixíssimo
risco. As empresas que já estão nessas descobertas são candidatas naturalíssimas e altamente
competitivas. E outras companhias podem se interessar também.” Entre essas empresas estão Shell,
Galp, Repsol Sinopec, Queiroz Galvão e Barra Energia.
Camargo, que foi diretor da área internacional da Petrobras no governo FHC, acha que a queda de
preços do petróleo para a faixa de US$ 35 não vai desanimar as grandes empresas, mesmo
considerando que o ponto de equilíbrio dos projetos do pré-sal é de US$ 52, desde que possam ser
operadoras. Ele responde com um enfático sim quando questionado se o pré-sal é viável no atual
patamar de preços.
Para o executivo, a maioria dos projetos no mundo, incluindo o não convencional americano, e com a
exceção talvez do Oriente Médio, “nada é econômico a US$ 30 o barril”. Ele cita dois pontos que
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considera fundamentais. O primeiro é o que chama de convergência de avaliações de que a média de
áreas do pré-sal é viável economicamente, mesmo considerando os investimentos necessários em
infraestrutura, impostos e o custo de capital.
“Você consegue fazer um projeto viável se acreditar que o preço do petróleo vai ficar, no longo prazo,
quando o projeto começar a produzir, acima de US$ 50. Existe um consenso com relação a isso”, diz.
O outro ponto inquestionável, segundo ele, é a produtividade dos reservatórios encontrados na Bacia
de Santos.
“Um fator que precisa ser falado é que a produtividade dos reservatórios do pré-sal é uma coisa
extraordinária”, diz Camargo. “É isso que dá competitividade ao pré-sal. Você ter um campo onde fura
um poço e se consegue produzir 20 a 30 mil barris por dia, sabendo-se que metade do investimento é
o poço, isso dá uma competitividade extraordinária aos projetos.”
Ele afirma que não pode ser negado que o governo está se esforçando nos últimos meses para
destravar os investimentos no setor. Camargo destaca o fato de ter tido duas reuniões com a
presidente Dilma Rousseff desde setembro do ano passado, depois de um jejum de oito anos. A partir
daquele momento, o executivo diz que sentiu claramente que “mudou o vento”.
Entre as medidas importantes para o setor cita a extensão do Repetro, um regime especial que evita
a taxação de investimentos no setor. Outras medidas elogiadas são a extensão do prazo das
concessões e o Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, Desenvolvimento e
Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás (Pedefor).
Na segunda reunião, realizada em janeiro, Camargo foi convidado para integrar o Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão. Elogiando o sucesso que a Petrobras teve na
exploração do pré-sal, admite que a política de concentração de projetos na estatal foi bem-sucedida.
“A Petrobras tem um portfólio fabuloso no pré-sal e ela vai ter que ver como melhor desenvolver isso.
Ela vai ter que resolver as questões financeiras, procurar parceiros, ou vender. Essa é uma coisa que
pertence à Petrobras. Como ela vai cuidar do portfólio brilhante que ela construiu”, diz Camargo.
Ele afirma que no início do super ciclo da commodity, é comum os países buscarem maior
concentração, uma participação maior do Estado no desenvolvimento daquele recurso natural. Mas
no fim desses ciclos, fase na qual o Brasil se encontra, a percepção muda.
Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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