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PETRÓLEO – Arábia Saudita descarta corte de produção de petróleo.

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A Arábia Saudita descartou a possibilidade de um acordo entre os principais produtores no sentido de
cortar a produção de petróleo e alertou as empresas que operam a custos elevados, como as que
exploram as jazidas de xisto nos EUA, que cortem seus custos ou parem de operar, num recado
vigoroso que desencadeou novas quedas dos preços do petróleo.
O ministro saudita do Petróleo, Ali al-Naimi, disse que a falta de confiança mútua entre os maiores
produtores do mundo implica que um corte na produção “não vai acontecer”. Ele disse que o país, em
vez disso, pressionará por um congelamento coordenado da produção, para ajudar a equilibrar um
mercado inundado por excedentes de petróleo, o que levou os preços da commodity aos níveis mais
baixos em mais de uma década.
“Há menos confiança mútua do que o normal”, disse Naimi a executivos do setor energético, em
Houston. “Não serão muitos os países que cumprirão. Mesmo que digam que cortarão a produção,
eles não cumprirão [um acordo].”
O petróleo tipo Brent caiu US$ 1,33 o barril, para US$ 33,35, após os comentários de Naimi; já o WTI,
referencial americano, perdeu US$ 1,54 por barril, para US$ 31,85.
O ministro falou na conferência anual de empresas líderes no setor energético americano, cuja ampla
exploração dos depósitos de xisto contribuiu para derrubar os preços, causando estragos nas
economias dos países ricos em petróleo.
Naimi negou que a Arábia Saudita esteja travando uma guerra com os produtores americanos que
exploram o xisto. Mas disse que uma redução nos volumes só daria sustentação a tipos de petróleo
caros, como os extraídos nos EUA ou das areias betuminosas canadenses. “Os produtores desse
petróleo caro precisam achar uma maneira de reduzir seus custos, tomar dinheiro emprestado ou
fechar as portas”, disse. “Parece brutal, e infelizmente é, mas é uma forma mais eficiente para
reequilibrar os mercados. Cortar a produção de quem opera a baixos custos [como a Arábia Saudita]
para subsidiar a oferta de petróleo de alto custo de produção apenas adiará um inevitável acerto de
contas.”
Os comentários acontecem uma semana depois que Arábia Saudita, Rússia, Qatar e Venezuela,
decidiram “congelar” provisoriamente a produção, se outros grandes produtores estiverem de acordo.
O anúncio elevou as expectativas de medidas que reduziriam o excesso de mais de 1 milhão de
barris/dia.
Naimi qualificou o congelamento de “início de um processo”, e disse que pretende reunir-se
novamente com outros grandes produtores em março, na esperança de que eles participem.
Autoridades de países do Golfo disseram na semana passada que o acordo de congelamento poderia
ser o prelúdio de um corte de produção. Mas empresa que negociam petróleo estão céticas,
observando que Irã e Iraque, membros da Opep, não aderiram ao acordo.
Bijan Zanganeh, ministro do petróleo do Irã, disse ontem que as iniciativas visando um congelamento
são “ridículas”, segundo uma agência de notícias local. Autoridades iranianas pediram a países como
a Arábia Saudita, que elevou sua produção em relação a 2015, que congelem a produção.
Executivos em Houston pareciam resignados com o fato de que a Opep não reduzirá a sua produção.
Brian Ferguson, presidente-executivo da Cenovus Energia, que explora as areias petrolíferas no
Canadá, disse que a Opep claramente não está procurando sustentar os preços.
Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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