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ENERGIA – “A política complica e aumenta os custos”.

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“A política complica e aumenta os custos da energia”

Gürkan Kumbaroglu, presidente da Associação Internacional de Economia da Energia, afirma que,
quando os preços voltarem aos 60 dólares, será explorado petróleo de xisto pelo mundo fora.
Gürkan Kumbaroglu, professor na universidade turca de Boghaziçi onde é também presidente do
Centro de Investigação em Política Energética, defende uma diversificação de fontes de
abastecimento de gás para a Europa desde a Turquia. É também um defensor da “despolitização” da
energia. “A política complica e aumenta os custos da energia”, afirma este especialista que preside
também à Associação Internacional de Economia da Energia.
O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaüble, defendeu recentemente a criação de uma
taxa de combustível para financiar o acolhimento dos refugiados na Europa. O que pensa da
ideia?
Os preços do petróleo e do gás natural têm descido consideravelmente. Numa altura de preços
muitos baixos, parece uma sugestão razoável. Se estivéssemos nos 100 dólares, isso traria
problemas, mas estamos à volta dos 30. No problema dos refugiados, se olharmos para o Médio
Oriente, temos na sua origem também uma questão energética. Normalmente a energia leva a
conflitos, neste caso seria usada como solução do problema.
O que podem fazer os países produtores de petróleo mais pequenos, como a Nigéria e o
Azerbaijão, que estão a ter sérios problemas por causa dos preços baixos do petróleo?
Muitos dos produtores de petróleo e gás construíram as suas economias nacionais baseadas nas
receitas do petróleo e gás, como o Azerbaijão, mas também a Arábia Saudita. Em minha opinião,
precisam de reestruturar as suas economias, os seus orçamentos, de modo a adaptarem-se a um
período de preços mais baixos, hoje mais determinados pela procura e oferta e menos pela
especulação. Estes preços vão manter-se a um nível baixo por algum tempo. Porque temos mais
oferta e a eficiência tem aumentado. A procura não tem aumentado tão depressa como a oferta
protagonizada pelos EUA e pelos seus recursos não convencionais. Na verdade, estes existem em
toda a parte, desde a Argentina à China, estão é ainda por explorar. A tecnologia nos EUA de
fracturação hidráulica e perfuração horizontal teve uma grande descida de custos e, com uma grande
produtividade, tornou-se economicamente viável extrair estes recursos. Assim que os preços
regressarem aos 50/60 dólares, os recursos não convencionais que existem pelo mundo fora já
poderão ser colocados no mercado [precisam de um preço mais alto] voltando a aumentar a oferta.
Acrescem novas descobertas não convencionais no offshore. Por exemplo, a recentemente feita na
costa do Egipto [de um campo gigante de gás natural] foi uma das maiores. As perspectivas são de
mais oferta do que procura de petróleo e gás.
Como vê o regresso do Irão ao mercado internacional de petróleo e gás?
É uma situação em que todos ganham. Agora que o país regressa, precisa de investimento e
tecnologia, tem recursos energéticos e financeiros, volta a aceder ao seu capital que estava fora do
país mas ao qual tinha o acesso bloqueado [por causa das sanções]. O Irão tem recursos
energéticos, o capital está acessível e a necessidade por investimento, por novos actores e por um
novo mercado de bens e serviços para as companhias, representa uma grande oportunidade para o
país. Desde que cumpra os termos do desembargo, terá um rápido desenvolvimento.
A entrada do Irão vai obrigar a um tempo mais longo de preços mais baixos do que as
petrolíferas desejam?
De certeza que vai ter impacto nos preços, ainda que a sua capacidade de aumentar a produção seja
limitada no curto prazo, mesmo com todo o investimento que está a receber. Mal pode satisfazer as
suas próprias necessidades e o fornecimento à Turquia. Tem recursos, que pode aumentar, mas
apenas dentro de uns anos. O Irão tem as segundas maiores reservas mundiais de gás natural e as
16
quartas maiores de petróleo. Com o investimento que se perspectiva e com a utilização do seu
potencial vai tornar-se uma grande fonte adicional de oferta. Esta perspectiva abre uma nova
dimensão aos países produtores. Irão e Arábia Saudita têm conflitos, mas são agora concorrentes no
petróleo e no gás. O Irão é um aliado da Rússia, mas em termos de petróleo e gás é agora também
um concorrente.
Fonte: Publico.pt

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Autor: carlosadoria

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