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GHL – Cheniere prepara primeiro carregamento de GNL.

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Cheniere prepara primeiro carregamento de GNL enfrentando um mercado
desafiador

As exportações de gás natural dos EUA iniciam num momento em que a demanda internacional por
GNL desacelera
O primeiro navio de transporte de gás natural da Costa do Golfo deverá partir em breve, marcando o
surgimento dos EUA como um grande exportador e a globalização do comércio de gás outrora
altamente regionalizado.
Mas a estreia de uma indústria de exportação de gás de xisto está levantando questões com relação
à possibilidade de haver vendedores demais perseguindo pouquíssimos compradores, aprofundando
mais um ciclo econômico de crescimento e contração. O preço do gás natural liquefeito caiu 50% no
ano passado na Ásia, o maior e tradicionalmente mais lucrativo mercado do mundo para o GNL.
O provável destino do gás da Costa do Golfo deverá ser a América do Sul, com a Petróleo Brasileiro
S.A. em negociações para comprar o carregamento — que poderá partir da baia de Louisiana ainda
na próxima semana, de acordo com pessoas familiarizadas com a transação.
A Petrobras não respondeu aos pedidos por comentários.
Isso se dá também enquanto a empresa por trás da transação, a Cheniere Energy Inc., tenta se
recuperar após um turbulento drama em uma reunião de seu Conselho de Administração que levou à
demissão do presidente Charif Souki em dezembro. Desde então, a Cheniere — sob a liderança de
seu Conselho de Administração — vem reduzindo as ambições da empresa definidas por Souki,
demitindo uma equipe de corretores do setor de petróleo que ele havia recrutado para expandir os
negócios e dando entrada em uma ação judicial no início deste mês para recuperar US$46 milhões
dos fundos da empresa que ele investiu no que pessoas familiarizadas com a ação dizem ser uma
empresa de um amigo.
A Cheniere, a primeira empresa a obter autorizações do governo para exportar gás natural
americano, foi fundada inicialmente para importar GNL para os EUA, mas reinventou-se como
exportadora depois de um boom na produção de gás de xisto. Ainda não obteve um lucro anual em
seus 20 anos no negócio e tornou-se representante de um debate mais amplo a respeito do GNL.
Dois importantes investidores tomaram posições opostas com relação às ações da empresa. Em
agosto passado, Carl Icahn divulgou ter comprado uma participação na Cheniere e conquistou dois
assentos no Conselho. Ele possui atualmente 13,8% da empresa. Na mesma época, James Chanos
da Kynikos Associates LP começou a apostar contra as ações da Cheniere encurtando sua posição,
convencido de que o excesso de GNL veio para ficar.
“Assim como com o minério de ferro e alguns dos outros fracassos [nos recursos naturais] dos últimos
anos, todos chegaram à mesma conclusão no mesmo ponto e começaram a construir capacidade”,
disse Chanos em entrevista. “Este vai ser um negócio difícil nos próximos cinco, seis ou sete anos”,
ele disse.
Representantes de Icahn não responderam a pedidos de comentários.
“Assim como no caso do minério de ferro e alguns dos outros fracassos [nos recursos naturais] dos
últimos anos, todos chegaram à mesma conclusão no mesmo ponto e começaram a construir
capacidade”.
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— Gestor de Fundos de Hedge James Chanos
A demanda dos mercados asiáticos, que representam 70% do mercado global, estagnou e as
exportações de GNL para a China caíram em 2015 pela primeira vez, de acordo com a Wood
Mackenzie.
O apetite mundial pelo GNL norte-americano será limitado a aproximadamente 6,5 bilhões de pés
cúbicos (cerca de 0,184 bilhão de metros cúbicos) por dia nos próximos oito anos, de acordo com
análises do banco canadense CIBC e do Departamento de Energia dos EUA. A Cheniere tem
aprovação regulatória para quase todo esse volume (6,3 bilhões de pés cúbicos por dia), a partir de
dois terminais de exportação.
Isso indica problemas para dezenas de outros projetos de GNL — de Maryland ao Oregon — em
construção ou em fase de projeto. “Nem todos eles serão construídos”, disse Kenneth Medlock, autor
de um estudo recente do governo dos EUA sobre os impactos das exportações de GNL no mercado.
Os preços à vista do GNL na Ásia caíram para menos de US$7 por milhão de unidades térmicas
britânicas. Até recentemente, em dezembro, a Cheniere obteve uma margem saudável de pelo
menos US$3,25 por milhão de Btus nas vendas para a Ásia, mas sua perspectiva mais recente,
divulgada no mês passado, reduz essa margem para US$2 por milhão de Btus.
Em um sinal de um possível aperto no fluxo de caixa, a Cheniere refinanciou cerca de US$2,8 bilhões
em dívidas no mês passado para adiar vencimentos até 2020, segundo fonte familiarizada com a
transação.
No início deste mês, a Cheniere ajuizou uma ação em Houston buscando recuperar US$46 milhões
emprestados a uma empresa de liquefação chamada Parallax Energy LLC. A Parallax foi criada por
Martin Houston, ex-executivo do BG Group PLC. A Parallax informou à Cheniere que a empresa
“seria incapaz de cumprir as atuais obrigações de pagamento”, de acordo com a queixa. A Parallax
não respondeu aos pedidos por comentários.
A Cheniere se protegeu contra uma queda nos preços do GNL assinando contratos de longo prazo
com gigantes da energia como o BG Group — que foi comprado pela Royal Dutch Shell PLC — e a
francesa Total SA.
Ambas se comprometeram com obrigações com 20 anos de duração que pagam taxas anuais
garantidas pelo processamento de gás, independentemente da quantidade de GNL que elas
realmente receberem. A Cheniere espera receber seu primeiro pagamento do BG este ano, no valor
de US$520 milhões.
Críticos apontam que os outros compradores com contratos com a Cheniere não são empresas de
alto nível, e que suas margens de lucro podem ser corroídas por custos maiores do que o esperado
para a manutenção de instalações localizadas em uma região pantanosa.
O extenso terminal de exportação da Cheniere em Sabine Pass, a duas horas de carro de sua sede
em Houston, foi construído em um terreno tão pantanoso que as equipes de construção tiveram que
misturar cimento no solo e fincar bases de concreto reforçadas com aço a uma profundidade de 95
pés (cerca de 29 metros) de profundidade no solo. Desta superfície estabilizada surgiu uma selva
industrial com cremalheiras gigantes de tubos para resfriar o gás e tanques com 140 pés (cerca de 43
m) de altura para armazená-lo.
Quase 90% da capacidade de processamento do primeiro par de unidades de refrigeração,
conhecidas como trens, em Sabine Pass estão sendo construídas sob contratos de longo prazo. A
Cheniere planeja construir um total de pelo menos cinco trens nesta usina, que é o carro-chefe da
empresa.
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A empresa espera gastar quase US$18 bilhões em Sabine Pass e outros US$16 bilhões em uma
usina em Corpus Christi, onde a construção dos dois primeiros trens — de possíveis cinco —
começou em maio passado.
De acordo com a visão de Souki, essas instalações permitiriam à Cheniere enviar 10% da atual
produção de gás dos EUA para o exterior. A empresa idealizou até 11 trens dessas usinas e de
outras duas usinas na Costa do Golfo, que ainda não foram construídas, até 2025.
A nova gestão da Cheniere parece ter engavetado essas propostas de expansão, que a empresa
havia planejado desenvolver conjuntamente com a Parallax antes da ação judicial, removendo todas
as menções a eles de seus mais recentes materiais de apresentação.
Fonte: The Wall Street Journal

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Autor: carlosadoria

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