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PETRÓLEO – Queda dos preços inviabiliza investimentos em novos projetos.

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o pré-sal, diz diretor da AIE

A cotação em torno de US$ 30 por barril inviabiliza investimentos em novos projetos para extrair petróleo em alto mar, incluindo o pré-sal brasileiro, avalia a Agência Internacional de Energia (AIE). Os preços atuais tornam ainda arriscada a realização de leilões para abrir mais frentes de exploração “offshore” no futuro imediato, mas a tendência é de recuperação e o barril deve mover-se progressivamente rumo ao patamar de US$ 80 até 2020, afirma o diretor-executivo da organização, Fatih Birol.
Em entrevista ao Valor, durante o Fórum Econômico Mundial, Birol disse que espera crescimento da produção no Brasil em 2016 e citou expectativas “muito positivas” quanto à alta de oferta no Campo de Lula (ex-Tupi). “Para projetos futuros, essas não são boas notícias [o tombo nos preços do petróleo] para o Brasil e outros países que apostam na exploração offshore, porque ela é mais cara e complexa. Precisamos ter preços mais altos para viabilizar novos investimentos, incluindo o pré-sal.”
Pela primeira vez nos registros da AIE, os desembolsos globais das petroleiras terão queda por dois anos seguidos. Houve redução de 20% em 2015; e estima-se de 16% neste ano. “Trabalho no setor do petróleo há 30 anos. Sempre houve forte discussão sobre preços, com visões diferentes entre produtores e consumidores, mas é a primeira vez que todos os países concordam que a cotação está baixa demais”, diz o economista turco.
Se os preços se mantiverem na casa de US$ 30, segundo suas projeções, o PIB de países do Oriente Médio, como a Arábia Saudita, pode cair até 20%, e o da Rússia, cerca de 10% em 2016. Projetos que estavam na prateleira em países importadores, como os de óleo e gás não convencionais nos EUA, correm sério risco de paralisação. Esse desequilíbrio deve causar um “rebote” e levará à recuperação dos preços em 2017, pelo lado da oferta, mas a velocidade do movimento dependerá de três fatores relacionados à demanda: se a desaceleração chinesa será mais ou menos intensa, se o crescimento americano ficará ou não em torno de 3%, e se a Europa continuará sua trajetória de saída da crise.
Dizendo-se um amigo do Brasil, a ponto de frisar que lamentou profundamente a goleada sofrida contra a Alemanha na Copa do Mundo, Birol minimiza a crise na Petrobras: “É uma companhia muito bem estabelecida. Conversei com CEOs de muitos setores e lugares do mundo aqui em Davos. Posso lhe assegurar: todas as empresas têm seus problemas. Confio no sistema de governança brasileiro, e essa crise será superada. A Petrobras tem muito bons fundamentos e um imenso know
how.”
Reconhecendo o ambiente de dificuldades políticas e econômicas, Birol diz que “é normal olhar o retrato do momento”, mas pede aos brasileiros que não percam de vista a “perspectiva estratégica” do país. E cita o desenvolvimento dos biocombustíveis e a descoberta do pré-sal como “marcos históricos”.
O chefe da AIE pede ainda que governos pelo mundo não caiam na tentação de frear a expansão de energias renováveis por causa dos preços baixos dos combustíveis fósseis – lembra que não apenas o petróleo, mas o gás natural e o carvão estão baratos. “O apetite por renováveis pode diminuir. Peço aos governos que se mantenham capazes de aguentar o tranco.”
Uma das sugestões da AIE é a redução dos subsídios globais para o consumo de combustíveis fósseis, que chegam a US$ 550 bilhões por ano, cerca de cinco vezes os montantes de apoio às fontes renováveis. Países do Oriento Médio, do Sudeste Asiático, Índia, Rússia e Venezuela puxam os subsídios.
Birol lembra o papel-chave do setor energético, que representa mais de dois terços das emissões globais de gases-estufa, para limitar em até dois graus o aumento da temperatura até o fim do século.
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Se todos os países cumprirem suas promessas, pelo menos 60% da expansão do parque gerador de eletricidade virá de fontes limpas nas próximas duas décadas e meia. As simulações da AIE indicam que a participação de energias renováveis na matriz atingirá 50% na Europa, 30% na China e no Japão, 25% nos EUA e na Índia em 2040.
No entanto, tudo isso pode ser insuficiente para alcançar as metas de redução das emissões definidas pelo acordo da CoP-21, em dezembro. “A saída é nos livrarmos das usinas a carvão antigas e ineficientes usinas a carvão. Na minha opinião pessoal, a energia nuclear também pode desempenhar um papel”, conclui Birol.
Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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