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PETRÓLEO -Perspectivas para 2016 são sombrias.

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PREÇO EM QUEDA

Crise do petróleo não deve terminar em 2016

Para alguns analistas, é preciso que o petróleo atinja o preço de US$10 por barril para que os especuladores admitam que a ‘crise do petróleo foi longe demais’

Crise do petróleo não deve terminar em 2016
Produtores não estão reduzindo a produção com a rapidez esperada (Foto: Reto Fetz/Flickr)

Desde o início do ano, a queda de 18% no preço do petróleo surpreendeu até os analistas mais pessimistas. Em 12 de janeiro, a cotação do West Texas Intermediate (WTI), a cotação de referência para o mercado americano, caiu para menos de US$30 por barril, seu menor nível desde 2003. Mas no dia
seguinte o mercado recebeu a boa notícia que os estoques dos EUA de petróleo bruto e produtos petrolíferos haviam atingido o novo recorde de 1,3 bilhão de barris.

Com a queda do preço as empresas do setor de petróleo e gás estão cortando o número de funcionários, as despesas desnecessárias, os investimentos etc. Esta semana a British Petroleum (BP) anunciou um grande corte de funcionários; a Petrobras, a empresa estatal de petróleo brasileira, reduziu
os investimentos planejados.

Alguns analistas atribuem a culpa da queda dos preços a outros fatores além da oferta e da demanda. Para o banco Standard Chartered é preciso que o petróleo atinja o preço de US$10 por barril para que os especuladores reconheçam que a “crise do petróleo foi longe demais”. Mas, em geral, as opiniões e ideias são apenas hipóteses. O grau de incerteza é tão grande que os contratos de derivativos americanos vinculados às entregas em abril avaliaram o preço do petróleo entre US$25 a US$56 por barril, de acordo com os números oficiais.

Neil Atkinson da Agência Internacional de Energia (AIE) está pessimista em relação ao mercado de petróleo, sobretudo quanto ao consumo, que foi um dos fatores que sustentaram os preços no ano passado. A venda de petróleo na última quinzena coincidiu com a queda do mercado acionário chinês e a
desvalorização do yuan, o que para alguns investidores reflete a desaceleração da economia da China e a consequente diminuição da demanda de petróleo. Embora seja possível que a demanda diminua, na opinião de Atkinson esse risco está sendo superestimado. Os números divulgados em 13 de janeiro,
mostraram que a China havia importado um recorde de 6,7 milhões de barris por dia (b/d) de petróleo em 2015.

Porém, com exceção da Índia e da instável China, a demanda por petróleo não parece promissora em nenhum lugar do mundo este ano. Além desse cenário pessimista da escassez de demanda, os produtores não estão reduzindo a produção com a rapidez que as pessoas esperavam. A Arábia Saudita, que costumava diminuir suas metas de produção para elevar os preços, se recusa a desempenhar mais uma vez esse papel. Agora, os sauditas querem manter o nível elevado de produção para tirar do mercado produtores de alto custo.

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Autor: carlosadoria

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