petroleiroanistiado

A great WordPress.com site

PETRÓLEO – Gigantes asiáticas cortam investimentos e planos de produção.

Deixe um comentário

Duas das maiores petrolíferas estatais da Ásia estão cortando seus gastos de capital e planos de produção, em mais um sinal de que a queda contínua nos preços globais do petróleo pode afetar a oferta neste ano.
Pujantes estatais de petróleo costumavam liderar o crescimento econômico da Ásia, mas agora muitas estão recuando. Mesmo empresas que contam com um forte apoio de seus governos estão sendo forçadas a enxugar suas operações, num momento em que a demanda da China parece estar enfraquecendo ainda mais.
A estatal malaia Petroliam Nasional Bhd., ou Petronas, vai cortar seus gastos com capital e operações em até 50 bilhões de ringgits (US$ 11,37 bilhões) ao longo dos próximos quatro anos, segundo memorando interno a que o The Wall Street Journal teve acesso.
Separadamente, a chinesa Cnooc Ltd. afirmou, ontem, que planeja reduzir sua produção em relação ao ano anterior pela primeira vez desde que abriu o capital, em 2001. A produtora de petróleo e gás natural também baixou suas metas de produção para 2017.
A Cnooc, controlada pela estatal China National Offshore Oil Corp., afirmou que vai cortar seus gastos de capital em 44% comparado a 2014. A companhia afirmou que os gastos não vão exceder 60 bilhões de yuans (US$ 9,12 bilhões) neste ano, ante os 107 bilhões de yuans que gastou em 2014.
O diretor financeiro da Cnooc, Zhong Hua, disse ontem, sem dar mais detalhes, que a Cnooc prevê que os preços de referência do petróleo vão permanecer num “nível baixo”. “Toda a indústria do petróleo está enfrentando grandesdesafios e nossa companhia não é uma exceção”, disse.
Esse raro aperto de cintos por petrolíferas asiáticas reflete as incertezas sobre o cenário da demanda e dos preços do petróleo em 2016. Além disso, a tendência mostra como as mudanças na indústria, que já atingiram empresas desde o Oriente Médio até a América do Sul, estão agora afetando cada vez mais a Ásia, à medida que a demanda chinesa perde
força.
Cerca de US$ 380 bilhões em projetos de petróleo foram adiados ou cancelados ao longo do ano passado, em parte devido aos baixos preços do petróleo, de acordo com relatório divulgado na semana passada pela consultoria britânica da área de energia Wood MacKenzie.
E estatais de petróleo do mundo todo vêm sentindo os efeitos do cenário de queda dos preços.
Na semana passada, a Petrobras cortou em mais de US$ 30 bilhões as suas projeções de investimento no período de 2015 a 2019, uma queda em torno de 25% em relação à previsão que havia feito em junho. A companhia também reduziu suas metas de produção no Brasil em cerca de 40 mil barris por dia em 2016 e 100 mil barris por dia em 2020.
Mesmo a Saudi Arabian Oil Co., ou Saudi Aramco, a valiosa estatal saudita, anunciou que está cogitando vender ações. A iniciativa, que está sendo acompanhada atentamente pela indústria, pode ajudar a reforçar o caixa enquanto os preços do petróleo continuam baixos.
Mas é na China que as preocupações talvez sejam mais evidentes. Embora a Agência Internacional do Petróleo tenha projetado que a demanda pelo produto vai subir em 1,2 milhão de barris diários em 2016, analistas do setor dizem cada vez mais que a debilidade crescente da economia chinesa pode acabar reduzindo esse volume ao longo do ano.
21
Os mercados de petróleo da Ásia se mostraram oscilantes ontem, após a China ter divulgado que sua economia cresceu 6,9% em 2015, o desempenho mais fraco em 25 anos. Com a suspensão das sanções americanas ao Irã, a possibilidade de o petróleo iraniano ampliar a oferta no mercado global ajudou a empurrar os preços do petróleo Brent, a referência
internacional, e o do petróleo negociado nos EUA para menos de US$ 30 o barril. A China deve ser um dos mercados para os quais o Irã vai querer ampliar suas vendas, dizem analistas.
Vários fatores estão contribuindo para as preocupações com a demanda da China. O primeiro é que a persistentemente fraca atividade industrial do país pode afetar a demanda por diesel.
Também gerou apreensão a decisão do governo chinês, anunciada na semana passada, de suspender reduções nos preços da gasolina e do diesel quando os preços globais do petróleo caírem abaixo de US$ 40 o barril. O governo diz que a medida visa ajudar as refinarias do país e também reduzir a poluição, já que deve reprimir o que vem se mostrando um
consumo robusto dos motoristas chineses.
Além disso, o alto volume de importações de petróleo pela China em 2015 foi, em parte, resultado do esforço do governo para repor reservas estratégicas. Analistas acreditam que essas reservas estejam agora próximas de sua capacidade total, o que poderia contribuir para reduzir o crescimento das importações este ano.
Esses acontecimentos estão sendo observados de perto em Kuala Lumpur e outros lugares. Os cortes da Petronas refletem o receio do governo da Malásia – cujo orçamento é baseado num preço estimado de US$ 48 o barril para o petróleo Brent – que sua maior fonte de receita esteja minguando. A companhia responde por quase um terço do orçamento anual do governo.
O diretor-presidente da Petronas, Wan Zulkiflee Wan Ariffin, disse num memorando interno divulgado na segunda-feira que pretende cortar bilhões de dólares em gastos nos próximos quatro anos. A Petronas não comentou.
Outras estatais do Sudeste Asiático também vêm ajustando suas operações à nova realidade. A tailandesa PTT Exploration and Production PCL e a PT Pertamina EP, da Indonésia, já cortaram gastos de capital, enquanto a vietnamita Vietnam National Oil and Gas Group fechou recentemente um campo porque os custos de produção superaram os preços internacionais do petróleo.
O colapso dos preços também segurou o ímpeto da Cnooc, uma das chinesas mais conhecidas por aquisições internacionais. Ela ganhou destaque em 2013, quando comprou a canadense Nexen Inc. por US$ 15 bilhões.
Li Fanrong, o diretor-presidente, disse ontem que a Cnooc está diante de um “ambiente de operação cada vez mais complicado” e se esforçando para encontrar equilíbrio entre retornos de curto prazo e crescimento de longo prazo.
Fonte: Valor Econômico

Anúncios

Autor: carlosadoria

MANTÉM SUAS UTOPIAS DE 60 ANOS ATRÁS.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s