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COMBUSTÍVEIS NO BRASIL – Preço não cai apesar de consumo menor.

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Preço não cai, apesar de consumo menor

Apesar da queda de 3% do consumo de combustíveis em 2015, os preços dos derivados não dão
sinais de que vão ceder por ora. Pelo contrário, o consumidor deve começar 2016 sob o impacto do
aumento da tributação em 18 Estados, mais o Distrito Federal, alerta o Sindicato Nacional de
Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom).
Ao longo de 2015, o consumo de combustíveis no Brasil refletiu os sinais da crise econômica do país
e interrompeu uma série de nove anos de crescimento consecutivo, caindo para 101 bilhões de litros.
Apesar do recuo, os dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) indicam que a queda na demanda
não se refletiu numa redução acentuada dos preços médios praticados no país.
No Brasil, os preços da gasolina chegaram a cair consecutivamente entre março e setembro de 2015,
mas a redução foi pequena (média de 1,3%). Nos dois principais mercados do país, o comportamento
dos preços médios da gasolina também pouco variou. Em São Paulo, por exemplo, o preço do
combustível caiu por cinco meses seguidos, entre março e agosto, mas a variação no período foi de
apenas 2,5%, enquanto em Minas Gerais a desvalorização foi de 3,6% entre abril e setembro.
A queda acentuada dos preços do barril do petróleo jogou, neste início de ano, uma nova pressão a
favor de possível redução dos preços do diesel e gasolina nas refinarias. As dificuldades de caixa da
Petrobras, no entanto, tornam o reajuste pouco provável, segundo analistas consultados pelo Valor.
De acordo com o Goldman Sachs, cada 1% de aumento no diesel e gasolina tem potencial de
impacto de R$ 1,7 bilhão no caixa da estatal, mantidos os volumes de venda.
Pelo contrário, a expectativa é que os preços dos combustíveis comecem o ano onerados pelo
aumento da tributação. Ao todo, 18 Estado e o DF começaram 2016 aumentando as alíquotas do
ICMS, entre 1% e 3%. Segundo o Sindicom, a elevação dos tributos tende a se refletir sobre os
preços finais ao consumidor, que já deu sinais, no ano passado, de que está com menos fôlego para
comprar.
Em 2015, a principal surpresa negativa foi o desempenho do mercado do Ciclo Otto (veículos que
consomem gasolina e/ou etanol), que passou praticamente o ano todo estável, mas que começou a
sentir os efeitos da diminuição da renda das famílias a partir do fim do ano. “As vendas no setor
estavam próximas aos de 2014, mas a partir de outubro as quedas se acentuaram e a alta do etanol
não foi suficiente para compensar a queda da gasolina”, diz o diretor de mercado do Sindicom, César
Guimarães.
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Ao todo, os veículos leves consumiram 1,7% menos gasolina e etanol – considerada a soma da
comercialização dos dois combustíveis e a equivalência energética dos produtos. As vendas de
etanol hidratado foram o destaque positivo, ao alcançar em 2015 o maior volume de vendas desde o
início do programa do álcool.
As distribuidoras associadas ao Sindicom comercializaram mais de 11 bilhões de litros do
biocombustível no ano passado, o que representa um crescimento de quase 40% frente a 2014. Com
o aumento da demanda pelo etanol, as vendas de gasolina caíram 8,6% em relação a 2014, a
primeira queda desde 2009. Na ocasião, a comercialização do combustível recuou menos de 1%.
Na maior parte do ano, segundo o Sindicom, os preços do hidratado tiveram uma paridade de preços
favorável em relação à gasolina nos principais estados produtores sucroalcooleiros (SP, PR, MG, GO,
MT e MS) e o biocombustível se tornou opção preferida dos consumidores até novembro, a partir de
quando o álcool começou a perder atratividade para a gasolina.
As vendas de diesel caíram 5%, refletindo a menor atividade econômica no comércio e indústria. A
exemplo da gasolina, a última queda do mercado de diesel foi registrado em 2009, quando as vendas
do combustível caíram 2%. O Sindicom contabilizou, ainda, quedas no consumo do óleo combustível,
devido ao menor acionamento das térmicas em 2015, além do querosene de aviação (QAV) e do gás
natural veicular (GNV).
Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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