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PETROBRAS – Venda de campos em produção do pré-sal.

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Agência de classificação de risco Moody’s rebaixa nota da petroleira
RIO – Sem conseguir negociar nenhum dos ativos de exploração e produção colocados à venda há
cerca de seis meses, a Petrobras decidiu ser mais agressiva e oferecer campos do pré-sal em
produção. De acordo com uma fonte próxima às negociações, a companhia abriu nesta semana o
data room eletrônico (sala de acesso a informações dos ativos à venda) dos campos de Baúna, no
pré-sal da Bacia de Santos, e de Golfinho, no pós-sal na Bacia do Espírito Santo. Juntos, os dois
produzem cerca de 76 mil barris diários de petróleo e estão na lista dos 20 maiores campos
produtores da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Pressionada por dívida de mais de R$ 500 bilhões (até o terceiro trimestre) e pela queda nas receitas
provocada pelo tombo nos preços internacionais do petróleo, a Petrobras pretende arrecadar US$
15,1 bilhões com a venda de ativos até 2016. Os recursos serão usados para executar programa de
investimentos da empresa do ano que vem, que já foi reduzido a US$ 19 bilhões.
A grave situação financeira da Petrobras fez a agência de classificação de risco Moody´s rebaixar a
nota de crédito da estatal novamente, de “Ba2” para “Ba3” — o que mantém a estatal dentro do grau
especulativo. Em fevereiro deste ano, a estatal havia perdido o grau de investimento. Nesta quartafeira,
a Moody’s ainda colocou a nota da Petrobras em revisão para um novo possível corte. A
companhia está, agora, a três degraus de ter risco de inadimplência. Segundo a Moody’s, a Petrobras
enfrenta aumento dos riscos de refinanciamento em um momento de aperto nas condições de
financiamento para as empresas brasileiras. A agência citou ainda as eventuais necessidades para
financiar os vencimentos da dívida e o fluxo de caixa negativo.
De acordo com uma fonte, a redução da nota da Petrobras não surpreendeu a direção da companhia.
— O rebaixamento está vinculado ao possível rebaixamento da nota do país. Como a Petrobras já
deixou o clube das empresas que detêm o status de grau de investimento, as alternativas de funding
(financiamento) já incorporam essa premissa— disse essa fonte.
De olho no caixa, a Petrobras vem acelerando a tentativa de vender seus ativos. Baúna e Golfinho
vão se juntar a outros seis ativos que estão à venda pela Petrobras há cerca de seis meses. Segundo
uma fonte, a atual crise política e econômica do Brasil não é o principal motivo para o desinteresse
dos investidores. A principal causa para a falta de compradores, segundo a fonte, são os preços
baixos do petróleo que vem sendo cotado abaixo dos US$ 50 o barril nos últimos meses.
— O que importa é o preço do petróleo e a qualidade do ativo que está à venda — explicou uma
outra fonte.
EM NY, DECISÃO É ADIADA
O Campo de Baúna, em águas profundas no pré-sal entrou em produção em 2013. Atualmente,
Baúna produz cerca de 53 mil barris diários de petróleo.
Já o Campo de Golfinho , o primeiro a entrar em produção na Bacia do Espírito Santo, está no
chamado pós-sal. Ele tem uma produção da ordem de 23 mil barris por dia de petróleo.
Na lista dos ativos de Exploração e Produção à venda ainda estão os campos de Tartaruga Verde, no
pós-sal na Bacia de Campos, e partes nos blocos de Júpiter, Carcará, Sagitário e Leme, todos na
Bacia de Santos, e Pão de Açúcar na Bacia de Campos. No esforço para arrecadar recursos a
Petrobras está ainda oferecendo 10% dos 40% que possui na área de Libra, no pré-sal na Bacia de
15
Santos. Libra será o primeiro campo a ser explorado pelo novo sistema de Partilha e tem reservas
entre 8 bilhões a 12 bilhões de barris. O consórcio que opera Libra, além da Petrobras, tem como
sócios a Shell (20%), Total (20%),e as chinesas CNPC (10%) e CNOOC (10%).
Outro desafio enfrentando pela Petrobras é a ação judicial movida por investidores nos Estados
Unidos após o escândalo da Operação Lava-Jato. Nesta quarta-feira, o juiz da corte de Nova York,
Jed Rakoff, adiou para o dia 21 deste mês a audiência que vai decidir se o processo continua como
uma “ação coletiva” ou não. A Petrobras alega que há, além dessa ação coletiva — liderada pelo
fundo britânico USS e representado pelo escritório Pomerantz —, outros 24 processos individuais.
Além disso, a estatal tenta reduzir o volume de investidores, que compraram papéis da estatal na
Bolsa de NY. Para isso, a Petrobras quer restringir o período considerado na ação para janeiro a
março deste ano. Os investidores querem incluir papéis comprados até julho.
Outro ponto são os títulos de dívida emitidos pela estatal em 2014 nos Estados Unidos. Os
investidores defendem que, além dos processos individuais, haja ressarcimento também para os
compradores destes papéis. A Petrobras, por outro lado, quer excluir esses investidores do processo.
Fonte: O Globo

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Autor: carlosadoria

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