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Petrobras diz que pré-sal aina é competr

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A aceleração da queda do valor do petróleo, que agora já chegou aos US$ 40 o barril, aumenta as
dúvidas sobre o preço de equilíbrio (“break even”) da exploração do pré-sal brasileiro, região cara e
distante da costa do Rio de Janeiro e São Paulo. Esse equilíbrio é influenciado pelos custos e
volumes produzidos. Abaixo desse valor, um projeto registra perdas financeiras. A produção em
campos do pré-sal já responde por 24% do total produzido pela Petrobras considerando a média de
2015.
Em outubro, Oswaldo Pedrosa, presidente da estatal Pré-sal Petróleo S/A (PPSA), disse que a região
só é viável com cotação acima de US$ 55 por barril. Em dezembro de 2014 uma fonte do Valor
calculou que o preço de equilíbrio do pré-sal estava em US$ 50, e um mês depois, em janeiro, a
Petrobras disse oficialmente que o “break even” do pré-sal variava de US$ 50 a US$ 52,
considerando os gastos com infraestrutura de escoamento de gás. Sem esses custos, o valor era de
US$ 45 por barril.
Como não é possível produzir petróleo em larga escala sem escoar o gás por longos gasodutos
submarinos – a alternativa seria queimar o gás na atmosfera, reinjetar nos campos indefinidamente ou
construir plataformas capazes de liquefazer o gás em alto mar para ser transportado – entende-se que
a companhia terá problemas se o barril de petróleo custar menos que essa faixa de US$ 50 a US$
52.
Mas não é isso que diz a Petrobras agora, quando questionada sobre o atual “break even” pelo Valor.
Sem mencionar valores, a estatal afirma que a alta produtividade dos campos da região – alguns
poços perfurados ali produzem, sozinhos, mais de 30 mil barris por dia – permite “otimizar o ‘break
even’ do pré-sal”.
A alta produtividade dos poços perfurados nos campos do pré-sal também permitiu baixar para US$ 8
o custo de extração no terceiro trimestre. Esse montante, contudo, não inclui o dinheiro necessário
para que possa recuperar investimentos e outros custos operacionais e financeiros, além dos
diferentes tributos. Quando incorporados todas essas despesas, chega-se ao ponto de equilíbrio.
“Nossas atuais estimativas já sinalizam para valores inferiores aos que foram divulgados
anteriormente, confirmando a competitividade econômica do pré-sal, mesmo no atual cenário adverso
dos preços do petróleo”, disse a Petrobras em nota há duas semanas.
Segundo a estatal, foi constatada uma melhor produtividade dos poços do pré-sal em relação ao
previsto na época da descoberta, o que associado a ganhos de eficiência obtidos na construção dos
poços “tem permitido reduzir significativamente os investimentos previstos para a implantação dos
projetos de produção”, continua a nota. Por outro lado, diz a companhia, “o atual cenário de baixos
preços do petróleo no mercado mundial tem levado a redução dos custos por parte dos fornecedores
de diversos bens e serviços utilizados, tanto nos dispêndios de investimentos quanto na operação”.
Em relatório para clientes o banco J.P. Morgan afirma que a Petrobras precisa adotar uma série de
medidas simultâneas para reduzir sua alavancagem. Elas incluem aumento de preços dos
combustíveis, a venda de ativos, a redução de custos e um novo corte dos investimentos
programados, entre outras medidas.
Segundo o banco, em conferência promovida pela instituição para discutir oportunidades no mercado
brasileiro, o diretor financeiro da estatal, Ivan Monteiro, “reiterou que as metas de produção da
Petrobras para 2015 e 2016 podem ser alcançadas e que o risco principal está nas metas para 2017
e 2018, devido à entrega de equipamentos”, diz o relatório dos analistas Marcos Severine e Felipe
Dos Santos. A empresa continua tentando executar, em 2016, o plano de venda de ativos de US$ 15
6
bilhões. O dinheiro é necessário para cobrir as necessidades de caixa da empresa e pagar dívidas
que vencem entre 2016 e 2018. Até 2019 a Petrobras tem US$ 79 bilhões em dívidas vencendo.
Corte de gorduras para reduzir custos, venda de ativos e adiamento ou abandono de projetos são
ações que as companhias internacionais de petróleo começaram a adotar a partir da queda dos
preços do petróleo, que se acentuou em 2014.
Este ano, as empresas continuam com os balanços no vermelho e as mais pragmáticas se mantem
analisando o portfolio em busca de mais cortes. Sem consenso entre as consultorias especializadas
sobre quanto tempo os preços permanecerão deprimidos, e nem sobre o patamar em que eles vão se
estabilizar, cada empresa tem uma projeção de preço abaixo do qual os projetos se tornam inviáveis.
A exploração em regiões com custo de exploração mais elevado estão sendo abandonados. É o caso
do Ártico, onde recentemente a Shell e a Statoil anunciaram a desistência de projetos no Mar de
Chukchi, no Alaska. A Statoil decidiu abandonar 16 licenças para exploração na região nas quais era
operadora, e outras 50 concessões onde era sócia da ConocoPhillips.
Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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