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ENERGIA ELÉTRICA – Num outro Brasil.

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Quase no meio do nada, a hidrelétrica de Jirau já está com 36 de 50 turbinas funcionando.
RIO – A milhares de quilômetros, grandes usinas hidrelétricas na Amazônia geralmente são vistas
como desastrosas, tanto do ponto vista ambiental como social. A construção das usinas de Tucuruí e
Balbina deixou fortes marcas negativas, mas também um aprendizado para não se cometer os
mesmos erros. É o que se vê hoje nas novas hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia, quase
prontas. É uma realidade diferente, nada parecido com um quadro de degradação socioambiental ou
econômica. Na última quarta-feira, a usina de Jirau estava contribuindo com 1 mil megawatts (MW)
para o sistema elétrico interligado nacional. E isso porque o nível do Madeira está ainda baixo (na
cota de 82,5 metros) e em operação com 36 das suas futuras 50 turbinas.
É relativamente pequena a queda d’água nas usinas do Madeira. Por isso lá se usou uma turbina
menos usual no Brasil, a do tipo bulbo, que nessas condições aproveita melhor a pressão da água.
Pela primeira vez se produziu aqui, e também na China, turbinas bulbo com capacidade de geração
de 75 MW.
Jirau fica a 120 quilômetros de Porto Velho. Chega-se lá pela BR-364, uma estrada aberta
praticamente sobre o traçado da antiga e célebre ferrovia Madeira-Mamoré, e que vai até o Acre.
Entre o norte de Mato Grosso e Porto Velho há um intenso movimento de carretas carregadas de
soja. A partir de Porto Velho o tráfego diminui, embora se possa encontrar caminhões com placa do
Peru, pois por esse caminho existe uma ligação com o país vizinho.
Os equipamentos de Jirau passaram por essa estrada, que resistiu bravamente. No pico da obra, 20
mil trabalhadores mantinham dois turnos de dez horas. Restam cinco mil; a obra civil foi concluída na
semana passada. Quando a montagem das turbinas restantes acabar, em setembro de 2016, cerca
de duas mil pessoas continuarão trabalhando na usina, entre contratados e terceirizados. Gente que
veio do Brasil inteiro.
Na cota de 90 metros (atingida no período da cheia, por volta de abril) e com 50 turbinas, Jirau
poderá gerar 3.750 MW e estará entre as 20 maiores hidrelétricas do planeta. Teoricamente, dez
milhões de residências poderão ser atendidas em todo o país, pois há um sistema interligado.
Fonte: O Globo – coluna George Vidor

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Autor: carlosadoria

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