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GNL – Brasil será mais dependente no curto prazo.

País será mais dependente de GNL importado no curto prazo.

O Brasil se tornará um país dependente da importação de gás natural liquefeito (GNL) se a produção
interna do insumo continuar estagnada, afirmam especialistas. Caso isso ocorra, o produto ficará à
mercê da variação dos preços internacionais, prejudicando a indústria e a geração de energia.
Com a decisão recente do setor elétrico nacional de incluir usinas termelétricas à base da matriz
energética, a demanda pelo gás natural deve aumentar, afirma o professor do Grupo de Economia da
Energia (GEE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Edmar de Almeida. Por outro lado,
diante das dificuldades da Petrobras de investir em novos poços e com o alto custo do transporte de
gás do pré-sal até a costa, não deve haver um crescimento da oferta que acompanhe a procura.
“Esse é um cenário muito preocupante porque a gente pode, num primeiro momento, ter um GNL
competitivo, mas quando a economia mundial se recuperar, talvez em menos de três anos, esse gás
pode se tornar mais caro, afetando a indústria e os preços da energia elétrica no Brasil”, alerta o
professor.
O Brasil possui hoje três fontes primárias de gás natural. Além do insumo explorado em território
nacional, o País pode importar o produto da Bolívia e da Argentina por meio de gasodutos ou trazer a
commodity em navios, a pressões tão altas que ele se torna um líquido. Para a produção interna, a
Empresa de Pesquisa Energética (EPE) já informou que não deve haver aumento da oferta até 2020.
Nos países vizinhos a situação não é diferente e a Agência Internacional de Energia (AIE) publicou
estudo no início do ano questionando se a Bolívia será capaz de renovar os contratos existentes hoje
com os brasileiros. Como alternativa, então, só restaria a importação do GNL, que vem de países
como Emirados Árabes, Trinidad e Tobago, Catar, Noruega e Estados Unidos, aponta Almeida.
“Apesar do aumento da produção doméstica [de gás natural] nos últimos 10 anos, verifica-se
recentemente o aumento da dependência externa”, afirma a Confederação Nacional da Indústria
(CNI) em estudo sobre o assunto publicado neste ano. “A escassez afetou a competitividade do gás
natural ofertado à indústria. Por este motivo, a demanda de gás natural para usos não termelétricos
está estagnada nos últimos quatro anos”, explica a entidade.
O gás natural é utilizado como matéria-prima alternativa para a indústria petroquímica, por exemplo,
que pode usar o insumo em substituição da nafta na produção de resinas termoplásticas, borrachas e
fibras sintéticas. De acordo com a diretora de economia e estatística da Associação Brasileira da
Indústria Química (Abiquim), Fátima Coviello Ferreira, o preço da matéria-prima corresponde a 50%
dos custos de produção do setor e a indefinição sobre o fornecimento de insumos como o gás pode
não só prejudicar a operação dos complexos petroquímicos existentes hoje no País como afastar
novos investimentos no segmento.
A entidade colocou a necessidade de contratos competitivos de gás natural como um dos alicerces
de seu Pacto Nacional da Indústria Química, encabeçado por uma frente parlamentar no Congresso,
lembra Fatima.
Segundo dados do Ministério de Minas e Energia (MME), o preço do gás natural produzido pela
Petrobras e vendido para as distribuidoras ficou em US$ 6,16 por milhão de BTU em setembro de
2015, enquanto o Gás Natural Liquefeito chegou ao País com um custo de US$ 10,98 por milhão de
BTU. Nem mesmo a queda de 26% do preço internacional do GNL desde o ano passado, de US$
14,89 por milhão de BTU para US$ 10,98, ajudou a mitigar os efeitos do aumento das importações,
tendo em vista que o dólar se valorizou em 72% no período.
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Geração térmica
Diante da perspectiva de escassez do fornecimento de gás nacional, ao menos três projetos de
geração elétrica leiloados entre 2014 e 2015 devem ser vinculados a unidades de regaseificação do
GNL, que restituem o líquido ao seu estado gasoso.
As termelétricas de Rio Grande (RS) e Novo Tempo (PE), ambas do grupo Bolognesi, vão contar com
a instalação de dois terminais de transformação do gás liquefeito nas regiões próximas. As plantas
terão capacidade para 14 milhões de metros cúbicos por dia cada um. O consumo das térmicas
deverá ser de 5 milhões de metros cúbicos por dia, o que deixa cerca de nove milhões liberados para
negociação com o mercado.
No Nordeste, o grupo Genpower Energy vai investir cerca de R$ 3,3 bilhões em uma usina que deve
usar gás natural liquefeito para sua operação. Com a termelétrica Porto de Sergipe I, a companhia
será responsável pela instalação do segundo terminal de GNL do litoral nordestino. Segundo a
empresa, a usina terá capacidade para gerar 1,5 mil megawatts de energia.
Produção independente
Para o consultor sênior da Solução Energia, Anabal Santos Jr., a produção de gás natural em bacias
de exploração maduras ou em terra por pequenas e médias empresas pode ser a solução para o
mercado brasileiro do insumo. Como a Petrobras não consegue investir nesses campos, que
produzem menos petróleo e gás do que as áreas do pré-sal, por exemplo, o ideal seria que a estatal
colocasse esses lotes à venda rapidamente, para que houvesse o retorno de uma operação produtiva
dos blocos, nas mãos de empresas privadas.
“Nós temos um histórico no Brasil de grupos independentes que pegaram ativos com produção baixa
e mais do que duplicaram a exploração dos poços que compraram”, afirma o especialista. “São áreas
que necessitam de investimentos e têm custos maiores, mas existem muitos investidores dispostos a
atuar nessas bacias”, garante ele.
De acordo com dados da AIE, a produção em terra de gás natural no Brasil tem potencial para passar
dos atuais 3 bilhões de metros cúbicos ao ano para cerca de 20 bilhões em 2035. No entanto, esse
mercado vai precisar de uma política específica para se desenvolver no País, avaliam os técnicos da
CNI, dado que os riscos geológicos e acima do solo aumentam muito as incertezas a respeito do
efetivo potencial dos blocos terrestres. A Confederação propõe uma série de diretrizes que deveriam
ser adotadas pelos órgãos reguladores brasileiros para estimular a exploração de bacias em terra,
entre elas a regularidade dos leilões, a criação de um contrato de avaliação técnica preliminar para os
blocos terrestre e a possibilidade de conversão das multas de conteúdo local em investimentos
obrigatórios.
Em outra frente, “o papel da Petrobras, nesta indústria, deve mudar nos próximos anos”, defende a
entidade. “O grande volume de investimentos programados pela empresa no pré-sal e nas novas
refinarias deixa pouco fôlego para empresa se lançar numa grande campanha de exploração de gás
em terra.”
Fonte: DCI (SP)


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MINAS GERAIS – Exploração e produção de gás natural.

Estímulo à produção de gás natural em terra pode criar 2.600 empregos po
ano em Minas Gerais.

O aumento da exploração e da produção de gás natural em terra movimentará toda a economia
mineira. Além da criação de empregos, a expansão da oferta reduzirá o preço e incentivará o
consumo do combustível, trazendo competitividade para a indústria e criando um círculo virtuoso que
elevará a arrecadação do estado. A conclusão é do estudo que a Confederação Nacional da Indústria
(CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) apresentaram nesta terçafeira
(24), em Belo Horizonte. O estudo foi discutido durante a reunião da Câmara da Indústria de
Petróleo e Gás da FIEMG, que teve a participação de representantes do governo estadual, dos
empresários e da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Intitulado Exploração e Produção de Gás Natural em Minas Gerais: Estimativa dos Benefícios
Econômicos e Sociais, o trabalho mostra que com um investimento de US$ 12,4 bilhões em
exploração e produção nas áreas da Bacia do São Francisco entre 2017 e 2050, o setor poderá criar
uma média de 2.600 empregos diretos e indiretos por ano a partir de 2020.
Caso esse investimento se confirme, Minas Gerais, que hoje não produz gás natural, passaria a
produzir cerca de 13 milhões de metros cúbicos por dia em 2050. “O estado se tornaria
autossuficiente no suprimento de gás por volta de 2026″, estima o estudo. Com o aumento da
produção, os preços poderiam cair de cerca de US$ 12 para US$ 7 por milhão de BTUs, estimulando
o consumo de gás no setor industrial, que poderia subir dos atuais 2,5 milhões de metros cúbicos por
dia para cerca de 12 milhões de metros cúbicos por dia em 2050.
Consequentemente, a arrecadação do governo terá um acréscimo de US$ 8,9 bilhões até 2050.
Desse valor, 30% corresponderiam ao Imposto de Renda, 29% a royalties e 41% de impostos
indiretos. “Os investimentos e a produção de gás natural têm potencial para gerar uma expressiva
arrecadação fiscal. Isso ocorre porque, além dos impostos gerais aplicáveis a qualquer atividade
econômica, existem encargos específicos sobre a produção de hidrocarbonetos”, afirma o estudo.
O diretor comercial da Companhia de Gás de Minas (Gasmig), Sérgio da Luz Moreira, diz que o
aumento da exploração do combustível pode ser a redenção econômica da Bacia do São Francisco,
uma região de baixa renda. Na reunião na sede da FIEMG, ele destacou que o estado tem um grande
potencial de produção e consumo de gás natural. “Mas esse mercado promissor depende da solução
da questão dos preços”, disse Moreira.
Além disso, segundo o diretor presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas
Gerais (Codemig), Marco Antonio Castelo Branco, é preciso resolver a questão regulatória que
desestimula os investimentos no setor, como a falta de clareza e as duas instâncias – nacional e
estadual – para o licenciamento ambiental da atividade. “Isso é uma zona cinzenta para qualquer
investidor”, afirmou Castelo Branco. Segundo ele, o estado, que tem participação em consórcios que
exploram o gás na Bacia do São Francisco, está fazendo um esforço para atrair capital privado para o
setor. “O potencial do estado é grande. Há indícios de gás em todos os poços que perfuramos”,
destacou.
GANHOS DE COMPETITIVIDADE – A queda dos preços do gás natural favorecerá especialmente as
indústrias que consomem muita energia, como as de siderurgia, pelotização de minério de ferro,
alumínio, química, cerâmica vidro e papel e celulose. “Esses setores vêm experimentando um
processo de rápida deterioração da competitividade no mercado doméstico e internacional” observa o
trabalho da FIEMG e da CNI.
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Com a redução dos preços do gás, esses setores, que são responsáveis por cerca de 70% de todo o
gás natural consumido na indústria brasileira, recuperarão a competitividade e voltarão a investir no
país. Além disso, as indústrias substituirão fontes mais caras de energia pelo gás natural, um insumo
considerado mais limpo.
Em Minas Gerais, as indústrias com maior potencial de consumo de gás são o de ferro-gusa e aço,
cerâmico e de papel e celulose. Conforme o estudo, esses três setores serão responsáveis por 90%
do crescimento da demanda por gás natural no estado.
A oferta de gás a um preço mais competitivo pode estimular as indústrias de ferro gusa a substituir
50% do carvão metalúrgico, 80% do óleo combustível e 80% do gás liquefeito do petróleo pelo gás
natural. No setor de cerâmica, o potencial de substituição é de 50% da lenha, 50% do óleo
combustível e 25% de outras fontes de petróleo. A substituição pelo gás natural nesses setores
também contribui com a redução das emissões de gases do efeito estufa e o combate às mudanças
climáticas.
Fonte: Agência de Notícias CNI
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Grupo tenta viabilizar exploração de gás natural
Data: 25 de novembro de 2015  VOLTAR AO TOPO
A discussão sobre a produção e a comercialização do gás natural encontrado na bacia do rio São
Francisco, no Norte de Minas, ganhou novo fôlego, ontem, em reunião de representantes dos
governos federal, estadual e do empresariado na Federação das Indústrias do Estado (Fiemg).
Um grupo de trabalho composto por dirigentes das entidades envolvidas será criado para viabilizar a
exploração de gás na porção mineira da bacia, emperrada devido a impasses em torno do
licenciamento ambiental.
O entrave é a liberação para uso da tecnologia chamada de fraturamento hidráulico na extração de
gás não convencional. O fraturamento hidráulico é uma tecnologia usada principalmente nos Estados
Unidos, onde a exploração de gás pode viabilizar a autossuficiência energética do país até 2035.
Por outro lado, sua aplicação envolve riscos de contaminação dos cursos de água e do lençol
freático. Em virtude dessa possibilidade, ele é proibido em alguns países, como França e Alemanha.
“São aspectos complexos quanto aos licenciamentos a níveis municipal, estadual e federal. Mas
acreditamos que temos plena competência para dar solução a tudo”, afirma o presidente da Câmara
da Indústria de Petróleo e Gás da Fiemg, Victório Semionato. Segundo ele, o trabalho do grupo não
será burocrático, e sim construtivo, com planos e programas pré definidos. “O foco será
especificamente a bacia do São Francisco, que hoje é a mais desenvolvida para exploração do gás
em Minas”, completou.
INVESTIMENTO
Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que as cinco empresas concessionárias
(Cisco, Cemes, Codemig, Imetame e Petra Energia) já investiram mais de R$ 1 bilhão na bacia.
“É frustrante. Temos um potencial imenso e uma indústria capaz. O ponto crucial hoje é uma questão
de remoção da liminar proposta pelo Ministério Público Federal em 2014 com a intenção de não
permitir a exploração pelo método não convencional”, explicou o especialista da CNI, Rodrigo Garcia.
De acordo com o subsecretário de Política Mineral e Energética, José Guilherme Ramos, a
colaboração do Estado para tirar a produção de gás natural do papel é o polêmico projeto de lei
2.946/15, em tramitação na Assembleia Legislativa. “Desde o início do ano estamos trabalhando para
modernizar o licenciamento ambiental e acabar com o que há de obscuro com relação à exploração
de gás natural”, destacou.
O Ibama liberou a licença de operação para a hidrelétrica de Belo Monte, em construção no Rio
Xingu, no Pará. O documento permite que a concessionária Norte Energia inicie o enchimento do
reservatório e passe a gerar energia
Fonte: Hoje em Dia (MG)


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VENEZUELA DEFENDE “PREÇOS JUSTOS” DO GÁS.

Venezuela propõe aliança para defender “preços justos” do gás

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, propôs hoje a criação de uma aliança internacional para
defender o que designou de “preços justos e estáveis” para o gás natural.
Maduro, que intervinha na 3.ª Cimeira do Forum dos Países Exportadores de Gás, que decorre em
Teerão, antecipou que a declaração final do encontro deverá conter “a defesa e o uso soberano dos
recursos para o desenvolvimento”.
Segundo Nicolás Maduro, cuja intervenção foi transmitida pelo canal estatal Venezuelana de
Televisão (VTV), é preciso determinar os “preços justos” para o gás e estabilizar o mercado do
petróleo, que está relacionado com o desenvolvimento, uso e maneio do gás como recurso natural,
vincando que essa proposta foi também feita à Organização de Países Exportadores de Petróleo
(Opep).
O Presidente venezuelano recordou que no passado a exploração de gás estava nas mãos de
empresas transnacionais, e que a Venezuela possui as quintas maiores reservas de gás do mundo,
sendo o maior produtor da América Latina.
O petróleo é atualmente a principal fonte de receitas da Venezuela, país que calculou o orçamento de
Estado para 2016 com base no cálculo do barril a 40 dólares. A última cotação oficial situa o barril de
petróleo venezuelano nos 34,46 dólares e o regime de Nicolás Maduro defende que o preço do
petróleo se deve fixar entre os 70 e os 80 dólares.
Fonte: Notícias ao Minuto


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GÁS NATURAL – Rússia aumentará produção em 40%.

Putin: Rússia aumentará produção de gás em 40%

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta segunda-feira em visita a Teerã que o seu país
pretende aumentar em cerca de 40% a sua produção de gás natural até 2035, para atender à
demanda do mercado asiático.
Em sessão plenária ao lado do seu homólogo iraniano, Hassan Rohani, o líder russo destacou a atual
cooperação com a China e com a Índia, explicando que a Rússia prevê um aumento de 30% nas
exportações do combustível apenas para a Ásia, chegando a 128 bilhões de metros cúbicos.
“Nós estimamos um aumento significativo, de 40%, na produção de gás natural de acordo com a
estratégia para a energia nacional até 2035. Nós planejamos produzir 885 bilhões de metros cúbicos
em 2035”, disse Putin em discurso no Fórum de Países Exportadores de Gás.
Segundo o chefe de Estado da Rússia, dados oficiais indicam que a demanda por gás natural no
mundo deverá crescer cerca de 32% até 2040.
Fonte: Sputnik News


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GÁS É O FUTURO DA INDÚSTRIA.

Estudo encomendado pelo IBP avalia as tendências para o setor de energia no longo prazo
O gás natural aponta como combustível de transição que poderá fazer com que as empresas de
petróleo continuem a ter papel relevante no mercado de energia no longo prazo. A conclusão é do
estudo Tendências para o Setor de Energia no Longo Prazo, encomendado pelo IBP à Catavento
Consultoria, que aponta que a oferta de energia está se transformando rumo ao um mix de quatro
fontes, onde carvão e óleo perdem espaço relativo para gás e renováveis.
Coordenado por Clarissa Lins, da Catavento, o trabalho foi elaborado a partir de entrevistas com mais
de 23 executivos do Brasil e do exterior e mais 35 instituições de consulta, como IEA e a OCDE. O
estudo levou em consideração macrootendências globais, como urbanização, crescimento da classe
média, emissões e mudanças climáticas e mobilidade. A análise reforça que o crescimento da opção
de escolha do consumidor pelo tipo de energia, mobilidade, conectividade também impactará o
consumo das fontes.
Para Clarissa Lins, a indústria do petróleo é parte da solução de transformação e o trabalho
encomendado pelo IBP demonstra que as empresas estão abertas ao diálogo e ao entendimento e
estão preocupadas com uma visão de longo prazo, que identifique as tendências.
“A indústria mostra sua relevância a partir do momento que ela se abre para esse tipo de diálogo e de
visões que são diferentes de uma visão única que por ventura lhe favoreça. Se insere nesse
momento entendendo essa diversidade de visões e entendendo qual é o seu papel para fazer parte
dessas soluções do futuro”, avalia Clarissa.
Para que a indústria do petróleo siga tendo uma participação relevante, Clarissa destaca que será
fundamental que as empresas busquem entender os novos contextos urbanos e se preparem via
pesquisa e desenvolvimento para novas tecnologias.
Fonte: Brasil Energia


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“Petrobras tem que se reinventar”.

Petrobras tem que se reinventar ainda mais, afirma Levy

RIO – A Petrobras tem que se reinventar ainda mais, após a queda dos preços das commodities, mas
que a companhia vai superar a fase atual, afirmou nesta segunda-feira o ministro da Fazenda,
Joaquim Levy.
“A Petrobras tem que se reinventar ainda mais. Se dermos espaço para ela respirar, tenho confiança
que ela vai conseguir superar a fase atual e continuar fazendo coisas essenciais para o Brasil”, disse
Levy, durante o seminário “Reavaliação do Risco Brasil”, promovido pela FGV, com apoio do Valor,
na sede da Firjan, no Rio de Janeiro.
Ele voltou a defender a liberação do mercado de gás natural do país, que, segundo o ministro, “vai
atrair mais capital e permitir que o setor seja muito mais flexível”. Ele disse que todo o setor de
distribuição e transporte de gás pode se beneficiar com a medida.
Segundo Levy, o movimento de preço baixo das commodities vai persistir. Ele lembrou que, além da
Petrobras, a Vale também tem passado por esse problema.
Fonte: Valor Econômico


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MEIO AMBIENTE – Petróleo, o grande vilão na mudança climática.

Especialistas afirmam que temos pouco tempo para mudar hábitos e tentarmos reverter o quadro da mudança climática. Em 2013, a Academia Nacional de Ciências publicou um estudo que explica o porquê muitas cidades ficarão isoladas em algum grau de submersão devido ao aumento no nível do mar. Em contrapartida, também temos estimativa de que até 2020 todos os cantos do planeta já terão sofrido com essas transformações.

A reportagem foi publicada por EcoDebate, 16-11-2015.

No último dia 8, o El País publicou uma matéria sobre a Cúpula do Clima de Paris, informando que estaríamos próximos da última chance para revertermos a mudança climática. Para o professor de química da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Rogério Aparecido Machado, não é necessariamente a última oportunidade, mas afirma que o tempo está se esgotando e a população está muito atrasada no processo de reversão ou estagnação desta transformação que está em curso.

A Terra está mais quente por vários fatores. Pode-se começar pela falta de sensibilidade na derrubada de florestas que comandam o ciclo hidrológico, no qual as chuvas seguem um padrão e a evaporação é fundamental. Outro ponto, é o fato de que com o desmatamento o caminho dos ventos é outro, não acumulando água que se tornaria chuva. Por fim, o ar poluído com gás carbônico e metano dificultam a saída do calor da Terra fazendo com que ela fique aquecida. Para o professor Machado, não adianta querer diminuir estes gases sem enfrentar a realidade.

“O mundo em que vivemos é a sociedade do petróleo e, este, não está perto do fim, temos ainda no mínimo um século de consumo desse combustível. Esse fator torna as mudanças de padrão de consumo mais complicadas para países como EUA (Estados Unidos da América), China, Japão ou Rússia. Outro agravante é que esse óleo não é usado apenas como combustível, mas também é a matéria-prima direta ou indireta de alimentos e bens de consumo. Ele está presente nas embalagens, no transporte ou onde menos esperamos. Esta é a nossa maior dependência; precisamos refletir e começar a mudar muito mais, além de apenas parar de usar gasolina ou diesel”, afirma.

Segundo Machado, não é a última chance do planeta, mas precisam pensar, muito, cientificamente para não apenas dar um remédio para natureza, pois ela precisa que seu verdadeiro problema seja resolvido, e este pode-se considerar que é a sociedade baseada no consumo de barril de petróleo por inteiro.


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Projetos de carvão e seus impactos na saúde e no meio ambiente.

Apoio dos países ricos a projetos de carvão provoca bilhões de dólares em danos

O apoio dos países ricos a usinas de energia movidas a carvão no exterior está resultando em dezenas de bilhões de dólares a cada ano em impactos na saúde local e em poluentes relacionados às alterações climáticas, de acordo com a nova análise divulgada pelo WWF e pelo Oil Change International.

A reportagem foi publicada por WWF Brasil, 19-11-2015.

Usando uma abordagem pioneira do Fundo Monetário Internacional, o estudo constatou que o apoio financeiro a usinas de energia movidas a carvão por parte das agências de crédito à exportação (ECA, na sigla em inglês) de países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) resulta em danos de US$ 8 bilhões a US$ 32 bilhões por ano. Estes resultados mostram que provavelmente todo o montante investido pelas ECAs nas 20 usinas de carvão estudadas é sobreposto por apenas um único ano de danos para a saúde e da poluição.

Em determinadas circunstâncias, cada US$1 de apoio do ECA resulta em de US$ 100 de danos à saúde, causados somente pela poluição do ar local, durante a vida útil de uma usina a carvão. Estes custos são absorvidos pelas populações perto das usinas, incluindo as comunidades na Índia, na Turquia, na Indonésia e no Vietnã, entre outros países com usinas incluídos na análise.

Os três piores países em fornecimento de financiamento para centrais sujas de carvão foram Coreia, Japão e Estados Unidos. Coreia foi a responsável pelo maior dano de poluição do ar local, grande parte causado por seu financiamento à enorme usina de geração de energia (conhecida como Ultra Mega Power Project ou UMPP) de Mundra, na Índia.

“Com as grandes negociações sobre o clima que acontecerão em Paris, é crucial que, quando se reunirem na próxima semana, os países da OCDE concordem em limitar fortemente seu financiamento prejudicial ao carvão”, disse Sebastien Godinot, economista responsável por Política Europeia no WWF. “Este relatório mostra que os países da OCDE, especialmente a Coreia do Sul, o Japão e os Estado Unidos, estão provocando bilhões de dólares em danos às comunidades locais na área de clima e isso precisa parar.”

“Os projetos de carvão financiados por países ricos estão causando intensos danos em populações de países pobres”, disse Alex Doukas, Activista Sênior da Oil Change International. Segundo ele, ”juntos, Coreia e Japão são os mais críticos porque ainda resistem a qualquer tipo de limite para o apoio financeiro a projetos de carvão no exterior. “Os governos do presidente Park Geun-hye, na Coreia, e o primeiro-ministro Shinzo Abe, no Japão, deveriam ter vergonha da marca negra em seu registro internacional causada por seus investimentos destrutivos em usinas de energia movidas a carvão sujo que envenenam o ar das comunidades locais.”

Diferencial brasileiro

Em 2014, o carvão mineral e coque (coke) corresponderam a 5,7% da oferta interna de energia no Brasil, o que equivale a 17,5 milhões de TEP (toneladas equivalentes de petróleo). A baixa competitividade do carvão nacional, que possui baixo teor energético, faz com que sua participação na produção brasileira de eletricidade seja de apenas 3% e o seu uso fique restrito aos estados do Sul (PR, SC e RS), justamente os estados produtores de carvão.

De acordo com André Nahur, coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, o Brasil possui o diferencial de gerar grande parte de sua energia por hidrelétricas, mas deve aproveitar as condições naturais que possui para liderar este novo modelo de negócios que está surgindo.

“Enquanto o mundo todo está sendo pressionado por formas mais sustentáveis de geração de energia, o Brasil possui características propícias para a produção de energia sustentável, como eólica e solar. Esse é o nosso diferencial, que pode contribuir para a geração de emprego e renda, além de colocar o Brasil na vanguarda do desenvolvimento com baixo uso de carbono”, diz ele.


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CHINA – Fusão Shell com a BG.

Chineses que analisam a oferta de fusão da Shell com a BG estão pressionando a
empresa anglo-holandesa por condições mais vantajosas em contratos de fornecimento de gás de
longo prazo, em um movimento que poderia lançar nova dúvida sobre os benefícios de curto prazo do
negócio de 70 bilhões de dólares.
Para a China, a oportunidade renegociar os contratos existentes com Shell para fornecimento de gás
natural liquefeito (GNL), que deverão responder, junto com o gás da BG, por cerca de 30 por cento
das importações do país até 2017, vem em um momento ideal, pois o maior consumidor de energia
do mundo enfrentará uma grande abundância ao longo dos próximos cinco anos.
Para a Shell, qualquer revisão dos contratos com a China poderia diluir os benefícios financeiros de
curto prazo de uma fusão que já tem gerado preocupação entre alguns investidores e analistas por
causa dos preços baixos do petróleo.
A Shell declarou que queria se tornar o principal comerciante do mundo de GNL, quando anunciou a
proposta de aquisição da BG em abril. A conclusão do negócio também permitirá que a companhia se
torne a principal sócia da Petrobras no pré-sal.
A proposta da Shell pela BG já teve o aval de órgãos no Brasil e na União Europeia. Também obteve
aprovação de um regulador da Austrália nesta quinta-feira, mas ainda requer o sinal verde da China.
Um porta-voz da Shell não quis comentar sobre uma renegociação de contratos existentes de GNL, e
reiterou que a fusão deve ser concluída no início de 2016. Já o Ministério do Comércio da China não
respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Fonte: Reuters


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ARGENTINA – Produção de shale gas.

Produção no shale de Vaca Muerta deverá dobrar até 2018

Estudo da Wood Mackenzie mostra que produção na região argentina terá alta de 10% em 2016
A produção não convencional na região de Vaca Muerta, na Argentina, deverá dobrar até 2018, de
acordo com um estudo da Wood Mackenzie. O ativo é o principal produtor mundial em formações
fechadas (tigh oil) fora da América do Norte. O ramp-up da produção está previsto somente para
2020, mas em 2016 a alta da produção anual já deverá ser de 10%.
De acordo com a consultoria, os operadores da região optarão principalmente por poços de
desenvolvimento horizontais, para atingir os intervalos mais produtivos. “A YPF e seus parceiros
continuam a reduzir os custos de perfuração e completação para entrar nas fases de ramp-up e
desenvolvimento”, afirma Horácio Cuenca, diretor de Pesquisa para a América Latina da Wood
Mackenzie.
A região recebeu cerca de 200 poços somente este ano, mas em 2016 a quantidade de perfurações
deverá ser um pouco menor, conforme vai sendo finalizada a construção de poços horizontais.
Atualmente, Vaca Muerta tem 460 poços produtores.
A previsão é de que a região receba investimentos de US$ 1,2 bilhão em 2016. A consultoria acredita
que a YPF, estatal argentina, precisará buscar novos parceiros para desenvolver a região.
Atualmente, os principais impedimentos para a entrada de investimentos internacionais na área são o
impacto dos sindicatos nos custos de trabalho e a incerteza política.
A Petrobras detém ativos na região de Vaca Muerta. No começo deste ano, a petroleira brasileira
previa um investimento de US$ 54 milhões para perfurar quatro poços exploratórios de gás natural
não convencional na área.
Fonte: Brasil Energia