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MINAS GERAIS – Exploração e produção de gás natural.

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Estímulo à produção de gás natural em terra pode criar 2.600 empregos po
ano em Minas Gerais.

O aumento da exploração e da produção de gás natural em terra movimentará toda a economia
mineira. Além da criação de empregos, a expansão da oferta reduzirá o preço e incentivará o
consumo do combustível, trazendo competitividade para a indústria e criando um círculo virtuoso que
elevará a arrecadação do estado. A conclusão é do estudo que a Confederação Nacional da Indústria
(CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) apresentaram nesta terçafeira
(24), em Belo Horizonte. O estudo foi discutido durante a reunião da Câmara da Indústria de
Petróleo e Gás da FIEMG, que teve a participação de representantes do governo estadual, dos
empresários e da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Intitulado Exploração e Produção de Gás Natural em Minas Gerais: Estimativa dos Benefícios
Econômicos e Sociais, o trabalho mostra que com um investimento de US$ 12,4 bilhões em
exploração e produção nas áreas da Bacia do São Francisco entre 2017 e 2050, o setor poderá criar
uma média de 2.600 empregos diretos e indiretos por ano a partir de 2020.
Caso esse investimento se confirme, Minas Gerais, que hoje não produz gás natural, passaria a
produzir cerca de 13 milhões de metros cúbicos por dia em 2050. “O estado se tornaria
autossuficiente no suprimento de gás por volta de 2026″, estima o estudo. Com o aumento da
produção, os preços poderiam cair de cerca de US$ 12 para US$ 7 por milhão de BTUs, estimulando
o consumo de gás no setor industrial, que poderia subir dos atuais 2,5 milhões de metros cúbicos por
dia para cerca de 12 milhões de metros cúbicos por dia em 2050.
Consequentemente, a arrecadação do governo terá um acréscimo de US$ 8,9 bilhões até 2050.
Desse valor, 30% corresponderiam ao Imposto de Renda, 29% a royalties e 41% de impostos
indiretos. “Os investimentos e a produção de gás natural têm potencial para gerar uma expressiva
arrecadação fiscal. Isso ocorre porque, além dos impostos gerais aplicáveis a qualquer atividade
econômica, existem encargos específicos sobre a produção de hidrocarbonetos”, afirma o estudo.
O diretor comercial da Companhia de Gás de Minas (Gasmig), Sérgio da Luz Moreira, diz que o
aumento da exploração do combustível pode ser a redenção econômica da Bacia do São Francisco,
uma região de baixa renda. Na reunião na sede da FIEMG, ele destacou que o estado tem um grande
potencial de produção e consumo de gás natural. “Mas esse mercado promissor depende da solução
da questão dos preços”, disse Moreira.
Além disso, segundo o diretor presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas
Gerais (Codemig), Marco Antonio Castelo Branco, é preciso resolver a questão regulatória que
desestimula os investimentos no setor, como a falta de clareza e as duas instâncias – nacional e
estadual – para o licenciamento ambiental da atividade. “Isso é uma zona cinzenta para qualquer
investidor”, afirmou Castelo Branco. Segundo ele, o estado, que tem participação em consórcios que
exploram o gás na Bacia do São Francisco, está fazendo um esforço para atrair capital privado para o
setor. “O potencial do estado é grande. Há indícios de gás em todos os poços que perfuramos”,
destacou.
GANHOS DE COMPETITIVIDADE – A queda dos preços do gás natural favorecerá especialmente as
indústrias que consomem muita energia, como as de siderurgia, pelotização de minério de ferro,
alumínio, química, cerâmica vidro e papel e celulose. “Esses setores vêm experimentando um
processo de rápida deterioração da competitividade no mercado doméstico e internacional” observa o
trabalho da FIEMG e da CNI.
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Com a redução dos preços do gás, esses setores, que são responsáveis por cerca de 70% de todo o
gás natural consumido na indústria brasileira, recuperarão a competitividade e voltarão a investir no
país. Além disso, as indústrias substituirão fontes mais caras de energia pelo gás natural, um insumo
considerado mais limpo.
Em Minas Gerais, as indústrias com maior potencial de consumo de gás são o de ferro-gusa e aço,
cerâmico e de papel e celulose. Conforme o estudo, esses três setores serão responsáveis por 90%
do crescimento da demanda por gás natural no estado.
A oferta de gás a um preço mais competitivo pode estimular as indústrias de ferro gusa a substituir
50% do carvão metalúrgico, 80% do óleo combustível e 80% do gás liquefeito do petróleo pelo gás
natural. No setor de cerâmica, o potencial de substituição é de 50% da lenha, 50% do óleo
combustível e 25% de outras fontes de petróleo. A substituição pelo gás natural nesses setores
também contribui com a redução das emissões de gases do efeito estufa e o combate às mudanças
climáticas.
Fonte: Agência de Notícias CNI
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Grupo tenta viabilizar exploração de gás natural
Data: 25 de novembro de 2015  VOLTAR AO TOPO
A discussão sobre a produção e a comercialização do gás natural encontrado na bacia do rio São
Francisco, no Norte de Minas, ganhou novo fôlego, ontem, em reunião de representantes dos
governos federal, estadual e do empresariado na Federação das Indústrias do Estado (Fiemg).
Um grupo de trabalho composto por dirigentes das entidades envolvidas será criado para viabilizar a
exploração de gás na porção mineira da bacia, emperrada devido a impasses em torno do
licenciamento ambiental.
O entrave é a liberação para uso da tecnologia chamada de fraturamento hidráulico na extração de
gás não convencional. O fraturamento hidráulico é uma tecnologia usada principalmente nos Estados
Unidos, onde a exploração de gás pode viabilizar a autossuficiência energética do país até 2035.
Por outro lado, sua aplicação envolve riscos de contaminação dos cursos de água e do lençol
freático. Em virtude dessa possibilidade, ele é proibido em alguns países, como França e Alemanha.
“São aspectos complexos quanto aos licenciamentos a níveis municipal, estadual e federal. Mas
acreditamos que temos plena competência para dar solução a tudo”, afirma o presidente da Câmara
da Indústria de Petróleo e Gás da Fiemg, Victório Semionato. Segundo ele, o trabalho do grupo não
será burocrático, e sim construtivo, com planos e programas pré definidos. “O foco será
especificamente a bacia do São Francisco, que hoje é a mais desenvolvida para exploração do gás
em Minas”, completou.
INVESTIMENTO
Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que as cinco empresas concessionárias
(Cisco, Cemes, Codemig, Imetame e Petra Energia) já investiram mais de R$ 1 bilhão na bacia.
“É frustrante. Temos um potencial imenso e uma indústria capaz. O ponto crucial hoje é uma questão
de remoção da liminar proposta pelo Ministério Público Federal em 2014 com a intenção de não
permitir a exploração pelo método não convencional”, explicou o especialista da CNI, Rodrigo Garcia.
De acordo com o subsecretário de Política Mineral e Energética, José Guilherme Ramos, a
colaboração do Estado para tirar a produção de gás natural do papel é o polêmico projeto de lei
2.946/15, em tramitação na Assembleia Legislativa. “Desde o início do ano estamos trabalhando para
modernizar o licenciamento ambiental e acabar com o que há de obscuro com relação à exploração
de gás natural”, destacou.
O Ibama liberou a licença de operação para a hidrelétrica de Belo Monte, em construção no Rio
Xingu, no Pará. O documento permite que a concessionária Norte Energia inicie o enchimento do
reservatório e passe a gerar energia
Fonte: Hoje em Dia (MG)

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Autor: carlosadoria

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