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PETROBRAS – Greve não atinge a produção do pré-sal.

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A greve dos trabalhadores da Petrobras não atinge as plataformas que estão produzindo no pré-sal.

Segundo o secretário-geral da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Adaedson Costa, os

trabalhadores que estão operando em áreas do pré-sal da Bacia de Santos não são filiados às

federações de petroleiros que abrigam os funcionários da Petrobras. A maioria dessas plataformas

pertence a estrangeiras que as alugam.

As empresas proprietárias das embarcações com maiores contratos no pré-sal, como os campos Lula

e Sapinhoá são a holandesa SBM, a japonesa Modec (Mitsui Ocean Development & Engineering) e a

norueguesa BW. As sondas de perfuração também estão operando normalmente. Os contratos de

afretamento preveem taxas diárias. Se pararem, não recebem.

Segundo a Petrobras, os campos do pré-sal estavam produzindo 1,028 milhão de barris de petróleo e

gás em setembro, sendo 828 mil barris somente de petróleo. Esse volume equivalia a 40% da

produção total da estatal naquele mês.

O abastecimento de combustíveis para a população não foi impactado de forma perceptível, segundo

o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom). A

entidade, contudo, adverte que, se a greve persistir esta semana, pode restringir o suprimento de

derivados em sete a dez dias. Segundo o diretor de Abastecimento do Sindicom, Luciano Libório, na

semana passada foram registrados problemas pontuais, no interior da Bahia e no Paraná.

“A informação que temos é que a carga de processamento das refinarias acabou sendo reduzida ao

longo da semana. Se persistir por muito tempo, por mais uma semana por exemplo, pode ter impacto

lá na frente, em sete a dez dias. Para os próximos três a quatro dias não há nada no radar”, disse.

A FNP disse que a produção de gás no campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, está parada, e que

no campo de Merluza tinha caído 33% na sexta-feira O processamento de gás na estação de

tratamento de gás de Caraguatatuba foi reduzido em 40%. A Petrobras informou que a plataforma de

Mexilhão está “em parada de produção planejada para execução de manutenção”. A parada teria

começado em 1º de novembro e “deve ser concluída em mais uma semana”. Quanto à Merluza, a

estatal garante que está “produzindo e escoando cerca de 1 milhão de metro cúbicos de gás natural

por dia”.

Segundo Adaedson Costa, também diretor do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista

(Sindipetro-LP), a produção de diesel na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, caiu

40% com a greve, para 3,6 milhões de litros por dia. A produção de coque foi reduzida em 20%. O

sindicalista também afirmou que estão paradas algumas unidades de destilação que produzem nafta

e matérias primas para a indústria petroquímica.

“Na segunda-feira se estivermos operando serão apenas uma ou duas plantas. Estamos mapeando

para não ter desabastecimento. Não queremos que a greve atinja a população no momento em que

voltamos à mesa de negociação com a Petrobras”, afirmou.

A consultoria americana Eurasia Group acredita que os sindicatos vão entrar em um acordo com a

companhia em três ou quatro semanas devido ao risco de que a paralisação provoque impactos

financeiros relevantes, salientando as vulnerabilidades da companhia. “Isso fará com que o governo e

a empresa adotem medidas mais radicais contra os grevistas, como a suspensão do pagamento ou a

ameaça de ações legais contra os sindicatos”, afirma. Ela prevê pressão da esquerda sobre os

indicatos com o argumento de que “a sobrevivência política de Dilma depende de solução para a

crise”.

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A Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou, na sexta-feira, que o abastecimento de combustíveis

para o mercado brasileiro “está ocorrendo de forma regular” e que no caso de desabastecimento

“estudará as medidas cabíveis”. O regulador não respondeu a pergunta enviada pelo Valor sobre o

volume de petróleo produzido no país desde o início da greve dos petroleiros. Enquanto os grevistas

comemoram novas adesões à greve, a Petrobras vem informando que a queda da produção está

diminuindo com a entrada de equipes de contingência.

Hoje a Petrobras se reúne com os sindicatos. A reunião com a Federação Única dos Petroleiros

(FUP) foi marcada para 9 horas e vai tratar da pauta de reivindicações da instituição, contrária ao

plano de venda de ativos. A reunião com os sindicatos vinculados à FNP deve ocorrer às 16 horas.

Na sexta-feira a FUP informou que as onze refinarias situadas em bases operacionais ligadas à

federação tinham aderido à greve. Também estavam parados os terminais da Transpetro no Paraná,

Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Espírito Santo, Amazonas, Ceará e Pernambuco, entre

outros. Na área de exploração e produção, aderiram à greve 48 plataformas marítimas de produção

na Bacia de Campos, seis no Ceará e duas no Espírito Santo. Também participam do movimento

unidades em campos terrestres na Bahia, Rio Grande do Norte e Espírito Santo. As unidades de

tratamento e processamento de gás natural nesses Estados estão parando, assim como as usinas de

biodiesel de Minas Gerais, Bahia e Ceará, e as termelétricas em Duque de Caxias (RJ), Ceará, Minas

Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Bahia e Rio Grande do Norte.

Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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