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CAMARÕES – Projeto de liquefação de gás natural liquefeito flutuante.

Perenco, Gazprom e Golar assinam contrato para desenvolver projeto de FLNG

Gás virá dos campos de Sanaga Sud e Ebome, em Camarões, que deverão produzir 14,2 bilhões de

A Perenco e a Société Nationale des Hydrocarbures assinaram contrato com a Golar e com a
Gazporm para desenvolver um projeto de liquefação de gás natural liquefeito flutuante (FLNG) na
costa de Kribi, em Camarões.
O FLGN Hilli, atualmente em conversão no estaleiro Keppel, em Singapura, será operado pela Golar.
O gás virá dos campos de Sanaga Sud e Ebome, que deverão produzir 14,2 bilhões de m³ ao todo.
As primeiras entregas de GNL deverão ocorrer no segundo semestre de 2017.
A Gazprom contratou a produção do terminal por meio de uma licitação internacional. A previsão é de
que companhia russa recebe 1,2 milhão de t/ano. De acordo com a Perenco, as inovações e
otimizações no setor de óleo e gás foram fundamentais para a decisão final de investimento do
projeto.
Projeções feitas pela Douglas-Westwood apontaram que o mercado de FLNG receberá US$ 58,3
bilhões em investimentos nos próximos sete anos.
Fonte: Brasil Energia


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EUA – Shale gas está em xeque.

Petróleo de xisto dos EUA está em xeque

A engenhosidade e o dinheiro fácil que permitiram que as petrolíferas americanas continuassem
extraindo petróleo mesmo com os preços despencando parecem estar se esgotando com o preço do
barril nos Estados Unidos se aproximando da marca de US$ 40.
As empresas americanas surpreenderam ao continuar produzindo petróleo – a maior parte de xisto –
de forma cada vez mais barata mesmo com os preços caindo de um nível que superou US$ 100 por
barril em 2014. Mas o recente movimento em direção aos US$ 40 coloca até a operação mais
eficiente em xeque. “Preços de US$ 40 a US$ 50 não funcionam nesse negócio”, disse Ryan Lance,
diretor-presidente da ConocoPhillips, a maior petrolífera independente dos EUA, ao WSJ.
O pior cenário que vem sendo discutido envolve um preço de US$ 50 por barril. Mas até esse valor
hoje parecer otimista, já que a Arábia Saudita continua produzindo volumes quase recordes e
grandes exportadores têm elevado a produção.
Fonte: Valor Econômico


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ARGENTINA – Compra do gás boliviano.

Macri comprará menos gás boliviano, diz embaixador argentino
Data: 26 de novembro de 2015  VOLTAR AO TOPO
Governo do presidente eleito quer baixar o consumo e encontrar um mais barato do que o que paga
na Bolívia
O embaixador da Argentina na Bolívia, Ariel Basteiro, disse nesta quinta-feira que o futuro governo
argentino de Mauricio Macri reduzirá suas compras de gás natural boliviano, fundamental para a
economia de La Paz. Basteiro, nomeado embaixador na Bolívia em 2012 pela presidente Cristina
Kirchner, disse que suas previsões se baseiam em duas lógicas: o critério do novo governo de baixar
o consumo de energia e a visão comercial de buscar um gás natural mais barato do que o que paga
na Bolívia.
“Acho que há uma modificação muito profunda da política em todos os campos que Argentina
começará a viver, a partir de 10 de dezembro”, quando Macri iniciará sua gestão de presidente, disse.
Basteiro explicou que o futuro ministro de Energia, Juan José Aranguren, “foi durante todos esses
anos gerente-geral da Shell para a região e suas políticas estão mais voltadas para a redução do
consumo de energia”.
Segundo o diplomata, que foi condecorado pela Bolívia, o novo governo “tem uma visão muito
comercial ou muito de negócios de onde e de como comprar o gás, como o de barcos gaseificadores
que vendem a um preço menor do que o pago pela Argentina à Bolívia”. “Por essas razões a
demanda será menor por parte da Argentina”, afirmou.
Fonte: Correio do Povo


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PETROBRAS – Módulos de plataformas no RS.

QGI e Petrobras confirmam acordo quanto a plataformas

ANTONIO PAZ/JC

Contratação de pessoal está prevista para o primeiro trimestre

Jefferson Klein

Depois de longas negociações, QGI (Queiroz Galvão e Iesa Óleo e Gás) e Petrobras oficializaram o contrato para montar e integrar os módulos das plataformas de petróleo P-75 e P-77 no município de Rio Grande. O prefeito da cidade, Alexandre Lindenmeyer, que já havia adiantado que as companhias estavam prestes a chegar a um consenso, informou que as empresas fecharam o acordo na noite de quarta-feira.
As companhias tinham um acerto anterior estabelecido, mas as dificuldades surgiram quando a estatal não aceitou a realização de aditivo no contrato inicial, sugerido pela QGI, o que limitou tecnicamente os projetos ao orçamento previsto na licitação. No começo, a perspectiva de custo global das duas plataformas, levando em consideração não apenas os serviços da QGI, era de aproximadamente US$ 1,6 bilhão. Em fevereiro, o estaleiro da companhia em Rio Grande chegou a paralisar as operações. Em julho, depois de várias manifestações de trabalhadores e movimentações políticas, QGI e Petrobras anunciaram a retomada da montagem das plataformas. Entretanto, até essa quarta-feira, o novo contrato para materializar o serviço não havia sido formalizado.
Conforme uma fonte que acompanha o assunto, a contratação de pessoal e o início de ações nas plataformas devem ocorrer no primeiro trimestre do próximo ano. A expectativa é de que se crie aproximadamente 2 mil empregos no Estado com a nova demanda e que alguns serviços das plataformas sejam feitos por companhias asiáticas, provavelmente na China. Ainda segundo a fonte, a Petrobras aceitou elevar os valores do contrato, mas não atingiu o pedido do aditivo original proposto pela QGI (que seria de US$ 160 milhões).
Em 2013, quando o estaleiro chegou a operar com três plataformas ao mesmo tempo, o número de trabalhadores ultrapassou o patamar de 10 mil. Atualmente, somando-se as unidades que a QGI tem em Rio Grande e no Rio de Janeiro, a empresa não chega a 120 funcionários.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande e São José do Norte, Benito Gonçalves, recebeu com alegria a notícia da definição entre QGI e Petrobras, contudo diz que a felicidade poderia ser maior. “Praticamente, faremos apenas metade das plataformas (antecipando a possibilidade de que alguns serviços sejam realizados fora do Brasil)”, afirma o dirigente. Apesar dessa lamentação, Gonçalves conforma-se que a geração de novos postos de trabalho, em meio à crise que o setor naval do País vive, é algo a ser comemorado.
Gonçalves calcula que, agregados aos 2 mil empregos diretos que serão propiciados, mais cerca de 4 mil postos de trabalho serão abertos indiretamente. O sindicalista estima que as obras nas plataformas P-75 e P-77 levarão em torno de dois anos para serem concluídas. “O próximo desafio será que novos projetos venham para cá e que o polo naval não acabe”, frisa o dirigente.


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ENERGIA SOLAR NO CAMPUS.

Energia solar no campus universitário

A falta de eletricidade causa estragos na vida cotidiana da população da Tanzânia. E, quando se é um estudante que precisa se preparar para uma prova no dia seguinte, sem luz os problemas se agravam e as consequências são nefastas. Mas os escuros tempos estão para ser coisa do passado para muitos universitários.

A reportagem é de Kizito Makoye, publicada por Envolverde, 24-11-2015.

Um grande empreendimento conjunto entre a Universidade de Dodoma (Udom) e a Hecate Energy, uma das principais empresas dos Estados Unidos que desenvolve projetos de energia renovável em grande escala, se propõe a iluminar o campus universitário. O eixo do projeto é a construção de uma enorme fazenda solar, a primeira em um terreno universitário, com capacidade de 55 megawatts (MW) de energia elétrica para o centro de estudos da capital da Tanzânia e seus arredores.

“É um dos maiores investimentos que já fizemos para atender a necessidade de eletricidade da Universidade e seu entorno”, declarou à IPS o vice-reitor da Udom, Idris Kikula. O projeto, implantado pela Udom junto com a Universidade do Estado de Ohio, dos Estados Unidos, tem duas etapas, uma das quais fornecerá energia solar às residências estudantis, às salas de aula, aos centros de pesquisa e médicos até meados do próximo ano, explicou.

No principal campus da Udom, os estudantes costumam sofrer cortes de energia, o que prejudica seus estudos e coloca em risco seu futuro acadêmico. Além disso, o aumento dos cortes de eletricidade pode significar uma alta no número de crimes, e a população, especialmente as mulheres, ficaria vulnerável a abusos físicos. Por outro lado, a luz permite um entorno mais seguro para todos.

“É muito difícil estudar à noite quando não tem eletricidade. Às vezes, ficamos sem luz em meio a um grupo de estudos ou quando estamos correndo contra o relógio preparando um trabalho”, contou Rukia Hamisi. Esta jovem, de 22 anos, estudante de engenharia de minas, muitas vezes tem que recorrer à claridade proporcionada por seu celular para estudar à noite, o que prejudica seu rendimento acadêmico.

“Procuro terminar rápido meus trabalhos porque, se não entrego no prazo, muitas vezes o professor não o aceita”, afirmou Hamisi. Ela é uma entre muitos universitários cujos estudos foram afetados pela falta de eletricidade, quando a estatal Tanesco anunciou, em outubro, um cronograma de cortes programados para enfrentar o crescente déficit energético.

Localizada no ensolarado terreno montanhoso da localidade de Chimwaga, um dos distritos da região onde fica a capital, a universidade é uma das várias instituições públicas da Tanzânia que sofrem os frequentes apagões causados pelo minguante nível de água na central hidrelétrica. As usinas hidráulicas, que geram quase 50% da eletricidade do país, ultimamente estão paradas pela escassez de água decorrente da prolongada seca.

“É quase impossível fazer qualquer coisa sem eletricidade. Preciso usar meu computador para fazer meus desenhos gráficos”, queixou-se Rashid Athumani, estudante de engenharia civil.

Apesar de impulsionar seu enorme potencial em matéria de energias renováveis não convencionais, a Tanzânia tem dificuldades para conseguir um equilíbrio em sua matriz elétrica, que se tornou imprevisível.

Em uma desesperada tentativa de conseguir um fornecimento elétrico confiável, a Udom lançou o projeto de energia solar, que também faz parte de seus esforços para ser uma das primeiras instituições acadêmicas da África em matéria de energia renovável. “Estou muito feliz por esse projeto, porque após ser concluído creio que não teremos mais cortes de eletricidade”, disse Hamizi, cheia de esperança.

A Udom gasta cerca de US$ 68 mil por ano com eletricidade. O vice-reitor Kikula destacou que, com o novo projeto de energia solar, os custos serão reduzidos enormemente. O projeto faz parte da estratégia universitária para apresentar-se como um centro global de excelência em matéria de energias renováveis e sustentabilidade. Está previsto que a segunda fase da iniciativa, que, espera-se, fornecerá energia solar a várias áreas de Dodoma, esteja terminada até o final de 2016.

A Tanzânia tem um enorme potencial em matéria de energias renováveis não convencionais, como eólica, solar, biomassa e geotérmica, mas os analistas afirmam que o governo não sabe aproveitá-lo. Cerca de 36,4% da população da Tanzânia tem eletricidade, dos quais 7% estão em zonas rurais. A demanda por eletricidade aumenta entre 10% e 15% ao ano, segundo dados do Ministério de Energia e Mineração.

O diretor do Instituto Global de Água, da Universidade de Ohio, Marty Kress, destacou que o projeto da Udom melhorará a disponibilidade de energia no campus universitário e arredores, o que repercutirá em melhor qualidade de vida para todos. “Estamos honrados por nos associarmos à Udom para tornar realidade esse projeto”, afirmou Kress na cerimônia de apresentação do projeto, realizada em outubro.

As duas universidades apostam em instalar 125 sistemas de água de poço em Dodoma, cujas bombas funcionarão com energia solar, tornando possível distribuir água potável e melhorar a saúde e o saneamento da população de zonas rurais.

A Tanzânia está entre os principais países com maior radiação solar do mundo. Numerosos especialistas concordam que projetos como o da Udom poderão ter um papel importante para atender as crescentes necessidades energéticas das comunidades rurais. Numerosas localidades já se mostraram encantadas diante da possibilidade de o novo projeto acabar com as dificuldades que sofrem os clientes do serviço de água.

“Como se vê, é uma zona árida, é muito difícil encontrar água. Temos que nos deslocar por grandes distâncias para buscá-la, mas, se essas bombas forem instaladas, nos ajudarão muito”, afirmou Salima Farijala, morador em Bahi, um dos distritos da região de Dodoma, onde fica a capital.


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FUNDOS EUROPEUS PARA

REN assegura acesso a fundos europeus para novo gasoduto

Bruxelas concedeu estatuto de projecto de interesse comum à terceira interligação de gás natural
com Espanha. Apoios podem ir até 50%
A União Europeia acaba de atribuir o estatuto de Projecto de Interesse Comum à futura terceira
interligação de gás natural entre Portugal e Espanha, que está a ser promovida pela Redes
Energéticas Nacionais (REN). A informação foi avançada ontem pelo administrador da REN, Vítor
Batista, durante a conferência “Sistema Energético: a mudança no horizonte”, da Associação
Portuguesa de Energia.
Esta é uma etapa considerada crucial para o desenvolvimento deste gasoduto, abrindo-lhe assim as
portas de acesso aos fundos comunitários.
O anterior Governo de Passos Coelho e a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos
impuseram, como condição para a concessão de luz verde a este investimento, a existência de um
compromisso formal por parte de Bruxelas, bem como a articulação entre Portugal e Espanha e entre
estes dois países ibéricos e França. Objectivo: evitar um forte impacto nas tarifas dos consumidores
finais.
Com um comprimento estimado de 247 quilómetros, dos quais 162 quilómetros em território nacional,
esta interconexão irá ligar Celorico da Beira a Zamora, através de Vale de Frades, sendo o
investimento global estimado em 226 milhões de euros.
Dividido em três fases, a primeira deverá estar concluída em 2019 e custará cerca de 137 milhões de
euros. A segunda e terceira fases encontram-se agora programadas para 2022 e 2025.
Ao entrar na lista de projectos de interesse comum, a REN consegue, desde já, concorrer ao
financiamento de até 50% do valor gasto com os estudos técnicos, como é o caso dos traçados.
Segue-se a candidatura às verbas disponibilizadas para a construção do projecto.
A REN já fez saber que pretende maximizar o potencial de encaixe com fundos comunitários, o qual
pode ir até 50%.
Mas há outro elemento que ditará a celeridade desta interligação. Chama-se Midcat. Este projecto
envolve a construção de uma nova interligação entre Espanha e França (na zona leste dos Pirenéus)
e é a garantia de integração dos sistemas de gás natural ibéricos com o resto da Europa, sem
descurar a obtenção de apoio comunitário.
Para o administrador da Galp, Costa Pina, “não se identifica uma estratégia clara da União Europeia
na área das interligações de gás natural”, ao contrário do que sucede com a electricidade,
sublinhando que “há grande concentração de recursos financeiros para o reforço das interligações
eléctricas”. O mesmo responsável realçou que a capacidade de regaseificação de gás natural em
Portugal e em Espanha representa metade do volume de gás natural importado da Rússia, à qual se
junta a capacidade ociosa existente nos gasotuos ibéricos. Cenário que permite fazer destes dois
países a tão apregoada plataforma alternativa de entrada de gás natural para o centro da Europa.
Fonte: Económico (Portugal)


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CHINA ADQUIRIU CONCESSÕES DE HIDRELÉTRICAS.

A China Three Gorges (CTG) cumpriu o esperado e levou as concessões das hidrelétricas Jupiá e
Ilha Solteira no leilão de usinas existentes que foi realizado ontem pela Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel), em São Paulo. Com isso, a companhia chinesa se tornou a segunda maior geradora
elétrica de capital privado do Brasil.
As duas usinas, situadas no rio Paraná, na divisa dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul,
somam 5 mil megawatts (MW) de potência instalada. A aquisição, sem concorrente, levou o parque
gerador da CTG no país a 6 mil MW, atrás apenas da Tractebel (controlada pela franco-belga Engie),
que opera 7,3 mil MW.
Considerando todas as geradoras de energia com operação no país, a CTG ficará em quinto lugar,
depois das empresas do grupo Eletrobras, que somam cerca de 29,6 mil MW, Itaipu Binacional, que
tem 7 mil MW, e a Petrobras, que tem, por meio das suas termelétricas, 6,2 mil MW de potência.
Ilha Solteira e Jupiá custarão à chinesa R$ 13,8 bilhões em bônus da outorga. A despeito dos
obstáculos apontados por companhias brasileiras para conseguir financiamentos, a CTG não parece
ter problema com isso.
A companhia ainda não definiu a estrutura de financiamento, mas tem sobre a mesa diversas opções,
que incluem crédito de bancos brasileiros, captações no exterior e o apoio dos bancos chineses. A
exposição do capital da companhia ao câmbio, por exemplo, é um elemento considerado nesse mix.
A CTG tem de desembolsar 65% do valor, ou aproximadamente R$ 9 bilhões, até 30 de dezembro.
Os R$ 4,8 bilhões restantes terão que ser pagos até junho de 2016.
O Valor apurou que uma possibilidade avaliada pela companhia é utilizar capital próprio ou crédito de
bancos chineses no pagamento que terá de efetuar neste ano. O “pool de bancos” locais seria uma
opção para o pagamento da parcela restante, em 2016.
A opção inicial da companhia era se associar a outras companhias em um consórcio, de preferência
um parceiro local. No entanto, o prazo para uma negociação entre a publicação do edital e o leilão foi
considerado curto, e os chineses decidiram apresentar sozinhos a oferta, afirmou uma fonte com
conhecimento da operação.
A gigante chinesa de energia estudava há tempos um investimento de grande porte no Brasil. A
possibilidade de comprar as duas usinas veio em um momento oportuno. Neste ano, já havia feito um
movimento importante no Brasil ao comprar duas empresas de energia do grupo Triunfo, com
potência de 308 MW, pagando cerca de R$ 1,9 bilhão.
A companhia tem ainda 50% das hidrelétricas Jari e Cachoeira Caldeirão e 33% de São Manoel, em
parcerias com a EDP Energias do Brasil. A usina de Jari está em operação e as outras duas ainda
em construção. É dona também de 11 parques eólicos em parceira com a EDP Renováveis,
investimento anunciado em maio.
Dona da usina Três Gargantas na China, a CTG tem cerca de 100 mil MW de capacidade instalada
no mundo todo, montante que inclui empreendimentos em operação e em construção.
A demora na aprovação da MP 688 pelo Senado, possibilitando a cobrança legal da bonificação pela
outorga pelo governo, seria um obstáculo para a empresa. “A segurança jurídica foi fundamental para
que pudéssemos trazer todos os recursos pra cá”, afirmou, na coletiva de imprensa, João Meirelles,
executivo da companhia.
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O escritório de advogacia Pinheiro Neto foi responsável pela assessoria jurídica da companhia na
operação. O Santander foi o líder na assessoria financeira, enquanto o Itaú foi co-líder.
Em nota, o presidente da CTG Brasil, Li Yinsheng, disse que as aquisições são uma demonstração
“clara e tangível” da intenção de investir e crescer no Brasil, que é um “mercado prioritário” em sua
estratégia de expansão internacional”. “Nossa experiência na construção e operação de
empreendimentos de grande porte nos ajudará a alcançar o objetivo de nos tornarmos uma empresa
de relevância no mercado de energia limpa do Brasil, contribuindo de forma significativa para o
desenvolvimento do setor energético do país”, completou Yinsheng.
Tendo os chineses como os principais atores do leilão, o governo conseguiu ainda emplacar os
demais lotes licitados. As estatais Cemig, Copel, Cesp e Celg fizeram lances para manter concessões
que não foram renovadas nos termos da MP 579, em 2012. A italiana Enel foi outra novidade: levou
duas usinas que foram da Copel.
Com isso, o governo conseguiu garantir a arrecadação de R$ 17 bilhões em bônus da outorga. A
Cemig vai desembolsar o segundo maior valor, de R$ 2,2 bilhões. A Copel aparece em seguida, com
R$ 574,8 milhões.
Apesar da novidade da obrigação do pagamento do bônus da outorga, as companhias conseguiram
deságio mínimo em relação aos valores máximos estabelecidos pela Aneel para a remuneração pela
prestação dos serviços. Esse preço equivaleu a um preço médio de R$ 124,88 o megawatt-hora
(MWh), deságio de 0,3%.
Fonte: Valor Econômico


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GÁS NATURAL – Rússia x Turquia.

Dez bilhões de razões para a Rússia não cortar o gás da Turquia

A Turquia depende da Rússia para obtenção de cerca de metade de seus suprimentos de gás natural
e pagou à Gazprom PJSC, que é controlada pelo Estado russo, US$ 10 bilhões no ano passado. Isso
torna seus laços energéticos um alvo pouco atrativo para retaliação.
Com tanta coisa em jogo para ambos os lados, a Rússia poderá buscar outra forma de responder à
derrubada de um de seus aviões de guerra pela Turquia, na terça-feira. O vice-ministro de energia
russo, Anatoly Yanovsky, disse que o abastecimento à Turquia continuaria respeitando o contrato. A
longo prazo, a Turquia poderia reduzir sua dependência em relação ao gás russo por meio de
alternativas ao abastecimento.
“A Turquia provavelmente não vai querer interromper nenhum acordo energético existente, mas com
isso quase certamente a Turquia começará a ter um novo olhar sobre as relações alternativas de
energia que pode ter”, disse John Roberts, especialista em segurança energética da Methinks Ltd. em
Jedburgo, na Escócia. “A opção óbvia é tornar-se cliente do GNL americano; a outra é o Irã”.
A relação entre a Turquia e a Rússia já era tensa antes de o avião de guerra da Rússia ser abatido e
as negociações para um novo gasoduto haviam sido paralisadas, segundo Alexander Kornilov,
analista do Alfa Bank em Moscou.
No ano passado o presidente Vladimir Putin disse que a Turquia poderia se tornar um polo energético
para o sul da Europa e propôs construir o Turkish Stream, um gasoduto que passaria sob o Mar
Negro. Depois que os países se distanciaram por causa do conflito na Síria, a Gazprom, que tem
sede em Moscou e é a maior produtora de gás do mundo, disse no mês passado que reduziria a
capacidade da ligação planejada para a Turquia e a Europa em 50 por cento. O duto proposto
ajudaria a Rússia a reduzir sua dependência em relação à passagem do gás pela Ucrânia, rota atual
para mais de 10 por cento do gás da Europa.
Planos redundantes
O Turkish Stream é redundante porque já existe uma capacidade de transferência para a Turquia e
para o restante da Europa, disse a unidade de banco de investimento do Sberbank PJSC, na quartafeira,
em um relatório a clientes.
O projeto já foi reduzido para dois dutos em relação aos quatro originais. No fim das contas, é
possível que apenas uma das ligações seja encomendada, disse o Sberbank CIB.
Embora a Turquia não possa rejeitar a oferta russa imediatamente, o país ainda tem poder para
combater medidas retaliatórias, inclusive se a Rússia adotar uma linha dura em relação aos preços
ou ameaçar um corte, segundo Sijbren de Jong, analista do Centro para Estudos Estratégicos, em
Haia.
O volume de vendas da Turquia é equivalente a 17 por cento das exportações totais da Gazprom fora
da antiga União Soviética, segundo dados da empresa. Sergei Kupriyanov, porta-voz da Gazprom,
preferiu não comentar.
O Irã já está enviando gás para a Turquia e planeja expandir sua capacidade de exportação com a
iminência do cancelamento das sanções relacionadas ao seu programa nuclear. Por sua vez, a
Cheniere Energy Inc. planeja enviar o primeiro navio-tanque com gás natural liquefeito dos EUA em
janeiro.
Na terça-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, pediu uma redução nas tensões entre a
Turquia e a Rússia, dizendo que a guerra retórica ameaça minar os esforços em prol de uma frente
11
unida contra o Estado Islâmico. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse na quarta-feira que
não planeja tomar nenhuma medida adicional contra a Rússia.
Erdogan e Putin deverão participar de uma reunião no final do mês em Kazan, na Rússia. Há quem
esperasse que a reunião levasse a um acordo sobre o gás, mas o conflito de terça-feira ameaça as
negociações, segundo Altay Alti, docente do programa de graduação em estudos asiáticos da
Universidade Bogazici, em Istambul.
Contudo, as preocupações econômicas provavelmente serão superiores à irritação da Rússia com o
incidente, disseram Alti e De Jong.
“No fim das contas, militar e estrategicamente eles podem querer dizer que a situação foi longe
demais, mas não seria sensato da parte deles”, disse De Jong. “Essencialmente, se você colocou
tanto esforço na formação dessa próspera parceria com a Turquia sob o ponto de vista energético,
tudo isso resultará em nada”.
Fonte: Bloomberg


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UCRÂNIA RECUSA COMPRAR GÁS RUSSO.

A Ucrânia vai deixar de comprar gás à Rússia. O governo de Kiev deu ordens para que o país deixe
de comprar gás natural ao país vizinho. Não só como sanção à Rússia pela anexação da Crimeia e
pelo conflito no leste do país, como também porque vários países da Europa oferecem gás à Ucrânia
a preços mais convidativos, como explicou o primeiro-ministro Arseny Yatsenyuk: “A decisão foi
tomada, essencialmente, porque as ofertas que recebemos dos parceiros europeus são muito
melhores que as do nosso vizinho a leste”, disse o chefe de governo.
A medida é recíproca, já que também a Gazprom, monopólio russo de distribuição de gás, decidiu
parar as vendas à Ucrânia. A Gazprom vai continuar a exportar gás para a Europa Ocidental através
de gasodutos que passam pela Ucrânia. Os europeus podem assim esperar o inverno sem medo de
que o gás falte.
A nova ofensiva do governo ucraniano contra o Kremlin passa também pela gestão do espaço aéreo.
Se os voos diretos entre os dois países estavam já proibidos, Kiev passou agora ao próximo nível,
com a interdição completa de sobrevoo do território ucraniano por parte das companhias aéreas
russas.
Fonte: Euronews (Portugal)
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Dez bilhões de razões para a Rússia não cortar o gás da Turquia
Data: 25 de novembro de 2015  VOLTAR AO TOPO
A Turquia depende da Rússia para obtenção de cerca de metade de seus suprimentos de gás natural
e pagou à Gazprom PJSC, que é controlada pelo Estado russo, US$ 10 bilhões no ano passado. Isso
torna seus laços energéticos um alvo pouco atrativo para retaliação.
Com tanta coisa em jogo para ambos os lados, a Rússia poderá buscar outra forma de responder à
derrubada de um de seus aviões de guerra pela Turquia, na terça-feira. O vice-ministro de energia
russo, Anatoly Yanovsky, disse que o abastecimento à Turquia continuaria respeitando o contrato. A
longo prazo, a Turquia poderia reduzir sua dependência em relação ao gás russo por meio de
alternativas ao abastecimento.
“A Turquia provavelmente não vai querer interromper nenhum acordo energético existente, mas com
isso quase certamente a Turquia começará a ter um novo olhar sobre as relações alternativas de
energia que pode ter”, disse John Roberts, especialista em segurança energética da Methinks Ltd. em
Jedburgo, na Escócia. “A opção óbvia é tornar-se cliente do GNL americano; a outra é o Irã”.
A relação entre a Turquia e a Rússia já era tensa antes de o avião de guerra da Rússia ser abatido e
as negociações para um novo gasoduto haviam sido paralisadas, segundo Alexander Kornilov,
analista do Alfa Bank em Moscou.
No ano passado o presidente Vladimir Putin disse que a Turquia poderia se tornar um polo energético
para o sul da Europa e propôs construir o Turkish Stream, um gasoduto que passaria sob o Mar
Negro. Depois que os países se distanciaram por causa do conflito na Síria, a Gazprom, que tem
sede em Moscou e é a maior produtora de gás do mundo, disse no mês passado que reduziria a
capacidade da ligação planejada para a Turquia e a Europa em 50 por cento. O duto proposto
ajudaria a Rússia a reduzir sua dependência em relação à passagem do gás pela Ucrânia, rota atual
para mais de 10 por cento do gás da Europa.
Planos redundantes
O Turkish Stream é redundante porque já existe uma capacidade de transferência para a Turquia e
para o restante da Europa, disse a unidade de banco de investimento do Sberbank PJSC, na quartafeira,
em um relatório a clientes.
O projeto já foi reduzido para dois dutos em relação aos quatro originais. No fim das contas, é
possível que apenas uma das ligações seja encomendada, disse o Sberbank CIB.
Embora a Turquia não possa rejeitar a oferta russa imediatamente, o país ainda tem poder para
combater medidas retaliatórias, inclusive se a Rússia adotar uma linha dura em relação aos preços
ou ameaçar um corte, segundo Sijbren de Jong, analista do Centro para Estudos Estratégicos, em
Haia.
O volume de vendas da Turquia é equivalente a 17 por cento das exportações totais da Gazprom fora
da antiga União Soviética, segundo dados da empresa. Sergei Kupriyanov, porta-voz da Gazprom,
preferiu não comentar.
O Irã já está enviando gás para a Turquia e planeja expandir sua capacidade de exportação com a
iminência do cancelamento das sanções relacionadas ao seu programa nuclear. Por sua vez, a
Cheniere Energy Inc. planeja enviar o primeiro navio-tanque com gás natural liquefeito dos EUA em
janeiro.
Na terça-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, pediu uma redução nas tensões entre a
Turquia e a Rússia, dizendo que a guerra retórica ameaça minar os esforços em prol de uma frente
11
unida contra o Estado Islâmico. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse na quarta-feira que
não planeja tomar nenhuma medida adicional contra a Rússia.
Erdogan e Putin deverão participar de uma reunião no final do mês em Kazan, na Rússia. Há quem
esperasse que a reunião levasse a um acordo sobre o gás, mas o conflito de terça-feira ameaça as
negociações, segundo Altay Alti, docente do programa de graduação em estudos asiáticos da
Universidade Bogazici, em Istambul.
Contudo, as preocupações econômicas provavelmente serão superiores à irritação da Rússia com o
incidente, disseram Alti e De Jong.
“No fim das contas, militar e estrategicamente eles podem querer dizer que a situação foi longe
demais, mas não seria sensato da parte deles”, disse De Jong. “Essencialmente, se você colocou
tanto esforço na formação dessa próspera parceria com a Turquia sob o ponto de vista energético,
tudo isso resultará em nada”.
Fonte: Bloomberg


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RÚSSIA SUSPENDE FORNECIMENTO DE GÁS À UCRÂNIA.

Gigante do gás russo, Gazprom, diz que a Naftogaz não fez novos pagamentos de gás e por isso
cortou a partir das 7h00 de hoje o fornecimento de gás a Kiev.
A empresa estatal russa Gazprom cortou o fornecimento de gás à Ucrânia às 7h00 de hoje por falta
de pagamento, reabrindo mais um capítulo numa disputa entre Moscovo e Kiev que já leva mais de
dez anos, e que coloca mais uma vez em risco o fornecimento de gás à Europa.
Segundo o presidente da Gazprom, a empresa ucraniana Naftogaz já tem todo o gás pelo qual pagou
e por isso não receberá mais enquanto não pagar. Como não foi feito nenhum novo pagamento à
cabeça, a empresa russa decidiu interromper o fornecimento de gás à Ucrânia.
Alexei Miller fez ainda questão de sublinhar que a recusa ucraniana de pagar pelo fornecimento de
gás vai colocar “sérios riscos” ao fornecimento de gás à Europa, isto porque cerca de um quarto do
gás consumido na Europa é de origem russa e a grande maioria do gás que os russos vendem à
Europa passa pelos gasodutos ucranianos, ainda da era soviética.
A Alemanha é o país que mais depende do gás russo na Europa, mas em pior condição está a
Turquia, que é o segundo país que mais gás compra à Rússia, e a Rússia é o seu principal
fornecedor, numa altura em que as relações entre os dois países estão muito tremidas. As forças
turcas abateram um avião russo na Síria esta terça-feira, acusando-o de violar o seu espaço aéreo.
Putin acusou os turcos de serem cúmplices dos terroristas.
Devido à sequência de crises entre as duas maiores empresas de fornecimento de gás russo e
ucraniano, a Rússia disse que queria acabar com o transporte de gás para a Europa através da
Ucrânia até 2018, mas o plano era construir um gasoduto que passaria pelo mar negro até à Turquia,
entregando o gás à Europa entre a Turquia e a Grécia.
A disputa é antiga e já levou a vários cortes no fornecimento de gás à Ucrânia, que acontecem
sempre perto ou no inverno, quando o combustível é de especial importância. Os russos acusaram
por várias vezes a empresa ucraniana de roubar gás que deveria seguir para a Europa, não pagar as
suas contas normais e o gás que alegadamente rouba.
Uma das maiores disputas aconteceu em 2005, com os russos a acusarem os ucranianos de
desviarem o gás que tinha como destino a Europa para uso doméstico e não pagar. A Naftogaz
acabou por admitir o desvio, mas a disputa manteve-se pelos custos de transporte e pelo preço do
gás natural.
As duas empresas voltaram a lutar nos anos seguintes – e quase todos os anos. Em 2010, por
exemplo, a Ucrânia queria reduzir as compras de gás, devido a menores necessidades da sua
economia (que estava em recessão), mas a Gazprom exigiu que comprasse a mesma quantidade
gás e que honrasse o contrato, mesmo sem necessitar.
O fornecimento de gás à Europa pela gigante russa foi interrompido pelo menos duas vezes na época
passada. Mais afetados por este corte têm sido Bulgária, Grécia, Macedónia, Roménia, Croácia e
Turquia.
Desde 2010 que o acordo entre as duas empresas mudou. A Gazprom só distribui gás à Ucrânia se a
Naftogaz fizer pagamentos à cabeça. Sem isso, o fornecimento de gás é cortado.
Fonte: Observador