petroleiroanistiado

A great WordPress.com site


Deixe um comentário

CAMARÕES – Projeto de liquefação de gás natural liquefeito flutuante.

Perenco, Gazprom e Golar assinam contrato para desenvolver projeto de FLNG

Gás virá dos campos de Sanaga Sud e Ebome, em Camarões, que deverão produzir 14,2 bilhões de

A Perenco e a Société Nationale des Hydrocarbures assinaram contrato com a Golar e com a
Gazporm para desenvolver um projeto de liquefação de gás natural liquefeito flutuante (FLNG) na
costa de Kribi, em Camarões.
O FLGN Hilli, atualmente em conversão no estaleiro Keppel, em Singapura, será operado pela Golar.
O gás virá dos campos de Sanaga Sud e Ebome, que deverão produzir 14,2 bilhões de m³ ao todo.
As primeiras entregas de GNL deverão ocorrer no segundo semestre de 2017.
A Gazprom contratou a produção do terminal por meio de uma licitação internacional. A previsão é de
que companhia russa recebe 1,2 milhão de t/ano. De acordo com a Perenco, as inovações e
otimizações no setor de óleo e gás foram fundamentais para a decisão final de investimento do
projeto.
Projeções feitas pela Douglas-Westwood apontaram que o mercado de FLNG receberá US$ 58,3
bilhões em investimentos nos próximos sete anos.
Fonte: Brasil Energia

Anúncios


Deixe um comentário

EUA – Shale gas está em xeque.

Petróleo de xisto dos EUA está em xeque

A engenhosidade e o dinheiro fácil que permitiram que as petrolíferas americanas continuassem
extraindo petróleo mesmo com os preços despencando parecem estar se esgotando com o preço do
barril nos Estados Unidos se aproximando da marca de US$ 40.
As empresas americanas surpreenderam ao continuar produzindo petróleo – a maior parte de xisto –
de forma cada vez mais barata mesmo com os preços caindo de um nível que superou US$ 100 por
barril em 2014. Mas o recente movimento em direção aos US$ 40 coloca até a operação mais
eficiente em xeque. “Preços de US$ 40 a US$ 50 não funcionam nesse negócio”, disse Ryan Lance,
diretor-presidente da ConocoPhillips, a maior petrolífera independente dos EUA, ao WSJ.
O pior cenário que vem sendo discutido envolve um preço de US$ 50 por barril. Mas até esse valor
hoje parecer otimista, já que a Arábia Saudita continua produzindo volumes quase recordes e
grandes exportadores têm elevado a produção.
Fonte: Valor Econômico


Deixe um comentário

ARGENTINA – Compra do gás boliviano.

Macri comprará menos gás boliviano, diz embaixador argentino
Data: 26 de novembro de 2015  VOLTAR AO TOPO
Governo do presidente eleito quer baixar o consumo e encontrar um mais barato do que o que paga
na Bolívia
O embaixador da Argentina na Bolívia, Ariel Basteiro, disse nesta quinta-feira que o futuro governo
argentino de Mauricio Macri reduzirá suas compras de gás natural boliviano, fundamental para a
economia de La Paz. Basteiro, nomeado embaixador na Bolívia em 2012 pela presidente Cristina
Kirchner, disse que suas previsões se baseiam em duas lógicas: o critério do novo governo de baixar
o consumo de energia e a visão comercial de buscar um gás natural mais barato do que o que paga
na Bolívia.
“Acho que há uma modificação muito profunda da política em todos os campos que Argentina
começará a viver, a partir de 10 de dezembro”, quando Macri iniciará sua gestão de presidente, disse.
Basteiro explicou que o futuro ministro de Energia, Juan José Aranguren, “foi durante todos esses
anos gerente-geral da Shell para a região e suas políticas estão mais voltadas para a redução do
consumo de energia”.
Segundo o diplomata, que foi condecorado pela Bolívia, o novo governo “tem uma visão muito
comercial ou muito de negócios de onde e de como comprar o gás, como o de barcos gaseificadores
que vendem a um preço menor do que o pago pela Argentina à Bolívia”. “Por essas razões a
demanda será menor por parte da Argentina”, afirmou.
Fonte: Correio do Povo


Deixe um comentário

PETROBRAS – Módulos de plataformas no RS.

QGI e Petrobras confirmam acordo quanto a plataformas

ANTONIO PAZ/JC

Contratação de pessoal está prevista para o primeiro trimestre

Jefferson Klein

Depois de longas negociações, QGI (Queiroz Galvão e Iesa Óleo e Gás) e Petrobras oficializaram o contrato para montar e integrar os módulos das plataformas de petróleo P-75 e P-77 no município de Rio Grande. O prefeito da cidade, Alexandre Lindenmeyer, que já havia adiantado que as companhias estavam prestes a chegar a um consenso, informou que as empresas fecharam o acordo na noite de quarta-feira.
As companhias tinham um acerto anterior estabelecido, mas as dificuldades surgiram quando a estatal não aceitou a realização de aditivo no contrato inicial, sugerido pela QGI, o que limitou tecnicamente os projetos ao orçamento previsto na licitação. No começo, a perspectiva de custo global das duas plataformas, levando em consideração não apenas os serviços da QGI, era de aproximadamente US$ 1,6 bilhão. Em fevereiro, o estaleiro da companhia em Rio Grande chegou a paralisar as operações. Em julho, depois de várias manifestações de trabalhadores e movimentações políticas, QGI e Petrobras anunciaram a retomada da montagem das plataformas. Entretanto, até essa quarta-feira, o novo contrato para materializar o serviço não havia sido formalizado.
Conforme uma fonte que acompanha o assunto, a contratação de pessoal e o início de ações nas plataformas devem ocorrer no primeiro trimestre do próximo ano. A expectativa é de que se crie aproximadamente 2 mil empregos no Estado com a nova demanda e que alguns serviços das plataformas sejam feitos por companhias asiáticas, provavelmente na China. Ainda segundo a fonte, a Petrobras aceitou elevar os valores do contrato, mas não atingiu o pedido do aditivo original proposto pela QGI (que seria de US$ 160 milhões).
Em 2013, quando o estaleiro chegou a operar com três plataformas ao mesmo tempo, o número de trabalhadores ultrapassou o patamar de 10 mil. Atualmente, somando-se as unidades que a QGI tem em Rio Grande e no Rio de Janeiro, a empresa não chega a 120 funcionários.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande e São José do Norte, Benito Gonçalves, recebeu com alegria a notícia da definição entre QGI e Petrobras, contudo diz que a felicidade poderia ser maior. “Praticamente, faremos apenas metade das plataformas (antecipando a possibilidade de que alguns serviços sejam realizados fora do Brasil)”, afirma o dirigente. Apesar dessa lamentação, Gonçalves conforma-se que a geração de novos postos de trabalho, em meio à crise que o setor naval do País vive, é algo a ser comemorado.
Gonçalves calcula que, agregados aos 2 mil empregos diretos que serão propiciados, mais cerca de 4 mil postos de trabalho serão abertos indiretamente. O sindicalista estima que as obras nas plataformas P-75 e P-77 levarão em torno de dois anos para serem concluídas. “O próximo desafio será que novos projetos venham para cá e que o polo naval não acabe”, frisa o dirigente.


Deixe um comentário

ENERGIA SOLAR NO CAMPUS.

Energia solar no campus universitário

A falta de eletricidade causa estragos na vida cotidiana da população da Tanzânia. E, quando se é um estudante que precisa se preparar para uma prova no dia seguinte, sem luz os problemas se agravam e as consequências são nefastas. Mas os escuros tempos estão para ser coisa do passado para muitos universitários.

A reportagem é de Kizito Makoye, publicada por Envolverde, 24-11-2015.

Um grande empreendimento conjunto entre a Universidade de Dodoma (Udom) e a Hecate Energy, uma das principais empresas dos Estados Unidos que desenvolve projetos de energia renovável em grande escala, se propõe a iluminar o campus universitário. O eixo do projeto é a construção de uma enorme fazenda solar, a primeira em um terreno universitário, com capacidade de 55 megawatts (MW) de energia elétrica para o centro de estudos da capital da Tanzânia e seus arredores.

“É um dos maiores investimentos que já fizemos para atender a necessidade de eletricidade da Universidade e seu entorno”, declarou à IPS o vice-reitor da Udom, Idris Kikula. O projeto, implantado pela Udom junto com a Universidade do Estado de Ohio, dos Estados Unidos, tem duas etapas, uma das quais fornecerá energia solar às residências estudantis, às salas de aula, aos centros de pesquisa e médicos até meados do próximo ano, explicou.

No principal campus da Udom, os estudantes costumam sofrer cortes de energia, o que prejudica seus estudos e coloca em risco seu futuro acadêmico. Além disso, o aumento dos cortes de eletricidade pode significar uma alta no número de crimes, e a população, especialmente as mulheres, ficaria vulnerável a abusos físicos. Por outro lado, a luz permite um entorno mais seguro para todos.

“É muito difícil estudar à noite quando não tem eletricidade. Às vezes, ficamos sem luz em meio a um grupo de estudos ou quando estamos correndo contra o relógio preparando um trabalho”, contou Rukia Hamisi. Esta jovem, de 22 anos, estudante de engenharia de minas, muitas vezes tem que recorrer à claridade proporcionada por seu celular para estudar à noite, o que prejudica seu rendimento acadêmico.

“Procuro terminar rápido meus trabalhos porque, se não entrego no prazo, muitas vezes o professor não o aceita”, afirmou Hamisi. Ela é uma entre muitos universitários cujos estudos foram afetados pela falta de eletricidade, quando a estatal Tanesco anunciou, em outubro, um cronograma de cortes programados para enfrentar o crescente déficit energético.

Localizada no ensolarado terreno montanhoso da localidade de Chimwaga, um dos distritos da região onde fica a capital, a universidade é uma das várias instituições públicas da Tanzânia que sofrem os frequentes apagões causados pelo minguante nível de água na central hidrelétrica. As usinas hidráulicas, que geram quase 50% da eletricidade do país, ultimamente estão paradas pela escassez de água decorrente da prolongada seca.

“É quase impossível fazer qualquer coisa sem eletricidade. Preciso usar meu computador para fazer meus desenhos gráficos”, queixou-se Rashid Athumani, estudante de engenharia civil.

Apesar de impulsionar seu enorme potencial em matéria de energias renováveis não convencionais, a Tanzânia tem dificuldades para conseguir um equilíbrio em sua matriz elétrica, que se tornou imprevisível.

Em uma desesperada tentativa de conseguir um fornecimento elétrico confiável, a Udom lançou o projeto de energia solar, que também faz parte de seus esforços para ser uma das primeiras instituições acadêmicas da África em matéria de energia renovável. “Estou muito feliz por esse projeto, porque após ser concluído creio que não teremos mais cortes de eletricidade”, disse Hamizi, cheia de esperança.

A Udom gasta cerca de US$ 68 mil por ano com eletricidade. O vice-reitor Kikula destacou que, com o novo projeto de energia solar, os custos serão reduzidos enormemente. O projeto faz parte da estratégia universitária para apresentar-se como um centro global de excelência em matéria de energias renováveis e sustentabilidade. Está previsto que a segunda fase da iniciativa, que, espera-se, fornecerá energia solar a várias áreas de Dodoma, esteja terminada até o final de 2016.

A Tanzânia tem um enorme potencial em matéria de energias renováveis não convencionais, como eólica, solar, biomassa e geotérmica, mas os analistas afirmam que o governo não sabe aproveitá-lo. Cerca de 36,4% da população da Tanzânia tem eletricidade, dos quais 7% estão em zonas rurais. A demanda por eletricidade aumenta entre 10% e 15% ao ano, segundo dados do Ministério de Energia e Mineração.

O diretor do Instituto Global de Água, da Universidade de Ohio, Marty Kress, destacou que o projeto da Udom melhorará a disponibilidade de energia no campus universitário e arredores, o que repercutirá em melhor qualidade de vida para todos. “Estamos honrados por nos associarmos à Udom para tornar realidade esse projeto”, afirmou Kress na cerimônia de apresentação do projeto, realizada em outubro.

As duas universidades apostam em instalar 125 sistemas de água de poço em Dodoma, cujas bombas funcionarão com energia solar, tornando possível distribuir água potável e melhorar a saúde e o saneamento da população de zonas rurais.

A Tanzânia está entre os principais países com maior radiação solar do mundo. Numerosos especialistas concordam que projetos como o da Udom poderão ter um papel importante para atender as crescentes necessidades energéticas das comunidades rurais. Numerosas localidades já se mostraram encantadas diante da possibilidade de o novo projeto acabar com as dificuldades que sofrem os clientes do serviço de água.

“Como se vê, é uma zona árida, é muito difícil encontrar água. Temos que nos deslocar por grandes distâncias para buscá-la, mas, se essas bombas forem instaladas, nos ajudarão muito”, afirmou Salima Farijala, morador em Bahi, um dos distritos da região de Dodoma, onde fica a capital.


Deixe um comentário

FUNDOS EUROPEUS PARA

REN assegura acesso a fundos europeus para novo gasoduto

Bruxelas concedeu estatuto de projecto de interesse comum à terceira interligação de gás natural
com Espanha. Apoios podem ir até 50%
A União Europeia acaba de atribuir o estatuto de Projecto de Interesse Comum à futura terceira
interligação de gás natural entre Portugal e Espanha, que está a ser promovida pela Redes
Energéticas Nacionais (REN). A informação foi avançada ontem pelo administrador da REN, Vítor
Batista, durante a conferência “Sistema Energético: a mudança no horizonte”, da Associação
Portuguesa de Energia.
Esta é uma etapa considerada crucial para o desenvolvimento deste gasoduto, abrindo-lhe assim as
portas de acesso aos fundos comunitários.
O anterior Governo de Passos Coelho e a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos
impuseram, como condição para a concessão de luz verde a este investimento, a existência de um
compromisso formal por parte de Bruxelas, bem como a articulação entre Portugal e Espanha e entre
estes dois países ibéricos e França. Objectivo: evitar um forte impacto nas tarifas dos consumidores
finais.
Com um comprimento estimado de 247 quilómetros, dos quais 162 quilómetros em território nacional,
esta interconexão irá ligar Celorico da Beira a Zamora, através de Vale de Frades, sendo o
investimento global estimado em 226 milhões de euros.
Dividido em três fases, a primeira deverá estar concluída em 2019 e custará cerca de 137 milhões de
euros. A segunda e terceira fases encontram-se agora programadas para 2022 e 2025.
Ao entrar na lista de projectos de interesse comum, a REN consegue, desde já, concorrer ao
financiamento de até 50% do valor gasto com os estudos técnicos, como é o caso dos traçados.
Segue-se a candidatura às verbas disponibilizadas para a construção do projecto.
A REN já fez saber que pretende maximizar o potencial de encaixe com fundos comunitários, o qual
pode ir até 50%.
Mas há outro elemento que ditará a celeridade desta interligação. Chama-se Midcat. Este projecto
envolve a construção de uma nova interligação entre Espanha e França (na zona leste dos Pirenéus)
e é a garantia de integração dos sistemas de gás natural ibéricos com o resto da Europa, sem
descurar a obtenção de apoio comunitário.
Para o administrador da Galp, Costa Pina, “não se identifica uma estratégia clara da União Europeia
na área das interligações de gás natural”, ao contrário do que sucede com a electricidade,
sublinhando que “há grande concentração de recursos financeiros para o reforço das interligações
eléctricas”. O mesmo responsável realçou que a capacidade de regaseificação de gás natural em
Portugal e em Espanha representa metade do volume de gás natural importado da Rússia, à qual se
junta a capacidade ociosa existente nos gasotuos ibéricos. Cenário que permite fazer destes dois
países a tão apregoada plataforma alternativa de entrada de gás natural para o centro da Europa.
Fonte: Económico (Portugal)


Deixe um comentário

CHINA ADQUIRIU CONCESSÕES DE HIDRELÉTRICAS.

A China Three Gorges (CTG) cumpriu o esperado e levou as concessões das hidrelétricas Jupiá e
Ilha Solteira no leilão de usinas existentes que foi realizado ontem pela Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel), em São Paulo. Com isso, a companhia chinesa se tornou a segunda maior geradora
elétrica de capital privado do Brasil.
As duas usinas, situadas no rio Paraná, na divisa dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul,
somam 5 mil megawatts (MW) de potência instalada. A aquisição, sem concorrente, levou o parque
gerador da CTG no país a 6 mil MW, atrás apenas da Tractebel (controlada pela franco-belga Engie),
que opera 7,3 mil MW.
Considerando todas as geradoras de energia com operação no país, a CTG ficará em quinto lugar,
depois das empresas do grupo Eletrobras, que somam cerca de 29,6 mil MW, Itaipu Binacional, que
tem 7 mil MW, e a Petrobras, que tem, por meio das suas termelétricas, 6,2 mil MW de potência.
Ilha Solteira e Jupiá custarão à chinesa R$ 13,8 bilhões em bônus da outorga. A despeito dos
obstáculos apontados por companhias brasileiras para conseguir financiamentos, a CTG não parece
ter problema com isso.
A companhia ainda não definiu a estrutura de financiamento, mas tem sobre a mesa diversas opções,
que incluem crédito de bancos brasileiros, captações no exterior e o apoio dos bancos chineses. A
exposição do capital da companhia ao câmbio, por exemplo, é um elemento considerado nesse mix.
A CTG tem de desembolsar 65% do valor, ou aproximadamente R$ 9 bilhões, até 30 de dezembro.
Os R$ 4,8 bilhões restantes terão que ser pagos até junho de 2016.
O Valor apurou que uma possibilidade avaliada pela companhia é utilizar capital próprio ou crédito de
bancos chineses no pagamento que terá de efetuar neste ano. O “pool de bancos” locais seria uma
opção para o pagamento da parcela restante, em 2016.
A opção inicial da companhia era se associar a outras companhias em um consórcio, de preferência
um parceiro local. No entanto, o prazo para uma negociação entre a publicação do edital e o leilão foi
considerado curto, e os chineses decidiram apresentar sozinhos a oferta, afirmou uma fonte com
conhecimento da operação.
A gigante chinesa de energia estudava há tempos um investimento de grande porte no Brasil. A
possibilidade de comprar as duas usinas veio em um momento oportuno. Neste ano, já havia feito um
movimento importante no Brasil ao comprar duas empresas de energia do grupo Triunfo, com
potência de 308 MW, pagando cerca de R$ 1,9 bilhão.
A companhia tem ainda 50% das hidrelétricas Jari e Cachoeira Caldeirão e 33% de São Manoel, em
parcerias com a EDP Energias do Brasil. A usina de Jari está em operação e as outras duas ainda
em construção. É dona também de 11 parques eólicos em parceira com a EDP Renováveis,
investimento anunciado em maio.
Dona da usina Três Gargantas na China, a CTG tem cerca de 100 mil MW de capacidade instalada
no mundo todo, montante que inclui empreendimentos em operação e em construção.
A demora na aprovação da MP 688 pelo Senado, possibilitando a cobrança legal da bonificação pela
outorga pelo governo, seria um obstáculo para a empresa. “A segurança jurídica foi fundamental para
que pudéssemos trazer todos os recursos pra cá”, afirmou, na coletiva de imprensa, João Meirelles,
executivo da companhia.
4
O escritório de advogacia Pinheiro Neto foi responsável pela assessoria jurídica da companhia na
operação. O Santander foi o líder na assessoria financeira, enquanto o Itaú foi co-líder.
Em nota, o presidente da CTG Brasil, Li Yinsheng, disse que as aquisições são uma demonstração
“clara e tangível” da intenção de investir e crescer no Brasil, que é um “mercado prioritário” em sua
estratégia de expansão internacional”. “Nossa experiência na construção e operação de
empreendimentos de grande porte nos ajudará a alcançar o objetivo de nos tornarmos uma empresa
de relevância no mercado de energia limpa do Brasil, contribuindo de forma significativa para o
desenvolvimento do setor energético do país”, completou Yinsheng.
Tendo os chineses como os principais atores do leilão, o governo conseguiu ainda emplacar os
demais lotes licitados. As estatais Cemig, Copel, Cesp e Celg fizeram lances para manter concessões
que não foram renovadas nos termos da MP 579, em 2012. A italiana Enel foi outra novidade: levou
duas usinas que foram da Copel.
Com isso, o governo conseguiu garantir a arrecadação de R$ 17 bilhões em bônus da outorga. A
Cemig vai desembolsar o segundo maior valor, de R$ 2,2 bilhões. A Copel aparece em seguida, com
R$ 574,8 milhões.
Apesar da novidade da obrigação do pagamento do bônus da outorga, as companhias conseguiram
deságio mínimo em relação aos valores máximos estabelecidos pela Aneel para a remuneração pela
prestação dos serviços. Esse preço equivaleu a um preço médio de R$ 124,88 o megawatt-hora
(MWh), deságio de 0,3%.
Fonte: Valor Econômico