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Não é só a Petrobras que realizou prejuízos.

Statoil reduz prejuízo para US$ 330,29 milhões com aumento da produção e redução dos custos

 

A estatal norueguesa Statoil, que trabalha na extração de gás natural e petróleo, diminuiu a perda líquida no terceiro trimestre para 2,8 bilhões de coroas norueguesas (US$ 330,29 milhões), em comparação com o prejuízo líquido de 4,7 bilhões reportados um ano antes (US$ 730,9 milhões). Analistas esperavam lucro líquido de 4,9 bilhões.

Segundo a empresa, a redução da perda foi ajudada pelo aumento da produção e pela redução de custos, mas os resultados ficaram abaixo das expectativas.

A receita da petrolífera caiu 24% no terceiro trimestre, para 112,2 bilhões coroas norueguesas, contra projeção de 119,53 bilhões de coroas norueguesas.

A empresa disse também que irá atrasar o início da produção no campo de gás Aasta Hansteen na Noruega e no campo Mariner no Reino Unido para o segundo semestre de 2018, de 2017 divulgado anteriormente. Os custos aumentaram em cerca de 9% em Aasta Hansteen e mais de 10% em Mariner desde a fase de planejamento, disse a empresa, acrescentando que os custos tinham sido reduzidos em 7% no campo gigante de Johan Sverdrup, na Noruega.

“Estou satisfeito com a forma como estamos reduzindo os custos, mas os preços baixos continuaram no terceiro trimestre, o que demonstra que temos que continuar a perseguir novas eficiências de custo”, disse o chefe-ecexutivo da Statoil, Eldar Sætre.

Segundo a companhia, as despesas de capital este ano devem ser de US$ 16,5 bilhões, ante previsão anterior de US$ 17,5 bilhões.

O lucro líquido ajustado antes de juros e impostos caiu para 16,7 bilhões coroas suecas, de 30,9 bilhões de coroas suecas no ano anterior, o nível mais fraco desde que a Statoil começou a relatar o Ebit ajustado em 2008 e abaixo da previsão de 17,84 bilhões de coroas suecas.

Fonte: Agência Estado


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PETROBRAS – Rota 3.

Rota 3 está programado para o segundo trimestre de 2018

Gasoduto vai elevar em 18 milhões de m³/dia a capacidade de escoamento do pré-sal

A Petrobras adiou para o segundo semestre de 2018 a previsão de entrada em operação do gasoduto Rota 3, ramal de escoamento de gás natural do pré-sal da Bacia de Santos, que estava programado para entregar em operação em outubro de 2017. O gasoduto vai interligar os campos da cessão onerosa ao Comperj, em Itaboraí (RJ), onde está sendo construída uma UPGN.
O investimento no Rota 3 vai ampliar em 18 milhões de m³/dia a capacidade de escoamento de gás do pré-sal, atualmente, de 20 milhões de m²/dia, com o Rota 1 (Lula-Mexilhão-UTGCA). O sistema ainda contará com o Rota 2, que começa a operar no primeiro trimestre de 2016, com 16 milhões de m³/dia de capacidade.
Neste mês, as obras da UPGN do Comperj foram interrompidas após o consórcio QGIT (Queiroz Galvão, Iesa e Tecna) e a Petrobras não chegarem a um acordo sobre o pagamento de aditivos. Em setembro, a Petrobras informou que não faria repactuação de valores e objeto do contrato e relicitaria as obras, caso o QGIT não aceitasse as condições vigentes.
O investimento previsto para o Rota 3 é da ordem de R$ 2,76 bilhões a serem 100% arcados pela Petrobras. O projeto inclui um trecho marítimo de 184 km, com diâmetro de 24 polegadas, além da instalação de equipamentos 02 ILTs (in-line tee), 02 PLEMs, 03 PLETs, 03 jumpers rígidos de conexão e um sistema de interligação ao Gasoduto Rota 2 (Cabiúnas).


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PETRÓLEO – Galp está “confortável” com os atuais preços do petróleo.

Galp está ‘confortável’ com preço do petróleo

O português Carlos Gomes da Silva, que assumiu a presidência executiva da Galp Energia em abril, disse que a empresa está “confortável” com os atuais preços internacionais do petróleo. O executivo evitou comentar as declarações feitas no mês passado pelo presidente da Pré-sal Petróleo S/A (PPSA) Oswaldo Pedrosa, de que o pré-sal é inviável com o preços do brent abaixo de US$ 55 o barril. Ontem o brent para entrega em dezembro fechou cotado a US$ 46,81.
Em entrevista por email, Silva disse que desconhece “o rigor e o contexto” das declarações e por isso preferiu não comentar. Mas afirmou que a seu ver a declaração se referia “a um valor médio” para uma carteira de diferentes projetos com custos diferentes no pré-sal brasileiro. A Galp tem fatias em 25 áreas no país.
“Em relação aos projetos em que estamos envolvidos e em que já estamos produzindo – e em concreto o projeto Lula/Iracema – a excelente produtividade dos reservatórios, a experiência e conhecimento obtido até ao momento e o potencial de otimização que antevemos, nos faz sentir confortáveis com valores bastante inferiores a esse”, disse.
A Galp divulgou ontem lucro líquido de € 27 milhões no terceiro trimestre de 2015, ante um prejuízo de € 8 milhões em igual período de 2014. Na comparação com o trimestre anterior, o lucro líquido caiu 73%. A produção diária de petróleo e gás atingiu 50 mil barris de óleo equivalente (BOE), o dobro do registrado no ano passado, foi impulsionada pela participação em áreas do pré-sal operadas pela Petrobras, além de Angola e Moçambique. No Brasil, produz 40 mil barris.
Silva admitiu que a Galp foi afetada pela queda das cotações do petróleo, mas observou que a empresa está em fase de “crescimento muito acelerado” o que ele atribuiu aos “extraordinários projetos” dos quais participa no pré-sal com a estatal brasileira.
Segundo o executivo, enquanto o aumento da produção permitiu “amortecer parte dos efeitos da queda das cotações do petróleo”, a queda dos preços da commodity também não trouxe apenas efeitos negativos.
E afirmou que acompanhando a queda das cotações do petróleo também caem, na mesma proporção, os custos de operação das refinarias, o preço dos combustíveis e outros produtos petrolíferos. O efeito é um aumento do consumo de combustíveis que ajuda as margens de refino. “Esta integração entre o upstream [exploração e produção] e o downstream [refino e comercialização] confere uma estabilidade muito importante às nossas contas. A Galp é uma empresa pequena mas muito resistente. Combina como poucas empresas deste setor um perfil tão equilibrado entre crescimento e solidez”, disse da Silva.
Segundo o executivo, o Brasil será o principal foco dos investimentos da Galp Energia nos próximos anos. Silva disse que os projetos no país consumiram 90% dos € 852 milhões investidos pela Galp até o terceiro trimestre de 2015 e o perfil deve se manter no próximo ano.
Sobre a admissão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) de que poderá flexibilizar regras de conteúdo local no país, Silva disse que a Galp está “confortável” com os compromissos de nacionalização dos projetos no Brasil.
Fonte: Valor Econômico


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GASODUTO – Russia ampliará a capacidade do Nord Stream.

Rússia inicia construção de gasoduto que ampliará Nord Stream

 

A Rússia deu início à expansão de um gasoduto que ampliará a capacidade do Nord Stream, que fornece gás russo à Alemanha e a outros países pelo fundo do Mar Báltico. O segundo fio do gasoduto Ukhta-Torzhok-2, que terá quase mil quilômetros de extensão, entre a república Autônoma dos Komi e a região central de Tver, e permitirá bombear 45 mil metros cúbicos de gás por ano. Este gasoduto, que permitirá à Rússia continuar a reduzir o trânsito de gás através da Ucrânia, começará a operar em 2019, informou o consórcio Gazprom. m junho a Gazprom, a holandesa Shell, a alemã E.ON e a austríaca OMV assinaram um memorando para dobrar a capacidade de bombeamento do Nord Stream. Esse gasoduto, que tem 1.224 quilômetros de extensão e funciona a pleno rendimento desde 2012, bombeia 55 mil metros cúbicos de gás por ano.

Fonte: Uol Economia


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PETROBRAS – As confissões do ínclito FHC.

FHC CONFESSA PREVARICAÇÃO! “EU SABIA DE TUDO”


[FHC ABAFOU CORRUPÇÃO PARA ATENDER INTERESSES DAS PETROLEIRAS ESTRANGEIRAS]

Para poder quebrar monopólio da Petrobras, FHC fingiu não saber de esquema de corrupção

“Com a ofensiva da direita conservadora, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso resolveu botar a cabeça para fora do buraco e lançar o livro “Diários da Presidência – volume I”, com anotações do tucano dos dois primeiros anos de seu governo.

Por Dayane Santos

É claro que ele selecionou muito bem o que supostamente seria publicável e vendável, mas deixou escapar um fato – por um ato falho ou propositalmente – que confirma mais uma vez que ele sabia do esquema de corrupção na Petrobras.

Segundo o “diário” de FHC, ele teria sido alertado sobre um “escândalo” na Petrobras em 1996. O ex-presidente descreve uma conversa que teve com ninguém menos que Benjamin Steinbruch, o dono da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), a maior companhia siderúrgica da América Latina que foi privatizada em 1993. Steinbruch foi nomeado por FHC para o conselho da Petrobras.

Relata o tucano: “Eu queria ouvi-lo sobre a Petrobras. Ele me disse que a Petrobras é um escândalo. Quem manobra tudo e manda mesmo é o Orlando Galvão Filho, embora Joel Rennó tenha autoridade sobre Orlando Galvão“. FHC está se referindo ao então presidente da BR Distribuidora (Galvão Filho) e ao então presidente da estatal (Joel Rennó).

O que FHC não conta é que foi nesse mesmo ano que o jornalista Paulo Francis fez uma denúncia ao vivo na TV, durante o programa “Manhattan Connection”, sobre um esquema de corrupção na estatal.

Ainda de acordo com as anotações seletivas de FHC, o que tirava seu sono era que na estatal “todos os diretores da Petrobras são os mesmos do conselho de administração“.

E apesar de dizer no livro-diário que se tratava de “uma coisa completamente descabida” e que estava muito indignado levando até a pensar que o fato necessitava de uma “intervenção”, o ex-presidente tucano admitiu que não fez nada.

Acho que é preciso intervir na Petrobras. O problema é que eu não quero mexer antes da aprovação da lei de regulamentação do petróleo pelo Congresso [que era muito generosa e interessante para as petroleiras estrangeiras], e também tenho que ter pessoas competentes para botar lá”, diz.

Enquanto a oposição tucana tenta dar um golpe no mandato da presidenta Dilma Rousseff por atrasar pagamentos aos bancos públicos para assegurar os programas sociais, o seu líder FHC confessa que se omitiu diante de fatos que ele mesmo admite a necessidade de intervenção, como presidente que era, mas se absteve para servir aos seus interesses e “do mercado”.

Quebra do monopólio do petróleo

Além dessa anotação do tucano que agora ele decide revelar, a história já mostrou que o verdadeiro interesse de FHC era privatizar a Petrobras e entregá-la ao cartel internacional de petróleo.

A lei que FHC se refere é a 9.478/97, de paternidade de David Zylbersztajn – seu genro e diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) durante o seu governo. Ele liderou a quebra do monopólio da Petrobras na exploração do petróleo no Brasil, realizando o primeiro leilão de áreas de exploração aberto à iniciativa privada, nos dias 15 e 16 de junho de 1999.

Foi justamente essa quebra de monopólio, tão esperada e desejada pelos tucanos [atendendo interesses das petroleiras estrangeiras], que facilitou os esquemas de corrupção na estatal. então, apesar de tentar transformar a decisão de não intervir em uma ação cautelosa, os fatos mostram o contrário e mais, revelam que a preocupação não era de proteger e fortalecer a estatal, mas enfraquecê-la para entregá-la aos cartéis [estrangeiros].

Esses fatos também são confirmados pelos depoimentos de réus confessos nas investigações da Operação Lava Jato. Embora os tucanos, com apoio da grande mídia, tentam mudar os fatos para favorecer seus interesses golpistas e criminalizar o governo PT, Pedro Barusco, ex-gerente da estatal e funcionário de carreira, confessou que os desmandos em propinas já existiam desde 1997, período citado por FHC.

Facilitou corrupção

Barusco detalhou em depoimento de delação premiada que começou a cobrar propina de empresas que pretendiam firmar contratos com a Petrobras, entre as quais, a empresa holandesa SBM. Na época, Barusco era gerente de Tecnologia de Instalações.

Ainda segundo Barusco, os pagamentos variavam de acordo com o valor do contrato, ou seja, não passava pelos caixas da Petrobras. Os valores dos contratos variavam entre US$ 25 milhões e US$ 50 milhões, o que fez Barusco acumular verdadeira fortuna num curto espaço de tempo.

Entre as obras que tiveram pagamentos ilegais, o ex-diretor citou um acordo, firmado em 1997 ou 1998, para o fornecimento de um navio para a Transpetro.”

FONTE: escrito por Dayane Santos no Portal “Vermelho”, com informações de agências  (http://www.vermelho.org.br/noticia/271761-1). [Título e trechos entre colchetes acrescentados por este blog ‘democracia&política’].

COMPLEMENTAÇÃO

Pelo jornalista e escritor Paulo Moreira Leite, diretor do “247” em Brasília

Agora é oficial: FHC sabia e não fez nada!

“Ao registrar em seu livro de memórias a confissão de que tinha todos os meios para investigar um esquema de corrupção na direção da Petrobras e não tomou nenhuma providência a respeito, Fernando Henrique Cardoso prestou um inestimável serviço ao país.

Embora o caso possivelmente possa ser considerado prescrito, se tivesse sido descoberto e denunciado durante seu mandato, entre 1995 e 2002, o então presidente poderia ter sido enquadrado no crime de prevaricação, tipificado no artigo 319 do Código Penal (“Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal“).

Se fosse um funcionário público comum, uma condenação poderia dar em pena de prisão, de três meses a um ano, mais multa. Como era presidente da República, FHC poderia ser alvo de um processo que poderia levar ao impeachment. Mais fácil que o penoso trabalho de Helio Bicudo e Miguel Reale Jr. Imaginou?

Para além de eventuais consequências jurídicas, resta a questão política atual. 

Informado pelo empresário Benjamin Steinbruch sobre quem comandava o esquema na maior empresa brasileira, Fernando Henrique nada fez. Isso permite questionar a credibilidade de quem, no início de 2015, enchia o peito para falar da Lava Jato. FHC disse no início do ano que era preciso chegar aos “altos hierarcas” envolvidos nas investigações — uma referência a Lula e Dilma.

Mas quando podia fazer sua parte, Fernando Henrique preferiu ficar quieto.

“Por que FHC cruzou os braços?”, perguntei aqui neste espaço, em fevereiro, num texto que debatia o silêncio tucano sobre uma denúncia de Paulo Francis, em 1996. Agora sabemos por quê.

Conforme “O Globo”, Fernando Henrique tenta justificar a postura com o argumento de que pretendia fazer mudanças nas regras da Petrobras e não queria atrapalhar um debate que julgava necessário. Como se sabe, seu governo tomou medidas favoráveis a privatização da exploração do petróleo [como querem as petroleiras estrangeiras], enfrentando uma vigorosa greve de resistência de petroleiros que não permitiu que fosse até o fim em seus planos.

Mas o argumento não ajuda o ex-presidente.

FHC assinou, no Planalto, o decreto 2745, que eliminou a necessidade de licitação nos investimentos da Petrobras — uma porteira aberta para a formação do clube de empreiteiras que iria dividir as obra da empresa em conversas entre amigos, sem disputa real.

O decreto 2745 é obra da assessoria jurídica do Planalto no governo de Fernando Henrique, cujo chefe era Gilmar Mendes, mandado ao Supremo no último ano de governo tucano. Hoje no TSE, Gilmar foi o ministro que mandou investigar possíveis ligações entre o esquema da Petrobras e a campanha de Dilma, abrindo ali uma das estradas da oposição para tentar chegar ao impeachment de qualquer maneira.

É até gozado, não?

O que se expressou, na atitude de FHC, foi uma moral de ocasião, de quem desperdiçou ótima oportunidade para estimular um debate honesto sobre a corrupção no Estado brasileiro. Comprova-se, agora, que ele não conheceu [não quis conhecer] a situação de perto durante seu governo. Também tomou a decisão de não investigar.

É uma postura que, pelo exemplo, só ajuda a desmoralizar — confesso que isso não me deixa nem um pouco incomodado — gravatões tucanos que estimulavam atitudes fascistas nas diversas CPI da Petrobras.

Não custa lembrar que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, abriu seu depoimento na CPI com um power point didático, onde exibia as quantias que cada partido — PT e PSDB à frente — havia recebido de cada uma das grandes empreiteiras denunciadas na Lava Jato. No mesmo dia, o líder do PSDB Carlos Sampaio defendeu a extinção legal do PT, logo depois que um provocador soltou um grupo de ratos na sala de depoimentos. Vaccari foi preso no dia seguinte pela manhã e encontra-se detido até hoje.”


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PETROBRAS – Produção no pré-sal supera 1 milhão de barris de óleo equivalente por dia.

Blog Fatos e Dados

Produção de óleo e gás natural no pré-sal supera patamar de 1 milhão de barris de óleo equivalente por dia


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A produção de óleo e gás natural que operamos na camada pré-sal se manteve acima de 1 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boed) no mês de setembro, com produção média de 1,028 milhão de boed, tendo atingido o recorde histórico de 1,12 milhão de boed no dia 15 deste mês. Neste mesmo dia 15 de setembro, foi batido novo recorde diário de produção operada de petróleo no pré-sal, com 901 mil barris por dia (bpd). Ao longo do mês de setembro, a produção média de óleo operada no pré-sal foi de 828 mil bpd.

Produção de óleo e gás natural em setembro

Nossa produção média de petróleo e gás natural, no Brasil e no exterior, em setembro, foi de 2,72 milhões de boed, frente a 2,88 milhões boed registrados em agosto, volume que, na ocasião, representou um recorde histórico de produção.

Produção de óleo no Brasil até setembro atinge média de 2,13 milhões de barris de petróleo por dia (bpd)

Nossa produção média de petróleo no país até o mês de setembro foi de 2,13 milhões de bpd. No mês de setembro, a produção de petróleo foi de 2,06 milhões de bpd. A redução de 6,7% em relação à produção de agosto (2,21 milhões de bpd) ocorreu, principalmente, devido a paradas programadas de grandes plataformas, com destaque à parada da plataforma P-52, para manutenção.

A produção própria de gás natural, excluído o volume liquefeito, foi de 75,0 milhões de m3/dia em setembro, resultado 2,8% inferior ao alcançado no mês anterior (77,2 milhões de m3/dia).

Com isto, nossa produção própria de petróleo e gás no Brasil em setembro foi de 2,53 milhões de boed, 6% abaixo do volume produzido em agosto (2,69 milhões de boed).

Produção de óleo e gás no exterior

No exterior foram produzidos, no mês de setembro, 188 mil boed, 1,5% abaixo dos 192 mil boed produzidos no mês anterior. A queda ocorreu, principalmente, no campo de Akpo, localizado na Nigéria, em decorrência das operações de limpeza realizadas no gasoduto de exportação, e do vencimento da concessão de parte do Bloco de Jaguel de los Machos, na província de La Pampa, na Argentina.

A produção média somente de petróleo em setembro foi de 97 mil bpd, 4,4% abaixo dos 101 mil bpd no mês anterior, também em razão dos motivos mencionados anteriormente.

A produção média de gás natural no exterior foi de 15,5 milhões m³/d, 0,3% acima da produção de agosto, que foi de 15,4 milhões m³/d.


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ENERGIA SOLAR – Painel solar já dá retorno financeiro em 5 anos.

Painel solar fotovoltaico já dá retorno financeiro em 5 anos com novas tarifas de luz

Só em 2014, foram instaladas ao redor do mundo painéis de energia solar suficientes para gerar o equivalente a 50 usinas de Angra 1. A estimativa, feita pelo site Portal Solar, é a prova da popularização dessa matriz energética. Além das vantagens ambientais, o modelo é uma boa opção para o bolso: hoje, já é possível recuperar o investimento da instalação em até cinco anos – e o equipamento dura 25.

A reportagem foi publicada por EcoDebate, 22-10-2015.

O retorno financeiro mais rápido é resultado, por um lado, da infraestrutura para captação solar em média 70% mais econômica de 2008 para cá. Por outro, é também reflexo da crise hídrica, que fez a tarifa de luz subir. “Não há perspectivas de que a conta fique mais barata”, afirma Carolina Reis, diretora do Portal Solar. “Pelo contrário, tudo indica um agravamento da crise hídrica e aumento das tarifas.”

Para se adequar a esta nova realidade, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) publicou a NR 482, que regula o acesso dos micro e minigeradores à rede elétrica, assim como sua compensação. Isso permite a instalação de painéis fotovoltaicos – responsáveis por absorver a luz do sol e a transformar em eletricidade – em um sistema integrado ao das companhias de distribuição estaduais.

Em resumo, isso significa que nas residências ou empresas que contarem com a tecnologia, esta substituirá a energia da distribuidora sempre que houver sol suficiente e, no caso de excesso, o restante será devolvido para a rede pública. No mês seguinte, esse montante será descontado da conta.

Em São Paulo, por exemplo, a diretora do Portal Solar diz que a instalação de módulos fotovoltaicos para suprir a demanda de uma casa que gaste entre R$ 140 e R$ 150 de luz por mês custa, em média, R$ 15 mil. Já no caso de gastos mensais ao redor de R$ 500, a infraestrutura sairia por R$ 39 mil. “O retorno do investimento depende da região, tanto pela capacidade de produção da energia solar quanto pelas tarifas de luz. No Rio e em Minas, estados em que a conta é mais cara, o payback é ainda mais rápido”, explica ela.

Para 2016, a expectativa é que o setor de energia solar no Brasil cresça até 1.000%. Uma prova de como essa matriz vem se popularizando é a entrada de novas empresas do ramo no mercado. “Cerca de 40 prestadoras de serviço se cadastram em nosso site todo mês”, fala Carolina. Além de concentrar informações sobre energia solar, o Portal Solar atua como uma espécie de “hub” do segmento: oferece orçamentos gratuitos para os interessados com um pequeno custo para as empresas, cerca de 500 espalhadas por todo o Brasil.

Com relação às preocupações com a sustentabilidade, a especialista lembra que um painel fotovoltaico gera, em um ano, toda a energia gasta em sua produção. Além disso, 99% dos seus componentes são recicláveis. “Com a escassez energética, fazer uso de uma matriz que só depende de um recurso inesgotável, a luz solar, significa segurança em um futuro não tão distante”, finaliza Carolina.

Sobre o Portal Solar

Portal dedicado à difusão de informações sobre energia solar e que reúne cerca de 500 empresas que prestam esse serviço em todo o Brasil. De forma gratuita, o Portal Solar oferece orçamentos para os interessados a instalar painéis fotovoltaicos em suas casas ou empresas. Hoje, recebe, em média, dois mil pedidos de orçamento por mês. www.portalsolar.com.br


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COSTA RICA – O país da energia verde.

Costa Rica, o país da energia verde

Sob um calor sufocante, milhares de operários terminam a construção da gigantesca usina hidrelétrica de Reventazón, que se ergue em meio à selva no leste da Costa Rica. Sua barragem de 130 metros de altura e seu reservatório de 188 milhões de m3 de água poderão permitir que o país produza, em 2016, 100% de sua eletricidade a partir de energias renováveis.

A reportagem foi publicada por UOL,

É uma das principais obras do istmo centro-americano depois da ampliação do canal do Panamá e da construção do canal da Nicarágua. Instalada à beira do rio Reventazón, a uma centena de quilômetros da capital, San José, a usina alimentará 525 mil casas, e deverá entrar em funcionamento em março de 2016, reforçando um mix energético que já se mostrou eficaz.

De janeiro a outubro, 98,7% da eletricidade foi produzida a partir de energias renováveis. Somente 1,3% provinha de energias fósseis, contra 10,4% em 2014.

Esse sucesso se explica por uma série de políticas voluntaristas, lançadas em 1949. Nesse ano, o presidente José Figueres Ferrer (1948-1949, 1953-1958, 1970-1974) criou o Instituto Costarriquenho de Eletricidade (ICE), nacionalizando a produção e a distribuição da eletricidade.

Desde então, o ICE continua à frente de quase um monopólio, que coloca grande ênfase na energia hidráulica, principal fonte de eletricidade em uma zona tropical bastante chuvosa.

Mas o aquecimento global e a crescente irregularidade das chuvas estão obrigando o ICE a diversificar sua produção. Parques eólicos, públicos e privados, hoje fornecem 10,3% das necessidades elétricas da Costa Rica, ao lado das energias de biomassa (0,85%) e solar (0,01%), mais minoritárias. Como o sol e o vento variam, o ICE também privilegia a energia terrestre, que é mais estável.

Com uma centena de vulcões, sendo cinco em atividade, a geotermia já representa 12,9% da produção elétrica. Até 2019, uma sétima usina está prevista para os flancos do vulcão Rincón de la Vieja, no noroeste do país, mas essas demoradas e caras obras limitam o potencial geotérmico do país (850 megawatts).

Oposição das comunidades indígenas

Para evitar ter de recorrer aos combustíveis fósseis, o ICE está apostando na construção de uma nova usina hidrelétrica no sul do país. Batizada de “El Diquís”, ela deverá dispor de uma potência de 650 MW até 2025, ou seja, o dobro da Reventazón.

Mas o projeto tem enfrentado a oposição de comunidades indígenas locais, que deverão ser consultadas antes do início da obra. Em caso de recusa, a importação de gás natural pode acabar sendo necessária para atender às demandas crescentes de um país onde os parques nacionais e as zonas protegidas recobrem 25% do território.

O difícil equilíbrio entre desenvolvimento econômico e respeito ao meio ambiente ameaça uma outra meta anunciada pelo governo e reafirmada para a conferência mundial sobre o clima, a COP21, que será realizada em Paris em dezembro: tornar-se a primeira nação neutra em carbono já a partir de 2021.

A eletricidade só representa um quarto da produção energética desse país de 5 milhões de habitantes, sendo que o resto provém de combustíveis fósseis, cujos principais consumidores são os transportes.

Os engarrafamentos na zona metropolitana de San José, que concentra mais da metade da população, são proporcionais aos desafios que a Costa Rica enfrentará para honrar suas promessas ambientais.


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PETROBRAS – ANP é contrária a venda minoritária da Gaspetro.

Para superintendente da agência, negócio é prejudicial ao desenvolvimento do mercado de gás natural brasileiro
A venda de parte minoritária da Gaspetro é prejudicial ao desenvolvimento do mercado de gás natural brasileiro, segundo o superintendente de Comercialização e Movimentação de Petróleo, Derivados e Gás Natural da ANP, Guilherme de Biasi Cordeiro. A declaração do dirigente foi feita durante o XVI Congresso Brasileiro de Energia, realizado na quarta-feira (21/10), no Rio de Janeiro, onde também estava presente o gerente de Gás e Energia da Petrobras, Hugo Repsold.
“A visão da ANP é de que as distribuidoras, assim como as transportadoras de gás natural, precisam ser independentes e não devem estar atreladas aos interesses de uma única companhia”, argumentou o superintendente.
A Petrobras está negociando 49% da Gaspetro com a japonesa Mitsui, o que ainda a manteria no controle acionário da empresa nas mãos da petroleira. A Gaspetro detém ativos em grande parte das distribuidoras de gás natural do país.
Cordeiro disse ainda que a garantia de livre acesso aos gasodutos de transporte deve favorecer o surgimento de novos agentes no setor e o desenvolvimento do mercado de gás natural. “No entanto, a ANP entende que não é possível implementar o livre acesso se o transportador tiver interesse em outros elos da cadeia”, afirmou.
A Transportadora Associada de Gás (TAG), subsidiária da Petrobras, controla as malhas de transporte do Sudeste e Nordeste, incluindo o Gasene e o Urucu-Manaus, e está na lista de ativos que podem entrar no plano de desinvestimentos da estatal. Ainda não se sabe, contudo, se a Petrobras pretende manter o controle acionário da TAG, como deve fazer com a Gaspetro.
Ação judicial
A venda de participação na Gaspetro está sendo questionada na Justiça. Na última semana, a Termogás, empresa de participações do empresário Carlos Suarez, teve deferida uma ação cautelar para que a Gaspetro forneça documentos relacionados à negociação.
A Termogás reúne participações acionárias de Suarez, que foi sócio fundador da OAS em oito distribuidoras estaduais de gás. Em seis delas – Gasmar (MA), Gaspap (AP), CEBGAS (DF), Rongas (RO), Gaspisa (PI) e Agencia Goiana de Gas, Canalizado (Goiagas) – a empresa de Suarez é sócia da estatal.
A liminar foi obtida pouco depois de o governo da Bahia ter notificado a Petrobras sobre a existência de acordo de acionistas que concede ao estado poder de veto e de indicação para cargos de gestão na Bahiagas, da qual a Gaspetro tem 41,5%.
Em comunicado à CVM, a Petrobras disse que, até o momento, a Gaspetro não foi intimada da decisão, e assegurou que a possível venda de participacao na empresa não afeta os direitos garantidos no acordo de acionistas.
A petroleira ressaltou que a conclusão da transação está sujeita à aprovação de seus termos e condições finais pela Diretoria Executiva e pelo Conselho de Administracao da companhia, assim como dos orgãos reguladores competentes.
Fonte: Brasil Energia


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PETROBRAS – Venda parcial da Gaspetro.

Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras quer controle estatal na Gaspetro

Venda parcial da Gaspetro prejudica “interiorização da distribuição de gás”, diz deputado Davidson Magalhães
A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras manifestou nesta quinta-feira (22/10) posição contrária à venda de 49% da Gaspetro para a Mitsui, defendendo que a Petrobras mantenha um controle mais amplo na companhia. A visão foi apresentada pelo deputado Davidson Magalhães (PCdoB-BA), presidente da frente parlamentar, em sessão plenária da Câmara dos Deputados.
“O desinvestimento [da Petrobras] não pode ocorrer em áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico, especialmente no Nordeste, onde a participação da Gaspetro é fundamental para a manutenção do controle estatal”, afirmou Magalhães, que já foi presidente da Bahiagás.
De acordo com o deputado, a venda da Gaspetro não é estrategicamente interessante, uma vez que a ampliação da presença de companhias privadas nas distribuidoras afetaria a tomada de decisão do governo, “criando uma política ruim para o Nordeste no que diz respeito à interiorização da distribuição de gás na Bahia e nos outros estados”, garantiu.
Em sua declaração, o presidente da frente também disse que a venda parcial da Gaspetro causará “um desequilíbrio no acordo de acionistas, que impõe ao estado a maioria do capital”. Recentemente, a Secretaria de Infraestrutura da Bahia enviou uma notificação à Petrobras afirmando que “se a transação se configurar, a Mitsui será detentora de um poder administrativo maior do que o previsto no acordo de acionistas da Bahiagás”.
Em resposta, a Petrobras informou que a possível venda de 49% da Gaspetro à Mitsui “não afetará o controle efetivo do governo estadual sobre a Bahiagás, que continuará detendo 51% das ações ordinárias [da distribuidora]”. A petroleira garantiu que a operação comercial não vai alterar os direitos garantidos pelo acordo de acionistas ao Estado da Bahia.
Posições contrárias
Em visão oposta, a ANP defendeu que a venda da Gaspetro deveria ser feita de forma majoritária, resultando na saída da Petrobras do controle acionário da companhia. “As distribuidoras, assim como as transportadoras de gás natural, precisam ser independentes e não devem estar atreladas aos interesses de uma única companhia”, afirmou na última quarta-feira (21/10) o superintendente de Comercialização e Movimentação de Petróleo, Derivados e Gás Natural da ANP, Guilherme de Biasi Cordeiro.
No final de setembro, a Petrobras anunciou que negocia com a Mitsui a venda de 49% da Gaspetro, holding que representa as participações da petroleira nas distribuidoras de gás natural do país, entre elas a Bahiagás. “A conclusão dessa transação está sujeita à aprovação de seus termos e condições finais pela diretoria executiva e pelo conselho de administração da Petrobras, assim como dos órgãos reguladores competentes”, afirmou em nota.
Fonte: Brasil Energia