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PETROBRAS – Conclusão das obras no Comperj.

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Petrobras negocia com chineses e europeus parceria para concluir obras no Comperj

Em busca de um sócio estratégico estrangeiro para concluir as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí (RJ), a Petrobras já identificou ao menos quatro potenciais parceiros na Ásia e na Europa, segundo fontes do governo a par das negociações. Em agosto, uma missão da estatal foi à China, e, em setembro, outro grupo foi à Europa conversar com investidores que manifestaram interesse e atendem ao perfil que a empresa busca. Sem recursos para bancar os 13% restantes da primeira refinaria (trem 1), a Petrobras quer um sócio com experiência na área para financiar a conclusão da obra e, a partir daí, participar da operação da refinaria e usufruir dos rendimentos na proporção de sua presença no negócio.
O Comperj é um dos empreendimentos em que houve pagamento de propina e participação de um cartel de fornecedores, segundo delações premiadas da Operação Lava-Jato. O projeto inicial era de uma unidade de gás natural, duas refinarias e uma petroquímica. O prejuízo estimado por técnicos da estatal com o desvio de recursos e atrasos nas obras chega a US$ 14,3 bilhões, segundo documento enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU).
SEM OPÇÕES DE PARCERIA NO MERCADO LOCAL
As obras da primeira refinaria foram suspensas em dezembro devido a restrições de caixa da estatal. A segunda refinaria não deve sair do papel, e o projeto de petroquímicas foi cancelado em julho de 2014. Diante deste quadro, a única obra em curso no Comperj era referente à unidade de processamento de gás natural. Mas o consórcio responsável pela construção, o QGIT, formado por Queiroz Galvão, Iesa Óleo & Gás e Tecna, informou que desmobilizaria sua equipe por dificuldades financeiras. Em nota, o consórcio QGIT disse que, diante da crise econômica atual e de seus efeitos no câmbio e no mercado financeiro, “se viu compelido a estabelecer uma preventiva e temporária suspensão do ritmo das obras da UPGN, dentro do Comperj”. O consórcio informou, ainda, que as negociações com a Petrobras “prosseguem visando com brevidade superar os impactos e retomar plenamente as atividades”. A Petrobras diz que está “tomando todas as medidas necessárias no sentido de que o consórcio não paralise as obras”.
No auge das obras, há três anos, o Comperj chegou a quase 30 mil trabalhadores. O custo do projeto é considerado um entrave para atrair um sócio.
— A Petrobras já vem tentando há algum tempo achar um sócio. Não é fácil, ainda mais com a conjuntura atual — disse Haroldo Lima, ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
A avaliação da Petrobras é que os prejuízos do passado não serão recuperados, mas não seria sensato abandonar um empreendimento com 87% das obras concluídas.
A busca de um investidor estrangeiro começou a partir da avaliação de que não há empreendedores nacionais em condições de assumir a conclusão do Comperj, já que as grandes empreiteiras estão em crise desde que a Operação Lava-Jato foi deflagrada e nem a Petrobras tem condições de bancar a obra com recursos próprios.
No caso da Refinaria do Nordeste (Rnest), conhecida como Abreu e Lima — também citada na Lava-Jato —, a Petrobras está finalizando a obra com recursos próprios, na medida de suas disponibilidades. Com problemas de caixa, a estatal quer focar sua atuação na exploração e produção de petróleo. Anteontem, a Petrobras anunciou mais um corte nos investimentos, de US$ 11 bilhões entre 2015 e 2016, no esforço de mostrar ao mercado que está empenhada em equacionar a dívida bilionária.
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No cenário atual, não há previsão de novo aumento dos combustíveis no curtíssimo prazo, segundo interlocutores da cúpula da empresa, mas a mesma fonte destacou que qualquer decisão não levará em conta o impacto na inflação, já que o foco da atual gestão é o equilíbrio do caixa.
Como parte dessa estratégia, a Petrobras captou R$ 4 bilhões junto ao Banco do Brasil para saldar dívida de US$ 1 bilhão com outro banco nacional privado e fugir do risco cambial. Segundo fontes, outras operações semelhantes podem ocorrer, se a empresa considerar vantajosa a troca de dívidas.
Para 2016, a preocupação da companhia é a rolagem da dívida, que pode chegar a R$ 500 bilhões no terceiro trimestre, segundo estimativas do mercado.
ENTIDADES PEDEM FIM DO MONOPÓLIO NO PRÉ-SAL
Enquanto a estatal busca reorganizar as contas, ontem, 23 associações do setor de petróleo se reuniram para enviar ao governo novas propostas para o setor. A principal delas, segundo Eloi Fernández y Fernández, diretor-geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), é o fim da Petrobras como operadora única do pré-sal. Ele destacou, ainda, mudanças na política industrial para o setor, com regras mais simples de conteúdo local e regularidade de leilões de blocos de exploração. Para Fernández, o fim da obrigação da Petrobras como operadora no pré-sal é importante para viabilizar novos leilões na área e evitar que a rede de fornecedores trabalhe com apenas um único cliente.
Fonte: O Globo Online

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Autor: carlosadoria

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