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EUA – Fraturamento hidráulico: metade da capacidade de fraturamento se encontra ociosa.

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Empresas de ‘fracking’ estão ameaçadas nos EUA

Uma onda de empresas indo à falência ou fechando as portas está varrendo o setor de petróleo dos Estados Unidos e colocando em risco dezenas de firmas de fraturamento hidráulico, dizem especialistas da área.
A maioria das prestadoras de serviço que ajudam as companhias de petróleo e gás natural a perfurar e fraturar poços nos EUA são firmas de pequeno porte, de capital fechado e poucos anos de operação. Elas pertencem a uma leva de novos participantes do setor — que agora se veem em dificuldade diante da queda dos preços do produto para abaixo de US$ 50 o barril.
Uma das vítimas mais recentes é a Pro-Stim Services. Criada em 2011 com apoio da Turnbridge Capital LLC, uma firma de private equity, a empresa trabalhou para petrolíferas ansiosas para aumentar a produção em Estados como o Texas e a Louisiana.
“A [formação de xisto] Haynesville Shale estava a todo vapor na época”, diz Bubba Brooks, que fundou a empresa em Longview, Texas, depois de quase 20 anos trabalhando no setor de petróleo.
A Pro-Stim sobreviveu os primeiros anos apesar da competição acirrada. Mesmo com um novo concorrente parecendo entrar no mercado toda semana, o preço do petróleo estava alto e subindo mais, aquecendo a demanda pelos serviços de fraturamento hidráulico — a técnica, também chamada de “fracking”, que permitiu retirar petróleo e gás de formações rochosas de xisto, antes inexploráveis.
Mas os preços do petróleo despencaram 50% desde meados de 2014 até o início deste ano, e a Pro-Stim fechou as portas no começo do ano.
Várias outras empresas estão em situação semelhante. Pelo menos cinco firmas de fracking entraram com pedido de insolvência, pararam de operar ou fecharam as portas, segundo a IHS Energy, uma consultoria do setor. Outros analistas dizem que o número pode ser maior e preveem que muitas outras empresas terão o mesmo destino ou vão se consolidar numa febre de fusões.
Analistas do setor petrolífero no banco Wells Fargo & Co. dizem que até metade da capacidade de fraturamento hidráulico dos EUA se encontra ociosa.
As empresas de serviço que ajudam a perfurar e colocar poços em produção eram tradicionalmente conglomerados enormes — como a Schlumberger Ltd. e a Halliburton Co. — com operações no mundo todo.
A Schlumberger tem sedes em Paris e Houston e a Halliburton , em Houston e Dubai.
Elas também estão às voltas com os preços baixos do petróleo e, juntamente com suas concorrentes, já demitiram 55 mil pessoas ao redor do mundo durante a crise atual. Para enfrentar a situação, as grandes companhias de serviço também estão reduzindo seus preços, em alguns casos para níveis tão baixos a ponto de empurrar empresas menores para fora do mercado, dizem analistas e especialistas do setor.
As pequenas “startups” começaram a desafiar gigantes como a Schlumberger e a Halliburton em 2008, quando as petrolíferas adotaram o fracking, processo que consiste em bombear para dentro dos poços uma solução de água, areia e químicos a alta pressão. O fluido “fratura” as densas rochas de xisto, liberando o petróleo e o gás que estavam presos em seus poros. Essa técnica intensiva ajudou a elevar a produção de petróleo dos EUA para seu maior nível em quase meio século.
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O boom da perfuração, que começou na esteira da recessão econômica global e depois ganhou força, ofereceu às novatas do setor um grande volume de trabalho desde o Texas até Dakota do Norte.
“Houve aquele excesso inicial, todo mundo ficou louco. Empresas pequenas pipocavam”, diz Caldwell Bailey, consultor da IHS. Havia cerca de 50 empresas de fraturamento na América do Norte, diz ele.
Mesmo quando os preços do petróleo atingiram um pico de mais de US$ 100 por barril, em meados de 2014, a forte concorrência entre as pequenas empresas de fraturamento hidráulico representava, para muitas delas, uma batalha para proteger margens de lucro.
O mercado passou dessa competição acirrada para um estado de quase inexistência em alguns campos. O volume de serviços de fracking caiu cerca de 40% até agora em 2015 em relação a um ano atrás e o preço de uma operação recuou 35%, segundo a consultoria Spears & Associates.
Os títulos de dívida de várias pequenas firmas de serviço de capital aberto, como a Key Energy Services Inc. e a Basic Energy Services, vêm sendo negociados como papéis de alto risco, ou seja, com grandes descontos no valor de face, segundo dados da FactSet. As ações dessas empresas caíram mais de 75% nos últimos 12 meses.
Analistas da Evercore ISI preveem que, em certos nichos do setor de serviços de petróleo, até 35% das empresas terão desaparecido até o fim de 2016.
“Além das empresas que já faliram, parece, para nós, que muitas outras estão insolventes atualmente ou perto disso”, diz James West, analista da Evercore. “Muitas podem ainda não saber. Muitas estão se agarrando à esperança de uma recuperação rápida [no setor] ou de somente chegar à próxima retomada.”
Colin Raymond formou a Compass Well Services há cinco anos para fraturar poços de petróleo. Na época, não havia equipamento de bombeamento o suficiente para completar todos os novos poços que as empresas queriam perfurar. A empresa, com sede em Fort Worth, Texas, floresceu. Hoje, a Compass ainda está fazendo outros trabalhos em campos de petróleo, mas todo o seu equipamento de fraturamento está ocioso em um pátio industrial no sul do Texas. “Vamos usar no futuro, quando os preços melhorarem”, diz Raymond. “Não vamos perder dinheiro e nos desfazer dos equipamentos.”
Fonte: The Wall Street Journal

Autor: carlosadoria

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