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PETRÓLEO – Preço a U$ 20 talvez provocasse redução na produção do produto.

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A Agência de Informação sobre Energia dos EUA estima que a produção dos EUA vai recuar de 9,6 milhões de barris por dia em abril para 8,6 milhões em agosto de 2016, antes de começar a subir de novo.
Analistas do Goldman Sachs Group Inc., conhecidos por suas previsões notáveis sobre o mercado de petróleo, dizem que o preço de referência do produto — que nos Estados Unidos está hoje em cerca de US$ 45 o barril — poderia ter que recuar até US$ 20 para acabar com o excesso de oferta global.
Embora o petróleo a US$ 20 não seja a previsão do banco americano, o cenário radical ressalta a surpreendente força da produção mundial de petróleo após a queda expressiva nos preços ocorrida no ano passado. A estimativa intensifica o debate sobre quanto mais os preços terão que cair antes que empresas dos EUA até a Arábia Saudita e a Rússia reduzam sua produção de forma significativa.
Embora tenha ficado cada vez mais claro, nas últimas semanas, que a produção americana está caindo, os observadores do mercado estão divididos sobre qual será o tamanho do recuo no boom de petróleo de xisto e como os produtores estrangeiros irão responder a isso. Outra incógnita é o Irã, que informou que irá produzir o maior volume de petróleo possível se as sanções ocidentais forem suspensas.
A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) informou na sexta-feira que a produção de petróleo de xisto dos EUA cairá em cerca de 400 mil barris diários em 2016, dando à Arábia Saudita uma chance de reconquistar parte da força perdida com o aumento da produção americana nos últimos anos.
Os preços do petróleo nos EUA caíram 2,8% na sexta-feira, para US$ 44,63 por barril, na Bolsa Mercantil de Nova York, 52% abaixo do nível de um ano atrás. Já o petróleo Brent, a referência global, recuou 1,5%, para US$ 48,14 o barril, na bolsa de futuros ICE, em Londres.
Em um relatório, o Goldman Sachs afirma que é mais provável que preços a US$ 40 o barril nos EUA durante o quarto trimestre do ano e o primeiro trimestre de 2016 sejam baixos o suficiente para desencorajar investimentos em produção nova e reduzir o excesso global de petróleo.
Todos os tipos de empresas de petróleo dos EUA, incluindo aquelas com classificação de crédito elevada, precisariam reduzir a produção, afirma o banco.
Se a produção não cair como esperado, os tanques de armazenagem de petróleo poderiam ficar repletos, o que significa que os preços teriam que cair imediatamente para abaixo do custo de produção para evitar que os produtores extraíssem mais petróleo. O custo de produção de algumas empresas que produzem petróleo de xisto está em torno de US$ 20 por barril, segundo o banco. Tanto o Goldman como a AIE enfatizam que a indústria americana de petróleo pode enfrentar mais problemas. Os EUA são um dos três maiores produtores mundiais, graças ao boom na produção de petróleo de xisto nos últimos anos. Com a Arábia Saudita e outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo se recusando a reduzir a produção, analistas dizem que serão necessários cortes nos EUA para equilibrar oferta e demanda.
“O excesso de oferta no mercado de petróleo é ainda maior do que esperávamos”, afirma o Goldman Sachs.
A produção americana já começou a cair em relação ao pico registrado em abril, segundo a Agência de Informação sobre Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês). A EIA estima que a produção dos EUA vai recuar de 9,6 milhões de barris por dia em abril para 8,6 milhões em agosto de 2016, antes de começar a subir de novo.
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A IEA, que é sediada em Paris e assessora alguns dos maiores consumidores mundiais de petróleo, observou que qualquer queda nos EUA daria à Opep — liderada pela Arábia Saudita, o maior exportador mundial do produto — mais influência sobre o mercado em 2016. O grupo pode elevar sua produção no próximo ano em consequência, afirma a IEA. A Opep produziu 31,6 milhões de barris por dia em agosto, acima de sua meta de 30 milhões de barris diários.
No ano passado, a Opep abandonou sua estratégia de cortar a produção para impulsionar os preços,
deduzindo que o mundo estava com um excesso tão grande de petróleo que uma redução não só não faria diferença, mas também permitiria que outros produtores roubassem parte do seu mercado.
A nova estratégia derrubou ainda mais os preços. A Opep apostou que a queda nos preços forçaria produtores com custos mais elevados a sair do mercado.
Isso não aconteceu imediatamente, mas a nova queda nos preços ocorrida em agosto mudou a equação, afirma a IEA.
“O cenário de preços menores está obrigando o mercado a se comportar como deveria ao reduzir a produção e encorajar a demanda”, afirma a IEA. “Diante disso, a estratégia da Opep, liderada pelos sauditas, de defender sua fatia de mercado independentemente do preço parece que está surtindo o efeito desejado, eliminando a ‘produção ineficiente’ e mais cara.”
O colapso dos preços do petróleo estimulou o crescimento da demanda. O consumo de combustível nos EUA subiu este ano, com os consumidores aproveitando os preços relativamente baixos nas bombas e o fortalecimento da economia. Os preços da gasolina no varejo estavam em cerca de US$ 0,62 o litro na sexta-feira, segundo a Associação Americana do Automóvel, uma queda acima de US$ 0,26 ante um ano atrás. Os preços na bomba devem cair ainda mais nos próximos meses devido ao tradicional recuo da demanda após o fim das férias de verão nos EUA.
Mesmo assim, a expectativa é que a demanda não seja forte o suficiente para eliminar o excesso de petróleo. Há receios, por exemplo, de que o consumo de matérias-primas na China vai cair, segundo indicadores recentes da desaceleração da economia do país, o segundo maior consumidor mundial de petróleo, depois dos EUA
Fonte: The Wall Street Journal

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Autor: carlosadoria

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