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GÁS – Mega descoberta no Egito.

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Mega descoberta no Egito ameaça reconfigurar mapa africano do gás

Zhor é a maior descoberta de gás de sempre do Mediterrâneo. Foi feita pela italiana Eni, detentora de 8% do capital da Galp Energia, e deverá consolidar o Egito entre os grandes produtores de gás do continente.
A euforia domina por estes dias o setor do gás. Não é para menos. Desde as descobertas feitas, já lá vão três anos, ao largo da costa de Moçambique que não se via nada assim.
O mega-campo de gás, que dá pelo inspirador nome de Zohr, está localizado nas águas profundas do Egito. É, segundo o seu descobridor, a empresa Eni, petrolífera que já dominou o capital da portuguesa Galp Energia, onde atualmente ainda detém 8%, a maior descoberta alguma vez feita no mar Mediterrâneo e a 20.ª descoberta de sempre no mundo.
No mapa de África, que, no seu todo, é um continentes mais importantes na produção e extração de petróleo e de gás natural, trata-se do mais relevante achado de gás desde 2013.
A descoberta é tão importante que poderá mesmo vir a reconfigurar o mapa energético da zona do Mediterrâneo e do Médio Oriente, fazendo renovar o interesse pela exploração gasífera neste continente onde, depois das mega-descobertas ocorridas na África Oriental no início da década, passaram-se vários anos sem que nada de espetacularmente novo acontecesse.
Se, para o mundo em geral e para o setor do gás em particular, Zohr é de extrema importância, o que dizer para o Egito? A zona identificada pela Eni, que cobre grandes campos de gás natural e se situa a 1.450 metros de profundidade no campo Shorouk, ao largo da costa egípcia, poderá albergar reservas de gás natural que podem atingir os 2.832 milhões de metros cúbicos, o equivalente a 55 milhões de barris de petróleo bruto.
A descoberta foi feita por uma das “big seven”, designação dada ao grupo das sete maiores companhias de petróleo do mundo, menos de três meses depois de ter assinado com o Ministério do Petróleo egípcio um acordo de exploração no valor de 2 mil milhões de dólares, visando a exploração de recursos no Sinai, no Golfo de Suez, no Mediterrâneo e no Delta do Nilo, entre outros lugares.
Segundo a Eni, prevê-se que a produção em Zhor comece dentro de 30 a 36 meses, isto é, daqui a três anos.
Com uma economia a ressentir–se da quebra do turismo em virtude do clima de instabilidade política, iniciado na Primavera Árabe e que levou à destituição do primeiro Presidente da República eleito em 30 anos, o líder da Irmandade Muçulmana Mohamed Morsi, e agravado por focos de terrorismo extremista, o Egito agradece a sorte.
Segundo o porta-voz do Ministério do Petróleo, Hamdy Abdel-Aziz, os rendimentos decorrentes da exploração de Zohr poderão colmatar as necessidades energéticas do país. As autoridades egípcias têm como meta alcançar a auto-suficiência energética no prazo de cinco anos, com Zohr e outros campos explorados ao largo das costas do país.
Segundo algumas estimativas, a exploração de Zohr poderá igualmente converter o Egito num país exportador de gás já a partir de 2020.
Nas ruas do Egito e, em particular, do Cairo, esta descoberta é igualmente encarada como passível de constituir um golpe duro para Israel e algumas empresas europeias envolvidas nas negociações para o fornecimento de gás ao Egito.
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Por tudo o que poderá dar, o campo de gás Zohr deverá consolidar o Egito entre os grandes produtores de gás de África e reforçar a sua posição no grupo dos estados com as maiores reservas de gás natural do continente.
O aspeto simbólico também está presente em Zohr, dado tratar-se de um dos poucos mega achados da atualidade, depois da febre de descobertas do início desta segunda década do século XXI. Quando, por exemplo, no espaço de três anos, entre 2010 e 2012, a norte-americana Anadarko e a italiana Eni descobriram, ao largo da costa de Moçambique, um volume de gás explorável equivalente a 18 mil milhões de barris de petróleo.
Argélia quer relançar produção de gás natural. Plano de Investimento ascende a 80,5 mil milhões
A Argélia prevê aumentar sua produção de gás em 13% dentro de quatro anos, apesar da conjuntura desfavorável em que se encontra a indústria de hidrocarbonetos nacional.
Prevê-se que a produção de gás natural da Argélia em 2019 aumente mais de 13% em relação a 2014, de forma a responder à procura do mercado interno e aumentar as exportações, revela o Departamento de Energia do país na última edição da publicação governamental especializada “Argélia Energy Review”.
A produção de hidrocarbonetos na Argélia está em declínio acentuado desde o ano de 2006, com impacto direto nas exportações. Em 2014, revela a prestigiada publicação “Jeune Afrique”, as exportações de gás natural do país caíram 17% para 27,44 mil milhões de metros cúbicos e as de petróleo bruto e condensado registaram uma queda de 16%, para 28,35 milhões de toneladas.
Para travar e tentar inverter o ciclo de declínio dos principais recursos naturais do país, a empresa pública de hidrocarbonetos Sonatrach considerava levar a cabo um plano de investimentos na casa dos 90 mil milhões de dólares (80,5 mil milhões de euros) entre 2015 e 2019.
No entanto, salienta aquela publicação, a queda acentuada e ininterrupta das receitas públicas causada pela queda dos preços do petróleo poderia muito bem obrigar as autoridades a rever o plano de desenvolvimento.
Em julho passado, o governo argelino aprovou um orçamento retificativo para 2015 que prevê uma diminuição de 50% das receitas provenientes das exportações do setor. O montante proveniente da venda de hidrocarbonetos ao estrangeiro poderá cair para 34 mil milhões de dólares (31 mil milhões de euros), contra os 60 mil milhões de dólares (54 mil milhões de euros) inicialmente prevista e os 58 mil milhões de dólares (52 mil milhões de euros) obtidos no ano passado.
No próximo ano, a Argélia prevê reduzir a despesa global em cerca de 9% sem, no entanto, tocar nos programas de habitação e no recrutamento na função pública.
“Não podemos parar o motor económico que sustenta o emprego e a procura interna”, afirmou recentemente o Primeiro-ministro, Abdelmalek Sellal, citado pela Jeune Afrique, especificando que a “situação está bastante mais tensa nas finanças públicas do que na balança de pagamentos”.
O governo de Argel trabalha com base num cenário macroeconómico, que prevê um crescimento de 4,6% em 2016, contra 3,6% este ano. Bastante mais optimista, portanto, do que as previsões do Fundo Monetário Internacional, que apontam para um crescimento do Produto Interno Bruro de 2,5% em 2015 e 3,9% em 2016.
Fonte: Jornal OJE Digital Económico (Portugal)

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Autor: carlosadoria

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