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EUA – Petróleo de xisto.

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Petróleo de xisto enfrenta seca de capital nos EUA

As petrolíferas americanas desafiaram a gravidade financeira por mais de um ano, tomando emprestado e gastando bilhões de dólares para extrair petróleo mesmo enquanto os preços da commodity despencavam.
Mas a festa pode ter chegado ao fim. O setor de petróleo deve finalmente enfrentar um ajuste de contas, dizem especialistas, com a carnificina devendo ocorrer ainda este mês. O motivo: as pequenas empresas de perfuração estão se preparando para cortes em suas linhas de crédito em outubro em meio à reavaliação, por parte dos bancos, dos ativos dessas produtoras de petróleo. E, com o petróleo negociado abaixo de US$ 45 por barril, até as grandes empresas estão com dificuldades para permanecerem lucrativas.
Jim Flores, vice-presidente do conselho da Freeport-McMoRan Inc., que explora petróleo na área americana do Golfo do México, explicou desta forma o dilema do setor: “Está chovendo e vai chover por um longo tempo. Nós todos vamos ficar molhados. Algumas pessoas vão se afogar. E você precisa chegar do outro lado.”
Embora o banho de sangue financeiro provavelmente se concentre nas empresas menores e mais endividadas, ele poderá ter efeitos importantes no mercado global de petróleo. Dados divulgados em agosto pelo governo americano mostraram que a produção americana finalmente começou a cair, chegando a cerca de 9,3 milhões de barris diários em junho, um recuo de quase 3% desde que a produção atingiu um pico, em abril. E as restrições de capital podem ajudar a derrubar a produção em outros 500 mil barris por dia até o fim de 2015, estima o Citi Research.
Isso seria equivalente à Exxon Mobil Corp. , a maior petrolífera dos Estados Unidos, paralisar sua produção de petróleo no país e ainda cortar um pouco mais. Vista de outra forma, tal queda exigiria que cerca de 20 petrolíferas independentes de capital aberto e valor de mercado de US$ 2 bilhões ou menos parassem totalmente de produzir.
“Com oito pedidos de insolvência já anunciados este ano, os produtores mais fracos podem viver ou morrer, dependendo dos caprichos dos provedores de capital”, afirmaram analistas do Citi recentemente, prevendo que os bancos reduzirão as bases dos empréstimos em até 15%.
Se os bancos fizerem cortes dessa magnitude, cerca de US$ 10 bilhões de liquidez poderia sumir, segundo análise feita pelo The Wall Street Journal de documentos que cerca de 75 empresas de petróleo apresentaram aos reguladores. Até o momento, poucas firmas foram poupadas; a Rex Energy Corp. , da Pensilvânia, informou na semana passada que os bancos mantiveram sua linha de crédito de US$ 350 milhões.
Mesmo com limites estritos para quanto as empresas podem emprestar, alguns analistas acreditam que as mais fortes encontrarão uma forma de sobreviver, obtendo, por exemplo, injeções de recursos de investidores de private equity. Mesmo os poços de petróleo de um produtor insolvente podem continuar produzindo se comprados por outra empresa, ou parar nas mãos dos credores em caso de falência.
Petrolíferas pequenas e de médio porte foram pioneiras no uso de tecnologias de exploração de petróleo e gás em formações rochosas de xisto na América do Norte. Essas especialistas em xisto se mostraram resistentes mesmo com os preços do petróleo caindo cerca de 60% nos últimos 15 meses. Elas cortaram bilhões de seus orçamentos, negociaram descontos com fornecedores e perfuraram poços mais rapidamente e a custos menores. Mas os preços do petróleo mostram poucos sinais de que irão se recuperar este ano, e muitas empresas ainda estão deficitárias. Das 40 produtoras dos EUA acompanhadas por analistas da Wells Fargo Securities Research LLC, apenas duas devem poder financiar suas operações com o dinheiro que estão ganhando neste ano.
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Isso deixa as empresas extremamente dependentes do capital de Wall Street para se manter — e a oferta desse capital deve se reduzir. As empresas de petróleo com ações negociadas nas bolsas dos EUA e do Canadá já captaram cerca de US$ 21 bilhões com novas emissões neste ano, segundo a Dealogic, mas as ofertas se reduziram para apenas
US$ 333 milhões em agosto.
Do lado da dívida, muitas petrolíferas preveem que os bancos vão cortar suas linhas de crédito, geralmente proporcionais ao valor de seus ativos de petróleo e gás. O preço baixo do petróleo torna os seus campos menos valiosos. Os bancos já cortaram algumas linhas de crédito no início do ano e estão começando outra rodada de avaliações que deverá levar a novas reduções.
“Aqueles que se apertaram no início do ano agora podem ter problemas nos próximos meses”, diz Jim Rebello, diretor administrativo da Duff & Phelps Securities LLC.
A W&T Offshore Inc. informou no início do mês que iria vender um projeto valioso de petróleo de xisto por US$ 376,1 milhões — metade do valor estimado por analistas quando a empresa cogitou vendê-lo pela primeira vez, no ano passado. A W&T vai usar o dinheiro arrecadado para pagar empréstimos de sua linha de crédito; a empresa não respondeu a pedidos de comentários.
Fonte: The Wall Street Journal

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Autor: carlosadoria

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