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ENERGIA EÓLICA – Quanto mais fornecedores, melhor.

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Quanto mais fornecedores, melhor

A cadeia produtiva de equipamentos eólicos do Brasil já tem mais de 100 indústrias, produzindo desde materiais como aço, fibra de vidro, resinas, até o aerogerador completo, de acordo com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). “E esse número tende a crescer”, aponta o especialista da agência Eduardo Tosta. Atualmente esse mercado é impulsionado pelas regras de nacionalização do BNDES, mas outros fatores, como o aumento do custo da importação, com a alta do dólar, e gargalos na oferta de determinados produtos reforçam a necessidade de novos entrantes.
Recém-chegada
Um exemplo dessa oportunidade de investimento é a nova fábrica de rolamentos da sueca SKF-Kaydon, inaugurada em junho deste ano. A unidade, localizada em Cajamar (SP), recebeu investimentos de R$ 73 milhões e é fruto de uma parceria com a GE. “Antes, o mercado eólico era atendido por um único fornecedor de rolamentos [Thyssen Krup], o que criava um gargalo bastante sensível para a expansão da indústria”, comenta o diretor comercial da GE Renewables para a América Latina, Sergio Souza. De acordo com a norte-americana, o novo fornecedor foi essencial para viabilizar a ampliação da sua capacidade produtiva, que saiu de cerca de 800 MW para mais de 1 GW.
“Sem dúvida, as empresas geradoras de energia eólica estão investindo pesado devido ao programa de nacionalização de componentes, e a SKF está se beneficiando com isso por já termos o domínio e conhecimento do produto, além de termos adquirido recentemente a Kaydon, empresa referência neste segmento no mundo”, comenta o presidente da companhia no Brasil, Claudinei Reche.
A SKF não tem contrato de exclusividade com a GE, mas ressalta que já tem boa parte de sua capacidade contratada pelos próximos três anos. É sinal do gargalo que a oferta de rolamentos representava no setor e da necessidade de, além de nacionalizar mais itens, diversificar os fornecedores.
Os desafios
Outra empresa que decidiu apostar no mercado eólico brasileiro é a alemã Moog, que fornece os sistemas de controle de pitch para a Alstom e a WEG, desde 2014. Para esta última, a empresa ainda fornece os slip rings, desde junho do mesmo ano.
A Moog investiu R$ 2 milhões nas linhas de produção. “Foi um processo difícil e que exigiu uma certa dose de ímpeto, porque a decisão e a implementação da fábrica foram muito rápidas”, conta o diretor da companhia no Brasil, Mario Valdo. O executivo explica que houve pouco tempo para contratar e treinar o pessoal e qualificar fornecedores locais, os principais desafios apontados por ele.
Já a decisão, explica Valdo, foi motivada sobretudo pela demanda que o país vinha apresentando e pela política de conteúdo local.
Rendimentos crescentes
Presente desde 2011 na indústria eólica, a MVC triplicou o fornecimento de equipamentos ao setor eólico nos primeiros sete meses deste ano, em relação a igual período do ano anterior, e prevê um faturamento de R$ 70 milhões em 2015. A companhia fornece componentes em compósito para diversas partes do aerogerador, da carcaça da nacele às pás, a empresas como Alstom, Gamesa, GE, WEG e Tecsis.
Para o ano que vem, a MVC tem a expectativa de praticamente dobrar a receita, para R$ 160 milhões. O otimismo em relação ao setor eólico vai na contramão do que a MVC identifica nos outros setores em que tem participação, o automotivo e de transporte e de construção civil, que têm
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apresentado forte retração. “Hoje, o atendimento desse segmento representa 20% do faturamento da empresa, com potencial para crescer ainda mais”, projeta Gilmar Lima, diretor-geral da MVC.
Fonte: Revista Brasil Energia — *edição de setembro

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Autor: carlosadoria

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