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ENERGIA EÓLICA – Próxima fronteira: exportação.

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Próxima fronteira: exportação

Com a cadeia de fornecedores eólicos se solidificando no Brasil e a expectativa de que novas empresas invistam em linhas de produção de equipamentos para o setor, já se comenta que o país será um exportador potencial em alguns anos. Para alguns segmentos, o acesso a mercados externos já é realidade e ganha novo fôlego com a nova taxa cambial, que ajuda os produtos nacionais a competir globalmente.
“A alta do dólar em relação ao real aumenta de forma significativa a competitividade da produção no Brasil, sendo esperado que as exportações industriais brasileiras passem a se beneficiar deste novo patamar de câmbio”, comenta o analista de comércio exterior do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Luciano Sousa.
A avaliação do analista é de que, além das pás – que já eram exportadas desde antes do início da política de conteúdo local –, itens que têm potencial para exportação são as torres, que atualmente teriam uma capacidade excedente e as carcaças das naceles. Mas o país já exporta mais de 15 componentes (veja quadro).
No ano passado, ao todo, as exportações de componentes do setor atingiram R$ 1 bilhão, de acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
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Experiência
Por enquanto, porém, a maior parte da exportação do setor ainda é representada pelas pás eólicas. A brasileira Tecsis, que foi criada em 1995 exportando a totalidade de sua produção de pás, hoje atende a 70% do mercado brasileiro, de acordo com a própria empresa. Atualmente a companhia vende mais no mercado interno, que em 2014 representou 53% de suas vendas, que no externo.
A Tecsis quer retomar seu perfil majoritariamente exportador nos próximos dois anos, investindo R$ 200 milhões em uma nova fábrica em Camaçari (BA), que deve lhe devolver a competitividade em mercados externos. “A fábrica está sendo construída visando a produtividade. Esperamos uma redução do custo operacional, que compense o aumento dos custos logísticos”, explica o diretor comercial da companhia, Paulo Cerqueira.
Os aumentos aos quais o executivo se refere estão relacionados ao crescimento do número de pás, que eleva o preço do transporte dos equipamentos. A companhia elevará de 3.600 pás para 7.500 pás sua capacidade de produção. Para Cerqueira, além dos Estados Unidos, comprador tradicional dos equipamentos, mercado potenciais são Uruguai, Chile, Colômbia e, especialmente, o México, países que pretendem fazer investimentos na fonte eólica.
Outra fabricante nacional de pás, a cearense Aeris também afirma estar de olho no mercado externo. A companhia aumentou recentemente sua capacidade de produção, de 1.550 para até 1.800 pás por ano, e tem perspectivas de realizar um novo investimento em 2016 que elevaria esse volume para cerca de 2.600 unidades anuais.
Se a exportação já é uma realidade para determinados componentes, ainda está um pouco distante para os aerogeradores nacionais completos , pelo menos em grande volume, como ocorre com as pás. Apesar disso, o tema está na mira dos fabricantes. “Faz parte dos nossos planos exportar. Acreditamos que o dólar se mantendo acima de R$ 3 poderá viabilizar isso”, aponta o diretor de energia eólica da WEG, João Paulo Gualberto. Mas a avaliação é de que a cadeia produtiva ainda precisa avançar em produtividade e diversificação de fornecedores para que os aerogeradores ganhem competitividade.
A percepção é semelhante à da norte-americana GE, que afirma não descartar a exportação para o mercado latino, embora o Brasil seja o foco principal. “Para ser grande na América Latina, é preciso ser grande no Brasil”, afirma o diretor comercial da GE Renewables para a América Latina, Sergio Souza.
Vizinhos
A estrutura industrial já existente no Brasil posiciona o país como potencial exportador para os mercados vizinhos, como Chile e Uruguai, avalia o especialista da ABDI, Eduardo Tosta. Além disso, esses mercados são pequenos para manter uma política de conteúdo local e estão próximos ao Brasil, o que representa uma vantagem logística, aponta o especialista.
“Não podemos esquecer que a (argentina) Impsa está saindo (do mercado eólico). A base de exportação da América Latina será o Brasil”, avalia o especialista da área, Rafael Valverde.
Fonte: Revista Brasil Energia — *edição de setembro

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Autor: carlosadoria

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