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PETROBRAS – COMPERJ.

Petrobras toma ‘as medidas necessárias’ para evitar parada do Comperj

RIO – A Petrobras informou que “está tomando todas as medidas necessárias” para evitar que o Consórcio Queiroz Galvão, Iesa Óleo e Gás e Tecna (QGIT) paralise as obras das unidades de processamento de gás natural (UPGNs) do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj). Em nota, a estatal frisou que não aceitou proposta feita pelo QGIT para repactuar o contrato para as obras, uma vez que a petroleira “está em dia com todas as obrigações contratuais”.
A companhia ressaltou que “não concorda com a paralisação das obras” das UPGNs e confirmou que o QGIT informou que vai desmobilizar toda sua equipe, tendo dispensado aproximadamente 650 trabalhadores nessa segunda-feira.
A estatal explicou que, na quinta-feira, a direção do Consórcio QGIT informou a intenção de encaminhar uma proposta de repactuação do contrato e a paralisação das obras a partir do início de outubro de 2015, alegando como causa suas severas dificuldades financeiras, proposta que foi rechaçada pela estatal.
“A Petrobras está tomando todas as medidas necessárias no sentido de que o Consórcio QGIT não paralise as obras, evitando desta forma quaisquer atrasos do projeto. Entretanto, caso o Consórcio QGIT prossiga com as desmobilizações e consequente paralisação das obras, a Petrobras aplicará as sanções previstas em contrato, incluindo a rescisão contratual”, diz a nota divulgada pela Petrobras.
Caso haja a rescisão contratual, a Petrobras informou que será realizada uma nova contratação dos serviços remanescentes, “buscando-se evitar qualquer impacto no cronograma de entrega da unidade”.
Fonte: Valor Econômico


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EUA – Fraturamento hidráulico: metade da capacidade de fraturamento se encontra ociosa.

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Empresas de ‘fracking’ estão ameaçadas nos EUA

Uma onda de empresas indo à falência ou fechando as portas está varrendo o setor de petróleo dos Estados Unidos e colocando em risco dezenas de firmas de fraturamento hidráulico, dizem especialistas da área.
A maioria das prestadoras de serviço que ajudam as companhias de petróleo e gás natural a perfurar e fraturar poços nos EUA são firmas de pequeno porte, de capital fechado e poucos anos de operação. Elas pertencem a uma leva de novos participantes do setor — que agora se veem em dificuldade diante da queda dos preços do produto para abaixo de US$ 50 o barril.
Uma das vítimas mais recentes é a Pro-Stim Services. Criada em 2011 com apoio da Turnbridge Capital LLC, uma firma de private equity, a empresa trabalhou para petrolíferas ansiosas para aumentar a produção em Estados como o Texas e a Louisiana.
“A [formação de xisto] Haynesville Shale estava a todo vapor na época”, diz Bubba Brooks, que fundou a empresa em Longview, Texas, depois de quase 20 anos trabalhando no setor de petróleo.
A Pro-Stim sobreviveu os primeiros anos apesar da competição acirrada. Mesmo com um novo concorrente parecendo entrar no mercado toda semana, o preço do petróleo estava alto e subindo mais, aquecendo a demanda pelos serviços de fraturamento hidráulico — a técnica, também chamada de “fracking”, que permitiu retirar petróleo e gás de formações rochosas de xisto, antes inexploráveis.
Mas os preços do petróleo despencaram 50% desde meados de 2014 até o início deste ano, e a Pro-Stim fechou as portas no começo do ano.
Várias outras empresas estão em situação semelhante. Pelo menos cinco firmas de fracking entraram com pedido de insolvência, pararam de operar ou fecharam as portas, segundo a IHS Energy, uma consultoria do setor. Outros analistas dizem que o número pode ser maior e preveem que muitas outras empresas terão o mesmo destino ou vão se consolidar numa febre de fusões.
Analistas do setor petrolífero no banco Wells Fargo & Co. dizem que até metade da capacidade de fraturamento hidráulico dos EUA se encontra ociosa.
As empresas de serviço que ajudam a perfurar e colocar poços em produção eram tradicionalmente conglomerados enormes — como a Schlumberger Ltd. e a Halliburton Co. — com operações no mundo todo.
A Schlumberger tem sedes em Paris e Houston e a Halliburton , em Houston e Dubai.
Elas também estão às voltas com os preços baixos do petróleo e, juntamente com suas concorrentes, já demitiram 55 mil pessoas ao redor do mundo durante a crise atual. Para enfrentar a situação, as grandes companhias de serviço também estão reduzindo seus preços, em alguns casos para níveis tão baixos a ponto de empurrar empresas menores para fora do mercado, dizem analistas e especialistas do setor.
As pequenas “startups” começaram a desafiar gigantes como a Schlumberger e a Halliburton em 2008, quando as petrolíferas adotaram o fracking, processo que consiste em bombear para dentro dos poços uma solução de água, areia e químicos a alta pressão. O fluido “fratura” as densas rochas de xisto, liberando o petróleo e o gás que estavam presos em seus poros. Essa técnica intensiva ajudou a elevar a produção de petróleo dos EUA para seu maior nível em quase meio século.
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O boom da perfuração, que começou na esteira da recessão econômica global e depois ganhou força, ofereceu às novatas do setor um grande volume de trabalho desde o Texas até Dakota do Norte.
“Houve aquele excesso inicial, todo mundo ficou louco. Empresas pequenas pipocavam”, diz Caldwell Bailey, consultor da IHS. Havia cerca de 50 empresas de fraturamento na América do Norte, diz ele.
Mesmo quando os preços do petróleo atingiram um pico de mais de US$ 100 por barril, em meados de 2014, a forte concorrência entre as pequenas empresas de fraturamento hidráulico representava, para muitas delas, uma batalha para proteger margens de lucro.
O mercado passou dessa competição acirrada para um estado de quase inexistência em alguns campos. O volume de serviços de fracking caiu cerca de 40% até agora em 2015 em relação a um ano atrás e o preço de uma operação recuou 35%, segundo a consultoria Spears & Associates.
Os títulos de dívida de várias pequenas firmas de serviço de capital aberto, como a Key Energy Services Inc. e a Basic Energy Services, vêm sendo negociados como papéis de alto risco, ou seja, com grandes descontos no valor de face, segundo dados da FactSet. As ações dessas empresas caíram mais de 75% nos últimos 12 meses.
Analistas da Evercore ISI preveem que, em certos nichos do setor de serviços de petróleo, até 35% das empresas terão desaparecido até o fim de 2016.
“Além das empresas que já faliram, parece, para nós, que muitas outras estão insolventes atualmente ou perto disso”, diz James West, analista da Evercore. “Muitas podem ainda não saber. Muitas estão se agarrando à esperança de uma recuperação rápida [no setor] ou de somente chegar à próxima retomada.”
Colin Raymond formou a Compass Well Services há cinco anos para fraturar poços de petróleo. Na época, não havia equipamento de bombeamento o suficiente para completar todos os novos poços que as empresas queriam perfurar. A empresa, com sede em Fort Worth, Texas, floresceu. Hoje, a Compass ainda está fazendo outros trabalhos em campos de petróleo, mas todo o seu equipamento de fraturamento está ocioso em um pátio industrial no sul do Texas. “Vamos usar no futuro, quando os preços melhorarem”, diz Raymond. “Não vamos perder dinheiro e nos desfazer dos equipamentos.”
Fonte: The Wall Street Journal


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PETROBRAS – Investimento em refinarias.

Ministro defende investimentos em refinarias

Projetos das refinarias Premium I e II devem ser reestudados pela Petrobras após superação de questões conjunturais
O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, participou na quarta-feira (24) de audiência da Comissão Externa sobre a construção das refinarias Premium I e II, e afirmou que o Brasil necessitará de investimentos em refinarias.
O ministro, lembrou que e produção de petróleo continuará crescendo e o País vai precisar ter estruturas de refino quando a demanda pelos derivados do petróleo voltar a crescer, o que deve ocorrer ao final de 2016, início de 2017.
“Acreditamos que a questão das refinarias Premium I e Premium II terá reestudo, em função do fato de que precisamos de refino”, disse Braga.
“As circunstâncias que levam a Petrobras a cancelar, suspender ou postergar os projetos não são estruturais, são conjunturais. Questões conjunturais passam, mas a verdade macroeconômica e estrutural sobreviverá, apenas temos de enfrentar os desafios”, afirmou.
O ministro destacou que apesar da conjuntura econômica internacional, com queda do preço do barril do petróleo e possível aumento da oferta de óleo com fim de embargos impostos pelos Estados Unidos ao Irã, os investimentos em refino no país são “absolutamente necessários”.
“Recentemente pudemos exportar gasolina, o que não é comum. Somos exportadores de óleo e importadores de gasolina. Então no curto, médio e longo prazo, a questão do refino deve fazer parte do planejamento do Ministério”, disse o ministro.
Partilha para o Pré-sal
Questionado sobre a visão do Ministério de Minas e Energia quanto ao regime de Partilha para a exploração do Pré-sal, Braga defendeu o modelo vigente, pois destina recursos para a Educação e para a Saúde.
“Defendo o regime de Partilha, pois defendo o fundo social. Precisamos aproveitar essa janela de oportunidade que se abre com a exploração do petróleo, e deixe um legado para a Saúde e Educação”, disse.
Fonte: Ministério de Minas e Energia


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MAIOR PLATAFORMA SEMI-SUBMERSÍVEL DO MUNDO.

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Samsung finaliza construção da maior plataforma semi-submersível do mundo

O estaleiro da Samsung Heavy Industries, em Geoje, na Coréia do Sul, anunciou que a maior plataforma flutuante do mundo flutuou para fora do dique e inicia fase final de construção. A plataforma semi-submersível vai operar como uma central de processamento de gás, realizando a liquefação dos condensados de gás natural de petróleo no campo produtor de Ichtthys, na Austrália, produzindo o equivalente a 100 mil barris de condensados.
As obras de finalização da plataforma incluem a instalação de equipamentos e dos módulos de habitação da tripulação. Após concluída será rebocada da Coréia do Sul para a Austrália por 5.600 quilômetros, onde será ancorada ao solo marinho para produção de gás por mais de 40 anos, segundo estimativas de projeto.
O empreendimento de produção de gás na Austrália temo como operador a Inpex e como parceiros a Total, CPC Corporation Taiwan, Tokyo Gas, Osaka Gas, Kansai Electric, Chubu Electric Power, and Toho Gas.
Fonte: World Maritime News


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EUA – Gasodutos.

A Energy Transfer vai comprar a Williams Cos., um negócio de US$ 32,6 bilhões que dará origem a uma enorme rede de gasodutos nos EUA. Em junho, a Williams havia recusado uma oferta de US$ 48 bilhões feita pela Energy Transfer com a mesma relação de troca de ações. Mas, desde então, as ações das duas empresas americanas despencaram em face dos baixos preços do gás natural. A empresa combinada terá mais de 160 mil quilômetros de gasodutos e oleodutos na América do Norte.
Fonte: Valor Econômico – coluna What’s News


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PETROBRAS – Petróleo de boa qualidade em Carcará.

Pré-sal: perfuração confirma potencial de petróleo de boa qualidade em Carcará

Poço está situado em reservatórios carbonáticos com excelentes características, situados logo abaixo da camada de sal
A perfuração do terceiro poço na área de Carcará (Bloco BM-S-8), localizado em águas ultraprofundas da Bacia de Santos, confirmou a descoberta de petróleo leve e de boa qualidade (31º API) nos reservatórios do pré-sal. O poço 3-SPS-104DA (nomenclatura Petrobras), informalmente conhecido como Carcará Noroeste, está situado na área do Plano de Avaliação da Descoberta do poço descobridor 4-SPS-86B (Carcará) e se localiza a 5,5km a noroeste do poço descobridor, em profundidade de água de 2.024 metros, a cerca de 226km do litoral do estado de São Paulo.
Dados de pressão comprovam tratar-se da mesma acumulação dos outros dois poços anteriormente perfurados na área, confirmando a extensão para oeste da descoberta do poço 4-SPS-86B. O poço está situado em reservatórios carbonáticos com excelentes características, situados logo abaixo da camada de sal, a partir de 5.870 metros de profundidade, e constatou uma expressiva coluna de 318 metros de óleo, não tendo atingido o contato óleo/água dessa acumulação.
Nos próximos dias serão iniciadas operações previstas no Plano de Avaliação de Descoberta (PAD) para a avaliação da produtividade dos reservatórios do pré-sal por meio de testes de formação no poço 3-SPS-105, cuja perfuração foi recentemente concluída. O Plano de Avaliação da descoberta de Carcará aprovado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) tem término previsto para março de 2018.
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A Petrobras é operadora do consórcio (66%) em parceria com a Petrogal Brasil (14%), Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás (10%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A. (10%).
Fonte: Portal Petrobras


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PETROBRAS – Sistema definitivo do campo de Tartaruga Verde.

Projeto da Petrobras receberá o FPSO Cidade de Rio das Ostras ainda este ano para testar produção
O sistema definitivo do campo de Tartaruga Verde terá 18 poços, sendo 12 de produção e seis de injeção de água, conectados ao FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes. Afretada pela Petrobras, operadora com 100% do campo, a unidade de produção tem primeiro óleo programado para 2017.
Ainda este ano, a Petrobras vai instalar na concessão o FPSO Cidade de Rio das Ostras, como sistema antecipado de produção (SPA, análogo ao TLD) na área de Tartaruga Mestiça, campo declarado comercial pela petroleira, mas unificado pela ANP. O teste deve durar 180 dias, de acordo com a Petrobras, e já foi autorizado pela agência.
Tartaruga Verde e Tartaruga Mestiça têm reservas recuperáveis estimadas em 351 milhões de boe, de acordo com dados obtidos até 2013, ano em que foram feitas as declarações de comercialidade. O óleo tem 27° API, em reservatórios carbonáticos (Albiano).
O FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes terá capacidade para processar 150 mil barris/dia de petróleo e comprimir 5 milhões de m³/dia de gás natural (o campo ainda não é atendido por gasodutos). A unidade é afretada, por 20 anos, a um consórcio formado por Modec, Mitsui, Marubeni e Schahin.
As áreas já foram testadas no passado, atingindo picos de produção de até 14 mil barris/dia de petróleo, registrando também produção de água.
Fonte: Brasil Energia


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PETRÓLEO OPERA EM ALTA.

Londres – Os contratos futuros de petróleo começam a semana em alta, diante de sinais de que a queda nos preços no último ano afeta a capacidade de produção dos Estados Unidos. A companhia de serviços do setor Baker Hughes informou sobre uma queda no número de poços e plataformas em atividade nos EUA, na terceira baixa seguida desse número, o que demonstra que os produtores fazem esforços para reduzir a oferta, diante da queda nos preços. O Brent para novembro subia 1,56%, a US$ 48,21 o barril na plataforma ICE, em Londres.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para outubro avançava 1,48%, a US$ 45,34 o barril, enquanto o contrato para novembro, o mais líquido, subia 1,49%, a US$ 45,69 o barril.

Analistas do Commerzbank afirmam em relatório que a “queda incipiente” na produção dos EUA deve resultar em um processo de longo prazo de reação no mercado de petróleo.

A contagem de poços e plataformas, um indicador para a atividade no setor, é acompanhado com atenção pelos participantes do mercado, diante da importância da oferta dos EUA para o equilíbrio global da commodity.

O recuo no último ano nos preços foi em grande medida impulsionado pelo pico na produção de xisto nos EUA.

Na semana passada, porém, o número de poços e plataforma em atividade caiu oito, para 644, segundo a Baker Hughes. Há cerca de 60% menos poços e plataformas em atividade desde seu pico de 1.609, registrado em outubro.

A queda nesse número resulta em menor produção nos EUA. Segundo dados oficiais, a produção dos EUA atingiu um pico em abril de mais de 9,6 milhões de barris diários, mas desde então recuou para 9,2 milhões de barris ao dia.

“Os preços baixos do petróleo estão cobrando seu preço e as principais regiões produtoras de xisto em particular devem sofrer um dano duradouro”, afirmou o Commerzbank.

O banco estima que a queda na produção dos EUA ganhará ritmo no futuro próximo, com produtores em dificuldades para financiar suas operações no atual quadro de fraqueza.

Apesar dos sinais de redução na oferta, os preços seguem perto de suas variações recentes, com o Brent mostrando dificuldades para romper a barreira psicologicamente importante de US$ 50 o barril.

Se por um lado a produção dos EUA diminuiu, outros importantes produtores, como os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), mantêm produção em patamar forte, a fim de ganhar participação no mercado.

O petróleo também depende dos acontecimentos nos mercados financeiros.

Com as recentes turbulências na China, segunda maior consumidora da commodity no mundo, isso gera uma sombra sobre as perspectivas para uma recuperação puxada pela alta na demanda.

Analistas da corretora Marex Spectroc afirmaram em nota que a esperança para uma recuperação nos preços passa necessariamente por um ambiente macroeconômico mais forte e por uma demanda maior dos consumidores.


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GÁS DE XISTO – Portugal e a Península Ibérica.

Juntamente com a Turquia a Oriente, a Pensínsula Ibérica pode vir a desempenhar um importante papel nas exportações daquele produto.
Portugal e a Península Ibérica podem ser um dos pontos nevrálgicos globais para as exportações de gás de xisto – produto com que os Estados Unidos têm vindo a baralhar as contas mundiais do sector da energia e a retomar a sua posição de liderança na área.
Isso mesmo disse o presidente da Associação Internacional de Economia da Energia (IAEE), Gurkan Kumbaroglu, no ‘Meeting on Energy and Environmental Economics (ME3)’, que decorreu esta semana na Universidade de Aveiro. Kumbaroglu afirmou que há duas regiões da Europa a progredir rapidamente para se tornarem ‘hubs’ de gás natural: a Turquia na Europa Oriental e Portugal na Europa Ocidental.
Kumbaroglu disse ainda que “o crescimento económico está a aumentar a importância da energia em todo o mundo. As perspectivas de diversificação da oferta e da concorrência representam esperança para o futuro dos preços da energia como um dos principais itens na Europa. Por exemplo, a evolução do gás de xisto nos EUA tem efeitos nos balanços energéticos por todo o mundo. Os EUA aumentaram o seu peso no panorama global de energia. A Península Ibérica é influenciada por este desenvolvimento e pode tornar-se uma nova porta para a energia na Europa. Em outras palavras, a Turquia é um dos extremos e a Península Ibérica, no lado mais ocidental, com Portugal e Espanha, pode vir a ter a energia como uma nova fonte potencial de rendimento”.
Kumbaroglu revelou que a IAEE reconhece a importância da Península Ibérica e disse que “participámos nas actividades de criação da Associação Portuguesa de Economia de Energia (APEEN), onde foram lançadas as bases para a filial portuguesa da IAEE”. A IAEE irá desempenhar um papel importante no desenvolvimento da política energética e na tomada de consciência colectiva sobre estes assuntos, revela um documento oficial daquela agência.
A International Association for Energy Economics foi criada nos Estados Unidos em 1977, na sequência do choque petrolífero que ocorreu a partir de 1973. “Esta plataforma independente e sem fins lucrativos tem como principal objectivo proporcionar aos especialistas em questões de energia numa perspectiva económica um ponto de encontro para troca de informação e de experiência”, refere o mesmo documento. A IAEE conta actualmente com membros em mais de 100 países e com 27 organizações afiliadas (à semelhança da APEEN).
Fonte: Portal Económico


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PETROBRAS e a queda brusca dos preços do petróleo.

A Petrobras e a indústria de petróleo no Brasil não estavam preparadas para “uma queda tão brusca” dos preços do petróleo no último ano e precisam trabalhar juntas para superar esse momento de crise do setor, afirmou a gerente-executiva de serviços da área de Exploração e Produção, Cristina Pinho, durante evento no Rio de Janeiro.
“Estamos em uma crise sim, e essa crise vai sair, mas (os preços do petróleo) não vão chegar a 100 dólares (por barril) de novo, dificilmente…, se chegar a 70 dólares a gente vai estar feliz”, afirmou a executiva, durante palestra em evento organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), no Rio de Janeiro.
A estratégia atual da petroleira estatal, segundo a executiva, é trabalhar mais próxima da indústria de equipamentos, desde o início da fase conceitual, tanto com quem fabrica, como com quem instala e com quem projeta.
“Não estávamos preparados e não estamos preparados para uma queda tão brusca (dos preços do barril do petróleo), em um tempo tão curto que a indústria não percebeu o que ia acontecer”, afirmou a executiva. “Estava todo mundo surfando na onda boa dos 100 dólares.”
Em junho deste ano, a Petrobras anunciou que planeja investir 130,3 bilhões de dólares entre 2015 e 2019, uma queda de 37 por cento em relação ao seu Plano de Negócios e Gestão 2014-2018.
A companhia também tem como plano realizar desinvestimentos de 15,1 bilhões de dólares para o biênio 2015-2016, além de 42,6 bilhões de dólares no biênio 2017-2018.
Fonte: Reuters