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DINHEIRO NOVO PARA RENOVÁVEIS

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Dinheiro novo para as renováveis

Com menor apoio do BNDES, empreendedores estudam alternativas como emissão de títulos incentivados e criação de empresas exclusivamente operacionais para viabilizar seus projetos

Os ajustes econômicos promovidos pelo governo desde o início do ano, incluindo uma postura mais restritiva do BNDES – a principal fonte de financiamento para projetos de infraestrutura no país – estão fazendo com que os empreendedores eólicos exerçam sua criatividade financeira. Como o financiamento tradicional para o setor se tornou mais escasso e caro, as empresas começam a estudar e adotar mecanismos financeiros alternativos para manter seus projetos viáveis. Na busca pelo dinheiro necessário para tocar os projetos, a saída para as empresas pode estar no acesso ao mercado de capitais, nacional ou estrangeiro e em novos fundos de investimento.

Para a analista da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), Lilian Alves, há pelo menos duas tendências globais para projetos de energias renováveis captarem dinheiro que estão sendo analisadas no Brasil: a emissão de “títulos verdes”, ligados a projetos sustentáveis – que no mercado brasileiro se encaixam nas debêntures incentivadas de longo prazo para projetos de infraestrutura –, e a criação de companhias que concentrem apenas ativos operacionais e estáveis para atrair investidores, as chamadas yieldcos.

Além das saídas buscadas pelas próprias empresas, o governo federal articulou a criação de um fundo para projetos de energia no Nordeste, com participação do capital de empresas privadas da região, com bastante potencial para parques eólicos.

Essas opções se tornam mais atrativas agora porque o BNDES ajustou no início do ano sua participação máxima nos projetos, de 80% para até 70% dos itens financiáveis. Ao mesmo tempo, o governo ajustou a TJLP, que determina o custo financeiro dos contratos com a instituição, de 5% a.a. para 6,5% a.a. Apesar disso, a contratação de dívida com o BNDES continua sendo vista como a melhor opção de financiamento para novos projetos, em termos de custo. “Se essas alternativas fossem melhores, não seriam alternativas”, sugere o analista do BTG Pactual, Antonio Junqueira.

Assim, mesmo com a busca dos empreendedores por opções para se adequar às mudanças, o aumento do custo de projetos eólicos é visto como inevitável. A Abeeólica, associação que representa o setor, afirma que o preço-teto para viabilizar novos projetos nos próximos leilões deve ficar acima de R$ 200/MWh, refletindo os custos maiores com o BNDES e das alternativas enxergadas pelos empreendedores.

Títulos de longo prazo

No Brasil, ainda não é tão recorrente a emissão de debêntures incentivadas para projetos renováveis. Esse tipo de título pode ser emitido para qualquer tipo de projeto de infraestrutura. Mas com a necessidade de diversificar a fonte do capital, a operação pode ser uma alternativa para os projetos renováveis.

Do total de R$ 3 bilhões arrecadados, desde 2011, com esse tipo de operação por empresas do setor elétrico no Brasil – principalmente transmissoras e grandes hidrelétricas – , R$ 236 milhões foram para projetos eólicos. Os dados constam em levantamento realizado pela Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais (Anbima), atualizados em julho.

E as três únicas emissões desse tipo para projetos renováveis no Brasil foram realizadas só no ano passado. A Eletrosul, através da SPE Santa Vitória do Palmar Holding, arrecadou R$ 90 milhões para o complexo eólico Geribatu em operação realizada em junho. A sociedade de propósito específico é uma parceria com a Brave Wind Geradora. Já a Renova realizou em dezembro duas emissões de R$ 73 milhões cada para 15 parques eólicos. 53

Embora ainda não seja comum, recorrer às debêntures incentivadas pode ser uma boa estratégia das empresas para financiamentos de longo prazo, aponta Lilian. As emissões são realizadas de acordo com a Lei 12.431, de 2011, que incentiva as debêntures de longo prazo para projetos de infraestrutura. A regra estabelece alíquota zero de imposto de renda sobre os rendimentos obtidos através dos papéis incentivados, quando o comprador é pessoa física, e de 15%, exclusivamente na fonte, para pessoa jurídica.

Os exemplos da Renova e da Eletrosul poderão ser repetidos neste ano. Com mais de 1 GW negociado e 6 GW em desenvolvimento, a Casa dos Ventos afirma estar estudando a entrada no mercado de capitais para financiar parte de seus projetos. “Estamos enxergando isso como uma alternativa. E temos ouvido que há uma série de empresas eólicas que estão na fila para emitir títulos”, comenta o diretor de Desenvolvimento de Negócios da companhia, Lucas Araripe.

De fato, só em 2015 o Ministério de Minas e Energia emitiu autorização de emissão de debêntures incentivadas para mais de 50 parques eólicos, de acordo com o levantamento da Anbima. As autorizações, entretanto, não significam que as operações serão de fato realizadas. Para garantir o sucesso das emissões, defende Araripe, é necessário “educar” o investidor, que estaria mais acostumado com outros projetos de infraestrutura, sobre o setor eólico.

Apesar do desconhecimento, a expectativa é de que haverá procura pelos papéis. “Esse negócio vai deslanchar agora”, aposta o executivo, que argumenta que o próprio BNDES está incentivando as empresas a recorrer ao mercado de capitais.

Se esse mercado deslanchar no Brasil, não será muito diferente de no resto do mundo. Os “títulos verdes”, debêntures de longo prazo emitidas para projetos renováveis, arrecadaram US$ 38,8 bilhões globalmente no ano passado, um rápido crescimento em relação a 2013, quando levantaram US$ 15 bilhões, de acordo com a BNEF.

Mercado internacional

As já citadas yieldcos, empresas com ações negociadas em bolsa que concentram ativos operacionais de suas controladoras, ainda não são realidade no Brasil. Essas companhias, voltadas para projetos de energia renovável, se multiplicaram no ano passado, principalmente nos EUA. Como sugere o nome (em inglês, yield significa retorno), essas empresas têm rendimentos essencialmente estáveis, já que a maioria dos ativos têm contratos de compra e venda de energia de longo prazo, e crescentes, já que continuarão adquirindo novas usinas operacionais.

“Yieldco é um modelo interessante, porque isola os riscos para o investidor, tem baixa volatilidade”, diz Junqueira, o analista do BTG. Já a analista da BNEF lembra que o retorno de projetos renováveis na América Latina é de 8% a 10% ao ano.

Além do risco baixo e do retorno estável e previsível, para as empresas há a vantagem de ter muita liquidez nas ações. Entretanto, de acordo com Lilian, esses papéis competem com investimentos ligados às taxas de juros. Enquanto nos EUA, onde explodiram as yieldcos, essas taxas são baixas, no Brasil elas têm subido – a Selic, taxa básica de juros, estava em 13,6% em meados de julho. “Como envolve uma IPO, talvez não seja o momento de fazer isso no Brasil. A oportunidade está em fazer parcerias, para atrair esse capital que não está disponível no mercado”, comenta a analista.

Foi exatamente isso o que a Renova fez, através da contribuição de ativos na TerraForm Global, uma yieldco da norte-americana SunEdison, que deve realizar uma oferta pública inicial de ações (leia mais no quadro ao lado).

Apesar da avaliação de que o mercado brasileiro não teria apetite por uma IPO desse tipo, Junqueira diz que, se for aberta uma yieldco brasileira, pequenas empresas com poucos ativos também poderão contribuir com projetos, em troca de ações, como a Renova fez com a TerraForm. “É uma forma muito interessante de captar recurso”, avalia. 54

Outra opção de financiamento para as empresas, com bastante potencial para projetos eólicos, é o Fundo de Energias do Nordeste (FEN), recém-criado pelo governo por meio da Medida Provisória 677, que ainda será regulamentada pelo Congresso. O fundo disponibilizará R$ 2,5 bilhões, que serão geridos pela Chesf. Com isso, as empresas interessadas em ter acesso aos recursos do fundo deverão se associar à estatal, formando SPEs. O governo entende que os recursos poderão alavancar investimentos totais de R$ 13 bilhões, viabilizando a implantação de 5,4 GW.

A ideia é atender os clientes industriais que começarão a ficar descontratados com o gradual remanejamento da energia de usinas da Chesf para o mercado regulado. Esses clientes são vistos como potenciais sócios dos projetos.

No mínimo 50% dos projetos viabilizados pelo FEN deverão estar localizados no Nordeste, favorecendo os projetos eólicos, que têm bastante potencial na região. Os contratos serão distribuídos entre os consumidores industriais, em um rateio proporcional ao consumo. A intenção é que isso dê flexibilidade na contratação da energia.

Apesar disso, não está descartada a possibilidade de que parte dos recursos seja destinada a projetos voltados para leilões, segundo o Ministério de Minas e Energia.

Fonte: Revista Brasil Energia – * edição de agosto


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ENERGIA SOLAR – América Latina conecta 363 MW de energia solar.

América Latina conecta 363 MW de energia solar no segundo trimestre

 

Dentre os países, Brasil ficou em quarto lugar, com 11 MW instalados, enquanto Honduras, 307 MW

A América Latina conectou 363 MW de energia solar na rede no segundo trimestre de 2015, o que representa 61% de acréscimo na comparação anual. De acordo com a análise “Latin America PV Playbook” da GTM Research, o Brasil ficou em quarto lugar, totalizando a instalação de 11 MW no período.

Só em Honduras foram registrados sete projetos capazes de totalizar 307 MW. Em seguida, o Chile representou 29 MW de sistemas instalados, enquanto o Panamá, em terceiro, contabilizou 12 MW.

Recentemente, um relatório da GlobalData apontou o Chile como um dos mercados mais atraentes, tanto na América Latina quanto na América do Sul. Os analistas apontaram que o país poderá ser responsável por um rápido desenvolvimento em energias renováveis entre 2015 e 2017, quando prevê um aumento de capacidade para 5,37 GW.

Já o Brasil, segundo o analista sênior Adam James, poderá quase triplicar sua expansão solar por conta da implantação de microgeradores. Em entrevista ao site PV-Tech.org, ele prevê um salto de 55 MW deste ano para 145 MW em 2016. A Aneel tem incentivando os recursos smart grid para até 5 MW, que segundo James são “uma joia escondida”.

Fonte: Portal Brasil Energia


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ENQUANTO ISSO, A PETROBRAS QUER VENDER PARTICIPAÇÃO NA BR.

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Setor de distribuição de combustíveis prevê crescimento em 2015

 

A ExpoPostos & Conveniência 2015 – XII Feira e Fórum Internacional de Postos de Serviços, Equipamentos, Lojas de Conveniência e Food Service, maior evento do setor de distribuição de combustíveis do País, inaugurou hoje (05/08) sua 12ª edição, com a presença de mais de 400 lideranças de entidades do setor, dirigentes e executivos das maiores empresas de distribuição e de fornecedores, e previsão de receber 20 mil visitantes.

A perspectiva de realização de negócios da feira – de pelo menos R$ 150 milhões – retrata o otimismo dos dirigentes do setor, apesar do cenário recessivo da economia. O presidente em exercício do Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes), Jorge Luiz Oliveira, destacou que o varejo de conveniência cresceu 5,5% no ano passado, índice que atingiu 22% no caso dos associados à entidade, e segue em expansão, com mais de 4.000 lojas no País.

Já as vendas de combustíveis cresceram 1% no primeiro semestre, em comparação a igual período de 2014, puxadas pelo incremento de 38,5% do etanol hidratado, que compensaram a queda do diesel e da gasolina, afirmou o presidente da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes), Paulo Miranda Soares. “Nosso mercado é pujante e segue investindo”, afirmou.

Leonardo Pontes, Vice-Presidente de vendas da Raízen, destacou que, apesar do cenário de retração econômica, os investimentos continuam. Na rede Shell, estão programados investimentos diretos e indiretos de R$ 1 bilhão, o que abrange desde as bases de distribuição, até os postos de combustíveis, incluindo o setor de aviação e atendimento às indústrias.

O presidente da ALE, Marcelo Alecrim, destacou que a empresa também vem cumprindo sua meta de vendas, pois sempre esteve muito bem preparada para atuar em diversos cenários. “A participação na ExpoPostos é uma oportunidade de conhecer as soluções implementadas ao longo do território nacional, ou em regiões específicas, e que podem ser adotadas em outras localidades”, afirmou.

A demanda por novas soluções e tecnologia da indústria de equipamentos pode ser medida pelos dados da ABIEPS (Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos para Postos de Serviços). Segundo o presidente da entidade, Antônio Augusto Ferreira, o setor de equipamentos e serviços para postos faturou, de janeiro a julho de 2015, pouco mais de R$ 1,060 bilhão, e a previsão é de que as vendas atinjam R$ 1,815 bilhão até o final do ano. “Buscamos o aumento da eficiência do revendedor, o incremento de vendas, e o maior controle da operação dos postos, entre outros aspectos, que irão garantir melhores resultados ao nosso setor”, afirmou.

A perspectiva da ExpoPostos & Conveniência, de movimentar pelo menos R$ 150 milhões em negócios, está sustentada nos diversos lançamentos e tecnologias apresentadas por fornecedores do setor, e que atendem às demandas por mais eficiência, melhor gestão e produtividade, além de excelência no atendimento ao consumidor. “Épocas difíceis requerem garra, desempenho e também maior produtividade e investimento em inovação”, recomendou o economista Eduardo Gianetti da Fonseca, que realizou a palestra inaugural da ExpoPostos Combustíveis.

Apesar do cenário bastante recessivo apresentado por ele, Gianetti da Fonseca lembrou que a frota brasileira de veículos cresceu do patamar de 23,6 milhões de veículos em 2003 para 43,4 milhões em 2013. “Esse estoque de veículos está na rua, e isso ajuda a manter as vendas de gasolina e etanol, embora o diesel seja mais sensível”, observou. O presidente da Fecombustíveis também destacou que “embora a indústria automobilística tenha previsão de queda de 20% este ano, ela produziu 3,5 milhões de veículos a mais no ano passado, e há mais de 40 milhões de veículos nas ruas”.

Fonte: Redação TN Petróleo/ Assessoria de Imprensa da ExpoPostos & Conveniência 2015


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ENERGIA EÓLICA – Parques eólicos em alto mar.

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Parques eólicos avançam com transição energética

Veleiros antigos, alguns dos quais construídos no começo do século XX, enfurnaram as velas, semana passada, para um desfile marítimo em Bremerhaven, no noroeste da Alemanha. A cidade é conhecida por um festival que atrai velejadores do mundo inteiro. O vento que impulsiona os barcos na região tem também um papel importante na transição energética pela qual passa o país rumo a uma energia mais limpa, na qual as fontes renováveis, como a energia eólica, terão importância cada vez maior.

A 120 quilômetros da costa de Bremerhaven, no Mar do Norte, situa-se o parque eólico Meerwind Süd-Ost, da empresa WindMW, controlada pelo fundo americano Blackstone Group. Esses parques estão entre os primeiros projetos de energia eólica a entrar em operação comercial em alto mar na Alemanha, em setembro de 2014. O projeto custou €US$ 1,2 bilhão, dos quais dois terços financiados por bancos e um terço por capital dos sócios: a Blackstone, que tem 80% do projeto, e a alemã Windland Energieerzeugungs, dona dos 20% restantes da WindMW.

Meerwind Süd-Ost conta com 80 turbinas, cada uma com capacidade de 3,6 megawatts (MW), fornecidas pelo grupo alemão de engenharia Siemens. Na Alemanha, a Siemens é líder no mercado offshore de energia eólica com quatro projetos instalados (Baltic 1, Borkum Riffgat, Dan-Tysk e Meerwind). Outros cinco projetos de energia eólica no mar que utilizam tecnologia Siemens estão em construção e há ainda quatro empreendimentos contratados.

As projeções indicam que a WindMW pode obter receitas entre €170 milhões e 190 milhões por ano com a geração do parque eólico de Meerwind Süd-Ost. Com base na legislação alemã de energias renováveis, os riscos do projeto foram reduzidos a partir da fixação de uma tarifa de €150 por megawatt hora (MWh) para os 13 primeiros anos do projeto.

A energia gerada pelas torres eólicas no mar precisa passar por uma plataforma instalada no próprio parque que transforma a corrente alternada em corrente contínua para um transporte mais eficiente da energia elétrica em longa distância, até a terra, via cabos submarinos, onde a energia é disponibilizada no sistema de transmissão. As torres de Meerwind estão instaladas em lâmina d’água de 26 metros de profundidade.

“Há vantagens em produzir energia eólica em alto mar”, disse Sebastian Schmidt, diretor financeiro da WindMW. Uma delas está no fato de que no mar há mais vento e, nessa condição, a empresa pode operar as turbinas em sua máxima capacidade pelo dobro de tempo do que em um parque eólico em terra firme. No mar, também é possível usar equipamentos maiores do que em terra, onde existem limitações de espaço, especialmente na Europa. Mas os custos no mar são maiores do que em terra.

“No Brasil, a produção de energia eólica offshore não é algo descartável, mas vai se tornar interessante no dia em que for competitiva [em termos de custos]”, disse Elbia Gannoum, presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). É possível, inclusive, que o custo da energia eólica no Brasil seja até mais competitivo do que na Alemanha, afirmou.

Nas contas da Abeeólica, existem hoje 7 mil MW de energia eólica instalada no Brasil, com 281 usinas, o que corresponde a 5% da capacidade instalada na matriz energética nacional. A energia gerada a partir do vento é a quarta fonte no país, atrás da hidrelétrica, térmica e biomassa. “Mas em 2020 seremos a segunda fonte de geração de energia”, disse Elbia.

Na Alemanha, as fontes renováveis, incluindo eólica, solar, biomassa e hidráulica, vêm crescendo ano a ano. Em 2000, apenas 6% da energia consumida vinha de fontes renováveis, percentual que em 2014 ficou próximo de 28%. O plano é aumentar esse percentual para 40%-45% em 2025. 18

Por anos, a Alemanha teve um forte sistema de geração nuclear responsável por produzir a maior parte da energia do país. O acidente nuclear em Fukushima, no Japão, em 2011, foi decisivo na decisão da Alemanha de abandonar de forma gradativa a energia nuclear.

Principal economia da Europa, a Alemanha definiu um plano para fechar as usinas nucleares até 2022. Na indústria, há, porém, quem acredite que o país precisará de mais tempo para substituir totalmente as fontes fósseis e a energia nuclear por fontes renováveis, mas o caminho a seguir parece não ter mais volta.

Joe Kaeser, presidente global da Siemens, disse ao Valor que a geração de energia está se tornando mais descentralizada. A empresa vê uma mudança de um sistema baseado em uma única fonte, como grandes usinas, para várias alternativas de geração, incluindo turbinas a gás e a vapor, entre outras fontes. “Hoje temos multifontes de energia, com parques de fontes eólica, solar, biomassa, hidráulica. A energia vem de várias fontes e de natureza volátil, então é preciso gerenciar esse modelo de forma mais descentralizada e é nisso que nós [na Siemens] estamos investindo”, disse Kaeser.

O Ministério de Relações Econômicas e Energia da Alemanha afirma, em relatório, que a transição no setor de energia é um dos projetos mais importantes para o futuro do país. “Pode [esse projeto] demonstrar como um país altamente industrializado pode mudar para um fornecimento de energia sustentável sem perder competitividade em um mundo globalizado”, diz trecho do relatório.

Fonte: Valor Econômico


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GNL – Consórcio de proprietários de navios.

Proprietários de navios de GNL lançam consórcio para cortar custos

 

Três dos maiores proprietários de navios de transporte de gás natural liquefeito (GNL) decidiram colocar no mercado 14 navios em conjunto usando preços de fretamento à vista, como parte de um novo consórcio que visa cortar custos operacionais em um mercado com preços deprimidos.

O consórcio consiste em oito navios modernos da transportadora norueguesa Golar, três da Gaslog e três da Dynagas, que começarão operações de frete em setembro, disse a Gaslog, em declaração, nesta terça-feira.

O excesso de navios de GNL recém-construídos saídos dos estaleiros na Ásia tem sido um fator que derrubou as tarifas diárias de frete para cerca de 30 mil dólares por dia, ante 130 mil dólares dois anos atrás.

“A associação de transportadoras de GNL permite que os proprietários participantes otimizem a operação dos navios associados através da melhora na capacidade de agendamento, eficiência de custos e mercado comum,” disse a empresa.

Os navios buscarão contratos para operações que tenham doze meses de duração ou menos.

Fonte: Reuters


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ENERGIA EÓLICA – Grupo gaúcho Open quer investir nesse segmento.

Grupo do RS planeja complexo eólico de R$ 750 mi com 65 torres em SC

 

O grupo gaúcho Open, que atua nas áreas de construção civil e agropecuária, entre outros segmentos, pretende implantar um complexo de geração de energia eólica na região sul de Santa Catarina.

O conjunto de cinco parques deverá ocupar áreas localizadas nos municípios de Laguna e Tubarão, com um investimento de aproximadamente R$ 750 milhões.

A licença prévia ambiental já foi emitida pelo governo estadual e a empresa inscreveu os projetos para participação no próximo leilão de energia de reserva, que deverá ocorre em novembro.

As 65 torres de geração serão instaladas em terras que já pertencem ao grupo e onde hoje ocorre produção agrícola, sobretudo de arroz.

“Uma vantagem desse tipo de empreendimento de energia é que podemos integrar as atividades, sem interromper o uso atual [das áreas]”, diz Max Riffel, diretor da Propart, empresa da Open que conduz os projetos eólicos.

Para que a taxa de retorno do investimento seja atrativa, o executivo diz que o preço da energia no leilão terá de ficar perto dos R$ 200 por MWh (megawatt-hora), acima dos R$ 184 fixados para a disputa que ocorrerá neste mês.

“A alta do dólar encarece o custo de instalação, pois uma parte dos componentes dos aerogeradores ainda é importada”, afirma.

A empresa pretende financiar 70% do aporte necessário para o complexo. O restante sairá de capital próprio e de investidores, diz Riffel.


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PETROBRAS – Exportação de GNL ocioso.

Petrobras poderá exportar GNL ocioso

 

Petroleira poderá vender até 6,6 milhões de m³ do gás no mercado spot

A Petrobras recebeu autorização do Ministério de Minas e Energia para exportar até 6,6 milhões de m³ de Gás Natural Liquefeito no mercado de curto prazo. O GNL a ser exportado faz parte de cargas ociosas de fornecedores da Petrobras.

De acordo com publicação no Diário Oficial da União desta quinta-feira (20/8), o excedente de gás pode ser composto por cargas vindas de uma só importação ou pela mistura de cargas importadas por diferentes fornecedores. Os navios para exportação sairão do país pelos terminais marítimo da Baía de Guanabara, do Porto de Pecém e do Terminal de Regaseificação da Bahia.

A medida poderá ser revogada caso haja risco ao pleno abastecimento do mercado interno, extinção judicial ou extrajudicial da sociedade ou consórcio autorizado, requerimento da sociedade ou consórcio autorizado ou descumprimento da legislação aplicável.

A autorização é válida até 31 de julho de 2017.

Fonte: Brasil Energia


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O PRÉ-SAL É INEGOCIÁVEL!

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O pré-sal é inegociável !

Autor: Rogério Lessa

Nesta quinta-feira (20), das 10h às 16h30, na Câmara dos Deputados (auditório Nereu Ramos) o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT-MS), o PDT e a Fundação Leonel Brizola-Alberto Paqualine, realizam o ato suprapartidário “O pré-sal é inegociável”, que marcará o lançamento da Frente Nacional em Defesa do Pré-sal, da Petrobras e da Engenharia Brasileira. A Frente é composta por parlamentares nacionalistas e diversas entidades da sociedade civil, entre elas a AEPET, o Clube de Engenharia e sindicatos petroleiros de todo o País.

Configura-se assim mais uma frente de luta para aqueles que, apesar de eventuais divergências políticas, concordam que o pré-sal é inegociável !


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PETRÓLEO – “Uma estratégia para o Brasil, um plano para a Petrobras.

Notícias

Parceria com a Carta Capital garante maior visibilidade ao Seminário “Uma estratégia para o Brasil, um plano para a Petrobrás”

Data: 19/08/2015
Autor: Alex Prado

A revista Carta Capital torna-se parceira da AEPET, do Programa de Pós-graduação em Economia Política Internacional do Instituto de Economia da UFRJ e do Clube de Engenharia na promoção do Seminário “Uma estratégia para o Brasil, um plano para a Petrobrás – Aspectos estratégicos e geopolíticos que influenciam o planejamento estratégico e de negócios da Petrobrás. As palestras acontecerão nos dias 8, 16, 23 e 30 de setembro, no auditório do 22º andar do Clube de Engenharia (Avenida Rio Branco, 124), com entrada gratuita (a capacidade do local é de 80 pessoas).

A parceira com a revista Carta Capital permitirá uma divulgação maior do evento, tanto na edição impressa, como no portal da revista.

A abertura do Seminário terá o tema “A inserção do brasil na balança entre potências internacionais”, com José Luís da Costa Fiori, Professor Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Programa de Pós- Graduação em Economia Política Internacional (PEPI-UFRJ). Coordenador do Grupo de Pesquisa CNPQ/UFRJ “Poder Global e Geopolítica do Capitalismo. Das 18h às 19h30.

No dia 16, das 18h às 20h30, “Do petróleo à apropriação do excedente de valor  produzido por meio da Petrobrás”, com Felipe Coutinho, Presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) Engenheiro químico, especializado em engenharia de processamento e em biocombustíveis, trabalha no Centro de Pesquisas da Petrobrás (CENPES).

No dia 23 o tema é “Geopolítica do petróleo e conjuntura internacional”, com  Raphael Padula, Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atua no Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional (PEPI-UFRJ) e na Graduação de Relações Internacionais (UFRJ). Membro do Grupo de Pesquisa CNPQ/UFRJ “Poder Global e Geopolítica do Capitalismo”.

E, finalmente, no dia30, “Diplomacia, sistema monetário internacional e petróleo: desafios e oportunidades para o Brasil”, com  Mauricio Metri, Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atua no Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional (PEPI-UFRJ) e na Graduação de Relações Internacionais (UFRJ). Membro do Grupo de Pesquisa CNPQ/UFRJ “Poder Global e Geopolítica do Capitalismo”.

O mediador será o economista Paulo Passarinho e, ao final de cada seminário, serão reservados 30 minutos para perguntas do público.


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GASODUTO LULA – CABUÍNAS.

Segundo gasoduto brasileiro só em 2016

 

A Galp anunciou o arranque do segundo gasoduto, Lula-Cabuínas, que permitirá escoar o gás natural do Bloco BM-S-11, situado na Bacia de Santos.

Previsto para o final deste ano, a nova data está agora agendada para o primeiro trimestre de 2016.

A companhia tinha já iniciado, em 2011, a operação do gasoduto que liga o campo de Lula, no bloco petrolífero BM-S-11, à plataforma de Mexilhão, localizada nas águas rasas da Bacia de Santos. Uma infra-estrutura que foi considerada estratégica para o desenvolvimento de petróleo no pré-sal. Este tem capacidade para escoar até dez milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Este gasoduto permite ainda viabilizar o gás, canalizando-o para processamento na unidade de tratamento.

A produção de gás natural, embora em menor quantidade do que a de petróleo é uma constante na região do pré-sal brasileiro. Constitui assim uma fonte de receita das companhias, embora ainda limitada por alguns constrangimentos técnicos, o que obriga, muitas vezes, à queima do gás natural.

Fonte: Económico