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ENERGIA EÓLICA – Parques eólicos em alto mar.

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Parques eólicos avançam com transição energética

Veleiros antigos, alguns dos quais construídos no começo do século XX, enfurnaram as velas, semana passada, para um desfile marítimo em Bremerhaven, no noroeste da Alemanha. A cidade é conhecida por um festival que atrai velejadores do mundo inteiro. O vento que impulsiona os barcos na região tem também um papel importante na transição energética pela qual passa o país rumo a uma energia mais limpa, na qual as fontes renováveis, como a energia eólica, terão importância cada vez maior.

A 120 quilômetros da costa de Bremerhaven, no Mar do Norte, situa-se o parque eólico Meerwind Süd-Ost, da empresa WindMW, controlada pelo fundo americano Blackstone Group. Esses parques estão entre os primeiros projetos de energia eólica a entrar em operação comercial em alto mar na Alemanha, em setembro de 2014. O projeto custou €US$ 1,2 bilhão, dos quais dois terços financiados por bancos e um terço por capital dos sócios: a Blackstone, que tem 80% do projeto, e a alemã Windland Energieerzeugungs, dona dos 20% restantes da WindMW.

Meerwind Süd-Ost conta com 80 turbinas, cada uma com capacidade de 3,6 megawatts (MW), fornecidas pelo grupo alemão de engenharia Siemens. Na Alemanha, a Siemens é líder no mercado offshore de energia eólica com quatro projetos instalados (Baltic 1, Borkum Riffgat, Dan-Tysk e Meerwind). Outros cinco projetos de energia eólica no mar que utilizam tecnologia Siemens estão em construção e há ainda quatro empreendimentos contratados.

As projeções indicam que a WindMW pode obter receitas entre €170 milhões e 190 milhões por ano com a geração do parque eólico de Meerwind Süd-Ost. Com base na legislação alemã de energias renováveis, os riscos do projeto foram reduzidos a partir da fixação de uma tarifa de €150 por megawatt hora (MWh) para os 13 primeiros anos do projeto.

A energia gerada pelas torres eólicas no mar precisa passar por uma plataforma instalada no próprio parque que transforma a corrente alternada em corrente contínua para um transporte mais eficiente da energia elétrica em longa distância, até a terra, via cabos submarinos, onde a energia é disponibilizada no sistema de transmissão. As torres de Meerwind estão instaladas em lâmina d’água de 26 metros de profundidade.

“Há vantagens em produzir energia eólica em alto mar”, disse Sebastian Schmidt, diretor financeiro da WindMW. Uma delas está no fato de que no mar há mais vento e, nessa condição, a empresa pode operar as turbinas em sua máxima capacidade pelo dobro de tempo do que em um parque eólico em terra firme. No mar, também é possível usar equipamentos maiores do que em terra, onde existem limitações de espaço, especialmente na Europa. Mas os custos no mar são maiores do que em terra.

“No Brasil, a produção de energia eólica offshore não é algo descartável, mas vai se tornar interessante no dia em que for competitiva [em termos de custos]”, disse Elbia Gannoum, presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). É possível, inclusive, que o custo da energia eólica no Brasil seja até mais competitivo do que na Alemanha, afirmou.

Nas contas da Abeeólica, existem hoje 7 mil MW de energia eólica instalada no Brasil, com 281 usinas, o que corresponde a 5% da capacidade instalada na matriz energética nacional. A energia gerada a partir do vento é a quarta fonte no país, atrás da hidrelétrica, térmica e biomassa. “Mas em 2020 seremos a segunda fonte de geração de energia”, disse Elbia.

Na Alemanha, as fontes renováveis, incluindo eólica, solar, biomassa e hidráulica, vêm crescendo ano a ano. Em 2000, apenas 6% da energia consumida vinha de fontes renováveis, percentual que em 2014 ficou próximo de 28%. O plano é aumentar esse percentual para 40%-45% em 2025. 18

Por anos, a Alemanha teve um forte sistema de geração nuclear responsável por produzir a maior parte da energia do país. O acidente nuclear em Fukushima, no Japão, em 2011, foi decisivo na decisão da Alemanha de abandonar de forma gradativa a energia nuclear.

Principal economia da Europa, a Alemanha definiu um plano para fechar as usinas nucleares até 2022. Na indústria, há, porém, quem acredite que o país precisará de mais tempo para substituir totalmente as fontes fósseis e a energia nuclear por fontes renováveis, mas o caminho a seguir parece não ter mais volta.

Joe Kaeser, presidente global da Siemens, disse ao Valor que a geração de energia está se tornando mais descentralizada. A empresa vê uma mudança de um sistema baseado em uma única fonte, como grandes usinas, para várias alternativas de geração, incluindo turbinas a gás e a vapor, entre outras fontes. “Hoje temos multifontes de energia, com parques de fontes eólica, solar, biomassa, hidráulica. A energia vem de várias fontes e de natureza volátil, então é preciso gerenciar esse modelo de forma mais descentralizada e é nisso que nós [na Siemens] estamos investindo”, disse Kaeser.

O Ministério de Relações Econômicas e Energia da Alemanha afirma, em relatório, que a transição no setor de energia é um dos projetos mais importantes para o futuro do país. “Pode [esse projeto] demonstrar como um país altamente industrializado pode mudar para um fornecimento de energia sustentável sem perder competitividade em um mundo globalizado”, diz trecho do relatório.

Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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