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CHINESES VIERAM PARA FICAR NO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO.

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A esperada vitória da State Grid no leilão que licitou o segundo linhão de transmissão de Belo Monte, realizado na sexta-feira, mostrou que chineses vieram para ficar no setor elétrico brasileiro. Conforme antecipado pelo Valor, dessa vez a companhia não repetiu a parceria com a Eletrobras verificada no leilão do primeiro linhão, em 2014, e assumirá, sozinha, os R$ 7 bilhões em investimentos necessários para o projeto.

E a investida não deve parar por aí. Além de esperarem uma forte participação chinesa nos expressivos R$ 35 bilhões em investimentos em linhões que o governo pretende licitar até o começo de 2016, especialistas apontam que o interesse do gigante asiático, antes concentrado em transmissão, também está se estendendo para ativos de geração, com foco principalmente em energias renováveis.

Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) afirma que, nos últimos dois anos, cresceu muito o interesse da China por projetos eólicos no Brasil. “Eles estão com o bolso cheio, viram que o mercado brasileiro está crescendo a taxas atrativas e carente de novos investimentos”, ressalta.

A presença dos chineses no segmento ainda é tímida – resume-se apenas a um parque no Nordeste, no qual a Sinovel atuou como construtora, de 90 megawatts (MW). Mas o cenário já está mudando. A fabricante de aerogeradores Goldwind já tem compromisso firme para implantação de uma fábrica no Brasil, diz Elbia. E, conforme noticiou o Valor na semana passada, a também chinesa Sany é a favorita para comprar a fábrica de turbinas eólicas da Impsa.

“Antes, as coisas ficavam muito no discurso. Mas agora estão se traduzindo em investimentos concretos”, aponta a executiva. De acordo com ela, a exigência do BNDES de conteúdo nacional mínimo para concessão de financiamentos subsidiados era um empecilho, mas com a chegada dos fabricantes chineses, isso deve mudar. “Devemos ter chineses já nos próximos leilões”, garante.

As companhias do país asiático já sondam o mercado. No começo do ano, a CGN Meiya esteve próxima de comprar uma participação minoritária em projetos em desenvolvimento pela Casa dos Ventos. As negociações travaram diante das incertezas políticas e econômicas e da volatilidade cambial do país, apurou o Valor.

Segundo assessores financeiros, a China Three Gorges, estatal responsável pela construção da gigantesca hidrelétrica de Três Gargantas na China, também têm avaliado uma ampla gama de ativos para compra no Brasil, incluindo pequenas centrais hidrelétricas e parques eólicos. A chinesa é a maior acionista da EDP, controladora da Energias do Brasil e já detém uma fatia de 33% na usina hidrelétrica de São Manoel, de 700 MW, a ser construída no Rio Teles Pires, na fronteira entre Mato Grosso e Pará.

“Tem muitas empresas chinesas avaliando ativos. Há algumas que estão no Brasil já há mais tempo e outras que chegaram há pouco, se estabeleceram aqui e estão esperando o momento certo de comprar”, afirma Marcos Quintanilha, sócio líder da área de energia da consultoria E&Y.

Na State Grid, o interesse se estende também para ativos de geração, incluindo hidrelétricas, energias renováveis e solar. “Sempre buscamos oportunidades de investimento, tanto sozinha, quanto em parceria com sócios locais”, afirmou o vice-presidente de novos negócios, Qu Yang. A entrada no setor de distribuição também não está descartada e a chinesa pretende avaliar os ativos do segmento que devem ser colocados à venda pela Eletrobras.

Atualmente, a chinesa tem apenas ativos de transmissão. Entrou no país em 2010, com a compra de projetos da Abengoa e arrematou em 2012 o contrato para a construção do linhão de Teles Pires em 15

parceria com a Copel, atrasado em mais de nove meses. No ano passado, ganhou o primeiro linhão de Belo Monte, num consórcio em parceria com a Eletrobras.

O segundo bipolo da usina no Xingu, arrematado na sexta-feira com deságio de 19% em relação à receita anual permitida (RAP), será seu maior projeto no Brasil. A State Grid disse que não descarta fechar uma parceria com a Eletrobras mais à frente para tocar o empreendimento, mas segundo fontes, se o negócio se concretizar, a estatal federal deve ter uma participação mais tímida que os 49% do primeiro linhão. A chinesa informou que pretende utilizar o financiamento do BNDES disponível para o projeto e emitir debêntures de infraestrutura.

Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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